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quarta-feira, janeiro 1

Obrigada, 2019. [Diário da Lu]


No penúltimo dia do ano 2019 consegui parar um bocadinho para refletir e registar o que vivi ao longo do ano. Escrevi um texto demasiado longo, por isso, e porque o ano 2019 já está guardado nas gavetas da memória, deixo aqui um pequeno resumo sobre esse ano.

"Este ano foi especial. Mas nem sei porquê. Não enriqueci, não viajei, não fiz nada de muito diferente. Quer dizer, ganhei ontem 4 euros numa raspadinha. Estive na Serra da Estrela, na Lourinhã, nas Caldas da Rainha (ainda que tenha sido só para uma visita ao hospital), em Piodão, Alcobaça e até em Penafiel,… Faltou-me ir a Fátima, a Lisboa e às Maldivas. Mas, agora é tanta gente por lá que mais vale adiar até passar de moda. Fiz algo de diferente? Talvez. Fiz a minha primeira compra online. Mas essa foi pela vez do Pai Natal, por isso, nem sei se conta.
O Gabi completou 1 década e tornou-se finalista do primeiro ciclo. Como cresceu! Ou, devo dizer, como envelheci? Fiz cerca de 30 000 Km ao volante, mas não foi para muito mais do que para trabalhar.
Poderia ter sido um ano igual a tantos outros, mas foi bem desgastante. Foi um ano em que combati desafios e em que me desafiei. Foi um ano em que passei a olhar mais para mim e a dar-me mais valor. Foi um ano em que tomei decisões importantes, em que fiz escolhas especiais, em que deixei algumas coisas para agarrar outras. Foi um ano em que adormeci vezes sem conta ao deitar a Estrela, mas foi um ano em que comecei a ligar o computador uns minutinhos antes de dormir.
Foi um ano em que estive mais distante do que o habitual, mas é um dos anos que termina com dezembro a aquecer-me o coração, como poucos.
Sou de recomeços, por isso, é claro que fiz um testamento sobre este ano. Escrevi basicamente sobre o que sinto que o ano me acrescentou. É um texto bem longo e que faz parte do meu diário pessoal. Sem dúvida, este foi um ano especial. Não sei ao certo qual palavra o descreve, mas talvez descoberta seja a ideal."

A todas as pessoas que nos acompanharam ao longo deste ano, a todas as que estiveram sempre presentes e me apoiaram, um ENORME OBRIGADA!


quarta-feira, novembro 27

Quarta-feira é dia de.... Bloqueio?!


Semana de mudanças por cá. A pessoa faz o quê? Define o que quer mudar. E muda. Ou pelo menos tenta. Muda de atitudes. Nada mais. Continua a tirar da gaveta e dos cadernos todos os apontamentos que se arrastam consigo há anos.

Começamos pela segunda e ok. Terça feira e ok. Mas, chego a quarta-feira e bloqueio. Mas porquê? Tentei, tentei, tentei. Mas desisti. Aliás, adiei. Porque na verdade não desisto de nada. Mas adiar tantas e tantas vezes é equivalente a desistir, certo? Preciso de escrever isto e dizer esta frase em voz alta até perceber que não o posso voltar a fazer.

Por isso, mesmo que o objetivo não seja partilhar algo de forma escrita, resolvi que precisava de o fazer.
Adivinham o que tenho previsto para as quartas feiras? Pois é, isso mesmo: os vídeos. E o que faço? O mesmo de sempre: ADIO! Mas, não posso adiar mais. Não posso. Tenho que desafiar-me. Preciso disso. Preciso de combater todos estes fantasmas que me acompanham e não me deixam “evoluir”. Mas, calma. Com calma que chegarei lá.

Sou pessoa de planos, de executar depois de definir o que quero fazer. Na verdade, tenho tanta coisa definida que talvez não precisasse escrever nada nos próximos anos.
Já partilhei a dificuldade que sinto em fazer vídeos. E acabo sempre por lhe juntar alguma desculpa. Mas, sabem que mais? Cansei! Prometo que cansei! Por isso, torçam por mim. Que eu seja capaz de cumprir o que o meu coração inquieto diz para fazer.
Respira fundo e… Adiei, mas esperem lá que não sou de perder desafios, sobretudo quando se tratam de desafios sobre mim mesma.

The end.
Vemo-nos no próximo capítulo! ;)

segunda-feira, novembro 25

Afinal, qual é o teu propósito?


Segunda feira é sinónimo de textinho desabafo, onde "falo" abertamente sobre mim e sobre os meus dilemas. Aqui, partilho a minha opinião sobre o mundo, sobre a forma como o percepciono e questiono. 
Hoje, deixo alguns pensamentos que me ajudaram a definir o que quero para este cantinho e o motivo pelo qual continuo a partilhar tantas coisas publicamente. A internet tem evoluído e a forma como as pessoas acedem a ela, também. Durante esta evolução, já passei por várias fases, entre as quais, a de me questionar sobre o motivo pelo qual continuo a querer partilhar a minha visão sobre o mundo. Apesar de algumas coisas desagradáveis surgirem através da internet, defendo sempre todas as vantagens que ela traz. Por isso, coloco em questão tantas e tantas coisas, procurando, no fundo, uma resposta para mim e, quiçá. fazer-vos repensar comigo sobre tudo isto. Hoje, questiono-vos sobre o vosso propósito quando utilizam a internet, nomeadamente, quando utilizam as redes sociais?

Quanto a mim, aqui fica a resposta:
Eu não venho à internet para obter aprovação. Se eu quisesse aprovação, pedia um crédito ao banco ou inscrevia-me num novo ciclo de estudos.
Eu também não venho à internet para criticar alguém. Aliás, devo ser das pessoas que menos critica o outro. Para criticar já me tenho a mim. Talvez seja a única pessoa com real conhecimento de causa para o fazer sobre mim mesma.
Eu venho à internet partilhar pensamentos, fazer-vos pensar em pequenas partes do que penso sobre mim enquanto pessoa e sobre o mundo que me (nos) rodeia. Eu venho à internet para trocar ideias, partilhar experiências e crescer enquanto indivíduo.
Eu venho à internet para conhecer pessoas, realidades iguais ou diferentes da minha. Não venho à internet para provar que a minha realidade é a melhor.
Eu venho à internet para trocar opiniões, para dar a minha e compreender a vossa. Não venho à internet para impor a minha opinião, mas sim para a moldar de forma a albergar pontos de vista diferentes.
Eu venho à internet para me distrair, para sair da rotina, para “divagar”, para ver o mundo e ao mesmo tempo sentir que não vi nada.

