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segunda-feira, junho 15

As promessas que a vida me fez tomar...


De cada vez que faço mudanças na minha vida, volto atrás e tento reescrever a história. Não no sentido de a mudar, mas com o intuito de a interpretar.
Se há coisas que nos ajudam a perceber cada pedacinho de nós são as mudanças, as aventuras, os dissabores e todos os momentos em que somos colocados à prova. Quantas vezes não duvidaste de ti e voltaste atrás para perceber o porquê disso acontecer? Quantas vezes não quiseste desistir e olhaste para ti e foste capaz?
São tantos os dilemas com que nos deparamos ao longo da vida, tantas alterações na nossa trajetória, tantos imprevistos que afinal até deram certo…

Acredito que nada acontece por acaso e que, se olharmos com muita atenção, seremos capazes de encadear cada peça do nosso puzzle da vida.
Eu tenho algumas ainda por encaixar, algumas que dependem apenas de mim e outras que ainda não sei bem como as posicionar. Mas cada uma delas faz parte de todo o percurso que vivo e vivi.
Uma das coisas que já falei por aqui foi da minha história. Seria tão mais simples fazê-lo se ela tivesse sido bem linear, sem altos e baixos tão abruptos, sem voltas e reviravoltas, sem momentos de extrema aventura e emoção. Mas não. Tinha que ser recheada de contratempos, de desafios, de momentos que me colocaram à prova. Tinha que ser feita de provas à minha resistência e resiliência para eu crescer. E, sabem que mais? Ainda bem! Porque foi com ela que aprendi a apreciar o mundo desde a sua essência, a perceber o valor da vida, que ela não é eterna e que ninguém é de ninguém. Foi a minha história que me tornou, de certa forma, mais “egoísta”, que me ensinou a focar mais em mim, nas minhas coisas e nos meus. Foi a minha história que permitiu crescer. Mas também com ela que nasceram os medos, a insegurança e a vontade de me esconder (esta que tento, com o blog, combater).

Podemos sempre contar a nossa história de várias formas. Podemos contá-la colocando-nos como vítima ou super-herói. Podemos sempre contá-la como gloriosa ou como fatal. Confesso que não gosto de extremos, porque para mim tudo é natural. Se nada acontece por acaso, é a sucessão de acontecimentos que faz com que a nossa história continue de determinada forma, que nós optamos por determinados caminhos e por aí fora… Tudo se vai encaixando e organizando e é isso que torna cada história de vida tão especial.
Apesar disso, tenho consciência de que a minha não é uma história comum, nem tão pouco habitual. Mas é a minha, a que me representa e me ajudou a ser quem sou. Foi com o somatório de cada experiência que jurei para mim mesma que todos os dias tentaria desafiar-me a ser melhor, a lutar para combater tudo o que impede verdadeiramente de viver. Por isso, quando os medos assombram faço um esforço para relembrar "fecha os olhos e vai".

E tu? Quais foram as promessas que a tua vida te fez tomar?



quinta-feira, junho 11

A viagem mais arriscada de sempre!

Há 11 anos atrás, para aproveitar os feriados em Portugal, "metemo-nos os 3 no carro" e rumamos a Madrid.
Poderia ter sido apenas uma viagem no meio de tantas outras, se não estivesse grávida de 38 semanas.

Acho que já partilhei esta aventura por aqui. Mas nesta altura do ano faço sempre uma viagem ao passado.
Se há algo que a idade nos traz são medos, medos, e mais medos. Pelo menos para mim, a idade tem-me feito mal neste sentido.
Hoje, nas mesmas condições, não teria saído de casa assim. Muito menos para ir de carro, numa viagem tão longa, para onde não conhecíamos ninguém.
Mas... Jovens! Jovens e as suas aventuras. É o que vale! Também, se assim não fosse não teria mais uma história para recordar.

Foram 3 dias, vividos sob o calor imenso de Madrid. Não contamos quantos quilómetros percorremos a pé, mas nada melhor do que caminhar para facilitar um parto, não é mesmo?

Foram dias incríveis, que serão para sempre recordados como dos melhores que já vivemos.

