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quinta-feira, outubro 4

Sobre aquelas manhãs agitadas...

Nem todas as manhãs correm bem. Nem todas correm da forma que as planeamos. A cada acordar, há uma infinita lista de situações que não dependem apenas de nós e que podem alterar toda a rotina ou qualquer planeamento minucioso… E, mesmo que dependessem só de nós, até nós podemos acordar de pernas para o ar e condicionar parte do que idealizamos para aquele início de dia.
Há dias em que a agitação nos (tenta) tirar do controlo. Há dias em que aquele choro, birra, aquele “Oh, mãe! Não quero isto!” nos colocam à prova. Há dias em que os despertares parecem lições. E, por muito que tenhamos consciência de que é necessário parar, às vezes não o conseguimos fazer de imediato. Eu sou daquelas pessoas que DETESTA passar-se com os outros. Na minha perspetiva, se fico irritada, eu é que tenho que gerir a forma de reagir. Nada se resolve com agitação. Mas, confesso que, por vezes, estou demasiado sensível e sair fora do meu registo é mais fácil do que gostaria. Mas, é também nesses dias que lhes peço uns minutos de silêncio e páro apenas para respirar fundo. Afinal de contas, de nada nos adianta estar aborrecidas só porque algo correu diferente do esperado. O mais importante é estarmos juntos, e isso é e será sempre a melhor coisa do mundo! Apenas peço que não hajam imprevistos que nos retirem estes acordares agitados. Não me importo de passar o resto da vida a aguentar com eles.




quarta-feira, outubro 3

Ufa, mais um dia chega ao fim... ou ao início?!

Acabou a luta, por agora. Das coisas mais difíceis para mim é não ter filhos que durmam bem. Os primeiros 2 anos do Gabriel foram tão maus que por algum tempo desisti de me deitar para dormir. Era muito menos cansativo se não o fizesse. Na altura estudava, não sei como aguentei. Desta vez, o cenário repete-se. As noites são uma coisa do outro mundo. A Estrela dorme por ciclos e, entre eles passa a noite a chorar, a pedir mama. Para ajudar, há fases em que demora tempos infinitos a adormecer. Só espero que esta fase passe e que ela comece a dormir melhor... Como em tudo na vida, não há pessoas perfeitas. Que o defeito dela só dure 2 anos. Já só faltam 4 meses.. Hei-de lá chegar.

Agora que a noite começa para eles, será que sobra um bocadinho de tempo para mim?
Veremos como corre...


segunda-feira, outubro 1

A melhor herança que podemos deixar a um filho é uma bela infância


Estes dias dei por mim a pensar em várias coisas. (Como se nunca o tivesse feito antes…ahah) Entre elas, e sobre a qual reflito muitas vezes é sobre a infância, sobre o poder e influência que ela tem nas nossas vidas.
A infância é assim, aquela fase mais importante da nossa vida. É durante a infância que adquirimos conhecimento sobre as coisas básicas do mundo, que começamos a adquirir uma postura face ao mesmo. A infância é tão genuína e ingénua, que durante esse período todas as experiências se traduzirão em pensamentos e comportamentos que nos acompanharão para sempre!!
E, quem contribui para que a nossa infância seja mais ou menos enriquecedora? Nós mesmos, pais, responsáveis pelas nossas crianças. Penso tantas vezes nisto. Somos nós, com o que fazemos, com o exemplo que damos, com aquilo que mostramos, com aquilo que os levamos a fazer. É a nossa postura, influenciada pela nossa infância, que nos faz ser tal como somos.
Às vezes (muitas vezes) dizem-me que sou uma mãe galinha, e eu sei que o sou. Não tenho qualquer problema em assumir, mesmo que isso seja apontado, algumas vezes, como algo negativo. Mas, não me importo. Se ninguém é de ninguém, e nem mesmo os filhos o são. Eu quero aproveitar todo o tempo que ainda posso para agir como se eles fossem meus por direito, para sempre. Mesmo sabendo que vai chegar o dia em que eles irão virar as costas sem olhar para trás. Mas, é também sobre essa segurança que os devemos ensinar. Demos-lhe a vida, não temos nunca o direito de a querer tirar. A vida é deles, nós apenas somos os seus condutores na primeira fase dela. E, por isso, um dia posso não ter nada para lhes deixar. Apenas quero, quando esse dia chegar, saber que lhes deixei o melhor de mim: o meu tempo, dedicação, compreensão e amor durante a fase em que eles estavam lá para mim, à espera de mim, à espera que eu lhes ensinasse o que isso é para que um dia eles também o possam fazer com os seus filhos…
Posso, um dia, não ter dinheiro para deixar aos meus filhos, mas quero deixar-lhes ferramentas para que eles tenham o que é necessário para o ganhar.
Posso, um dia, não deixar um carro ou uma casa para os meus filhos, mas quero deixar-lhes na memória os carros que passaram por nós enquanto corríamos no parque, ou as casas diferentes que conheceram durante as nossas viagens (mais ou menos longas, isso não importa). Quero ensinar-lhes a apreciar as coisas, pequenas e grandes, para que um dia, eles saibam que a nossa realidade não é a única.
Posso, um dia, não deixar ouro ou joias para os meus filhos, mas quero ensinar-lhes que crescerem felizes torna-os mais inquebráveis do que um diamante.
Posso, um dia, não deixar loiças banhadas a ouro, mas quero que eles saibam que não é necessário uma mesa para fazer a refeição. Basta uma manta no chão e um bocado de pão para ficar saciado, porque o que sacia de verdade é a companhia e dois dedos de conversa.
Posso, um dia, não ser capaz de recordar tantas viagens, como as que gostaria de fazer. Mas, quero que um dia eles saibam que podemos ser felizes em qualquer sítio, independentemente da distância ou história, a única história que importa é a nossa, e a de cada um deles.
Posso, um dia, não ser capaz de deixar nada. Apenas quero ter a certeza de que dei tudo. Tudo o que sou, o que tenho e sei. E, se esse dia chegar, eu vou ficar tão agradecida e nesse dia, eu saberei, que contribuí para a melhor herança de todas: a sua infância.



terça-feira, setembro 25

Tenho uma irmã, e agora? “Gabi, olha a mana, por favor”