Às vezes, sinto que falo demais, que dou opiniões em demasia. Nessas alturas, questiono-me sobre o porquê de o fazer. De igual forma, questiono-me sobre qual será o propósito de quem vem até cá só para partilhar isto ou aquilo, sem nexo ou fundamento, sem explicação, contextualização ou justificação. Consigo compreender isso nos jovens, conseguia compreender isso quando surgiram as redes sociais. Mas, ainda não consigo compreender isso agora, quando se trata de pessoas mais velhas. Será solidão? Há vários estudos, palpites e opiniões sobre a associação da solidão ao uso das redes sociais. Será necessidade de aprovação? Falta de ego? De objetivos de vida? De propósito? De trabalho? Tempo a mais? Ou falta de crítica? Será mero divertimento? Ou entretenimento? Ou pura inocência, ignorância ou até experiência? Não sei. Talvez já me tenha cruzado com pessoas assim, algumas compreendo o objetivo e algumas existem com as quais é possível ter conversas interessantes. Mas há outras que parecem a vitrina de uma montra. Que se mostram, mas não se pode tocar. Que não respondem, não dão opinião, parece que estão sempre ali, atentos a tudo e a todos, mas não viram nada para além delas mesmo. Humm… Não sei. Serei eu a utilizadora errada da internet? Será que a internet mudou de objetivos e cabe-me a mim regressar aos livros e às conversas de café? Será que a internet tornou-se um lugar onde todos temos que ser produtores de conteúdo, tornarmo-nos inspirações e pessoas famosas? Mas, até estas têm um percurso, mais ou menos sólido, mais ou menos consistente... Quando se expõe na internet já todos sabemos o que elas fazem ou até pensam. Será que utilizo tão mal a internet que não percebi de que forma o mundo digital evoluiu e deveria remeter-me ao silêncio e à minha ignorância? Será?
Ou será que o nosso mundo está tendencialmente cada vez mais desorientado e precisa que cada vez haja mais pessoas que o façam reconhecer as suas próprias falhas? Será que o mundo precisa de pessoas que o faça criticar as suas próprias atitudes?
Crescemos críticos, olhamos para os nossos antepassados e somos capazes de criticar tim tim por tim tim tudo o que fizeram de mal, tudo o que contribuiu para sermos assim ou assado. Mas não somos capazes de olhar para nós e para o mundo atual e perceber qual é o nosso papel? Que as gerações que se seguem precisam do nosso exemplo, da nossa crítica, do nosso conhecimento sobre o mundo para evoluir e ter a capacidade de levar o mundo para um lugar melhor?
Será que é assim tão mau ter opinião? Será assim tão mau fazer os outros pensar sobre si mesmos?
Não sei… Isto são apenas questões e dúvidas que passam pela minha cabeça.
Acredito que todos temos um propósito de vida. O meu passa por ajudar. A mim, aos meus e ao próximo. E se essa ajuda passar para a aumentar a crítica, a capacidade de análise, por contribuir para um mundo mais conhecedor de si mesmo, por aumentar a autocrítica em cada um e o seu conhecimento sobre si mesmo e sobre “este local que é de todos nós”, então terei cumprido o meu dever. E enquanto puder, defenderei com toda a minha força a verdade, a justiça e o direito à opinião. Todos temos uma, não é mesmo. Qual é a tua?


PS. Este texto foi escrito há algumas semanas. Partilho-o agora, no seguimento do evento no qual participei no Sábado passado (#bracarainfluencers). Lá ouvi falar sobre o propósito, sobre o que move cada um de nós, sobre o que nos dá prazer. E este texto foi escrito a pensar exatamente nisso: qual é o teu propósito? O que te faz feliz? Não é novidade para quem me acompanha com atenção, que ando em processo de mudança (sobretudo interna) há algum tempo. Acredito que nada acontece por acaso e tudo tem um tempo certo para acontecer. Acredito que há coisas que se vão encaixando aos poucos, e que a vida se vai resolvendo se nos permitirmos compreender melhor tudo o que nos faz agir de certa forma e tentarmos mudar o que não nos acresce valor. Partilho este texto porque hoje estou ciente do que quero, porque hoje exatamente qual que caminho que estou disposta a seguir. E só posso acreditar que O melhor está por vir!

segunda-feira, novembro 4

Para este mês prometi...

Como começou o vosso mês?

Por cá, a cada dia que passa, a adrenalina aumenta. A adrenalina, a força e a vontade de terminar algumas coisinhas, também.
Aprendi a não jurar promessas. Não tem sido fácil cumprir cada uma delas dentro dos prazos que estipulo para mim.
Mas, há algo que este mês prometi a mim mesma: escrever mais e cuidar mais de mim.
O que uma coisa tem a ver com a outra? Tudo!
A escrita ajuda-me a cuidar de quem sou, a manter-me fiel a mim mesma...
Há temas que outrora trazia até cá que me têm deixado muitas saudades. Por isso, nada como tentar recuperar o que nos faz bem, não é mesmo?

E vocês? Traçaram objetivos para este mês?



segunda-feira, outubro 14

Afinal, quem és tu?


Gosto de refletir sobre a vida. Vocês já me conhecem. Gosto de me questionar porquê, de procurar respostas e até de encontrar novas dúvidas. Gosto de sentir o que sinto, de apreciar cada momento. Gosto de refletir sobre quem sou, quem fui, quem quero ser. Afinal, esta coisa da vida está em constante evolução, que nunca seremos mais os mesmos, nem nunca saberemos quem fomos, se não nos questionarmos de onde viemos, porque nos tornamos assim, porque queremos ser diferentes, porque gostamos ou queremos algo novo ou melhor.
Estes últimos meses têm sido de uma procura constante por uma das minhas maiores dúvidas: afinal, porque tenho medo? Já partilhei convosco que talvez o medo seja o meu maior obstáculo. E, talvez o medo seja, ao mesmo tempo, a resposta a algumas questões.
Hoje, parei para repensar um bocadinho sobre nós e partilho convosco alguns pensamentos que daí advieram.

