domingo, novembro 22

Receita da Semana: Arroz Doce


Ingredientes:
1500 mL de leite (pode juntar-se água e leite até perfazer o volume total)
350 g de arroz
6 gemas de ovo
400 g de açúcar
Casca de 1 limão
2 paus de canela
50 g manteiga
1 chávena de água

Procedimento:
Levar ao lume a água e o arroz e deixar cozer.
Juntar o leite, a manteiga, o limão e os paus de canela.
Deixar cozer durante 40 minutos, em lume brando, mexendo de vez em quando.
Juntar o açúcar + as gemas de ovo (batidas em pouco leite).
Deixe ferver um pouco e ficará pronto a ser servido.
Polvilhe com canela, enquanto estiver quente.



segunda-feira, novembro 16

Momento desabafo do dia: Sobre as pessoas

Às vezes sinto-me criança novamente. Vejo o mundo de uma forma tão simples, tão linda, tenho tanta vontade de o aproveitar, de estar com os meus, que não entendo certos comportamentos e atitudes (isto para não entrar em algumas crenças).
Nesses momentos, reflito em silêncio, e sou bem capaz de ficar horas a fio a pensar sobre o motivo que torna os seres humanos tão complicados. Mas, NUNCA chego a uma conclusão.
Existem pessoas que fazem de tudo para agradarem, mesmo que isso implique “vestirem” mil e uma peles. Estas são as pessoas camaleões.
Existem pessoas que se querendo sentir as melhores, mais bonitas, realizadas, inteligentes (e tudo o que vos passar pela cabeça neste momento. Tudo mesmo, porque até “isso” algumas acham piada), tentam rebaixar os outros.
Existem pessoas que não sabendo viver a sua própria vida, querem viver a vida dos outros: saber tudo sobre eles, falar deles como se fossem eles próprios, enfim…
Existem pessoas que não tendo opinião, buscam aqui e ali uma palavra qualquer, que partilham e aceitam, sem saberem ao certo do que estão a falar.
Existem pessoas que sentindo-se as melhores, ignoram, criticam, vangloriam-se sem nunca se olharem ao espelho.
Existem pessoas que procuram mais os outros do que uma casa de banho. É uma comparação parva, eu sei, mas é propositada. Porque os motivos pelos quais muitas vezes procuram os outros são merdosos (peço desculpa se feri sensibilidades visuais).
Existem pessoas que não existem. E por não existirem, nunca sabem quem são, o que querem, para onde vão. Por isso, algumas vezes, colam-se aos outros e, outras vezes, fazem dramas, e mais dramas, para chamarem a atenção.
Existem pessoas assim, e muitas pessoas diferentes, também. Descrevi apenas algumas. As próximas serão alvo de uma futura reflexão.
Por existirem tantas pessoas assim, já me senti um E.T., já pus em questão a minha visão sobre o Mundo, sobre a forma como o encaro, mas depois de descobrir aqui ou ali mais alguém igual a mim, fico com a certeza que não estarei errada, e que, infelizmente, a maioria das pessoas vive (ou sobrevive) de forma estranha, complicada e a meu ver até ridícula.
Se houver alguém que me compreenda, que levante a mão. Eu apenas agradecerei, por existir mais alguém igual a mim. Afinal, não estou só no mundo!

Façam o favor de viver as vossas vidas, como se não houvesse amanhã. Amem-se, deem valor a quem amam, descompliquem, ignorem as críticas da sociedade, vivam à margem dela se for preciso, encham as vossas casas de paz. Não sejam mais uma ovelha em busca de algo que não existe, em busca da perfeição que não existe, em busca da aceitação de todo o mundo. Porque nem todo o mundo te conhece ou quer conhecer.