Durante as férias, dei por mim a pensar de forma muito séria sobre um assunto que gostava de partilhar convosco…
Quando temos um segundo filho, por exemplo, queixamo-nos porque a qualquer lado que vamos, toda a gente olha, sorri e fala para o bebé, muitas vezes, como se o mais velho não estivesse ali. É revoltante quando isso acontece, porque acontece vezes sem conta, tantas que, para nos afetar, nem quero imaginar como se sentirão os nossos mais velhos…
Estes dias dei por mim a reparar que sofremos do mesmo mal. Em casa, na rua, ou em qualquer outro lugar, dou por mim a pedir ao Gabriel para “olhar pela Estrela”. Muitas vezes, utilizo expressões como “olha a mana, por favor…” E, quando falo dele para ela: “Olha o mano, Estrela…” Assim de repente, nem parece muito díspar esta forma de tratamento. Mas, no final das contas, são tantas as vezes que acabo por lhe pedir um “auxílio” sem dar conta, que quando caio na realidade, sinto-me demasiadamente mal por o ter feito.
“Gabi, olha a Estrela. Gabi, brincas com a Estrela, por favor? Gabi, seguras na Estrela, por favor? Gabi, cuidado que ela é bebé.” Gabi, Gabi, Gabi…
E tantas outras expressões, que somadas e multiplicadas não fazem qualquer sentido. Por vezes, começo e não termino as frases, dizendo apenas: “Deixa, não era nada. A mamã vai.” Porque, na realidade ele não é obrigado a responder a tantas solicitações, mas a verdade é que ter um filho que dá um olhinho de vez em quando para poder ir à casa de banho, ajuda.
Mas, repensar sobre tudo isto também nos ajuda a melhorar e a diminuir as “consequências” que o filho mais velho sente com a chegada do mais novo…
Quem tem mais do que um filho, já pensaram nisto assim?

segunda-feira, setembro 24

O Meu Mundo!

Esta foto representa tanto. Uma foto simples, despida de adornos. A natureza enquadra o melhor que a vida me deu: os meus amores maiores: o pai e os filhos, o meu marido e o melhor que trouxemos ao mundo.
Eles são o meu maior orgulho, a razão da minha vida, o motivo da minha força, o auge da minha felicidade. Eles são o meu maior orgulho, a minha maior conquista, os meus maiores presentes. Eles são o meu mundo. São eles que preenchem os meus dias de amor, de paz, de tranquilidade, de aceitação, de felicidade. É com eles que eu sou apenas eu, a Lu, a mãe, a esposa, a amiga, a companheira,…
Eles são o meu lado mais feliz. E também o meu lado mais sensível. Neles estão os meus maiores medos, a minha maior vulnerabilidade, a minha maior angústia e sentimento de culpa. Por eles, tento todos os dias dar o melhor que sei, posso e consigo. Por eles, tento todos os dias acordar mais forte, encarar o resto do mundo de uma forma mais simples. Por eles. Apenas por eles. Para que eles possam sentir-se mais felizes, mais leves.
Não seria eu se não vos tivesse. Não imagino a minha vida sem vocês. Não é a tarefa mais fácil do mundo, mas é a única que serei capaz de abraçar para sempre.

Nem sempre é simples. É preciso fazer cedências, abdicar de nós mesmas, distanciar-nos de pessoas e até de sonhos. É preciso entregar-nos por completo, todos os dias, todas as horas, em qualquer circunstância.
Mas, por vocês, no final, tudo vale a pena.
Já coloquei medos de lado, por vocês.
Já coloquei orgulho de lado, por vocês.
Abdiquei de tantas coisas para mim, para que vocês estivessem sempre em primeiro lugar.
Abdiquei de mim, para estar ali, por inteiro, para vocês, a qualquer hora.
E, tenho colocado tantos objetivos de lado, por vocês. Mas, também é por vocês que quero correr atrás de tudo aquilo em que acredito. É por vocês, que quero ser mais forte a cada dia que passa. É por vocês que vale a pena cada sacrifício e cada desafio superado. É por vocês que a vida faz sentido.
Sem vocês, “tudo” seria mais fácil, mas mais vazio. Sem vocês, “tudo” poderia ser mais rápido chegar a uma meta, mas sem realização. Sem vocês, “tudo” seria mais controlado, mas sem amor. Sem vocês, o mundo giraria apenas em torno de mim, mas talvez até ele, parasse de girar.
Vocês são a minha vida. E aqueles que eu sempre amarei acima de tudo e todos.


terça-feira, setembro 18

O último primeiro dia de escola


Deixei-te na escola, à hora de abertura. Observei-te até te perder de vista. E, enquanto olhava para ti, de costas voltadas para mim, só pensava na quantidade de coisas que deixamos por fazer este verão…
Como queria chorar ali, desalmadamente, como se não houvesse amanhã. Como queria que aquele fosse o último dia de aulas, antes das férias, e não o primeiro.
Foi duro deixar-te e, com isso, deixar para trás mais um verão. O tempo parece-me sempre tão pouco para tudo aquilo que gostaria de fazer contigo. Queria ser capaz de dar-te o mundo, todos os dias, sem exceção. Queria ser capaz de construir histórias maravilhosas, únicas, inacreditáveis, daquelas que nos fazem tremer e vibrar de emoção. Gostaria de ser capaz de rechear a tua história com milhares de histórias maravilhosas. Mas, não sou. Ao ver-te, de costas voltadas para mim, ao mesmo tempo que me despedia das férias de verão, pude ter a certeza de que não tenho sido sempre assim. Pelo menos, não o sou todos os dias, como gostaria. Se soubesses o peso que trago dentro de mim, por não ser capaz de dar-te mais e mais… Se soubesses o peso que a consciência de uma mãe inquieta acarreta, talvez me apertasses ainda mais em cada abraço, talvez permitisses que eu te “esmagasse” mais em cada colo que te dou.
Durante as férias, foram várias as vezes em que o cansaço tomou conta de mim, mas ao olhar para ti, e para momentos como este, sinto que toda a energia se recupera. Quero aproveitar ao máximo todo o tempo que estiver contigo, todos os dias, semanas, sempre e para sempre. Quero ensinar-te coisas novas, sejam elas descobrir palavras diferentes no dicionário, resolver problemas de matemática, ou simplesmente subir mais alto da próxima vez que trepares uma árvore. Quero ensinar-te o quanto é agradável estudar, mas ao mesmo tempo, mostrar-te que é bom demais quando conseguimos saborear tudo o que existe para além dos muros da escola.
Meu filho desejo-te um ano letivo tão, mas tão bom, e desejo de igual forma, contribuir para isso.
Depois de perder-te de vista, virei costas, voltei para casa e prometi à tua irmã: logo voltaremos para buscar o mano, com a calma necessária para escutar todas as suas histórias.
E, assim foi. E o primeiro dia terminou.

terça-feira, setembro 11

É desgastante ser mãe?!