Às vezes, deixamo-nos conduzir pelos nossos medos, por medos que nem são nossos. Às vezes, deixamos de pensar sobre nós mesmos e caímos no erro de acreditar sem questionar. Às vezes, deixamo-nos ir, ao sabor do vento, sem questionar porquê e como tudo isso aconteceu. Às vezes, deixamos que a vida nos leve a dar voltas que nunca imaginamos dar. Por medo. Por receio de acreditar na nossa própria intuição. Por medo, deixamos muitas vezes de sonhar. Eu já o fiz. Houve momentos em que talvez não me tivesse questionado. Houve momentos em que talvez tivesse agido sem pensar. Em mim, no que quero, no que preciso, no que me faz falta para continuar. Mas acredito que a vida é tão mais valiosa com todas estas dúvidas. A procura por uma resposta, o percurso até lá chegar é tão mas tão importante que só me faz vibrar e apreciar cada vez mais esta jornada pela Terra. E é tão bom que a cada nova descoberta sinta que um bocadinho de mim renasce. Renasce também a alegria de perceber o porquê, de entender de que forma tudo aconteceu e a esperança de melhorar. Renasce a fé, a vontade de ser mais forte, de chegar mais longe, de contrariar todas as tendências. Renasce a vontade de continuar nesta busca incessante pela resposta à pergunta “afinal, quem eu sou?”. Certamente, ainda terei um longo caminho para percorrer. Mas, se eu não souber quem sou, quem saberá de verdade?
Hoje, pergunto-te: afinal, quem és tu?

quarta-feira, outubro 2

Preciso Recomeçar!


Hoje, hoje não vim até aqui. Partilhei uma ou outra história no instagram, mas pouco escrevi. Na realidade, talvez não esperem que eu cá venha. Nem hoje, nem amanhã. Vocês sabem que não tenho data nem hora marcada para vir aqui. Conheço cada um de vocês, que nos acompanham de perto, que trocam experiências e opiniões em privado. Há quem diga que não somos muitos. Eu acho que somos bons demais. Vocês são bons demais.
Eu sei que, às vezes, posso parecer confusa. Tenho noção de que partilhas tão diferentes entre si, sem roteiro ou plano para serem apresentadas pode ser um pouco confuso de compreender para quem está do outro lado.
Na verdade, eu só gostava de manter este espaço como uma espécie de diário, onde apenas eu o compreendesse de verdade, na sua totalidade. Mas, parece que esta coisa das redes sociais, dos blogs e tudo o que tem a ver com a internet chegou a um patamar em que cada cantinho “deixou” de ser apenas nosso. Cada cantinho passou a ser um pouco de quem o acompanha, dos seus “seguidores”.
Estes últimos tempos foram de reflexão. Eu sei que cada vez mais a internet é um local onde se buscam ideias, algumas pessoas até inspirações. Eu busco apenas um pouco de lazer. Um local onde me possa encontrar, onde possa conhecer mais pessoas como eu e outras tantas completamente diferentes. Mas, em cada uma delas, possa encontrar algo que me faça crescer. Porque eu quero ser grande, sim. Quero ser grande e manter-me fiel a mim mesma. Quero ser grande no entendimento, na maturidade, na inteligência emocional, no conhecimento sobre o mundo em geral. Todos somos pequeninos comparados com esta coisa que é a vida. Efémera, passageira, incerta e imprevisível. Não quero dedicar-me a algo que não faça parte dos meus objetivos iniciais, que não seja uma paixão. Quero e preciso de tempo para os meus. E para lhes dedicar tempo, sei que um bocadinho a sós, nem que seja a sós com o mundo, só me faz bem.
Ora… Para que este espaço possa continuar a ser meu, mas também possa ser algo fácil de compreender para quem está do outro lado, eu tomei uma decisão. Não foi uma decisão fácil e não sei se é a mais certa. Demorei para concluir de qual forma o faria. Não irei alterar nada do que sou, do que faço ou digo. Apenas adaptar. Ajustar uma ou outra partilha, selecionando o local onde o faço. Porque eu sei que cada um de vocês tem mais interesse nisto ou naquilo, que acompanham mais este ou outro local. O blog da mamã Lu continuará a ser o meu espaço, onde falo sobre a vida, sobre os meus, sobre o que fazemos e pensamos, onde desabafo, onde choro e rio, onde me perco e reencontro e onde me dou à oportunidade de conhecer outras pessoas.
Por norma, sobretudo nos últimos 2 anos, não consigo executar nada do que planeio. Tudo o que é meu fica sempre para depois e esse depois nunca chega. Durante algum tempo desisti de tentar. Não estava forte o suficiente para acreditar que conseguiria mudar. Deixei-me ir, sem roteiro ou orientação. Mas percebi que não sou assim. Eu gosto e preciso de planear, de organizar, de sentar, de pensar e repensar antes de agir. Porque sou meticulosa, porque sou rigorosa. E não há mal nenhum em ser assim. Não posso fugir a quem sou só porque me dizem que exijo demais de mim. Não acreditar que sou capaz é muito pior do que não tentar. Depois de algum tempo sem tentar mudar, decidi que preciso dar-me a essa oportunidade, novamente. Por isso, nos próximos dias poderão notar alguma diferença neste espaço, na forma como apresento as partilhas. Acreditem que é mesmo uma questão de apresentação, para que vocês consigam entender melhor cada uma delas, sem que isto se torne confuso. Não costumo receber muito feedback sobre a organização deste espaço, talvez só 2 pessoas tenham comentado isso comigo. Mas, é algo que também sinto e, por isso, nesta fase da minha vida, quero deixar tudo o que conseguir o mais organizado possível. Porque me mete confusão quando as coisas ficam diferentes.
Este é um post completamente transparente. Talvez nem precisasse de o partilhar convosco. Mas, não quero de todo que sintam que algo mudou sem perceberem ao certo os motivos da mudança. Talvez nem notassem, mas talvez sim. Quero, ao mesmo tempo, que fiquem atentos à mudança. E peço-vos, desde já, para estarem completamente à vontade para me deixarem a vossa opinião.
De qualquer forma, fica apenas aqui um registo de que irei tentar. Para mim mesma, porque eu preciso disto. Preciso recomeçar.

