segunda-feira, outubro 21
segunda-feira, outubro 14
Afinal, quem és tu?
Gosto de refletir sobre a vida. Vocês já
me conhecem. Gosto de me questionar porquê, de procurar respostas e até de
encontrar novas dúvidas. Gosto de sentir o que sinto, de apreciar cada momento.
Gosto de refletir sobre quem sou, quem fui, quem quero ser. Afinal, esta coisa
da vida está em constante evolução, que nunca seremos mais os mesmos, nem nunca
saberemos quem fomos, se não nos questionarmos de onde viemos, porque nos
tornamos assim, porque queremos ser diferentes, porque gostamos ou queremos
algo novo ou melhor.
Estes últimos meses têm sido de uma
procura constante por uma das minhas maiores dúvidas: afinal, porque tenho
medo? Já partilhei convosco que talvez o medo seja o meu maior obstáculo. E,
talvez o medo seja, ao mesmo tempo, a resposta a algumas questões.
Hoje, parei para repensar um bocadinho
sobre nós e partilho convosco alguns pensamentos que daí advieram.
Às vezes, deixamo-nos conduzir pelos nossos
medos, por medos que nem são nossos. Às vezes, deixamos de pensar sobre nós
mesmos e caímos no erro de acreditar sem questionar. Às vezes, deixamo-nos ir,
ao sabor do vento, sem questionar porquê e como tudo isso aconteceu. Às vezes,
deixamos que a vida nos leve a dar voltas que nunca imaginamos dar. Por medo.
Por receio de acreditar na nossa própria intuição. Por medo, deixamos muitas
vezes de sonhar. Eu já o fiz. Houve momentos em que talvez não me tivesse
questionado. Houve momentos em que talvez tivesse agido sem pensar. Em mim, no
que quero, no que preciso, no que me faz falta para continuar. Mas acredito que
a vida é tão mais valiosa com todas estas dúvidas. A procura por uma resposta,
o percurso até lá chegar é tão mas tão importante que só me faz vibrar e
apreciar cada vez mais esta jornada pela Terra. E é tão bom que a cada nova
descoberta sinta que um bocadinho de mim renasce. Renasce também a alegria de
perceber o porquê, de entender de que forma tudo aconteceu e a esperança de
melhorar. Renasce a fé, a vontade de ser mais forte, de chegar mais longe, de
contrariar todas as tendências. Renasce a vontade de continuar nesta busca
incessante pela resposta à pergunta “afinal, quem eu sou?”. Certamente, ainda
terei um longo caminho para percorrer. Mas, se eu não souber quem sou, quem
saberá de verdade?
Hoje, pergunto-te: afinal, quem és tu?
quinta-feira, outubro 3
Brilha, brilha, Estrelinha...
"Brilha, brilha, Estrelinha,
és a nossa bebézinha;
Logo, logo vais nascer,
e a mamã/Gabi vais conhecer;
Brilha, brilha, Estrelinha,
és a nossa bebézinha."
Esta é a versão do Brilha Brilha Estrelinha que eu e o Gabi cantávamos à Estrelinha antes dela nascer.
O mais engraçado de tudo é que depois do nascimento ela reagiu logo a essa canção, como se a conhecesse há anos. Arrepiante e maravilhoso.
Esta será, talvez, uma das melhores recordações que guardarei o resto da vida.
quarta-feira, outubro 2
Preciso Recomeçar!
Hoje,
hoje não vim até aqui. Partilhei uma ou outra história no instagram, mas pouco
escrevi. Na realidade, talvez não esperem que eu cá venha. Nem hoje, nem
amanhã. Vocês sabem que não tenho data nem hora marcada para vir aqui. Conheço cada
um de vocês, que nos acompanham de perto, que trocam experiências e opiniões em
privado. Há quem diga que não somos muitos. Eu acho que somos bons demais.
Vocês são bons demais.
Eu
sei que, às vezes, posso parecer confusa. Tenho noção de que partilhas tão
diferentes entre si, sem roteiro ou plano para serem apresentadas pode ser um
pouco confuso de compreender para quem está do outro lado.