Muitas são as vezes que dou por mim a reclamar. Reclamo da vida, dos afazeres constantes e inacabáveis. Reclamo por aqueles 5 minutos de pausa que não tenho, e que tantas vezes fazem falta. Reclamo por terminar o dia, tantas vezes, sem todas as tarefas concluídas com sucesso. Reclamo por não conseguir manter uma rotina de exercício, de cuidados, por nem sempre ter legumes frescos em casa. E, muitas vezes, aquele pensamento de “como é difícil ter filhos” tenta apoderar-se de mim. Mas, depois de respirar, dou um abanão e calo-me. Afinal, porque é “tão difícil ter filhos” se o desgaste não é ser mãe? Desgastante, na realidade, é não ter empregada. Fico cansada, não por brincar com eles, por lanchar com eles, por dar banho, por alimentar, e todas as outras tarefas do dia-a-dia, mais ou menos obrigatórias. Fico cansada, isso sim, por ter que “dar resposta à casa”. Não importa se com filhos o tempo para a casa diminui. Na verdade, se tivesse quem fizesse todas as tarefas relacionadas com esta área, certamente não ficaria tão desgastada e, muito provavelmente mais feliz.
Não fico triste quando me deito com a cozinha desarrumada. Fico triste quando sinto que não aproveitei ao máximo o tempo com os meus filhos porque fui arrumar a cozinha.
Não fico triste quando os brinquedos ficam espalhados pelo chão da sala. Fico triste quando eles os espalham sozinhos, porque eu precisei estender a roupa.
Não fico triste quando eles veem televisão. Fico triste quando os coloco a ver televisão sozinhos, para cozinhar.
São tantas as situações do dia que nos deixam tristes, frustradas, mas que no fundo, não é pelo facto de sermos mães que nos sentimos assim, mais cansadas. É por sermos, para além disso, donas de casa. É por sermos as responsáveis pela gestão de uma casa, que tanto ou mais trabalho dá que os nossos próprios filhos.
Pudesse eu ser “apenas” mãe e não teria reclamações a fazer. Assim sendo, reclamo com a vida, por ainda não ser capaz deste feito…
E, pronto… Fico por aqui porque ainda não tenho quem vá dormir por mim…ahahahah

quinta-feira, setembro 6

A aceitação virou moda?!


Este texto foi escrito em pleno verão. Vamos começa-lo de uma forma crua, sem rodeios, porque às vezes temos mesmo que ir diretos ao assunto.
Agora toda a gente se aceita tal como é e até faz questão de lembrar que tem celulite e imperfeições. A internet está doida. Se até à pouco tempo, os programas de edição davam pano para mangas, hoje em dia, parece que os filtros estão um bocadinho fora de moda. Ah e tal, todas somos lindas, belas e maravilhosas, e agora até parece que toda a gente faz questão de lembrar que tem imperfeições.
Se estavam à espera que eu também aderisse a esta corrente e partilhasse uma foto minha, mostrando as partes mais delicadas do meu corpito, esqueçam! Já partilho convosco as minhas olheiras e isso basta. Com ou sem celulite, a roupa esconde. As olheiras, só um bom corretor e alguns minutos que não tenho de manhã, ajudariam a disfarçar.
Todas somos lindas e maravilhosas, é verdade. Mas, somos muito mais do que um corpo tonificado ou não. Todas somos lindas e maravilhosas, mas somos mais do que um bom par de mamas ou alguns pneus. Todas somos lindas e maravilhosas, desde que nos sintamos assim. E, é legítimo que não queiramos ser igual a todo o mundo. É legítimo que queiramos encontrar algo apenas para nós.
Nós, mulheres, só perdemos a beleza quando nos culpamos por tudo e mais alguma coisa, quando esquecemos que a mulher ao nosso lado também passa por desafios semelhantes aos nossos, também precisa de apoio, de algum respeito, de carinho ou simplesmente, de ficar na dela. Nós, mulheres, somos mais do que aquilo que mostramos. Somos aquilo que não se vê. Mas, que muitas vezes se esconde por detrás de oportunismo, de críticas ou de inveja. Não adianta querer ser ou mostrar que se é melhor (ou igual) quando agimos de forma completamente errada, quando somos injustas umas para com as outras, quando apontamos o dedo por coisas banais ou idealismos utópicos.
Esqueçam as modas, esqueçam o que os outros esperam de vós. Sejam simples, honestas e sinceras. Sejam mais amigas, estendam mais a mão. Ajudem-se. Apeiem-se. Ou, se não quiserem, apenas fiquem caladinhas e quietinhas, sem dar opinião, palpite ou sugestão.
Não é por “de um ano para o outro” toda a gente ter celulite que nos vai tornar mais próximas, mais reais ou mais humanas. Se andaram a malhar o ano inteiro, até é justo que queiram esconder aquela marca que não devia estar ali. É justo que escondam. Mas, se escondem, não critiquem quem o mostra.
Para tudo, é preciso um equilíbrio, um meio-termo. Sejamos mais humanos, de dentro para fora. Todos somos iguais. Mesmo que diferentes. Amem-se uns aos outros, tal como esperam que vos amem a vocês.

segunda-feira, setembro 3

Agora sim, bem-vindo, Setembro.

Hoje é aquele dia em que a ficha cai. O despertador tocou mais cedo, os olhos abriram-se de rompante. Para trás ficaram as férias, a água salgada, os gelados ao fim da tarde, a ausência de compromissos e horários para cumprir. Para trás ficam a liberdade, o leve despertar, sem pressas…
Pela frente, encara-se o regresso a uma nova rotina e a pilha de coisas que deixamos para fazer quando as férias terminassem…

Setembro é o mês dos (re)começos. Com as energias recarregadas, é hora de nos aventurarmos por rumos diferentes ou pelos mesmos trajetos, mas de forma mais consistente e sólida (pelo menos julgamos nós).
Setembro começa e, com ele, começam algumas promessas. Aproveitamos a rotina para prometer nunca mais comer doces, pelo menos até ao Natal. Prometemos que a rotina será cumprida com mais facilidade e que seremos capazes de dividir a energia ao longo de toda a semana. Prometemos deitar-nos a horas mais decentes, respeitar as horas das refeições e manter contacto com os amigos, mesmo quando a rotina virar aquela correria dos anos anteriores. Agora será diferente, prometemos a nós mesmos. Agora vai. E, promessa atrás de promessa, listamos todas aquelas coisas que prometemos a nós mesmos mudar no início do ano...
Com mais energia, com mais garra, talvez as coisas até corram melhor.
Pelo menos, enquanto estivermos dispostos a isso, tudo será mais fácil e leve.