quinta-feira, novembro 12

5 DICAS INFALÍVEIS para EVITAR uma birra

No outro dia, no parque, enquanto o meu pequenote se divertia, estive a apreciar atitudes de alguns pais. É sempre bom repararmos no que os outros fazem para melhorarmos ou excluirmos comportamentos da nossa vida.
Uma coisa que sempre me meteu uma certa confusão é a forma como as pessoas conseguem CRIAR uma birra! Sim, digo CRIAR, porque há birras que podem muito facilmente ser EVITADAS!
Não acredito que todas as birras possam ser evitadas, porque a birra é a forma mais fácil das crianças se manifestarem, quando não conseguem expressar os seus sentimentos por palavras.
O meu pequenote nunca foi uma criança de muitas birras. Fez birras sim, mas tão poucas e curtas que não sou capaz de relatar uma. E acredito que isso deve-se a alguns aspetos importantes, que muitas vezes ficam esquecidos.
Em primeiro lugar, nunca nos podemos esquecer que as crianças têm um “cérebro” à espera de ser preenchido, por isso cabe-nos a nós ensiná-las em TUDO!
E como crianças que são, quando começam a querer ter a sua “independência”, continuam a precisar de apoio, atenção e ensinamentos.

1º Fale devagar e utilize frases curtas
A velocidade de processamento de informação da criança, bem como a informação que ela reconhece, não é tão grande como a nossa. Por isso, para quê desatar a reclamar com ela, com frases enormes, se quando chegar a meio ela já se perdeu pelo caminho?! CALMA! Se quer controlar uma birra, fale devagar e pouco! Seja sucinto, utilize palavras de fácil compreensão, e fale d-e-v-a-g-a-r.

2º OIhe a criança nos Olhos!
Nada é mais terrível do que um pai que dá uma ordem para o ar. Não nos irrita quando falamos e eles não olham para nós? Sim! E muito! Então, porque falar para a criança sem olhar para ela? É assim que a ensinamos a importância de olhar nos olhos?
Isto foi outra das coisas que presenciei: a mãe alerta a filha “vamos para casa” no parque, mas nem olha para ela. Claro… Não demonstrando interesse no que lhe está a dizer, a criança não vai querer ter interesse.

3º Entenda-a! Sempre! Mesmo nas birras!
As birras são o procedimento mais simples de manifestação. Por isso, seja você a entender que a criança não sabe fazê-lo de outra forma. Olhe-a nos olhos, fale devagar e pouco, mas diga-lhe que sabe que ela gostaria de ficar mais tempo no parque, que também já foi criança, e também gostava muito de o fazer. Mas, naquele momento não será possível brincar muito mais. Mas o parque não sai dali, e poderão regressar noutro dia.

4º Dê-lhe margem de manobra:
Dizer a uma criança: “Sai do parque, vamos para casa JÁ!” É muito difícil. Imagine-se no seu passatempo preferido, a ler um livro, a fazer um jogo, e alguém lhe diz: “Pára ISSO IMEDIATAMENTE!” Como se sente? Consegue parar?! Aposto que não. Há sempre o “deixa-me só terminar esta frase, este jogo, …” Verdade? Bem me parecia. Então, porque o faz com a criança? Dê-lhe tempo. Diga-lhe tudo (da forma que falamos acima), mas continue: “Quantas voltas quer dar mais?” E antes que ela diga 100! Dê-lhe a escolher: “3 ou 4?” Ela vai preferir o 4, mas saberá que depois não há mais negociações. Este tempo também irá permitir que a criança se acalme antes de irem embora.

5º Seja coerente!
Utilize sempre a mesma forma de proceder. Se lhe deu atenção, compreendeu, deu margem de manobra. Faça-o sempre da mesma forma. Assim, ela saberá que está a falar da forma certa e não haverá espaço para reclamações.
O meu pequenote (para já) não me tem deixado mal. Agora, basta dizer: “vamos ao parque, mas quando eu chamar é para vir embora”, ele já sabe que depois de lhe dar a margem de manobra (essa existe sempre) não vale a pena questionar, é mesmo para vir.
Tudo é uma questão de “treino”, persistência e calma!

São crianças, apenas!