Na
verdade, eu só gostava de manter este espaço como uma espécie de diário, onde
apenas eu o compreendesse de verdade, na sua totalidade. Mas, parece que esta
coisa das redes sociais, dos blogs e tudo o que tem a ver com a internet chegou
a um patamar em que cada cantinho “deixou” de ser apenas nosso. Cada cantinho
passou a ser um pouco de quem o acompanha, dos seus “seguidores”.
Estes
últimos tempos foram de reflexão. Eu sei que cada vez mais a internet é um
local onde se buscam ideias, algumas pessoas até inspirações. Eu busco apenas
um pouco de lazer. Um local onde me possa encontrar, onde possa conhecer mais
pessoas como eu e outras tantas completamente diferentes. Mas, em cada uma
delas, possa encontrar algo que me faça crescer. Porque eu quero ser grande,
sim. Quero ser grande e manter-me fiel a mim mesma. Quero ser grande no
entendimento, na maturidade, na inteligência emocional, no conhecimento sobre o
mundo em geral. Todos somos pequeninos comparados com esta coisa que é a vida.
Efémera, passageira, incerta e imprevisível. Não quero dedicar-me a algo que
não faça parte dos meus objetivos iniciais, que não seja uma paixão. Quero e
preciso de tempo para os meus. E para lhes dedicar tempo, sei que um bocadinho
a sós, nem que seja a sós com o mundo, só me faz bem.
Ora…
Para que este espaço possa continuar a ser meu, mas também possa ser algo fácil
de compreender para quem está do outro lado, eu tomei uma decisão. Não foi uma
decisão fácil e não sei se é a mais certa. Demorei para concluir de qual forma
o faria. Não irei alterar nada do que sou, do que faço ou digo. Apenas adaptar.
Ajustar uma ou outra partilha, selecionando o local onde o faço. Porque eu sei
que cada um de vocês tem mais interesse nisto ou naquilo, que acompanham mais
este ou outro local. O blog da mamã Lu continuará a ser o meu espaço, onde falo
sobre a vida, sobre os meus, sobre o que fazemos e pensamos, onde desabafo, onde choro e rio, onde me perco e
reencontro e onde me dou à oportunidade de conhecer outras pessoas.
Por
norma, sobretudo nos últimos 2 anos, não consigo executar nada do que planeio. Tudo o que é meu fica sempre para depois e esse depois nunca chega. Durante algum tempo desisti de tentar. Não estava forte o suficiente para acreditar que conseguiria mudar. Deixei-me ir, sem roteiro ou orientação. Mas percebi que não sou assim. Eu gosto e preciso de planear, de organizar, de sentar, de pensar e repensar antes de agir. Porque sou meticulosa, porque sou rigorosa. E não há mal nenhum em ser assim. Não posso fugir a quem sou só porque me dizem que exijo demais de mim. Não acreditar que sou capaz é muito pior do que não tentar. Depois de algum tempo sem tentar mudar, decidi que preciso dar-me a essa oportunidade, novamente.
Por isso, nos próximos dias poderão notar alguma diferença neste espaço, na
forma como apresento as partilhas. Acreditem que é mesmo uma questão de
apresentação, para que vocês consigam entender melhor cada uma delas, sem que
isto se torne confuso. Não costumo receber muito feedback sobre a organização deste espaço, talvez
só 2 pessoas tenham comentado isso comigo. Mas, é algo que também sinto e, por
isso, nesta fase da minha vida, quero deixar tudo o que conseguir o mais
organizado possível. Porque me mete confusão quando as coisas ficam diferentes.
Este
é um post completamente transparente. Talvez nem precisasse de o partilhar
convosco. Mas, não quero de todo que sintam que algo mudou sem perceberem ao
certo os motivos da mudança. Talvez nem notassem, mas talvez sim. Quero, ao mesmo tempo, que fiquem atentos à mudança. E peço-vos, desde já, para estarem completamente à vontade para me deixarem a vossa opinião.
De qualquer
forma, fica apenas aqui um registo de que irei tentar. Para mim mesma, porque
eu preciso disto. Preciso recomeçar.
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