Qual foi a maior viagem que fizeram grávidas? Arriscariam numa viagem assim?


quarta-feira, maio 27

Leva contigo todos os sonhos...

- Leva contigo todos os sonhos. Vai sem hesitar, mesmo que a incerteza te queira fazer parar. Em breve, deixarás de precisar tanto de mim, do meu colo, do meu aconchego. Sei que mais depressa do que imagino ou quero, tu estarás pronto para voar. Por ti. Para ti. E eu, eu estarei sempre aqui. Para te apoiar. Para te suportar, para dar coragem e força para continuares. Sei que não nasceste para ser meu para sempre, mesmo que o sejas dentro de mim. E de ti, espero. Ainda hoje te disse que terás sempre o meu apoio para qualquer sonho que desejes viver. 

- Ser mãe também é isto. É dar apoio e suporte, é dar colo e abrigo, é ser o porto seguro, a qualquer hora, em qualquer lugar do mundo. Ser mãe é ter a certeza que vivemos para alguém, que um dia desejará viver por si. Ser mãe é ser entrega, total e incondicional. É ser altruísta e deixar os seus sonhos de lado para suportar os dos seus. É apoiar, mesmo quando custar. É estar lá, mesmo quando doer. Sei que fui escolhida para te guiar. E juro, darei o meu melhor para te orientar. Apenas. Tu terás nas tuas mãos a decisão mais difícil de todas, a de escolher o caminho. 


- É assustador como o tempo voa depressa e, num instante, temos um filho nos braços e, no outro, temos alguém quase do nosso tamanho.
Só quero que sejas feliz. Nada mais. Hoje e sempre. (Assim um desabafo, numa espécie de diário emocional. O mês que antecede o aniversário do Gabriel será sempre o recordar de como tudo começou e aquele momento de aceitação de que tudo vai mudando depressa demais.)



segunda-feira, novembro 4

Para este mês prometi...

Como começou o vosso mês?

Por cá, a cada dia que passa, a adrenalina aumenta. A adrenalina, a força e a vontade de terminar algumas coisinhas, também.
Aprendi a não jurar promessas. Não tem sido fácil cumprir cada uma delas dentro dos prazos que estipulo para mim.
Mas, há algo que este mês prometi a mim mesma: escrever mais e cuidar mais de mim.
O que uma coisa tem a ver com a outra? Tudo!
A escrita ajuda-me a cuidar de quem sou, a manter-me fiel a mim mesma...
Há temas que outrora trazia até cá que me têm deixado muitas saudades. Por isso, nada como tentar recuperar o que nos faz bem, não é mesmo?

E vocês? Traçaram objetivos para este mês?



segunda-feira, julho 8

A vida paralela das redes sociais


Ontem partilhei no instagram que, na minha opinião, as redes sociais devem ser o prolongamento da nossa realidade e não representar uma vida paralela, perfeita, idealista, inspiradora.
Descobri a internet numa altura em que a genuinidade era o maior alicerce de quem criava conteúdo. E foi aí que me apaixonei por este meio.
Desde então, as coisas têm mudado bastante. Apesar de sentir que não posso ser completamente alheia ao que esta “nova realidade” adquiriu, há coisas das quais não abdico nunca: de viver de forma apaixonada pela minha vida. E por isso, há momentos que guardarei sempre para mim, que viverei de forma o mais completa possível. E, por isso, há momentos em que preciso desconectar-me, para poder estar mais próxima da minha realidade.
Não vou sequer explorar os motivos que a tornaram diferente, nem o modo de atuação atual de quem utiliza ou abusa destes meios.
Apenas expor que não acredito que sejamos capazes de viver algo na sua plenitude se estivermos constantemente de telemóvel na mão a partilhar o que está a ser realizado naquele preciso momento. Pelo menos, eu só consigo falar do que vivi de forma consciente depois de ter saído da situação.
É por esse motivo que não tinha partilhado nada sobre a Estrela antes de termos uma conclusão.
Não sou ninguém para dar conselhos, mas experimentem viver um bocadinho de mãos livres e digam se não sentem uma liberdade muito maior e uma paixão, entrega e dedicação muito maior?
Sou uma total obcecada nisto das redes. Das que se partilham pela internet. Mas também das outras, das que nos alimentam no dia-a-dia. Das que se lembram de nós só porque somos a X ou Y.
E para hoje é só. Tinha outras coisas para partilhar convosco hoje, mas foram vários os feedbacks positivos que recebi sobre este “desabafo” que resolvi deixar esta opinião registada.
Só para vos agradecer o feedback e para explicar que este também é um motivo válido para umas paragens. ;)