terça-feira, outubro 1

Outubro de todas as emoções


Outubro, de todas as emoções.
Outubro assinala vários marcos na minha história de vida. Em outubro, defini objetivos, concretizei sonhos, tracei planos, alcancei metas. Em outubro a minha vida mudou. Completamente. Para sempre.
Em outubro renasci. Mais do que uma vez. Ao mesmo tempo, em Outubro suspendi muitos planos, deixei sonhos por concluir. Outubro tem, por isso, um sabor agridoce. Próprio de quem planta uma semente e não a consegue colher.
O mês de outubro significa mais para mim do que posso dizer. E é aqui que entra a parte do “quero que a história deste outubro mude novamente”.
Ao longo de todos estes meses, tenho refletido sobre tantas e tantas coisas. Já vos confessei que sou uma pessoa cheia de medos, de vergonha. Sou tímida e reservada. Serve este espaço para dar largas à imaginação e para partilhar sentimentos que ficariam para sempre, em papel.
Gosto de deixar bem definido os planos a seguir, mas ao longo de todo este tempo tenho aprendido e percebido que mais vale deixar ir.
Para este mês não planeei nada do que quero fazer, mas defini bem o que quero mudar. Em mim. Porque nada muda se continuarmos sempre iguais.

segunda-feira, setembro 30

O último de setembro.

Este nono mês passou a voar. Mas foi um mês de setembro tão diferente do que estava habituada. Dei-me ao direito de ir devagar, de respirar fundo. Setembro marca, tantas vezes, o fim e o início de tantas coisas. Este ano quis que torná-lo diferente. Resolvi viver cada dia de forma leve. Na verdade, estava a precisar de me distanciar de algumas exigências. Na verdade, estava a precisar de abrandar antes de começar novamente. Talvez, às vezes, seja apenas seja necessário encontrar respostas, caminhando mais devagar.

Apesar do ritmo mais lento, tantas coisas boas aconteceram e só posso agradecer.

Por todas as pessoas que manifestaram carinho por nós.
Por todas as pessoas que partilharam comigo histórias e opiniões.
Por todas as pessoas que não manifestando o seu carinho, é possível senti-lo pela presença.
Por todas as pessoas que estão connosco nesta jornada de fazer o bem, de descomplicar a vida, de ser genuíno e coerente com os seus princípios.
Hoje não quero falar das coisas que me aborreceram. Quero que elas fiquem por aqui. Porque de nada servem.
Quero agradecer à vida por todas as oportunidades.
Viver não é ter a vida perfeita, mas tornar cada imperfeição num motivo para sorrir e para se superar.
Que a vida nos continue a permitir vivê-la.

Não "falarei" mais por agora. Podemos conversar amanhã? ;)



quarta-feira, setembro 18

Deitei a Estrela... e decidi que seria diferente... [Diário da mamã Lu]

Estive a rever os textos que tinha guardados e este chamou-me a atenção. Podia ter sido escrito um destes dias, em que fiz exatamente o mesmo. Mas dessa vez, não para me sentar ao computador, mas para descansar um pouco antes de começar as tarefas que ficam para o fim do dia...

"Deitei a Estrela e fui dar um beijo de boa noite ao Gabi. Faz-se tarde e tenho ainda tanto para fazer. Mas, hoje decidi que seria diferente. As tarefas podem esperar. Eu preciso mesmo de me sentar. Liguei o portátil e aqui estou eu. Estes bocadinhos são tão raros, que quando paro, paraliso. Não sei por onde começar. Dou voltas e voltas às fotografias que tenho para arquivar. São mais que muitos os momentos que nunca consegui partilhar. Penso em todos os outros que não consegui registar. As agendas são atualizadas por semanas para não perder o fio à meada, mas os vídeos com as histórias deles ficaram suspensos algures no tempo.
Olho para o meu computador atolado de informação e não sei o que partilhar primeiro. Tenho mais de 50 textos que queria divulgar, mas não sei por qual devo começar. São textos escritos sem uma sequência lógica. São textos escritos em dias como este, em que consegui pelo menos 5 minutos ao computador. Tenho ainda outros que ficaram pelo pensamento e nunca mais fui capaz de reproduzir.
E pronto. É isto. Não sei se irei continuar."

E, na verdade não continuei. Não me recordo se pelo cansaço ou porque a Estrela entretanto chamou por mim. Os seus sonos tornaram-se difíceis de lidar. Acredito sempre que esta fase está quase a passar e sinto cada vez mais um aperto no coração por saber que não irá chamar para sempre. E sim, mesmo que seja cansativo, deixará muitas saudades. Só tenho pena por não conseguir ter sempre a energia que gostaria para aguentar noite e dia esta tarefa árdua e maravilhosa que é a de ser mãe...

Contem-me como é por aí: Também facilitam de vez em quando as tarefas para permitirem uns momentos apenas vossos? Também sentem esta nostalgia e aperto no peito por algo que ainda não terminou, mas que sabem não ser eterno?

Sobre isso nunca tive receio...

Quando me tornei mãe pela segunda vez não questionei sequer se o meu amor fosse igual.
Nunca pensei não amar a Estrela da mesma forma que amo o Gabriel. Acho que isso é natural. É tão minha filha como ele. Leem-se várias partilhas na internet sobre este tipo de receio. Este garantidamente não foi meu. Mas pensei noutro tipo de coisas, tive outro tipo de medos, debati-me perante outro tipo de obstáculos.
Mas, o amor.... Esse eu sabia que seria igual. <3

E convosco, como foi?

Boa quarta-feira para vocês!


terça-feira, setembro 17

A liberdade dos meus filhos...

