terça-feira, dezembro 18

SER MÃE NOVA ENSINOU-ME…


O facto de ter sido mãe nova ensinou-me muita coisa. Fui mãe numa altura em que nenhuma outra amiga o era. Aliás, as minhas amigas têm filhos mais próximos da Estrela do que do Gabriel. Por isso, fui mãe durante muito tempo sem poder partilhar experiências com as minhas amigas de longa data … Em contrapartida, fiz amizades por ser mãe. E isso é maravilhoso. Mas, até isso acontecer andei uns tempos perdida, sem noção de como seria a realidade de outras mães…
Os meus inícios como mãe foram lindos, mas foram muitas as inseguranças, dúvidas, medos e incertezas que passavam por mim…
A amamentação, os dentes, a entrada na creche, as primeiras papas, a mudança de quarto, as primeiras palavras, a retirada da fralda… Todas aquelas etapas iniciais, das quais qualquer mãe de primeira viagem tem receio, eu passei-as sem ter uma amiga para partilhar experiências, sem ter uma amiga que me orientasse, ou apenas dissesse “tudo tem um jeito natural de acontecer”. Não lamento que isso tenha acontecido. Estou apenas a constatar um facto. Felizmente, sempre tive uma forte rede de suporte junto de mim e, nos momentos em que mais precisei, eles estiveram lá, para me apoiar.
Mas, não posso deixar de dizer que senti falta de ter alguém a quem confiar, a quem escutar, ou simplesmente alguém a quem possamos contar os nossos medos, mesmo que esse alguém se ria na nossa cara. Tudo isso faz falta e faz parte de um processo natural…
Mas, como fiz tudo ao contrário (ao contrário do que a maioria faz), muitas foram as vezes em que tive que aguentar as consequências dessas alterações de percurso. Ao mesmo tempo, foi também isso que me fortaleceu e contribuiu ainda mais para uma visão simplista das coisas… Não há segredo para viver a maternidade sem peso na consciência. Há apenas que a viver, olhando para as coisas da forma mais natural possível. A forma como encaramos cada situação será um ensinamento para os nossos filhos. E, o que para nós é natural, para eles também o será. Afinal, é assim que estão a aprender. Se nos tivessem ensinado que o verde é azul, não iriamos jurá-lo e defende-lo para o resto da vida? É mais ou menos a mesma coisa… (mais ou menos, vá).
Se encararmos cada etapa como algo simples, natural e positivo, eles irão aprender que realmente é assim. E, de facto, não faz sentido que seja de outra forma. Vai doer? Vai. Vamos chorar? Vamos. Vamos ficar muitas horas acordadas? Claro que vamos. Mas, se olharmos para todas elas com gratidão, veremos que afinal não foi assim tão difícil...



segunda-feira, dezembro 17

Eu sou do tempo em que uma imagem valia mais do que mil palavras.


Digo “sou do tempo”, porque agora não é bem assim.
Antigamente, uma foto servia de prova para qualquer coisa.
Antigamente, uma foto resumia histórias sem fim, recordava momentos e pessoas que fizeram parte de toda uma época ou data especial.
Antigamente, bastava uma foto para que nunca mais esquecêssemos tudo o que aconteceu naquele dia…
Com uma foto recordávamos o quão feliz fomos naquele lugar, recordamos que ali ao lado vivia alguém, que agora está longe, com o qual, naquela rua, brincávamos ao peão…