quarta-feira, abril 3

Se as crianças são o meu espelho, o que gostaria de ver refletido?

E se durante todo o dia estivéssemos a ser observados? Como seria a nossa atitude? De que forma entoariam as nossas palavras? Se pararmos para pensar, quando temos filhos estamos a ser constantemente observados. Tudo o que fazemos, dizemos ou a forma como gerimos as situações são alvo da sua observação. Eles observam-nos mais do que imaginamos. E por isso, as crianças são o nosso reflexo. Elas refletem tudo aquilo que lhes mostramos. Elas refletem as nossas atitudes, as nossas palavras, a forma de falar, a forma de interagir com os outros, com as coisas e com o mundo. Elas são pequenas mas absorvem tudo aquilo que vêm. Elas aprendem a nossa forma de lidar com as situações, sejam boas ou más e até adquirem os nossos gostos por isto ou aquilo. É extremamente importante que não o esqueçamos e todos os dias possamos responder da melhor forma a esta questão: "Se as crianças são o meu espelho, o que gostaria de ver refletido?" pensem nisso. E digam - me o que acham sobre isto...


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quinta-feira, março 7

Não desistas... #textos

Quando alguém disser que não consegues, não desistas. Mostra que és capaz. Quando alguém duvidar de ti, não desistas. Mostra que és mais do que aquilo que julgam. Quando alguém te disser que não vale a pena, não desistas. Prova que nada é em vão. Quando alguém te disser que é impossível, não desistas. Vai e mostra que foi possível. Mas, não o faças nunca para o mostrar ao outro. Acredita, vai e continua a lutar sempre por ti. Para mostrares a ti mesmo que consegues, que és capaz, que valeu a pena, que foi possível lá chegar. Prova a ti mesmo que não há impossíveis quando se acredita, quando se quer de verdade. Nunca desistas. Nunca. Mas nunca desistas apenas por ti. Porque tu mereces sempre dar uma nova oportunidade a ti mesmo, aos teus sonhos, às tuas ambições, aos teus objetivos. Mostra-te sem medos ou preconceitos, revela o que tens guardado só para ti, prova que és ainda mais forte e especial. Sempre. Para sempre. E se um dia duvidares, eu estarei aqui para te provar que não há nada mais incrível do que acreditar.

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quarta-feira, março 6

Tu viraste o meu mundo do avesso... #textos

Tu viraste o meu mundo do avesso. E foi aí que descobri que o avesso é realmente o melhor lado. Contigo aprendi a ver o mundo numa perspetiva diferente. Deixei de ser o centro das atenções para passares a seres tu, o centro do mundo. Dito assim, pode parecer algo difícil. Mas não, não o é de todo. Porque contigo descobri que às vezes precisamos inverter as prioridades para perceber o que é a felicidade de verdade. Tu vieste para me mostrar que nada surge por acaso, que tudo tem o seu tempo certo para acontecer. Ser mãe jovem é algo que desejo a toda a gente. Ser mãe nova é ter a possibilidade de apreciar a vida antes de tudo o resto. Ser mãe nova ensina-nos a apreciar as pequenas coisas, a sentimo-nos crescer mesmo de sapato raso, a acordar mesmo sem dormir, a fazer em vez de estar, a ser em vez de parecer. Ser mãe nova ensina-nos tantas coisas boas que seria incapaz de as descrever todas. Mas acima de tudo, ser mãe nova ensina-nos a amar alguém mesmo antes de termos aprendido a amar-nos direito. Ser mãe nova ensina-nos o que é o amor de verdade e a construir um novo amor, mais simples, mais descomplicado, por nós e pelo mundo.