Cada vez mais se partilham formas de educação parental e posturas a adotar na maternidade. Cada vez mais se defende a necessidade de liberdade que as crianças necessitam.
Mas, sejamos sinceros, a liberdade de cada uma estará sempre condicionada a quem a permite. No meu caso, a liberdade dos meus filhos termina no momento exato em que me sinto perto de um colapso nervoso ou de um ataque cardíaco. É bom que eles explorem o mundo, que testem os seus limites, mas depois de tantos relatórios que já li sobre crianças e sobre a forma como adquiriram lesões que as acompanharam o resto da vida, não sou capaz de ficar ali quieta, à espera de os ver cair. Esqueçam! Esse não é, nem será nunca a minha postura neste papel de cuidadora.
Eles podem cair e eles caem. A Estrela até já partiu um braço e um dente. Mas, nem todos os sítios são permitidos. E, por exemplo, sofás, cadeiras ou qualquer coisa que lhes sirva de trampolim nunca será um local para explorar. Pelo menos, enquanto não se concentrarem devidamente no que estão a fazer. O meu coração de mãe e o pensamento de terapeuta não aguentam tamanha violência. Por isso, por cá, a liberdade deles não está apenas condicionada ao que eles querem explorar. Está também limitada por aquilo que eu sou ou não capaz de deixar. ;)

Como funciona aí por casa? Que tipo de liberdade vocês permitem aos vossos filhos? Deixam tudo e mais alguma coisa? Ou limitam as suas descobertas e ações a algum limite vosso?


segunda-feira, setembro 16

Por onde andas tu?

Por onde andas tu?
Ultimamente, algumas pessoas têm questionado o porquê do blog andar "meio desaparecido". Acham estranho as partilhas serem inferiores ao que conhecem dele.
A essas pessoas, quero reforçar aqui um enorme OBRIGADA pelo carinho. Nem sabem o carinho que tenho por cada um de vocês, que nos acompanha nestas mudanças todas e, mesmo assim, continua a querer acompanhar.
Ora bem... Feliz ou infelizmente a nossa rotina cá em casa passa por tantas fases, que tudo o que é meu acaba por sofrer com todas as alterações, ficando sempre para depois. Apesar deste cantinho estar no topo das minhas preferências, está em último na lista de prioridades. Tudo o que é meu fica sempre para depois. Tenho tantas coisas para cuidar antes de cuidar de mim. Eu sei, eu sei, eu deveria cuidar mais de mim, mas vou cuidando na medida do que posso (e às vezes num SOS, necessito). Cuidar dos meus dá-me igualmente prazer e não seria eu se não o fizesse, antes de tudo o resto.
Este último mês marcou mais uma grande mudança na minha vida e, por isso, na rotina de todos cá em casa. O início das aulas também trouxe mais alterações. Somando tudo, no final, acaba por não ser fácil vir até aqui tanto quanto gostaria.
Tenho uma lista enorme de coisas para partilhar convosco, quase 100 posts guardados como rascunho, outros tantos textos em estilo diário/desabafo. Mas, a seu tempo, tudo ganhará forma. Espero eu. Ou pelo menos acredito que sim.
Veremos o que esta semana nos reserva.
A todos vós, ficam os votos de uma excelente semana. Cuidem dos vossos e de vocês próprios. <3
Obrigada por continuarem desse lado e obrigada pelo carinho enorme com que nos presenteiam tantas e tantas vezes. Não tem preço nem comparação.






quarta-feira, agosto 7

Não virei as costas, mas comecei a olhar para um caminho diferente.