Este ano não quero recomeçar. Estes últimos tempos têm sido tão indescritíveis que preciso mesmo é de novos começos. Quero começar do zero. Como se nada mais houvesse para trás, para além das experiências e de tudo o que aprendi.
Será que resulta? Não sei, mas quando lá chegar, pelo menos tentei.

Que seja um bom mês para vocês. Não queiram começar tudo, nem recomeçar o que correu mal. Definam prioridades. Foquem-se num objetivo de cada vez. E, força! Vai, que é desta!

segunda-feira, julho 2

O essencial...

Hoje, para começar esta primeira segunda feira do mês de Julho, partilho convosco um texto sobre o ESSENCIAL.

“O essencial é invisível aos nossos olhos.” Esta é das frases mais conhecidas e que mais frequentemente enchem as nossas redes sociais. O que é essencial não se vê, não se compra. O que é essencial está dentro de cada um de nós e pode partilhar-se de forma gratuita, a qualquer instante. É o amor, o carinho, a amizade, a compreensão, o companheirismo, a dedicação. É a sinceridade, a humildade, o abraço, a palavra de apreço,…
O que é essencial vive dentro de cada um de nós e cresce a cada dia que passa, de acordo com a dedicação e simplicidade de cada um. O que é essencial pode ser partilhado fisicamente, por mensagem, telefonema ou por um simples gesto.
O que é essencial não esgota, não entra em rotura de stock.

Nem sempre o essencial é valorizado da devida forma. Nem sempre o que é essencial é aceite. Nem sempre o que é essencial pode lá estar.
As pessoas tendem a reger-se por aparências, pelo exterior, por aquilo que veem ou lhes mostram. Ninguém (ou poucos) quer verdadeiramente conhecer o essencial quando pretende chegar onde o essencial deixa de existir.
Ninguém está interessado em permanecer, em partilhar o que tem de melhor, quando se quer mostrar “maior” do que é, melhor do que sabe ser.
E é nestas alturas, nas quais me deparo com pessoas que afirmam “conhecer o essencial”, que me revolto, por perceber a dimensão que a maldade pode ter. E, para não discutir, calo-me e escrevo, tal como a vida me ensinou. E, em cada momento a sós, comigo mesma, posso aceitar que sou diferente, que tornar-me igual não faz parte dos meus planos, porque eu sou feliz assim.


Eu sou assim: simples, sincera. Não sou essencial. Mas, vivo apenas com isso. Com o que me faz falta. Com o que me acrescenta valor, com o que faz o meu coração vibrar e o meu sorriso crescer. Por isso, talvez por isso, posso apresentar um sorriso bobo, perdido num rosto, por vezes (ultimamente mais vezes do que o desejado), cansado, de quem aparentemente está feliz e tranquilo quando todo o mundo à volta parece ruir. Na verdade, nada mais importa do que aquilo que está dentro de nós, do que aquilo que a nossa alma carrega. Na verdade, nada mais importa do que acordar de manhã e ter a possibilidade de cuidar de quem faz parte de nós e nos ama todos os dias da mesma forma, não importa o lugar, o status social ou a roupa que trazemos vestida. O (meu) essencial é ter a possibilidade de acordar todos os dias e poder transmitir o que a vida me ensina: que o amor e a amizade, a saúde e a paz são as únicas coisas que realmente importam. Tudo o resto é passageiro, tudo o resto é paisagem. E, a paisagem? Essa, nós podemos alterar. Não importa onde eu esteja, onde quero ir, vou continuar a levar comigo apenas o essencial. Para o fazer não preciso de mala, nem adornos, porque cabe tudo dentro do meu coração.

Não percam tempo com aquilo que não faz falta. Valorizem o que realmente importa... E sejam FELIZES. Afinal, é a única coisa que temos realmente nossa nesta vida, é a nossa felicidade.

Beijinhos
Lu


segunda-feira, junho 25

Vamos falar sobre o patriotismo durante o Mundial?!


Hoje estou num daqueles dias que precisava escrever. Se todos os dias, escrever faz bem à alma, hoje é daqueles dias que poderia passar o dia a escrever (não tivesse nada mais para fazer…) que teria sempre assunto para debitar. Há dias assim e, por isso, vamos lá dar corda aos dedos e teclar aqui meia dúzia de verdades (e, como em tudo, são meras generalizações de algumas coisas, claro está que nem tudo é assim, mas nem tudo está completamente errado).

Aproveitando que foi dia de jogo do Mundial e o patriotismo está ao rubro.
Muitos são os corações que saltam e batem forte nesta altura do campeonato. De 4 em 4 anos, muita gente se lembra de tirar a bandeira da gaveta e a hastear ao vento, à chuva e ao sol (que neste tempo que corre tudo pode acontecer).
Durante este tempo, ouvem-se as pessoas felizes e contentes, a dar pulos de alegria a cada golo de Portugal. Vê-se gente que partilha um amor gigante pelo país, que jura a pés juntos que este é o melhor país do mundo, o mais belo (e mil e uma qualidades mais)… E não digo que não, nem que sim. Nem conheço assim tantos países para ter sequer ponto de comparação.
No entanto, às vezes fico parva com esta bipolaridade que se cria com tudo e mais alguma coisa. Muitas destas pessoas, que falam e gritam por Portugal como o melhor país do Mundo, que partilham tudo e mais alguma coisa nas suas redes sociais, são as mesmas que durante o resto do tempo se queixam das coisas que correm mal, como sendo as piores do mundo.
Não reclamo, nem comento concordar ou discordar com este tipo de atitude.
Observo, como na maior parte das vezes, calada. Acho piada a esta coisa da popularidade, da sociedade tipo rebanho. Basta que haja um motivo feliz que se propague pela vizinhança e já todos queremos fazer parte dessa corrente. Temos que fazer parte de tudo, não importa se hoje critico, mas se amanhã o meu vizinho falar que aquilo é o melhor do mundo, quem sou eu para discordar? As pessoas até mudam de opinião, não é mesmo? Por isso, bora lá atrás daquilo que está na boca do mundo. Não me canso de partilhar, cada um faz o que quer da sua vida, cada um dá a opinião que tem ou copia, cada um é dono de si. O que importa é serem felizes. Mas, muitas destas atitudes demonstram tanta coisa…
O mais importante é que sejam felizes… Não precisamos todos de apoiar a mesma causa, nem precisamos todos de ser passivos em relação a outras. Não somos mais ou menos felizes por perceber mais ou menos sobre um assunto. Não somos mais ou menos felizes por concordar sempre com a maioria. Até porque, muitas vezes “a maioria” é apenas uma “minoria” barulhenta…
Enfim…
Está dito.
Não morram pelo mundial, nem pelo Ronaldo, nem pelo Quaresma. Lutem e falem bem de quem está perto de vocês. Explorem a vida dessas pessoas, questionando sobre as suas qualidades e elogiem-nas em público. Partilhem as vossas amizades, falem bem das vossas pessoas, agradeçam-lhes da mesma forma e com a mesma convicção com que agradecem a cada jogador da vossa equipa ou seleção cada vez que marcam golo (ou fazem outra coisa que a tal “maioria” partilha como uma das maravilhas do mundo atual).
Enfim… Apoiem-se uns aos outros como o fazeis pela seleção (ou outra coisa qualquer).