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terça-feira, outubro 9

Amamentar é uma prova de amor


Amamentar é das maiores provas de amor. Amamentar significa muito mais do que alimentar. Amamentar implica uma dedicação, disponibilidade e entrega completas, que só mesmo uma grande prova de amor é capaz de superar.
Amamentar é das melhores coisas do Mundo. E, tal como todos os paraísos, para lá estar é necessário, muitas vezes, percorrer o deserto. E, percorrer o deserto implica atravessar períodos de sacrifício, de dor, de solidão. Percorrer o deserto implica ficar descalça, muitas vezes, no meio do nada, e mesmo quando a esperança parece terminar, acreditar que podemos ir mais além e procurar o oásis. Amamentar não é um momento. É um processo. É um percurso, repleto de momentos. Dos bons, e dos menos bons. E é preciso ter noção disso. Ouço, muitas vezes, as pessoas queixarem-se de comentários maldosos. As pessoas precisam ter noção de que qualquer comentário pode ferir uma mãe que está numa fase difícil e isso pode condicionar este processo de amor. O que é de um amor sem correspondência? Não sobrevive. E, nós precisamos relembrar o mundo que, se amamentamos em público é porque aquele amor é grande demais para ser apenas nosso. Nós temos orgulho nele. E, como qualquer amor, quando se tem orgulho dele não há medo de o mostrar. Há alegria em partilhá-lo. Há fraqueza, também. Somos mães que amamentam. Somos mães apaixonadas e que acreditam que esta prova de amor um dia nos vai tornar pessoas mais realizadas, porque iremos ter a certeza de que demos tudo o que havia para dar, no momento em que o podíamos fazer. Mesmo quando nos faltarem as forças. E, será nesse momento, que mais precisaremos de mostrar ao Mundo que ainda somos capazes. Que temos orgulho do que fazemos, não só por nós, mas sobretudo por eles.
A semana passada celebrou-se a semana da amamentação, mas queria também deixar a minha lembrança sobre este percurso. Não é o mais simples, mas é o melhor que poderia escolher para a minha filha.



quarta-feira, outubro 3

Ufa, mais um dia chega ao fim... ou ao início?!

Acabou a luta, por agora. Das coisas mais difíceis para mim é não ter filhos que durmam bem. Os primeiros 2 anos do Gabriel foram tão maus que por algum tempo desisti de me deitar para dormir. Era muito menos cansativo se não o fizesse. Na altura estudava, não sei como aguentei. Desta vez, o cenário repete-se. As noites são uma coisa do outro mundo. A Estrela dorme por ciclos e, entre eles passa a noite a chorar, a pedir mama. Para ajudar, há fases em que demora tempos infinitos a adormecer. Só espero que esta fase passe e que ela comece a dormir melhor... Como em tudo na vida, não há pessoas perfeitas. Que o defeito dela só dure 2 anos. Já só faltam 4 meses.. Hei-de lá chegar.

Agora que a noite começa para eles, será que sobra um bocadinho de tempo para mim?
Veremos como corre...


terça-feira, outubro 2

Bom dia!

Que seja especial.


Estive para não partilhar esta foto. Mas, o que mais precisamos na vida é de coragem. E só para mostrar que sou destemida, cá está uma foto minha sem edição. Aliás, a única edição que tem é uma edição ilimitada de olheiras, próprias de quem não dorme uma noite completa à mais de 20 meses. ahah
Todos os dias repito: é hoje! Dizem que atraímos o que desejamos. Mas, até hoje, não atraí nada, a não ser a Estrela até à mama. ahah
E, por isso, esse "é hoje" tão desejado ainda não chegou.
Boa Terça-feira!

quarta-feira, setembro 26

terça-feira, setembro 25

Tenho uma irmã, e agora? “Gabi, olha a mana, por favor”


