Mostrando postagens com marcador maternidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador maternidade. Mostrar todas as postagens

terça-feira, outubro 22

Meu primeiro.

Meu primeiro. Tu dás-me força para querer ser mais forte, mesmo que às vezes me enfraqueças, com as tuas reclamações. Tu acrescentas-me valor, mesmo que me dês despesa. Tu dás-me amor, mesmo quando reclamas comigo. Tu tornas-me melhor a cada dia, mesmo que a cada dia as dúvidas sobre o meu papel de mãe sejam maiores. Tu dás-me tranquilidade, mesmo que não saiba o que fazes no teu tempo livre. Tu deixas-me orgulhosa, mesmo que às vezes não faças tudo da forma “que idealizei”. Tu és o melhor filho do mundo, mesmo que não saiba como serás a seguir.


quarta-feira, setembro 18

Sobre isso nunca tive receio...

Quando me tornei mãe pela segunda vez não questionei sequer se o meu amor fosse igual.
Nunca pensei não amar a Estrela da mesma forma que amo o Gabriel. Acho que isso é natural. É tão minha filha como ele. Leem-se várias partilhas na internet sobre este tipo de receio. Este garantidamente não foi meu. Mas pensei noutro tipo de coisas, tive outro tipo de medos, debati-me perante outro tipo de obstáculos.
Mas, o amor.... Esse eu sabia que seria igual. <3

E convosco, como foi?

Boa quarta-feira para vocês!


terça-feira, setembro 17

A liberdade dos meus filhos...

Cada vez mais se partilham formas de educação parental e posturas a adotar na maternidade. Cada vez mais se defende a necessidade de liberdade que as crianças necessitam.
Mas, sejamos sinceros, a liberdade de cada uma estará sempre condicionada a quem a permite. No meu caso, a liberdade dos meus filhos termina no momento exato em que me sinto perto de um colapso nervoso ou de um ataque cardíaco. É bom que eles explorem o mundo, que testem os seus limites, mas depois de tantos relatórios que já li sobre crianças e sobre a forma como adquiriram lesões que as acompanharam o resto da vida, não sou capaz de ficar ali quieta, à espera de os ver cair. Esqueçam! Esse não é, nem será nunca a minha postura neste papel de cuidadora.
Eles podem cair e eles caem. A Estrela até já partiu um braço e um dente. Mas, nem todos os sítios são permitidos. E, por exemplo, sofás, cadeiras ou qualquer coisa que lhes sirva de trampolim nunca será um local para explorar. Pelo menos, enquanto não se concentrarem devidamente no que estão a fazer. O meu coração de mãe e o pensamento de terapeuta não aguentam tamanha violência. Por isso, por cá, a liberdade deles não está apenas condicionada ao que eles querem explorar. Está também limitada por aquilo que eu sou ou não capaz de deixar. ;)

Como funciona aí por casa? Que tipo de liberdade vocês permitem aos vossos filhos? Deixam tudo e mais alguma coisa? Ou limitam as suas descobertas e ações a algum limite vosso?


terça-feira, agosto 6

Hoje, todos olham para ti e te chamam de princesa...