Boa Semana para todos!

Sejam MUIIIITOOOOO Felizes (em segredo ou não, mas sejam-no).

Com amizade,
Lu

sexta-feira, junho 1

FELIZ DIA DAS CRIANÇAS

Hoje, tal como ontem, o dia é delas. Das crianças. Das nossas, das dos outros.
O dia é das crianças, e de todos aqueles que contribuem para a sua felicidade.
Hoje, o dia é das crianças, das que vivem felizes, das que nunca ultrapassaram dificuldades, mas também das que vivem com obstáculos, sejam eles quais forem.
Hoje, o dia é das crianças. Mas, o dever é nosso. É nosso o dever de colaborar para a sua felicidade, para o seu bem-estar. É nosso o dever de contribuir para a sua aprendizagem, para a aquisição das competências que necessitarão durante todo o seu percurso de vida.
Hoje, o dia é das crianças. De todas elas. O dia é delas, mas elas dependem de nós. Dependem do que fazemos para e por elas. Dependem do que lhes colocamos à disposição, independentemente da forma como isso acontece.
Hoje, o dia é delas. Tal como ontem e amanhã. O dia é delas e de todos nós. Que somos os principais responsáveis por elas.
Por isso, hoje, aproveitei este 5 minutinhos para vos desejar um DIA MUITO FELIZ. Que as vossas criança se sintam as mais felizes do mundo, e que vocês sejam os principais responsáveis por isso.
No futuro, elas só terão a agradecer...


As minhas crianças são as minhas maravilhas. Duas maravilhas que são parte de mim. E, pelas quais dou tudo, só para que sejam felizes.

terça-feira, maio 15

Família. All we need a family.


Família…
Nem todos têm uma. Mas, deviam.
Família, aquele conceito intemporal. Cada uma define-o à sua maneira, de acordo com as suas convicções.
Muito poderia dizer sobre a família. Poderia relatar várias experiências maravilhosas, ou simplesmente fazer-vos desacreditar dela. Poderia falar-vos sobre famílias perfeitas, aquelas cuja simbiose entre a compreensão e as exigências do dia-a-dia, parecem resultar da melhor forma; ou sobre aquelas que se movem através de um ideal; ou ainda sobre as que agregam numa só pessoa o maior pilar da sua existência… Poderia falar-vos desde as famílias pequenas às mais numerosas. Sobre aquelas que nada nem ninguém derruba, ou sobre aquelas que desmoronam ao primeiro obstáculo. Família… são tantas e tantas as famílias que existem, que poderíamos escrever um livro, relatando histórias sobre cada uma.
Hoje, no dia da família, não poderia deixar de escrever um pouco sobre este tema. Um tema profundo na minha história de vida. Um tema profundo na história de vida de qualquer um. Hoje, sou parte do alicerce de uma família: a minha. A família que jurei constituir com a outra metade de mim. Ser família é ser o pilar. É estar sempre na base, caminhar em direção a objetivos comuns. É dar a mão, segurar com força, erguer e reerguer a cada abanão. Ser família é ajudar, cooperar. É dar sem esperar nada em troca. É estar presente, mesmo que a vontade seja de estar ausente. Ser família é saber escutar. É conhecer o melhor e aceitar o pior de cada um. É mostrar afeto, compreensão. Ser família é respeitar que nem sempre somos iguais. Ser família é aceitar a diferença. E, apoiar, mesmo assim. Ser família é ensinar sobre o mundo lá fora. É deixar viver. É ir e voltar. É o porto de abrigo. Ter família é ter o maior espetáculo de todos, aquele que começa com amor e termina no calor de um abraço. Ser família é ser transparente. É ser fiel. É ensinar. É partilhar. É dar e doar: o que temos, o que somos. Ser família é acreditar. É ter esperança. É crescer, evoluir. É permitir, debater, concluir. Ser família é ser um elo. É querer viver em harmonia. Ou, pelo menos tentar. Sempre. É não desistir. Ser família é ser sincero. É olhar nos olhos e mostrar coragem. Persistir. Ambicionar em conjunto. É construir uma história. Ser família é ter a possibilidade de criar novos capítulos, decorando cada história com os cenários preferidos. É contornar os imprevistos e acrescentar amor a cada página. Ser família é ser eu e tu. É sermos nós. É duplicar o amor, as vezes que desejarmos. Ser família é ser mais do que tudo isto. Mas, ao mesmo tempo, é apenas ser. Não precisar de parecer. Nem de querer saber dos outros. Apenas de nós, dos nossos. Ser família é não ser obrigado a ser nada, mas ao mesmo tempo, ser tudo. Ser família é ser especial. É ter um compromisso, sem obrigação. Ser família é maravilhoso. E não é preciso ser perfeito. É ser capaz de pedir perdão e saber ultrapassar. É viver lado a lado, e ser feliz do seu jeito.
Sou muito grata pela família para a qual vivo, e à qual me dedico, todos os dias com ambição, carinho, amor e compreensão. Sou muito grata pela família que cresce comigo a cada dia e que escreve no livro da vida as melhores histórias de amor…
Amo-vos, do fundo do coração.

