quinta-feira, março 31

Mindfulness (Atenção Plena)

Conheci o Mindfulness o ano passado. Foi "amor" ao primeiro contacto.
Sempre gostei, entendi e defendi a prática de atividades promotoras de relaxamento. O corre-corre e a agitação que a nossa vida profissional e social nos impõe abafa, muitas vezes, o nosso bem estar pessoal e familiar.
Tentar contrariar essa tendência, enquanto existe consciência sobre tal, é uma prioridade. 

Cada vez mais se exploram técnicas para travar o stress acumulado e reduzir todas as consequências associadas. Atividades orientadas para o relaxamento, relaxamento terapêutico, yoga e pilates têm já a sua posição marcada na nossa sociedade.

A técnica mais recente - Mindfulness - demonstra, também, fundamentos e resultados fantásticos e tentadores.

Deixo-vos algumas informações sobre o Mindfulness:

«Mindfulness é uma tradução para inglês da palavra Sati e é definido como “a capacidade de atenção plena”, e a ideia é que ao estarmos conscientes do que se passa no nosso corpo, na nossa mente, nos nossos pensamentos e nas nossas emoções. Ou seja, de nos lembrarmos de prestar atenção, a ter consciência de nós próprios.
No Mindfulness, o propósito (e intenção) é a chave. Temos a intenção e o propósito de experienciarmos por inteiro, sendo ela a nossa respiração, certa emoção, uma ação específica ou uma parte do nosso corpo.
Quando praticamos Mindfulness estamos a prestar atenção de propósito, no momento presente (aqui, agora) e buscamos não fazer julgamentos. Concentrar-se no momento atual significa estar em contato com o presente e não estar envolvido com lembranças ou com pensamentos sobre o futuro. Considerando que as pessoas hoje em dia funcionam no piloto automático, a intenção da prática de Mindfulness seria exatamente trazer a atenção plena para a ação no momento atual. ‘Intencional’ significa que o praticante de mindfulness faz a escolha de estar plenamente atento e se esforça para alcançar esta meta.
Uma das atitudes essenciais para a prática é ter a mente de iniciante. É se envolver com algo ou alguém como se fosse à primeira vez. As pessoas que praticam a mindfulness trazem essa atitude com elas durante todo o dia.
Abraham Joshua Heschel disse, “A vida é rotina e rotina é a resistência à maravilha.” A curiosidade leva a pessoa que é consciente voltar a ter contato com as maravilhas e possibilidades de vida.»
Fonte

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quarta-feira, março 30

Ele tinha 4 anos...

Todos os pais gostam de guardar e registar momentos únicos dos filhos. A sua primeira papa, passo ou palavra são registados por fotografia e/ou vídeo. Há quem guarde mesmo os utensílios relacionados com isso, como os sapatos, o prato e a colher.
Eu sou dessas mães que gosta de guardar tudo.

E, como os nossos filhos são cada vez mais tecnológicos, até a primeira vez que o meu pequenote escreveu o seu nome no computador, registei. :)

Podia tê-lo escrito num documento word, mas não, deixei que ele entrasse em contacto com o mundo. Já vão perceber porquê.

Ele tinha 4 anos, já sabia copiar letras, uma a uma, sem se enganar. Recordo-me de escrever para ele, num papel, e ele copiar, utilizando o teclado.

É ou não uma boa forma de os estimularmos com um objeto que eles gostam? Pois é... Fica a dica ;)

E isto foi a 07.10.2013.

Por esta primeira vez não esperavam, pois não? (Na verdade, nem eu, ahahah)

Vocês também são do tipo de mães que guarda tudo? Qual foi a coisa mais improvável que guardaram até hoje?

terça-feira, março 29

Um bebé nunca nasce só: nasce também uma avó, uma tia... E agora?!?

Algumas amigas minhas foram mães à relativamente pouco tempo. 
De vez em quando, levantam-me algumas questões. Sinceramente, já não me lembro de tudo, com a mesma lucidez.
Por isso, retomei algumas pesquisas sobre os bebés. Custa-me ter esquecido algumas coisas. Sempre julguei que nunca esqueceria nada de nada. Mas afinal... Estava enganada.

Sempre acreditei que recordaria para sempre todos os procedimentos, quantidades, datas e horas exatas da fralda, do leite, do banho, ... Mas não foi bem assim.
Sinto-me enganada e traída pela minha própria memória. Sinto que perdi partes importantes do "meu cérebro", que queria lembrar para sempre.

Mas, de forma consciente, compreendo que o recém-nascido passa por tantas fases, tal como nós. E, vivemos com muita intensidade cada uma dessas fases, na fase em que estamos naquele preciso momento. Com o passar do tempo, vivemos sempre com a máxima intensidade o dia-a-dia, as novas conquistas e os novos desafios de forma emocional, e não estamos tão preocupados em gravar isso na memória de longo prazo. 