Minha princesa,
Hoje, todos olham para ti e te chamam de princesa.
Hoje, todos olham para ti e admiram a tua beleza, a tua serenidade.
Mesmo nos dias em que estás mais aborrecida, a protestar com cólicas ou outra coisa qualquer, todos adoram esse teu jeito de mostrares ao mundo que não estás bem.
Hoje, todos querem pegar em ti ao colo, acarinhar-te, abraçar-te, suportar as tuas dores.
Hoje, todos fazem uma pausa para te cumprimentar, mesmo sem te conhecer.
És tão pequenina e já és tão importante, não só para nós, mas para toda a gente em redor.
Adoraria dizer-te: vai ser sempre assim.
Adoraria dizer-te que todas as pessoas irão ter esse cuidado todo contigo para sempre.
Adoraria dizer-te que toda a gente olhará para ti como a mais bela, como uma princesa, que todos compreenderão sempre tão bem as tuas dores e estarão sempre disponíveis para te dar um colinho ou aconchego.
Adoraria dizer-te que sempre serás entendida quando te manifestares e mostrares ao mundo que não estás bem ou que te faz falta algo.
Adoraria, meu amor. Adoraria. Mas, não o posso fazer.
Como tua mãe, tenho que te preparar para a realidade. Serás sempre a minha princesinha, estarei sempre aqui para te dar um colinho ou um aconchego, estarei sempre aqui para compreender as tuas dores e as tuas manifestações, e para em todas elas te apoiar.
No entanto, o mundo não está preparado para te acompanhar para sempre da mesma forma que o fazem hoje, ao ver-te assim, tão pequenina.
Tu vais crescer e as pessoas aos poucos vão afastar-se de ti. À medida que fores crescendo, as pessoas deixarão de te cumprimentar quando te virem chegar. À medida que fores crescendo, as pessoas deixarão de enaltecer as tuas qualidades, a tua beleza, a tua serenidade.
À medida que fores crescendo, as pessoas deixarão de compreender que poderás não estar sempre bem, e que terás necessidade de mostrar a tua opinião.
À medida que fores crescendo, as pessoas deixarão de te chamar de princesinha, de bonequinha. Serás para elas uma simples menina, rapariga, mulher.
À medida que fores crescendo, algumas pessoas poderão querer mesmo afastar-se, outras olhar-te de lado. Esta distância será proporcional ao teu sucesso.
Não estranhes que tudo isto aconteça.
Sabes, minha princesinha, à medida que fores crescendo, toda a gente à tua volta também estará a crescer. E à medida que as pessoas crescem, tornam-se egoístas, invejosas e incapazes de reforçar as nossas qualidades. Não deveria ser assim, mas é. Não é por tua culpa que isto acontece. É por culpa delas próprias. Nem todas as pessoas têm a capacidade de cultivar o seu amor-próprio, e por isso, têm necessidade de invejar a beleza e as qualidades dos outros, omitindo que as admiram.
Mas tu, meu amor, quero que aprendas o quão importante é demonstrar aos outros que gostamos deles. Quero ensinar-te a chegar e cumprimentar, a elogiar sempre que possível, quero ensinar-te a compreenderes as dores do outro e a apoiares. Quero ensinar-te a seres para os outros como os outros deveriam ser para ti. E, mesmo que isso não aconteça, quero ensinar-te que isso nos faz bem.
Quero que sejas tão feliz, mas tão feliz, que sejas feliz por simplesmente teres tudo o que tiveres, e por teres força e determinação para lutares por aquilo que acreditas, sem olhares para o que os outros têm ou são.
Quero ensinar-te que, apesar da vida não ser tão linear quanto isso, tu terás sempre a melhor coisa do mundo: o amor dos teus pais e do teu irmão.
Amo-te pequena Estrela. Amo-te e sempre irei amar.




Repost de 24.04.2017

segunda-feira, agosto 5

Há elogios que nos fazem pensar...


Por onde vamos, as pessoas elogiam sempre a beleza da Estrela. Admiram o seu sorriso, o seu cabelo cor de oiro. Às vezes, o Gabriel também recebe um elogio, no fim, por alguns, por quem compreende que o mais velho também deve ser considerado. É sempre algo do gênero "tu TAMBÉM és lindo". 
Às vezes, fico um bocadinho triste quando isto acontece. Porque é sempre colocado em segundo lugar ou nem tido em consideração.
Outras vezes, como desta, fico a pensar no que isso implica. No fundo, isto é uma situação transversal a muitas outras. Faz parte da atitude do ser humano elogiar o que é mais pequeno, o que de certa forma dá nas vistas. Faz parte do ser humano elogiar pela forma, pelo aspeto, pela aparência, aquela que existe associada a padrões de beleza. A Estrela destoa por ter cabelo claro. Mas e o resto, não conta? O que está dentro, que não se vê, o que nasce e permanece connosco, o que é a base de toda a nossa essência?
Compreendem o que quero dizer? O que pensam sobre isto?
Partilharei mais dois textos sobre este assunto, mas gostava imenso de ter a vossa opinião. Hoje fica apenas isto em jeito de desabafo/pensamento alto. Fico à espera das vossas opiniões. Beijinhos 😘
[Desabafo/Pensamento]



segunda-feira, maio 13

Quando tu nasceste, eu estava preparada para tudo. Menos para ficar doente.