segunda-feira, maio 7

As palavras que nunca te direi… Carolina Patrocínio


A sério que geraram mais uma polémica em volta da Carolina Patrocínio? E logo naquele dia, que julguei ser o único em que as mulheres apenas teciam elogios umas às outras.
Porque escrevo sobre isto? Fico fula sempre que vejo toda a polémica e confusão que as pessoas se dão ao trabalho de criar. São várias as figuras públicas alvo de predadores críticos e sem noção.
A Carolina Patrocínio tem sido uma dessas pessoas. E, mete-me uma confusão, que nem imaginam. Detesto injustiça e pessoas incoerentes.
Desta vez, uma fotografia da natureza no seu estado mais belo e genuíno é o alvo da crítica.
Não compreendo…
Não compreendo porque as pessoas acham que uma foto amamentando é “exposição da privacidade”, se há pessoas que compram revistas de pessoas nuas.
Não compreendo também porque as pessoas acham que uma foto amamentando é “exposição da privacidade” quando se babam para cima de fotos de mulheres semi nuas (mesmo que sejam em plena praça pública) ou homens em tronco nu e boxers, com aquele ar de engatatão.
Não compreendo porque as pessoas consideram que uma foto amamentando é algo despropositado, quando a mãe apenas está a exercer o seu papel maternal e a usufruir da capacidade que a natureza lhe deu.
Não compreendo porque as pessoas criticam uma foto amamentando, mas postam fotos saboreando um gelado, muitas vezes de boca aberta. Ah e tal, o que é que uma coisa tem a ver com a outra? Não estão ambas a alimentar-se? Ah pois não! A bebé está a alimentar-se com um alimento verdadeiro, a segunda a exibir alimentos falsos.
Não compreendo porque as pessoas ficam sensíveis a fotos amamentando, quando postam fotos com o maior decote possível e as reações são tão fofinhas (estás linda! Mas que belo decote!).
Não compreendo estas e outras coisas.
Pessoas e pessoinhas, sejamos mais humanos. Não há pessoas perfeitas e nem todos temos os mesmos objetivos na vida. Mas, repensem um bocadinho antes de criticarem alguém.
Aliás, mais ainda podemos acrescentar sobre esta situação. Se toda a gente fala sobre o pós parto ser algo sensível e, nesse momento, a mãe precisar de apoio, porque há pessoas que se esquecem que a Carolina Patrocínio também está no seu pós parto e, como tal, tem direito a um bocadinho mais de respeito? Não venham com a treta de que por ser figura pública é obrigada a ouvir e calar. Quantas de nós nos fartamos com as opiniões alheias sobre os nossos bebés logo após o seu nascimento? Tantas queixas sobre a opinião dos outros, mas é tão fácil esquecer isso quando os outros somos nós, não é?!
Antes de abrirem a boca ou digitarem meia dúzia de palavras, olhem para o espelho mais próximo e, se o vosso problema é a inveja, façam como a Carolina: calcem uns ténis e vão correr!
Enfim! Hoje não ia escrever sobre isto, mas depois de ver a notícia no JN tive mesmo que sentar e deitar cá para fora meia dúzia de verdades.
Felizmente, e cada vez mais, há mulheres que defendem os seus direitos e são capazes de deixar resposta a quem critica ou aponta o dedo indevidamente. Obrigada por existirem :)
O que pensam vocês sobre este assunto?
E agora já sei que, provavelmente quem é contra vai calar-se ou justificar-se…. (ahahah)
BOA SEMANA!

quarta-feira, março 14

Mamã, é verdade que para os bebés nascerem....?!

Agora é que o bicho ferrou!
Desta vez, com mais um daqueles comentários curiosos que o Gabriel traz da escola:

Gabi: "Mamã, é verdade que para os bebés nascerem as pessoas têm que fazer sexy?!"

Eu: "Quem contou isso, Gabi?"

Gabi: "Foi o T. que disse que o pai dele tinha dito..."

Eu: "É mais ou menos assim. Tu gostavas de saber como é que os bebés nascem?"

Gabi: "Sim."

Eu: "Então para a semana falamos sobre isso. Tenho que explicar-te tudo direitinho, porque os meninos às vezes não contam da forma correta..."

Nem é necessário acrescentar qualquer tipo de comentário sobre a minha reação, pois não? :p

quinta-feira, março 8

SER MULHER: O que nos torna tão especiais?


Hoje, todas as atenções estiveram voltadas para o Dia Internacional da Mulher. Nestes 5 minutos que tive para sentar-me ao computador, queria escrever algo inspirador. Um texto, um poema, ou quem sabe, compor uma música. Mas, a inspiração não abunda em dias em que o cansaço pesa mais do que o nosso próprio corpo. Por isso, deixo apenas um pensamento (ou uma dúvida?), sem grande “reflexão”.
Pensar no que significa hoje, para mim, o dia da mulher deixa-me confusa. Este dia surgiu numa altura em que a mulher não possuía valor algum na sociedade. Era “refém”, num mundo em que os homens dominavam o mundo do trabalho e lideravam os lares. Hoje em dia, a mulher tem tanto ou mais valor do que o homem. Temos conseguido tanto reconhecimento, que, por vezes, tenho receio que o nosso valor desvaneça e que as caraterísticas que nos tornaram sempre tão especiais possam ser esquecidas.
Ao pensar em mim como mulher, repenso sobre o que me torna diferente, neste mundo em que a luta pela igualdade está cada vez maior… Penso e repenso, mas não sei se chego a uma conclusão. Talvez precisasse debater sobre este tema, escutar opiniões…

Pesquisei. E, ao pesquisar sobre a mulher, encontrei várias frases motivadoras, que nos colocam naquele pedestal maravilhoso, no qual somos capazes de possuir a maior força e sensibilidade do mundo. Nos mais belos poemas somos consideradas as musas da beleza, da genuinidade, da paciência. Nas músicas de apaixonados somos consideradas sensuais, meigas e audazes. Nas frases inspiradoras somos retratadas como as mais persistentes e capazes. Nas fotografias retratam-nos como um ser perfeito, inatingível… Em cada arte somos consideradas a verdadeira obra de arte.
Mas, ao pensar sobre isto, e agora que tenho uma filha para criar, não posso deixar de ter enumerar alguns medos...
Receio que a mulher se torne demasiado popular ao ponto de se tornar um ser comum. Receio que a igualdade que tanto pretendemos nos torne demasiado iguais, ao ponto de não nos saberem distinguir tais pormenores. Receio que queiramos tanto o reconhecimento de todo o mundo ao ponto de deixarmos que aquele mistério que sempre nos tornou inatingíveis se torne demasiado popular. Receio que nos tornemos demasiado amargas e oprimidas e que percamos toda a nossa amabilidade e generosidade. Receio que nos tornemos demasiado “senhoras do nosso nariz” e nos tornemos demasiado independentes e solitárias… Receio que atinjamos tudo o que sempre ambicionamos e deixemos de ser tão sonhadoras…
Receio que a Estrelinha cresça e não seja capaz de perceber a diferença entre um homem e uma mulher. Receio que a Estrelinha cresça sem compreender porque deve ser nobre, sonhadora e amável, e ao mesmo tempo, ambiciosa e persistente. Receio que a Estrelinha cresça sem dar valor aos seus atributos, aos mesmos atributos que nos tornam tão encantadoras em obras de arte. Receio que a Estrelinha cresça sem desejar agradecer à vida pela sorte que tem em ter nascido mulher…
Receio que a mulher queira demasiado fazer e estar em toda a parte e esqueça de vez a nossa essência, a que nos distingue de verdade dos homens…