Durante as férias, dei por mim a pensar de forma muito séria sobre um assunto que gostava de partilhar convosco…
Quando temos um segundo filho, por exemplo, queixamo-nos porque a qualquer lado que vamos, toda a gente olha, sorri e fala para o bebé, muitas vezes, como se o mais velho não estivesse ali. É revoltante quando isso acontece, porque acontece vezes sem conta, tantas que, para nos afetar, nem quero imaginar como se sentirão os nossos mais velhos…
Estes dias dei por mim a reparar que sofremos do mesmo mal. Em casa, na rua, ou em qualquer outro lugar, dou por mim a pedir ao Gabriel para “olhar pela Estrela”. Muitas vezes, utilizo expressões como “olha a mana, por favor…” E, quando falo dele para ela: “Olha o mano, Estrela…” Assim de repente, nem parece muito díspar esta forma de tratamento. Mas, no final das contas, são tantas as vezes que acabo por lhe pedir um “auxílio” sem dar conta, que quando caio na realidade, sinto-me demasiadamente mal por o ter feito.
“Gabi, olha a Estrela. Gabi, brincas com a Estrela, por favor? Gabi, seguras na Estrela, por favor? Gabi, cuidado que ela é bebé.” Gabi, Gabi, Gabi…
E tantas outras expressões, que somadas e multiplicadas não fazem qualquer sentido. Por vezes, começo e não termino as frases, dizendo apenas: “Deixa, não era nada. A mamã vai.” Porque, na realidade ele não é obrigado a responder a tantas solicitações, mas a verdade é que ter um filho que dá um olhinho de vez em quando para poder ir à casa de banho, ajuda.
Mas, repensar sobre tudo isto também nos ajuda a melhorar e a diminuir as “consequências” que o filho mais velho sente com a chegada do mais novo…
Quem tem mais do que um filho, já pensaram nisto assim?

domingo, maio 6

Que mãe sou eu, afinal?


Neste dia da mãe, não poderia desejar nada mais do que voltar aqui e partilhar convosco um pequeno pensamento.
Que mãe sou eu, afinal? Há 9 anos que a palavra mãe assumiu a maior parte da minha vida. A vida colocou-me à prova, e deu-me de presente o que a vida nos pode dar de melhor: um filho.
Há 9 anos que eu, sem saber ao certo o que era ser mãe, vesti este papel com toda a força, como se tivesse nascido para não querer outro papel maior.
Mas, ser mãe não é algo tão linear, antes pelo contrário. É uma montanha russa que altera a toda a hora o rumo e a intensidade. Ser mãe não é algo fácil, simples e tranquilo. Ser mãe não é algo que se faça de forma leviana, sem dificuldades, dúvidas ou incertezas. Ser mãe não é ser apenas a cuidadora, a pessoa que alimenta, ensina, que dá, que mima ou abraça alguém. Ser mãe é tentar ser a vida de alguém que vive num corpo independente, que tem necessidade e vontade próprias. Ser mãe é tentar ser a vida de alguém e deixar a nossa vida para trás. Sem pensar. Sem pestanejar.
Ser mãe é assumir a maior responsabilidade de todas: a de criar um filho. Criar com amor, com valor. Não importa qual a nossa área de especialização, ou sequer se temos alguma. Ser mãe é ter que dar resposta a dúvidas de português, de matemática, estudo do meio, inglês, é ter que explicar relacionamentos, perceber de carros, televisões e tudo quanto existe.
Ser mãe é querer que os nossos filhos estejam sempre melhor do que nós. É querer que estejam bem alimentados, que durmam bem, que façam aquilo que gostam, que sejam felizes por completo. Ser mãe é pensar e agir em prol de um ou mais seres sem querer qualquer tipo de recompensa. Ser mãe é deixar os nossos desejos para segundo lugar e mesmo assim, ser capaz de ficar feliz com o esboço de um simples sorriso. Ser mãe é ter alguém que nos tira o sossego, noite e dia, dias e noites consecutivos e, mesmo assim, agradecer a Deus pela sua existência. Ser mãe é ter alguém que nos impede de descansar, de cuidar de nós, de termos aqueles 5 minutos de sossego, ou ter aquele tempo para ver a nossa série preferida e, mesmo assim, sermos capazes de encontrar a felicidade. Ser mãe é ser capaz de ser feliz por alguém, que nada faz ou diz para retribuir de forma intencional. É aceitar que daremos de nós tudo o que sabemos, temos ou somos, 24 horas por dia, sem turnos ou intervalos.
Ser mãe é ficar com o coração fora do peito quando os deixamos na creche, quando vamos ao hospital, quando viramos costas por 5 minutos e os perdemos de vista. Ser mãe é ter a sensibilidade maior do que a de uma flor e a força de um leão. Ser mãe é perceber que não existe nada maior do que a vida de alguém.
Quando me questiono que tipo de mãe sou eu, nem eu sei ao certo o que responder. Sou mãe, apenas. Aquela que aperta com força, que impõe regras, que grita, que obriga a comer a sopa, que manda dormir a horas, que manda tomar banho e lavar os dentes. Sou aquela mãe chata que manda estudar, desligar a televisão. Sou aquela mãe que dá sermões, que ensina a portar bem. Mas, sou também aquela mãe que deixa os seus planos de lado para abraçar, dar beijinhos ou conversar. Sou aquela mãe que acorda de noite para cobrir, que faz questão de levar à escola, que leva às atividades preferidas. Sou aquela mãe que erra, que pede desculpa, que repensa sobre as suas atitudes e tenta sempre dar o melhor que tem.
Sou uma mãe como tantas outras que vê nos filhos o maior presente da vida.
No fundo, sou aquela mãe que reclama quando está cansada, mas que se sente a mais feliz do mundo por ter dois filhos tão especiais.
Feliz Dia da Mãe a todas as Mães que fazem dos filhos os atores principais.