Nessa, ficam as conquistas maiores (aquelas que todo o mundo fala): o primeiro pontapé, o dia em que sabemos se é menino ou menina, a primeira mamada, a primeira noite, a primeira fralda, a primeira papa, o primeiro passo, a primeira palavra, e por aí fora... Isso sim, fica gravado e registado para sempre. O resto... Os pormenores da babete (se usava todo o dia ou não), da roupa (se andava com uma ou duas peças), isso vai alterando à medida que o bebé cresce e, por isso, não registamos da mesma forma.

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Depois do (quase) desabafo, e, perante esta dificuldade de memória, cheguei a uma conclusão:

É habitual as avós, tias e afins opinarem sobre o bebé recém-nascido (e crescido, também). 
Quem nunca teve vontade de meter a chupeta na boca de uma visita? 
Pois... Todas passamos pelo mesmo... Não é nada de novo, é normal. 
Rezem para que, quando estiverem no lugar delas, não se esquecerem da figura que viram. 

Mas, ora pensem comigo... Se, não me lembro de coisas de há 7 anos atrás, como se poderão elas lembrar de coisas de há 30 anos?! Impossível, a meu ver. Lembram-se, como eu, das fraldas, que davam leite, etc, etc. Mas, a precisão e os pormenores? Aquelas dúvidas pequeninas que todas as mães de primeira viagem têm? Nah! Não se deixem enganar. E mesmo que elas lembrassem, esses pormenores são únicos de cada criança. A vossa é única no Mundo. Será diferente das outras, será do seu jeito. Usem a vossa intuição de mães, por favor. Não existem mães perfeitas. Cada uma aprende à sua maneira, ao seu ritmo, segundo a sua intuição.

Para além disto, sabemos ainda que a prática de há 30 anos não é a mesma dos dias de hoje. As fraldas não são as mesmas, o leite não é o mesmo, a quantidade de informação e acessórios e a facilidade de acesso aos mesmos aumentou. Isto, sem pensarmos nos estudos que cada vez orientam mais as nossas práticas.

Se choveram comentários durante a gravidez, depois do nascimento do bebé parece um dilúvio de opiniões e palpites, perspicazes e experientes.

Entre os vários, destacam-se: o nome do bebé, a cor do quarto, os padrinhos, as primeiras roupinhas,... 
Depois evoluem: bebé chora por fome, por frio, por calor, por sede, por sono. Chora, ora porque não gosta da chupeta, ora porque está a habituar-se demasiado a ela. Chora porque tem fome, mesmo passado 5 minutos de sair da mamada. Chora porque tem frio, mesmo com aquecimento no quarto. Bem, e não chora porque está a ficar FARTO de PALPITES?!
Se aproveitassem tantos palpites certeiros para jogar no Euromilhões... Talvez conseguissem tirar umas férias, bem longe do bebé (ahahahah).

Avós, tias e afins, poupem-se de conselhos. Cá entre nós, eles são mais valiosos, quando solicitados ;)

Mães, não há nada a fazer. Desliguem o sensor, poupem energia, e sorriam. ;) Aproveitem o início da vossa maior aventura. :)

segunda-feira, março 28

Receita da Semana: Tarte de Limão

Hoje trago uma receita deliciosa, e apesar do procedimento parecer complicado, corre sempre bem (ou quase, vá).

É uma ótima sobremesa para um jantar de família, amigos, ou até para um jantar romântico a dois, a três, a quatro,... (dependendo do número de filhos, ahah).

A foto não ficou grande coisa (foi tirada à pressa, e esqueci-me de fotografar depois de partir)


A receita, é do famosíssimo Sabor Intenso, que eu adoroooo!

  • 300g de bolacha maria picada
  • 175g de manteiga
  • 1 lata de leite condensado com 397g
  • 2 gemas de ovo
  • Sumo de 2 limões
  • 2 claras de ovo
  • 2 colheres de sopa de açúcar

Preparação:

1. Num tachinho, leve ao lume a manteiga e deixe derreter.
Quando estiver derretida, apague o lume e junte a bolacha.
Mexa muito bem até que tudo fique bem misturado.

2. Coloque a bolacha numa tarteira de fundo amovível, untada com manteiga (1º) e forrada com papel vegetal (2º).
Espalhe muito bem a bolacha e acalque para que fique uma base compacta.
Leve a base ao frigorífico até que fique bem rijinha.

3. Numa tigela, coloque o leite condensado e aos poucos, misture o sumo de limão com uma colher.
Junte as gemas e mexa muito bem.

4. Coloque o creme sobre a base e espalhe bem.
Leve a tarte ao forno pré-aquecido nos 200º e deixe cozer durante 10 minutos, sem deixar alourar o creme.

5. Entretanto, bata as claras em castelo e junte as 2 colheres de açúcar.
Bata até que fique um merengue.

6. Passado os 10 minutos, retire a tarte do forno.
Espalhe muito bem o merengue por cima da tarte.
Leve novamente ao forno na mesma temperatura, durante 5 minutos.
Depois de loirinha, retire-a.
Desenforme, retire o papel vegetal e deixe arrefecer.