Sou mulher. Fui menina. Tornei-me uma jovem, com sonhos e ambições. Tornei-me mãe. E com essa realidade tornei-me mais capaz. Mais consciente. Mais lutadora. Para mim, mais mulher. Apesar de ter noção de que nem todas ansiamos a maternidade, é neste papel que revejo a maior diferença entre nós e o sexo oposto. Podemos querer os mesmos lugares hierárquicos, ambicionar a liderança, gerir patrimónios pessoais ou empresariais, ou tanta coisa quanta vos lembrares… Podemos querer tudo o que os homens conseguiram antes de nós. Mas, se há algo que faz de nós um ser único é esta capacidade que temos de sermos mães. Ter a possibilidade de gerar, alimentar e criar um filho é algo verdadeiramente único, que me deixa completamente realizada e feliz por ter nascido mulher. Sei que nem todas conseguem passar por esta experiência, mas sei ainda que terão igual capacidade de amar alguém do mesmo jeito. Porque ser mulher é muito mais do que ser igual ou melhor. É ter a capacidade de amar alguém de forma incondicional, mais do que a própria vida. Só nós sabemos a felicidade que existe quando revemos em alguém a nossa própria essência, quando carregamos no peito a preocupação e o amor que nos tiram noites de sono, mas nos proporcionam os melhores momentos da nossa vida… Só nós somos capazes de querer o mundo e, mesmo assim, abdicar dele, porque valores mais altos se levantam. Só nós temos a capacidade de acreditar e persistir, de cuidar, acarinhar, abraçar, sorrir quando a vontade é chorar, correr o mundo, dar a vida…
Neste momento é isto que sinto que me torna especial, por ser mulher…
Obrigada à vida, porque a natureza deixou o melhor para nós…

[Apesar disto, são várias as Mulheres da minha vida que são demasiado especias, por serem delicadas, persistentes, sonhadoras, lutadoras, ambiciosas, capazes, mas acima de tudo, genuínas e sinceras. E, mesmo sem serem mães, sei que dariam o mundo por quem amam. E nisso, a amizade é também uma forma de amor. E, sou tão feliz por ser parte da vida delas.]

FELIZ DIA DAS MULHERES!

PS: E vocês, mulheres? O que vos torna diferentes? O que faz de vocês especiais?
E, para vocês, homens? São as mulheres verdadeiramente especiais?

segunda-feira, fevereiro 5

Simples assim...

Simples assim. O olhos refletem o cansaço, mas também a felicidade de quem vive a vida de forma simples, que valoriza as pequenas grandes coisas, os pequenos grandes momentos, passados com as pessoas mais importantes e especiais.
Hoje parei um bocadinho e observei-me numa fotografia. No meu dia-a-dia, não mascaro a minha aparência, nem a minha alma. Não uso maquilhagem, secador nem verniz. Acordo, lavo o rosto e visto a pele de mãe, a mesma pele com que passei a noite… Hoje, ao olhar para essa fotografia, imaginei o que imaginarão os demais, de mim, da minha aparência, pálida e cansada. E, porque as aparências nos enganam, iludem ou desiludem, resolvi escrever o que me vai na alma, porque isso, não há espelho nenhum que reflita, e também não há aparência alguma que consiga transmitir o que vai na mente e no coração de cada um de nós.
Quem me vê na rua, no supermercado ou até numa fila de trânsito vê uma pessoa cansada, com o rosto pálido, as olheiras enormes, o olhar parado no tempo. Quem me vê lá fora, não faz ideia da quantidade de coisas que se passam dentro da minha cabeça. Vê um olhar vazio, talvez distante, mas um pensamento atolado de momentos maravilhosos. Quem me vê na rua, talvez imagine uma pessoa triste, pela postura curva, o cabelo atado à toa, sem grandes penteados. Mas, não imagina as cores que o meu coração tem. Quem me vê lá fora, talvez imagine uma pessoa triste, que deambula sem sentido nas estradas da rua. Mas, quem me vê na rua, vê apenas o exterior, porque o interior o corpo não reflete. Quem me vê na rua não imagina a quantidade de amor que existe dentro do meu pequeno coração. Quem me vê na rua, talvez imagine uma pessoa sem grande vontade de se arranjar, a julgar pelas roupas, fora de moda, casuais, simples e práticas. Mas, quem me vê na rua não imagina a quantidade de beleza que os meus dias têm, nem sequer faz ideia de que não há moda maior do que dar amor a um filho (ou dois…).

Muitas são as vezes em que, por sermos apenas nós mesmos, ficamos com receio de sair à rua. Muitas são as vezes, que por imposição da sociedade nos queremos mascarar, vestir a melhor roupa, colocar o melhor batom. Eu também já o quis. E continuarei a querer, apenas quando me apetecer. Que sejamos capazes de nos despir de preconceitos, e assumir os nossos valores, sem camuflagem nem acessórios. Que sejamos corajosos para nos mostrar ao mundo e esperançosos para acreditar que o mundo estará disponível para olhar para nós, como seres humanos, para além do que aparentamos ser. Eu sou mãe, e terei sempre o rosto cansado. Que este cansaço seja proporcional à minha dedicação. Agradeço cada olheira por serem resultado de muita entrega, com saúde. Agradeço cada ruga, por serem resultado de muita dedicação, observação e crescimento. Ser mãe dá-nos a possibilidade de renascermos, de voltarmos a reviver o nosso passado e a selecionar o melhor que a vida nos deu, para o transmitirmos como ensinamentos, aos nossos maiores tesouros.

Obrigada vida, por tudo o que me ensinas e colocas no meu caminho. Obrigada vida, por todas as montanhas que sou obrigada a trepar. Obrigada vida, por todos os desertos em que sou obrigada a caminhar. Obrigada vida, por todos os oceanos com que me vejo perdida, a navegar sem rumo, destino ou direção. Obrigada vida, por todas as viagens, aquelas que percorro de forma intencional e as que colocas na minha bagagem, de forma espontânea. Todos os momentos enchem a minha história de aprendizagens, sabedoria e mais valor. Todos os desafios tornam-me uma pessoa mais capaz de aproveitar cada nova oportunidade, da forma mais maravilhosa e responsável possível.