segunda-feira, janeiro 8

Agradecer ao invés de reclamar

Obrigada...
Por cá, são muitas as noites mal dormidas. A princesa cá de casa vira um sapinho durante a noite. Por vezes, o cansaço acumulado dá azos a pessimismos e reclamações. Mas, ontem tirei uns minutos para refletir e agradeci a Deus, à vida, à sorte. Depois de colocar a pequena para dormir, para não variar muito, passados uns 10 minutos (se tanto) já estava ela a chorar e eu lá fui. Volto a adormece-la e nisto, como uma vez é pouco, volta a chorar e eu volto a ir lá…
Neste impasse de tempo e apesar da enorme vontade que ela adormecesse à primeira, chego ao quarto, pego nela ao colo, dando-lhe aquele abraço enorme e carinhoso. Olho para ela, e agradeço a Deus por estar ali, com ela nos meus braços.
Agradeço e repenso o tempo em que o Gabriel facilmente cabia nos meus braços. Relembro o tempo em que o Gabriel precisava de um aconchego para dormir… O tempo passa rápido demais para desperdiçar este abraço, este colinho. Daqui a um ano já não precisará deste aconchego. Ou, a precisar, não terei eu costas capazes de lhe dar colinho. Não que agora tenha, mas à medida que ela crescer, será cada vez pior. Por isso, ontem não reclamei uma única vez. Agradeci. Abracei-a com toda a força que pude e desfrutei daquele momento cansativo, mas acima de tudo, carinhoso.

Sempre que aceitamos as situações, tudo parece tornar-se mais fácil. Esta noite foi tão curta, mas tão boa. Quero lembrar-me sempre disto, e agradecer de cada vez que ela chorar, ao invés de “reclamar”. Não tenho filhos que dormem? Não, não tenho. Mas, entre todos os defeitos que seja este o dilema com o qual tenho que lidar. Agradecerei de todas as vezes que tiver que lhe dar um colinho. Afinal, é tão, mas tão bom…


quinta-feira, dezembro 14

Press Play, again and again...

