quinta-feira, outubro 3

Brilha, brilha, Estrelinha...

"Brilha, brilha, Estrelinha,
és a nossa bebézinha;
Logo, logo vais nascer,
e a mamã/Gabi vais conhecer;
Brilha, brilha, Estrelinha,
és a nossa bebézinha."

Esta é a versão do Brilha Brilha Estrelinha que eu e o Gabi cantávamos à Estrelinha antes dela nascer.

O mais engraçado de tudo é que depois do nascimento ela reagiu logo a essa canção, como se a conhecesse há anos. Arrepiante e maravilhoso.
Esta será, talvez, uma das melhores recordações que guardarei o resto da vida.



quarta-feira, outubro 2

Preciso Recomeçar!


Hoje, hoje não vim até aqui. Partilhei uma ou outra história no instagram, mas pouco escrevi. Na realidade, talvez não esperem que eu cá venha. Nem hoje, nem amanhã. Vocês sabem que não tenho data nem hora marcada para vir aqui. Conheço cada um de vocês, que nos acompanham de perto, que trocam experiências e opiniões em privado. Há quem diga que não somos muitos. Eu acho que somos bons demais. Vocês são bons demais.
Eu sei que, às vezes, posso parecer confusa. Tenho noção de que partilhas tão diferentes entre si, sem roteiro ou plano para serem apresentadas pode ser um pouco confuso de compreender para quem está do outro lado.
Na verdade, eu só gostava de manter este espaço como uma espécie de diário, onde apenas eu o compreendesse de verdade, na sua totalidade. Mas, parece que esta coisa das redes sociais, dos blogs e tudo o que tem a ver com a internet chegou a um patamar em que cada cantinho “deixou” de ser apenas nosso. Cada cantinho passou a ser um pouco de quem o acompanha, dos seus “seguidores”.
Estes últimos tempos foram de reflexão. Eu sei que cada vez mais a internet é um local onde se buscam ideias, algumas pessoas até inspirações. Eu busco apenas um pouco de lazer. Um local onde me possa encontrar, onde possa conhecer mais pessoas como eu e outras tantas completamente diferentes. Mas, em cada uma delas, possa encontrar algo que me faça crescer. Porque eu quero ser grande, sim. Quero ser grande e manter-me fiel a mim mesma. Quero ser grande no entendimento, na maturidade, na inteligência emocional, no conhecimento sobre o mundo em geral. Todos somos pequeninos comparados com esta coisa que é a vida. Efémera, passageira, incerta e imprevisível. Não quero dedicar-me a algo que não faça parte dos meus objetivos iniciais, que não seja uma paixão. Quero e preciso de tempo para os meus. E para lhes dedicar tempo, sei que um bocadinho a sós, nem que seja a sós com o mundo, só me faz bem.
Ora… Para que este espaço possa continuar a ser meu, mas também possa ser algo fácil de compreender para quem está do outro lado, eu tomei uma decisão. Não foi uma decisão fácil e não sei se é a mais certa. Demorei para concluir de qual forma o faria. Não irei alterar nada do que sou, do que faço ou digo. Apenas adaptar. Ajustar uma ou outra partilha, selecionando o local onde o faço. Porque eu sei que cada um de vocês tem mais interesse nisto ou naquilo, que acompanham mais este ou outro local. O blog da mamã Lu continuará a ser o meu espaço, onde falo sobre a vida, sobre os meus, sobre o que fazemos e pensamos, onde desabafo, onde choro e rio, onde me perco e reencontro e onde me dou à oportunidade de conhecer outras pessoas.
Por norma, sobretudo nos últimos 2 anos, não consigo executar nada do que planeio. Tudo o que é meu fica sempre para depois e esse depois nunca chega. Durante algum tempo desisti de tentar. Não estava forte o suficiente para acreditar que conseguiria mudar. Deixei-me ir, sem roteiro ou orientação. Mas percebi que não sou assim. Eu gosto e preciso de planear, de organizar, de sentar, de pensar e repensar antes de agir. Porque sou meticulosa, porque sou rigorosa. E não há mal nenhum em ser assim. Não posso fugir a quem sou só porque me dizem que exijo demais de mim. Não acreditar que sou capaz é muito pior do que não tentar. Depois de algum tempo sem tentar mudar, decidi que preciso dar-me a essa oportunidade, novamente. Por isso, nos próximos dias poderão notar alguma diferença neste espaço, na forma como apresento as partilhas. Acreditem que é mesmo uma questão de apresentação, para que vocês consigam entender melhor cada uma delas, sem que isto se torne confuso. Não costumo receber muito feedback sobre a organização deste espaço, talvez só 2 pessoas tenham comentado isso comigo. Mas, é algo que também sinto e, por isso, nesta fase da minha vida, quero deixar tudo o que conseguir o mais organizado possível. Porque me mete confusão quando as coisas ficam diferentes.
Este é um post completamente transparente. Talvez nem precisasse de o partilhar convosco. Mas, não quero de todo que sintam que algo mudou sem perceberem ao certo os motivos da mudança. Talvez nem notassem, mas talvez sim. Quero, ao mesmo tempo, que fiquem atentos à mudança. E peço-vos, desde já, para estarem completamente à vontade para me deixarem a vossa opinião.
De qualquer forma, fica apenas aqui um registo de que irei tentar. Para mim mesma, porque eu preciso disto. Preciso recomeçar.