Eu sou do tempo em que bastava uma foto para que uma parte da nossa história ficasse registada, tal qual ela existiu.
Hoje em dia, não é bem assim.
Hoje em dia, registam-se fotos maravilhosas, momentos perfeitos e pessoas felizes.
Hoje em dia, as fotos são criadas e recriadas vezes sem conta, por pessoas de todos os cantos do mundo. São recriadas em locais idênticos, independentemente de a foto ser registada em Portugal ou na China.
Hoje em dia, as fotos são alteradas antes de se tornarem fotos palpáveis. Vagueiam na internet e fazem-nos desejar ter fotos iguais…
Mas, elas não nos dizem nada. São captadas em datas planeadas, locais selecionados com precisão. São adornadas de pormenores que não utilizamos no dia-a-dia e, que muitas vezes, nem fazem sentido existirem no mesmo local.
Hoje em dia, as fotos são lindas e maravilhosas, mas não nos contam nada. Nem uma história. Nem o momento que vivemos.
Elas não nos dizem nada sobre as pessoas, com as quais passamos a tarde, ou o dia, ou as férias. Porque, por vezes, as pessoas que acompanham estas fotos só servem para isso mesmo, acompanhar.
Os cenários são fictícios, as roupas emprestadas e as pessoas transmitem emoções que se sentem obrigadas a partilhar.
Tudo é perfeição, tudo é mágico, tudo é um sonho que parece real.
Mas, faltam-lhes conteúdo, história, memórias…
Faltam-lhes o essencial. Por isso, hoje em dia, as fotos não valem mais do que mil palavras… Mas, antes valessem.


PS: Claro que há exceções em ambas as situações. Mas, entendedores entenderão. (ahah)

sábado, dezembro 1

Dezembro, um mês de muitas emoções...



Um mês forte em emoções. Todos os anos terminam de forma nostálgica e especial. Este ano não será diferente, mas tenho a sensação de que tudo está ao rubro. Passamos constantemente por mudanças e sei que ainda não será desta que as coisas ficarão como estão. Chegar a dezembro, este ano, tem um sabor ainda mais forte.
O mês de dezembro assinala inúmeras datas importantes: o meu aniversário, o aniversário do meu casamento religioso, o Natal e o final do ano. Sobre a primeira nem quero falar, e as últimas são, por si só, datas suficientemente fortes para mim. Mas, este ano, juntamos a estas comemorações algumas emoções. Só porque nós somos assim, pessoas de viver a vida ao rubro. Não posso partilhar (ainda), porque nada está definido, mas em breve teremos novidades. Desejem-nos sorte e saúde. O resto também virá <3

segunda-feira, novembro 19

10 minutos por dia, e nem sabem o quanto escrevia…


Se pudesse contar-vos sobre a quantidade de tempo que me falta para escrever, talvez nem tempo tivesse para o fazer. Tudo o que mais queria era poder sentar 10 minutos ao computador, todos os dias. 10 minutos bastavam para registar todas as ideias. Desde que a Estrelinha nasceu, que as ideias que normalmente escrevia, viraram uma espécie de monólogos na minha cabeça. E, tal como a escrita, uma vez criados não dá para recuperar. Isto de pensar duas vezes sobre o mesmo assunto não é para mim. Parece que à segunda nunca sai igual. Não quer dizer que saísse pior, mas não é igual e, por isso, só por isso, já perde a piada. Gosto de escrever em primeira mão. É ligar o computador, deixar os dedos percorrerem o teclado de forma livre e espontânea. Sempre fui assim. Talvez pelo facto de ter escrito anos e anos em papel, a caneta, e não ter forma de corrigir aquilo que escrevo. Ou, talvez, porque simplesmente, fui habituada a isto. Não sei. De uma forma ou de outra, há tantas coisas que já perderam por falta desses 10 minutos de que vos falava: ideias, momentos, recordações que gostava de ter registado, sentimentos que gostava de ter explorado,… Enfim… Por muito que digam que temos tempo para tudo, quando realmente temos vontade, esqueçam! É ditado que não me pega. Por muita vontade que tenha de sentar e escrever, as prioridades e obrigações tomarão sempre conta de mim, do meu dia, da minha rotina e desses 5 ou 10 minutos que preferia utilizar, por vezes, de outra forma.

Claro que esta coisa de mudanças constantes não ajuda em nada na manutenção de uma rotina que me permita esses minutos diários... Isto de andar sempre em mudanças não é a coisa mais fácil de todas, mas lá no fundo, são tantas as mudanças que acaba por ser essa a única parte "estável" da nossa vida. ahah