Tentei iniciar este post de várias formas. Mas, em nenhuma delas, as palavras saíam de forma poética e, por isso, desisti de querer um post todo catita…
Podia começar por explicar os motivos desta (nova) paragem. Podia começar por descrever quais são os planos para hoje e para o futuro. Ou simplesmente, podia partilhar convosco as decorações de Natal (devo ser das poucas pessoas que ainda não o fez). Podia começar de tantas formas, mas quero apenas começar com um pedido de desculpa! A quem? A vocês, que estiveram e estão sempre desse lado. A vocês, que me enviam mensagens a questionar se está tudo bem. A vocês que, simplesmente continuam a ter paciência para estas paragens (tão desnecessárias quanto necessárias). Prometo que pensei em vocês durante este tempo…

É inacreditável a velocidade com que o tempo passa. Os dias passam a voar, os meses a correr, e o ano passa com uma velocidade incrível. Já estamos com o Natal à porta e, não tarda, o ano novo. Com esta contagem decrescente cada vez mais próxima do fim, tento fazer os balanços do ano nos poucos momentos que me restam para pensar…

Este ano não poderia ter começado da forma mais maravilhosa de todas. Mas, mostrou-se tão mais desafiante do que alguma vez esperei.
Os testes à minha capacidade de auto-regulação têm sido enormes e constantes. Mas, apesar das dificuldades, sou persistente. Mantenho-me fiel aos meus princípios e aos meus objetivos.

E, fico feliz por ver que os meus amigos continuam fiéis a si mesmos e, claro está, a mim (ahah).
Obrigada a todos os que se preocupam comigo, a todos os que compreendem que a vida é feita por fases. Fases em que conseguimos dar mais do que receber, e fases em que simplesmente não conseguimos dar mais de nós do que as nossas prioridades e obrigações exigem.
Sei que é só uma fase e há-de passar.
Na verdade, só preciso de umas boas horas de sono… Ou quiçá, apenas três ou quatro horas bem dormidas por noite.

De qualquer das formas, o blog não podia terminar o ano sem dar notícias e, quiçá, partilhar mais umas quantas coisas convosco…

Espero que durante este tempo tudo esteja bem convosco e com os vossos…
Um ENORME OBRIGADA a quem continuou a passar por cá. Saber que tenho alguém desse lado deixa-me tão, mas tão feliz, que não há palavras nem formas suficientes para vos agradecer.

Beijinho e um abraço!

Sejam muito Felizes (ser Feliz é a única coisa que realmente importa nesta vida) ;)


Fonte

quarta-feira, novembro 1

Porquê só no dia de todos os santos?

O feriado do dia de hoje é um feriado que não me diz muito, mas que me deixa a pensar em muita coisa...
Hoje devem ser lembrados todos aqueles que partiram deste mundo. Talvez por as minhas recordações deste dia não serem as melhores, não sou grande adepta deste dia.
Acredito que devemos lembrar quem partiu sempre que nos apetecer. E, dependendo da crença e vontade de cada um, devemos refletir e conversar com quem partiu deste mundo, no lugar onde nos sentirmos mais confortáveis para o fazer...

Sou muito das pessoas. Defendo muito mais a partilha e entrega enquanto estamos vivos. Detesto aquelas pessoas que passam a vida inteira sem darem valor a alguém e, nestes dias, só para mostrarem aqueles sentimentos que nunca tiveram, levam um ramo (o maior que havia na florista) para o cemitério.

Se morrer antes de vocês, não venham lamentar-se por não terem estado mais vezes comigo ou por não me ligarem mais vezes, ou por isto ou aquilo que na altura vos faça sentido.

Neste dia, devemos sobretudo lembrar-nos que a vida é mesmo efémera. De um momento para o outro tudo fica no mesmo local.
Por isso, devemos mostrar às pessoas que gostamos que estamos ali, sempre disponíveis para elas.

Aproveitemos este dia, a meu ver, triste, para agradecermos a nossa vida. Por agradecermos estarmos aqui, disponíveis para melhorar dia após dia.

Sejamos mais gratos, mais sinceros, mais abertos, mais positivos, mais amigos, ...

Que a reflexão de cada um de nós seja recordada todos os dias deste mês, e que saibamos colocar em prática todos os ensinamentos que a vida já nos deu...

terça-feira, outubro 17

Como assim, uma calculadora de sono perdido?!

Depois dos filhos, todos nós passamos pelo mesmo problema: o sono.
Uns mais do que outros, é verdade. Mas, ninguém escapa a uma ou duas noites mal dormidas.