terça-feira, outubro 1

Outubro de todas as emoções


Outubro, de todas as emoções.
Outubro assinala vários marcos na minha história de vida. Em outubro, defini objetivos, concretizei sonhos, tracei planos, alcancei metas. Em outubro a minha vida mudou. Completamente. Para sempre.
Em outubro renasci. Mais do que uma vez. Ao mesmo tempo, em Outubro suspendi muitos planos, deixei sonhos por concluir. Outubro tem, por isso, um sabor agridoce. Próprio de quem planta uma semente e não a consegue colher.
O mês de outubro significa mais para mim do que posso dizer. E é aqui que entra a parte do “quero que a história deste outubro mude novamente”.
Ao longo de todos estes meses, tenho refletido sobre tantas e tantas coisas. Já vos confessei que sou uma pessoa cheia de medos, de vergonha. Sou tímida e reservada. Serve este espaço para dar largas à imaginação e para partilhar sentimentos que ficariam para sempre, em papel.
Gosto de deixar bem definido os planos a seguir, mas ao longo de todo este tempo tenho aprendido e percebido que mais vale deixar ir.
Para este mês não planeei nada do que quero fazer, mas defini bem o que quero mudar. Em mim. Porque nada muda se continuarmos sempre iguais.

segunda-feira, setembro 30

O último de setembro.

Este nono mês passou a voar. Mas foi um mês de setembro tão diferente do que estava habituada. Dei-me ao direito de ir devagar, de respirar fundo. Setembro marca, tantas vezes, o fim e o início de tantas coisas. Este ano quis que torná-lo diferente. Resolvi viver cada dia de forma leve. Na verdade, estava a precisar de me distanciar de algumas exigências. Na verdade, estava a precisar de abrandar antes de começar novamente. Talvez, às vezes, seja apenas seja necessário encontrar respostas, caminhando mais devagar.

Apesar do ritmo mais lento, tantas coisas boas aconteceram e só posso agradecer.

Por todas as pessoas que manifestaram carinho por nós.
Por todas as pessoas que partilharam comigo histórias e opiniões.
Por todas as pessoas que não manifestando o seu carinho, é possível senti-lo pela presença.
Por todas as pessoas que estão connosco nesta jornada de fazer o bem, de descomplicar a vida, de ser genuíno e coerente com os seus princípios.
Hoje não quero falar das coisas que me aborreceram. Quero que elas fiquem por aqui. Porque de nada servem.
Quero agradecer à vida por todas as oportunidades.
Viver não é ter a vida perfeita, mas tornar cada imperfeição num motivo para sorrir e para se superar.
Que a vida nos continue a permitir vivê-la.

Não "falarei" mais por agora. Podemos conversar amanhã? ;)