Ainda não se falava em Montessori, nem se partilhavam atividades, nem tão pouco existiam blogues e perfis de mães como hoje em dia, e já nós brincávamos juntos.
Já o repeti aqui várias vezes, o Gabriel surgiu numa fase muito especial da minha vida. Vivi a gravidez dele durante a licenciatura em Terapia Ocupacional e, durante o segundo trimestre de gravidez, estive a estagiar em pediatria.
Isto será sempre uma parte importante da minha história e, por isso, da história dele também.
Durante o seu desenvolvimento testei e apliquei muitos dos conhecimentos que adquiri. Comprovei teorias e modelos de desenvolvimento. Criei atividades para estimulação e procurei os melhores jogos e brinquedos para ele. Fui chatinha com as pessoas mais próximas, às quais terei sempre que agradecer, por terem respeitado as minhas decisões e acreditaram tanto no valor das atividades como eu. E, por isso, desde cedo, o Gabriel foi colecionando brinquedos muito especiais.
O Gabriel nasceu numa altura de mudança. Sem grande consciência, sempre acreditei que tudo na vida é passageiro, mas os primeiros anos de uma criança são fundamentais. O meu estágio de pediatria foi em multideficiência, e por isso, conheci casos completamente diferentes uns dos outros. Percebi que o nosso papel é importante desde o nascimento, que a nossa interação deve começar desde então. À custa disso, quis viver os primeiros anos do Gabi ao máximo, fiz questão de estar presente em tudo. Paralelamente, tentava dar conta do resto: do casamento, da profissão, da casa, dos amigos e de mim. Julguei conseguir cada coisa da forma mais perfeita possível. Até perceber que a realidade não é bem assim.
Não importa explorar todas as coisas que me desafiaram desde então, nem tão pouco os dilemas com os quais tive que lidar. Acho que nada acontece por acaso, mas acredito ainda que nunca devemos desistir dos nossos sonhos.
Comecei a pesquisar na internet experiências e opiniões de outras mães. Queria perceber até que ponto eu estaria a falhar ou não. Eram escassos os relatos e os primeiros que encontrei eram maioritariamente oriundos do Brasil. Oh povo bom! É incrível a forma como os brasileiros relatam cada acontecimento. Eles relatam tudo de uma forma tão pormenorizada que é impossível não viver cada coisa em conjunto com eles. Em Portugal, não encontrava o mesmo tipo de conteúdo, de partilhas ou de experiências. À medida que o Gabi crescia, eu acreditava que essa informação faria falta a mais pessoas como eu. E comecei a querer fazer algo para ajudar outras mães. Mas, antes de tudo isso, precisei passar por um processo enorme de crescimento pessoal. Sou muito envergonhada, medricas como tudo. Entro quase em taquicardia só de pensar que alguém pode ler o que publico. Mesmo que não pareça, este é um dos obstáculos que sempre quis ultrapassar.
Em 2016, a planear o segundo filho, sabia que estaria na altura ideal para dar um bocadinho mais de mim, para me desafiar, para enfrentar os meus maiores medos.
E por isso, este cantinho, para além de um hobbie, em 2016 ganhou um novo significado. Mas, nem sempre aquele ditado “basta acreditar” está correto. Em 2017 tive que suspender todos os planos, por não ser capaz de dar conta do recado. Deparei-me com uma das maiores dificuldades até à data: a incapacidade. Mas, a vida é feita de fases. E em cada fase, aparece sempre algo ou alguém que nos transmite luz. O ano passado, a meio de decisões importantes, tive que decidir o que fazer com parte dos meus sonhos. E, no meio de muitos reboliços e incertezas, comecei a acompanhar novamente alguns blogues, de entre os quais, o blog No Colo da mãe, da Andreia. As suas partilhas despertaram algo em mim, algo ao qual não sabia dar resposta: continuar ou não a alimentar o sonho de ajudar outras pessoas com a minha experiência enquanto pessoa, mãe e profissional? Tinha estado em modo off para esta coisa das redes sociais e mantinha o desconhecimento sobre o interesse pelas atividades com crianças, em Portugal.
Voltando novamente a 2016, na altura em que tudo parecia estar a dar certo, quis iniciar uma nova fase e explorar mais do que fazia cá em casa para que, com o nascimento da Estrela, pudesse partilhar de que forma encaro o desenvolvimento infantil. A Andreia apareceu para me ajudar a encontrar a resposta. Não sou pessoa de desistir de nada, muito menos dos meus sonhos. Mas, podemos sempre adaptá-los, e concretizá-los com objetivos diferentes. Percebi que, em Portugal, o interesse por explorar a maternidade e trocar ideias e experiências começava a ganhar forma. De facto, as mães portuguesas pareciam interessadas em ganhar consciência sobre o seu papel  e participarem de forma mais ativa no desenvolvimento dos filhos.
E é aqui que o meu coração não me deixa abandonar o que me faz sentir mais completa: este blog. À medida que acompanhava cada atividade, sentia que não podia abdicar de algo que me fazia tão feliz. Precisava de manter o blog, mesmo que sem o plano anteriormente traçado. Ele será sempre um hobbie, e quero alimentar apenas isso. Agradeci à Andreia. Agradecerei sempre. Porque se fez luz. Falo dela porque é especial. Porque partilha de corpo e alma muitas das coisas em que acredito. Porque é genuína e acredita na maternidade tanto quanto eu. É disto que eu gosto. Não poderei nunca desistir de fazer algo que me faz bem. Na altura, isto não estava claro para mim. Tinha sonhado com tantas coisas e nenhuma delas fui capaz de levar até ao fim. Confrontei-me e aceitei a fase pela qual passei. E tudo começou a ser mais simples. Mesmo que surjam novos contratempos ou volte a mudar de vida, é aqui que eu encontro a paz, é aqui que eu me sinto completa. Gosto de desenvolver mais conhecimento sobre o desenvolvimento infantil e humano e de trocar experiências sobre algumas das coisas que considero fundamentais.
Hoje é um dia especial. Ele marca uma mudança na minha vida. Expor algo tão pessoal e, no fundo, resumir todo este percurso é algo profundo. E eu sei que esta partilha será benéfica para mim. Preciso resolver alguns dilemas para avançar com novos planos. Não quero atingir nenhum objetivo ou alcançar uma meta. Estou apenas a tirar da gaveta algumas coisas que guardei para deixar espaço para coisas maiores.
Obrigada a todas as pessoas que nos acompanham, que confiam em mim.
Se algum dia pensei em desistir, hoje sei que não seria eu se o tivesse feito. Não virei as costas, mas comecei a olhar para um caminho diferente. Por isso, desculpem lá qualquer coisinha, mas continuarei a espalhar "lamechiches" por aí. <3




segunda-feira, agosto 5

Há elogios que nos fazem pensar...


Por onde vamos, as pessoas elogiam sempre a beleza da Estrela. Admiram o seu sorriso, o seu cabelo cor de oiro. Às vezes, o Gabriel também recebe um elogio, no fim, por alguns, por quem compreende que o mais velho também deve ser considerado. É sempre algo do gênero "tu TAMBÉM és lindo". 
Às vezes, fico um bocadinho triste quando isto acontece. Porque é sempre colocado em segundo lugar ou nem tido em consideração.
Outras vezes, como desta, fico a pensar no que isso implica. No fundo, isto é uma situação transversal a muitas outras. Faz parte da atitude do ser humano elogiar o que é mais pequeno, o que de certa forma dá nas vistas. Faz parte do ser humano elogiar pela forma, pelo aspeto, pela aparência, aquela que existe associada a padrões de beleza. A Estrela destoa por ter cabelo claro. Mas e o resto, não conta? O que está dentro, que não se vê, o que nasce e permanece connosco, o que é a base de toda a nossa essência?
Compreendem o que quero dizer? O que pensam sobre isto?
Partilharei mais dois textos sobre este assunto, mas gostava imenso de ter a vossa opinião. Hoje fica apenas isto em jeito de desabafo/pensamento alto. Fico à espera das vossas opiniões. Beijinhos 😘
[Desabafo/Pensamento]



segunda-feira, julho 8

A vida paralela das redes sociais


Ontem partilhei no instagram que, na minha opinião, as redes sociais devem ser o prolongamento da nossa realidade e não representar uma vida paralela, perfeita, idealista, inspiradora.
Descobri a internet numa altura em que a genuinidade era o maior alicerce de quem criava conteúdo. E foi aí que me apaixonei por este meio.
Desde então, as coisas têm mudado bastante. Apesar de sentir que não posso ser completamente alheia ao que esta “nova realidade” adquiriu, há coisas das quais não abdico nunca: de viver de forma apaixonada pela minha vida. E por isso, há momentos que guardarei sempre para mim, que viverei de forma o mais completa possível. E, por isso, há momentos em que preciso desconectar-me, para poder estar mais próxima da minha realidade.
Não vou sequer explorar os motivos que a tornaram diferente, nem o modo de atuação atual de quem utiliza ou abusa destes meios.
Apenas expor que não acredito que sejamos capazes de viver algo na sua plenitude se estivermos constantemente de telemóvel na mão a partilhar o que está a ser realizado naquele preciso momento. Pelo menos, eu só consigo falar do que vivi de forma consciente depois de ter saído da situação.
É por esse motivo que não tinha partilhado nada sobre a Estrela antes de termos uma conclusão.
Não sou ninguém para dar conselhos, mas experimentem viver um bocadinho de mãos livres e digam se não sentem uma liberdade muito maior e uma paixão, entrega e dedicação muito maior?
Sou uma total obcecada nisto das redes. Das que se partilham pela internet. Mas também das outras, das que nos alimentam no dia-a-dia. Das que se lembram de nós só porque somos a X ou Y.
E para hoje é só. Tinha outras coisas para partilhar convosco hoje, mas foram vários os feedbacks positivos que recebi sobre este “desabafo” que resolvi deixar esta opinião registada.
Só para vos agradecer o feedback e para explicar que este também é um motivo válido para umas paragens. ;)



segunda-feira, julho 1

Sobre o que escrever? Porquê partilhar?