A Rádio Comercial partilhou um site que estranhamente calcula o sono que já perdemos depois de termos sido pais.


É verdade. Basta colocarmos as idades dos nossos filhotes e o site diz-nos as horas, meses e anos de sono que perdemos.

Uma calculadora muito curiosa, com uma margem de erro enormíssima. Mas, perfeita para nos chamar a atenção para algumas situações mais ou menos caricatas que fazemos quando temos sono.

Pelos cálculos, eu já perdi 9 meses de sono.
E vocês? Quantos perderam?

Ahh! Para aumentar a vossa curiosidade em fazer as vossas contas, este site também estima quantas fraldas trocamos :) Eu já ultrapassei mais de 11800 e claro, não vou ficar por aqui. :)


quinta-feira, outubro 12

Afinal...

Hoje acordei. Acordei tão bem disposta e cheia de energia que resolvi correr. Tomei banho e depois o pequeno-almoço. Ao vestir, ainda tenho tempo para admirar o meu guarda roupa. Há tanto tempo que não estava tão cheio, com toda a roupa no devido lugar, engomada e lavada. A Estrela dormia como nunca. O Gabriel preparou-se para a escola tranquilamente. Por isso, consegui fazer uma maquilhagem simples e ir ao portátil escrever um bocadinho. Fiz umas pesquisas, respondi a uns emails e quando dei por mim já estava na hora do almoço.
Tinha almoço do dia anterior, por isso, não tive que me preocupar. Apenas em colocar a louça na máquina. Depois do almoço, fui tomar café com uma amiga. Que saudades tinha dela. Conversámos tanto, mas tanto…
O Gabriel chegou a casa esfomeado, lanchou como se não houvesse jantar. O Cláudio trouxe o jantar e finalmente o dia estava a terminar da melhor forma possível. Estava tudo tão perfeito até que um som perturbou o que tinha acontecido. Aquele trimmmm não me sai da cabeça! Olho para o telemóvel: era o despertador! Afinal, tinha adormecido e aquele cenário maravilhoso não passara de um sonho!

Há sonhos assim… Este é um daqueles sonhos que, por vezes, vivemos acordadas, na esperança de dias mais simples, em que a energia e o tempo jogam a nosso favor.
Este sonho não foi meu. Tenho dormido tão pouco que não tenho conseguido sequer chegar ao estádio do sono que me permita sonhar.

Mas, quem me manda fazer filhos bonitos em vez de dorminhocos?! Ahah

Claro que apesar de dar muito jeito que o dia-a-dia fosse mais simples, de comprar tudo feito, há muito mais valor nas coisas quando são feitas por nós próprios.

Fonte

quarta-feira, outubro 4

Sobre o dia que mudou a minha vida…

Podia descrever esse dia como se fosse hoje. Podia relatar cada acontecimento e cada sentimento como se os estivesse a reviver. Apesar de ainda não estar preparada para partilhar tudo o que se passou, precisava deixar escrito algo sobre este dia. Sei que, aos poucos, terei capacidade para tal.
Esse dia será para sempre um grande marco na minha vida. Já se passaram 9 anos. A minha trajetória enquanto pessoa mudou aí. Tudo o que eu era e o que vivia deu lugar a novas coisas e a uma nova pessoa. Não foram uma decisão nem uma mudança fáceis. Foi uma decisão tão difícil quanto necessária. Talvez a mais difícil de todas, mas a única que me daria tudo o que eu precisava. Sei que se voltasse atrás, faria tudo exatamente da mesma forma. E isso deixa-me muito tranquila e feliz.
Vivo a vida que escolhi, com quem escolhi. Apesar das consequências que daí advieram, sempre tive ao meu lado o meu grande amor, o meu porto de abrigo. Não imagino a minha vida de outra forma nem a imagino sem ti.

Sempre que penso nesta mudança, sinto-me a pessoa mais feliz do mundo. Obrigada, vida, por nos colocares à prova tantas vezes e por em todos os desafios, nos manteres lado a lado, tal como naquele dia.

Fonte