Poderia escrever muito mais, reler e desenvolver estes pensamentos. Mas, vou dar prioridade a quem chama por mim e, neste momento, valores mais altos esperam por mim…

Boa Semana para todos vocês! Sejam livres, vivam a vossa vida, sem pensar nos olhares alheios. A aparência ilude, mas o coração não.

terça-feira, janeiro 30

A maior dificuldade de ter dois filhos

Desde que fui mãe pela segunda vez e a nossa família ficou completa que os desafios têm sido alguns.
A maternidade é como a gravidez. Toda a gente resume as coisas menos agradáveis, porque as melhores são realmente as mais fascinantes e, o nosso cérebro, quase elimina as dificuldades. Mas, como aqui falamos da realidade tal e qual ela é, não poderia deixar de partilhar convosco aquela que considero ser a maior dificuldade de ser mãe de dois.
Este é um sentimento meu, vivido no último ano, por isso, pode não traduzir a realidade de toda a gente. Mas, se vocês são mães de pelo menos dois, partilhem qual é a vossa maior dificuldade.
Para mim, o maior desafio está na dificuldade de dividir a atenção com os dois ao mesmo tempo. Claro está que, com uma diferença de 7 anos e meio, o fator idade não é um grande aliado. Pelo menos, durante este primeiro ano, as estratégias utilizadas vão variando bastante, de forma a tentarmos encontrar um meio-termo que nos permita estar atentos ao que mais falta faz a cada um.
Mas, estar sozinha com os dois é um desafio que uns dias me deixa exausta, outros dias frustrada. O Gabriel está numa fase em que precisa de atenção para conversar. A Estrela precisa de atenção para brincar, para interagir de forma mais simples, com mais estímulos. Tentar satisfazer as necessidades básicas da mais pequena e conseguir manter uma conversa com princípio, meio e fim com o mais velho é uma tarefa difícil. Sobretudo naqueles fins de dia em que o meu cansaço, o sono da Estrela, traduzido em irrequietação, a somar à falta de paciência do Gabriel, que quer conversar e não tem condições. Ser mãe de dois mudou muitas coisas na minha atitude e forma de olhar o mundo. Mas, não mudei a forma como quero abraçar cada filho. Queria tanto ser capaz de lhes dar tudo o que eles precisam, a toda a hora. Como eu queria que isso fosse possível. Mas, não é. Não é fácil. Tento aceitar esta condição de não ser capaz de me dividir em dois seres completamente autónomos, mas não consigo. Queria ter algum tipo de super poder para conseguir dar sempre o melhor de mim a cada um deles. Por vezes, sou obrigada a pedir silêncio a um, para ser capaz de acalmar o outro. Outras vezes, sou obrigada a ligar a televisão para entreter um, para ser capaz de dar atenção a outro.
Para aquelas pessoas mais esperançosas, que acreditam que há atividades capazes de satisfazer as vontades e desejos dos dois, deixem-me que vos diga que isso existe durante uma pequena parte do tempo que precisamos partilhar com os nossos filhos. Há atividades que tentamos realizar em conjunto. Isso sim. Agora, se elas dão certo é outra questão. Há brincadeiras que eles começam a partilhar. Agora, por quanto tempo conseguem os dois estar focados e felizes na atividade, essa é outra questão.
Ser mãe de dois é maravilhoso. Há muitas coisas boas, muitas que simplificamos e nos dão uma visão muito mais realista e prática da vida, mas existem coisas como esta, que não são, de todo, fáceis de gerir.
Houvesse a facilidade em aniquilar o cansaço que, por vezes, se apodera do nosso corpo e pensamento, e talvez, tudo fosse mais fácil.

Se vocês são mães de dois e isto nunca aconteceu convosco como uma dificuldade, deixem as vossas dicas. Eu acredito que, por cá, isto irá melhorar, mas não podia deixar de registar isto nesta data. Talvez daqui a um ano a maior dificuldade seja outra. 

segunda-feira, janeiro 29

Sobre escrever...

Vocês que acompanham o blog mais atentamente, devem ter percebido que a rotina não tem estado muito estabilizada. Por cá, parece que as novidades brotam a cada semana que passa e, por isso, o tempo para me sentar ao computador não tem sido nenhum.
Mas, hoje, consegui vir cá uns minutinhos e não podia deixar de registar este momento de magia e nostalgia convosco.
Escrever é realmente uma coisa muito especial. Já partilhei várias vezes que adoro registar momentos. Seja com fotografias ou vídeo, recordar os bons momentos que vivemos com as pessoas que nos são mais especiais, dá à nossa vida mais cor e valor. É muito bom apreciar memórias antigas, visualizar fotos de datas importantes. Com uma foto, somos capazes de nos transportar para aquele local ou momento e recordar o melhor que a vida nos dá.
Mas, hoje, nestes poucos minutos que tive para organizar algumas coisas, recordei o quão maravilhoso é registar momentos através da escrita. Ao longo da minha vida, já escrevi imensos textos, alguns desabafos, registei alguns sonhos, algumas frustrações, mas sobretudo registei sentimentos, detalhei pormenores que, muitas vezes, as fotografias não são capazes de registar. As fotografias captam aquilo que queremos registar. As palavras registam aquilo que dá vida aos momentos vividos. Através da escrita, somos capazes de descrever a forma como vivemos cada etapa.
Hoje, recordei alguns textinhos que registei quando o Gabriel era pequenino. Que delicioso reler e recordar cada momento. Por muito que a nossa memória grave momentos, ao reler o que sentimos, somos capazes de reviver aquele bocadinho com mais intensidade. Hoje, senti-me mãe pela primeira vez. Hoje, relembrei o Gabriel em fases tão especiais e importantes da sua vida, como a de largar a chupeta, a de deixar a fralda, entre outras. Como é maravilhoso recordar estes momentos, relendo tudo aquilo que somos capazes de transmitir e registar no preciso momento em que o vivenciamos.
A escrita tem sido, desde sempre, uma boa conselheira. Uma espécie de amiga, a quem conto o bom e o mau. Uma espécie de mãe, com quem compartilho as minhas angústias e frustrações. Uma espécie de confidente, a quem partilho os meus maiores sonhos e anseios. E, se nos últimos tempos em que não está tão presente na minha vida, a escrita tem feito falta, mas depois de reler todas estas memórias, mais falta me faz. O blog surgiu como um refúgio, um passatempo, um diário online. Escrever, registar momentos, partilhar pensamentos é algo que adoro e que, realmente faz de mim uma pessoa mais feliz, mais completa.
Adoro escrever. Escrever sem reler. Escrever sem pensar. Escrever de forma natural, como se as frases estivessem ligadas ao meu pensamento e surgissem de uma assentada só. Escrever de forma livre, como os pássaros que esvoaçam ao sabor do vento. Escrever e transcrever o que me vai no coração…

Poderia fazer isto o resto da minha vida. E, assim o farei. Porque escrever faz parte de mim. Espero que vocês continuem desse lado, porque apesar das atribulações, eu estarei sempre deste, a escrever tudo aquilo que for capaz.