Hoje seria dia de partilhar convosco um bocadinho sobre a vida (a minha ou reflexões sobre ela). Em tempos, costumava partilhar desabafos sobre a vida à segunda-feira. Mas, neste momento, não sei ao certo o que quero fazer. Tenho mais de 50 textos que nunca partilhei (tirando os outros que nunca partilharei). Mas hoje não me apetece partilhar nenhum. Mas, ao mesmo tempo, apetece-me sentar e escrever. Escrever faz tão bem. Dizem que quem escreve pensa duas vezes. E eu acredito que sim. Já terminei parte das tarefas, mas precisava de 5 minutos para escrever. Então sentei-me, antes de continuar.
Penso sobre tantas coisas, mas às vezes não consigo exprimir nenhuma. A falta de tempo ofusca-me. Não sei se acontece convosco, mas comigo é frequente. Parece que quando paro 5 minutos para refletir ou agir, fico naquele impasse de não saber ao certo por onde começar. Ao mesmo tempo, sinto que estou a perder algo, porque tenho tantas outras coisas para fazer, para além de escrever. Mas preciso disto. Preciso parar. Talvez necessite de reaprender a retirar 5 minutos a cada dia para mim. Não para me olhar ao espelho, mas para traduzir em palavras o que sinto.
Este cantinho não é um diário, mas ao mesmo tempo é, também, uma espécie de um. E, enquanto tiver capacidade para refletir, ou simplesmente deixar fluir cada pensamento, partilharei convosco tudo aquilo que achar que devo. Seja com o intuito de me desafiar, ou com o intuito de deixar algum tipo de revolta enfraquecer. Sim, gosto de escrever e partilhar com diferentes objetivos: com o objetivo de me desafiar, com o objetivo de partilhar opiniões e trocar ideias. Estas nem sempre são maravilhosas ou sobre coisas espetaculares. Não escrevo para inspirar. Às vezes só quero escrever algo com o qual não concordo porque há discussões e pessoas que não valem o nosso tempo. Quando assim é, quando me revolto com algo prefiro escrever do que discutir. Há coisas e pessoas que nunca irão mudar. Ao escrever sobre essas coisas, acabam por perder força e importância para mim. E, por esse motivo, gosto de escrever sobre isso também. Gosto ainda de escrever sobre os meus filhos. O Gabi adora que o faça. Sei que fica feliz. Sente-se importante. Afinal de contas, como ele próprio diz “este cantinho nasceu por causa dele”. Gosto de escrever por escrever, mas apenas quando sinto o que escrevo. Não gosto de reler. Aliás, detesto reler o que escrevi. Gosto de escrever à primeira, como se estivesse a falar. Se não corrigimos constantemente o nosso discurso, para quê corrigir o que escrevemos?
Quero voltar a escrever sobre a vida e tudo o que ela implica, e partilhar convosco textos e histórias, chatas, lamechas e verídicas. Não traçarei um plano, nem farei disso um propósito, mas sempre que possível, poderão reler alguns desabafos ou generalizações algures por aí.
Espero contar com a vossa opinião, seja para concordar ou discordar. Todos temos uma opinião. Todas são verdade, cada uma à sua maneira. E por isso, trocar ideias é tão bom.
Vemo-nos por aí, algures. Tanto quanto possível à segunda-feira ;)
(Se existisse, este seria o plano, mas se não for segunda será um dia qualquer).



Olá, Julho: preparar para novas mudanças

Olá, Julho!

Todos os meses, a cada início, eu paro para pensar (bem, na verdade às vezes não paro, mas tento pensar na mesma, ahah).
Gosto de fragmentar cada etapa em fases mais pequenas, e fazer um balanço de tudo o que significa para mim.
Gosto de ponderar o que já é previsto acontecer, de gerir expetativas e traçar alguns objetivos.
Este mês de Julho marcará novas mudanças. O início e o fim de algumas coisas. De coisas concretas, mas também de coisas abstratas. Todos nós deveríamos fazer um esforço para mudar o que não está bem, para valorizar o que já está no ponto certo. Eu gosto de o fazer.
Apesar dos imprevistos que poderão surgir (todos os dias temos essa margem de imprevisibilidade na vida), este mês será de transição. E isso é bom. É bom porque a cada fim deverá acontecer um novo início. E, com ele, as esperanças renovam e os objetivos tornam-se mais próximos de acontecerem.
Este mês é ainda especial porque teremos acontecimentos de vida importantes, de pessoas especiais. E isso é de valorizar. As pessoas que nos fazem bem são e sempre serão parte do nosso alicerce e segurança.
Não tenho grandes expetativas para este mês, tenho algum receio até. Mas, vamos lá que o tempo não para.
Que seja um mês cheio de paz, compreensão e amor. Que a saúde não nos falte e que consigamos ser felizes, com as mais pequenas coisas.
Sejam felizes. ;)



sexta-feira, junho 28

E assim nasceu este blog...

