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sexta-feira, janeiro 19
quinta-feira, janeiro 18
Os diferentes tipos de pessoas
Estava aqui a reorganizar alguns textos e resolvi partilhar este, que escrevi à algum tempo...
Às
vezes sinto-me criança novamente. Vejo o mundo de uma forma tão simples, tão
linda, tenho tanta vontade de o aproveitar, de estar com os meus, que não
entendo certos comportamentos e atitudes (isto para não entrar em algumas
crenças).
Nesses
momentos, reflito em silêncio, e sou bem capaz de ficar horas a fio a pensar
sobre o motivo que torna os seres humanos tão complicados. Mas, NUNCA chego a
uma conclusão.
Existem
pessoas que fazem de tudo para agradarem, mesmo que isso implique “vestirem”
mil e uma peles. Estas são as pessoas camaleões.
Existem
pessoas que se querendo sentir as melhores, mais bonitas, realizadas,
inteligentes (e tudo o que vos passar pela cabeça neste momento. Tudo mesmo,
porque até “isso” algumas acham piada), tentam rebaixar os outros.
Existem
pessoas que não sabendo viver a sua própria vida, querem viver a vida dos
outros: saber tudo sobre eles, falar deles como se fossem eles próprios, enfim…
Existem
pessoas que não tendo opinião, buscam aqui e ali uma palavra qualquer, que
partilham e aceitam, sem saberem ao certo do que estão a falar.
Existem
pessoas que sentindo-se as melhores, ignoram, criticam, vangloriam-se sem nunca
se olharem ao espelho.
Existem
pessoas que procuram mais os outros do que uma casa de banho. É uma comparação
parva, eu sei, mas é propositada. Porque os motivos pelos quais muitas vezes
procuram os outros são merdosos (peço
desculpa se feri sensibilidades visuais).
Existem
pessoas que não existem. E por não existirem, nunca sabem quem são, o que
querem, para onde vão. Por isso, algumas vezes, colam-se aos outros e, outras
vezes, fazem dramas, e mais dramas, para chamarem a atenção.
Existem
pessoas assim, e muitas pessoas diferentes, também. Descrevi apenas algumas. As
próximas serão alvo de uma futura reflexão.
Por
existirem tantas pessoas assim, já me senti um E.T., já pus em questão a minha
visão sobre o Mundo, sobre a forma como o encaro, mas depois de descobrir aqui
ou ali mais alguém igual a mim, fico com a certeza que não estarei errada, e
que, infelizmente, a maioria das pessoas vive (ou sobrevive) de forma estranha,
complicada e a meu ver até ridícula.
Se
houver alguém que me compreenda, que levante a mão. Eu apenas agradecerei, por
existir mais alguém igual a mim. Afinal, não estou só no mundo!
Façam
o favor de viver as vossas vidas, como se não houvesse amanhã. Amem-se, deem
valor a quem amam, descompliquem, ignorem as críticas da sociedade, vivam à
margem dela se for preciso, encham as vossas casas de paz. Não sejam mais uma
ovelha em busca de algo que não existe, em busca da perfeição que não existe,
em busca da aceitação de todo o mundo. Porque nem todo o mundo te conhece ou
quer conhecer.
quarta-feira, janeiro 17
Ciclo de pensamento durante a amamentação
Amamentar é um processo maravilhoso. Não há dúvidas. Mas, é igualmente um processo atribulado. Um processo de muito amor, com alguns altos e baixos. Tentei resumir as diferentes fases pelas quais passamos no 1º ano de amamentação, colocando alguns pensamentos que poderiam caraterizar cada etapa, mês a mês.
Se amamentaram ou ainda amamentam, digam-me se também sentem algo parecido (ou se sou a única a passar por todas estas fases).
Antes
do nascimento:
"Muito medo, muitas dúvidas, muitas
incertezas, mas um enorme desejo de que seja perfeito!"
Duas
primeiras semanas:
“Bolas, afinal isto dói que se farta!”
Entre
o primeiro e o segundo mês
“Ufa! Que sorte! Escapei às malditas
mastites” (ou não)
Terceiro
mês:
“Os picos de crescimento realmente
existem. O bebé só quer mama. As pessoas estão sempre a dizer que o bebé vai
ficar viciado…! Será que estou a errar?”
Quarto
mês:
“Mais um pico de crescimento e não
aguento… Será que o meu leite é suficiente? Parece que piorou. Agora já nem
dorme duas horas seguidas…”
Quinto
mês
“Ok, isto há-de passar. Foco, foco, é só
uma fase, é só uma fase. Rumo aos 6 meses de amamentação exclusiva”
Sexto
mês:
Parabéns a nós! Conseguimos! E agora, oh
que chatice… Vai começar a ficar autónomo… Já pode iniciar a alimentação complementar.
Queria tanto continuar a dar maminha a toda a hora….
Sétimo
mês:
“Mas que raio?! O bebé não quer comer?
Continua a querer ir à mama a todas as refeições!”
Oitavo
mês
“Paciência! Se quer mama, que mame tudo
o que quiser…”
Nono
mês:
“Estou tão cansada! Será que precisa
assim tanto de mamar? Será que estou a dar mama em demasia? As pessoas
aconselham a retirar a mama de noite para ver se começa a dormir melhor…”
Décimo
mês:
“Que orgulho! Estamos quase no 1º ano de
mama! UAU! Afinal, conseguimos! Afinal, o leite é mesmo poderoso! Que se lixem
as noites mal dormidas.”
Décimo
primeiro mês
“Será melhor parar ao 1º ano? Com tanto
cansaço, será que aguentamos mais um ano assim? Como é possível que algumas
mães aguentem tanto? Estou tão cansada….”
Décimo
segundo mês!
“UAU! Metade do percurso está feito! Já
levei umas dentadas, uns olhares reprovadores. Mas, querem saber? O bebé é meu
e não será bebé para sempre! Vamos aproveitar tudo o que conseguirmos!”
E depois, imagino eu, as dúvidas
desaparecem (ou quase), a segurança em relação à amamentação aumenta… E a
interação e vínculo serão cada vez maiores.
Apesar do cansado, das dúvidas, das opiniões
alheias, não abdicaria deste percurso por nada deste mundo.
Parabéns a todas as mamãs que dão-se ao
direito de utilizar os atributos que a natureza nos deixou…
Por aqui, completamos o 1º aniversário
de muita amamentação na passada Sexta-feira. Não poderia estar mais feliz e
realizada. Foram muitas as coisas que deram errado no último ano, mas pelo
menos este grande objetivo deu certo. Talvez o único que não teria oportunidade
de recuperar. Força mamãs! Força, foco e persistência. O caminho nem sempre é
fácil, mas não se esqueçam, é apenas uma fase…
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