Não sei o dia certo, nem muito menos as expetativas (talvez nem existissem). Lembro-me apenas dos motivos que me levaram a criar um blog.
Eu tinha mudado de vida, deixado tudo para trás e alterado os planos para viver a maior de todas as aventuras: a maternidade. Continuava a estudar e o tempo para dedicar a atividades extra e fora de casa deixara de existir.
Eu estava no meio de um reboliço, de mudanças, de descobertas. Precisava de um cantinho só meu, para extravasar, para registar momentos, meus e deles. Precisava de algo que fosse maior do que eu. Para sair da rotina, para parar e de vez em quando, poder encontrar-me em algo meu. Precisava de algo que me completasse e ajudasse a manter o foco, porque isso é importante para encontrar um equilíbrio. E foi aí que nasceu este blog.
Nasceu com o intuito de ser o meu passatempo. E, como qualquer passatempo, já teve fases em que esteve parado. Já houve fases em que pensei em colocá-lo de lado. Mas, como qualquer passatempo que se ama (como se fosse um desporto ou outra coisa qualquer que nos alimenta) a vontade de escrever manteve-se sempre mais forte.
Como já o partilhei antes, a instabilidade laboral pela qual tenho passado também contribuiu muito para que este cantinho acabasse sempre por ficar para último plano. Porque tudo o resto vem primeiro. Porque por muito que se diga que devemos cuidar de nós em primeiro lugar, nem sempre é possível fazê-lo.
E acabamos por ficar para depois. E os nossos hobbies também.
Este ano, pela primeira vez, senti que precisava de uns dias de pausa. Meti 3 dias de baixa e decidi que nunca mais o voltaria a fazer. Porque, para além da saúde física, precisamos de cuidar da nossa estabilidade emocional. E, eu preciso mesmo disto para me encontrar. Parar uns minutos para mim é tão importante como comer ou dormir. E, por isso, mesmo no meio do reboliço, eu tento vir até cá.
Em 2016 repensei o blog como algo diferente, mas os meus planos voltaram a não resultar. Mudei a imagem do blog e até repensei sobre o nome. Porque sejamos sinceros "blog da mamã Lu" não é um nome bonito nem atrativo. Mas é o que resume tudo. É o que encaixa aqui na perfeição. Porque este cantinho é sobre tudo o que faz parte da minha vida, do que acredito, do que faço.
O blog da mamã Lu continuará por cá. Espero que vocês também. Não prometo nada. Não quero nada. Apenas continuar a manter-me fiel ao que mais gosto de fazer e a tentar crescer com todas as partilhas.
Por isso, cada um de vocês, que nos acompanha nestes altos e baixos tornou-se demasiado importante. OBRIGADA.


(PS: Não reli o texto, por isso, ignorem qualquer erro ou lapso. :'))




sexta-feira, junho 21

Que semana!

Durante esta semana têm sido muitos os acontecimentos. Mas o cansaço tem sido demasiado grande para conseguir partilhar convosco o que se anda a passar por aqui. Mas, têm sido coisas boas e por isso, tenho aproveitado todo o pouco tempo para apreciar e viver o presente. Temos vivido etapas e momentos que farão parte da nossa história. E isso é de aproveitar. Por isso, desculpem mais esta ausência. Mas já sabem, quando não estou aqui é porque ando a dar resposta a algo realmente importante (ou a falecer por aí em qualquer lugar, que o cansaço tem sido mais que muito).
Mas, para confessar, aproveitei o feriado para reforçar o descanso que, mesmo tendo sido pouco soube bem e ajudou a organizar algumas ideias.

Por isso, se tudo correr bem, na próxima semana regressamos com novidades e um resumo direitinho de tudo o que aconteceu. Até lá, ainda temos um montão de coisas para aproveitar.

Sejam felizes e desfrutem do vosso tempo, longe de tudo, mas perto de vocês <3


segunda-feira, maio 13

Quando tu nasceste, eu estava preparada para tudo. Menos para ficar doente.


Quando tu nasceste, eu estava preparada para as várias dificuldades e desafios que um bebé pequeno pode acarretar. Preparei-me para as cólicas, para os sonos trocados, para amamentar, para mudar a rotina, para gerir um novo bebé e o mano ao mesmo tempo. Estava preparada para o fazer sozinha. Estava preparada para as mudanças na minha imagem, para deixar de tomar banho em condições, para deixar de me pentear, de me olhar ao espelho e até para não dar importância aos comentários alheios.
Preparei-me tanto melhor desta vez! Sentia que estava bem preparada, principalmente para o que senti mais dificuldade quando o Gabi nasceu.
Mas, ao mesmo tempo que me foquei na tua chegada, no mano que iria continuar a precisar da mamã, no papá que iria continuar a precisar de uns bocadinhos a sós com a mamã, esqueci-me de mim. Esqueci-me de preparar-me para a eventualidade de uma doença. Esqueci-me de preparar-me para a eventualidade de surgirem imprevistos que me afetassem a mim. Talvez ninguém esteja preparado para ficar doente. Talvez ninguém esteja preparado para ficar sem força, para viver com dores e sentir-se limitado. Na verdade, talvez não haja preparação possível. Mas, talvez se me tivesse lembrado que isso podia acontecer, tudo tivesse sido mais fácil. Sou uma pessoa de planos, que precisa de se “programar”. Apesar de aceitar as incertezas da vida, sejam elas causadas por nós ou não, gosto de manter o mínimo de organização. E desta vez tinha tudo planeado para dar certo. E começou por dar. Os primeiros tempos foram maravilhosos. Tu eras uma bebé tranquila. Eu acreditava que estava a fazer o que era certo, as coisas pareciam que estavam a ser muito mais fáceis desta vez. Tudo estava perfeito. Mas, aquele dia…. Aquele dia em que a dor nas costas apareceu veio mudar tudo. Eu não queria aceitar. Julguei que ficaria bem novamente, que seria passageiro. Mas não foi. A dor persistiu, persistiu e persistiu tanto que quis testar os meus limites. E os meus planos começaram a fracassar… Tivemos que criar o plano b, c, d, e todos os que foram sendo necessários, porque adoecer não estava de todo nos meus planos. Eu não estava preparada para enfrentar um desafio tão grande, principalmente na altura em que sentia mais feliz…
Mas, de nada nos servem os desafios se nada aprendermos com eles. E eu aprendi tanto, mas tanto que é impossível descrever o turbilhão que foi gerir tudo isso. Aprendi tanto sobre mim, sobre os outros, sobre nós. Cresci um bocadinho mais. Tendo ficado mais fraca, tornei-me mais forte. E hoje sei que posso falar sobre tudo isso sem paralisar.