Quando tu nasceste, eu estava preparada para as várias dificuldades e desafios que um bebé pequeno pode acarretar. Preparei-me para as cólicas, para os sonos trocados, para amamentar, para mudar a rotina, para gerir um novo bebé e o mano ao mesmo tempo. Estava preparada para o fazer sozinha. Estava preparada para as mudanças na minha imagem, para deixar de tomar banho em condições, para deixar de me pentear, de me olhar ao espelho e até para não dar importância aos comentários alheios.
Preparei-me tanto melhor desta vez! Sentia que estava bem preparada, principalmente para o que senti mais dificuldade quando o Gabi nasceu.
Mas, ao mesmo tempo que me foquei na tua chegada, no mano que iria continuar a precisar da mamã, no papá que iria continuar a precisar de uns bocadinhos a sós com a mamã, esqueci-me de mim. Esqueci-me de preparar-me para a eventualidade de uma doença. Esqueci-me de preparar-me para a eventualidade de surgirem imprevistos que me afetassem a mim. Talvez ninguém esteja preparado para ficar doente. Talvez ninguém esteja preparado para ficar sem força, para viver com dores e sentir-se limitado. Na verdade, talvez não haja preparação possível. Mas, talvez se me tivesse lembrado que isso podia acontecer, tudo tivesse sido mais fácil. Sou uma pessoa de planos, que precisa de se “programar”. Apesar de aceitar as incertezas da vida, sejam elas causadas por nós ou não, gosto de manter o mínimo de organização. E desta vez tinha tudo planeado para dar certo. E começou por dar. Os primeiros tempos foram maravilhosos. Tu eras uma bebé tranquila. Eu acreditava que estava a fazer o que era certo, as coisas pareciam que estavam a ser muito mais fáceis desta vez. Tudo estava perfeito. Mas, aquele dia…. Aquele dia em que a dor nas costas apareceu veio mudar tudo. Eu não queria aceitar. Julguei que ficaria bem novamente, que seria passageiro. Mas não foi. A dor persistiu, persistiu e persistiu tanto que quis testar os meus limites. E os meus planos começaram a fracassar… Tivemos que criar o plano b, c, d, e todos os que foram sendo necessários, porque adoecer não estava de todo nos meus planos. Eu não estava preparada para enfrentar um desafio tão grande, principalmente na altura em que sentia mais feliz…
Mas, de nada nos servem os desafios se nada aprendermos com eles. E eu aprendi tanto, mas tanto que é impossível descrever o turbilhão que foi gerir tudo isso. Aprendi tanto sobre mim, sobre os outros, sobre nós. Cresci um bocadinho mais. Tendo ficado mais fraca, tornei-me mais forte. E hoje sei que posso falar sobre tudo isso sem paralisar.

quarta-feira, abril 3

Se as crianças são o meu espelho, o que gostaria de ver refletido?

E se durante todo o dia estivéssemos a ser observados? Como seria a nossa atitude? De que forma entoariam as nossas palavras? Se pararmos para pensar, quando temos filhos estamos a ser constantemente observados. Tudo o que fazemos, dizemos ou a forma como gerimos as situações são alvo da sua observação. Eles observam-nos mais do que imaginamos. E por isso, as crianças são o nosso reflexo. Elas refletem tudo aquilo que lhes mostramos. Elas refletem as nossas atitudes, as nossas palavras, a forma de falar, a forma de interagir com os outros, com as coisas e com o mundo. Elas são pequenas mas absorvem tudo aquilo que vêm. Elas aprendem a nossa forma de lidar com as situações, sejam boas ou más e até adquirem os nossos gostos por isto ou aquilo. É extremamente importante que não o esqueçamos e todos os dias possamos responder da melhor forma a esta questão: "Se as crianças são o meu espelho, o que gostaria de ver refletido?" pensem nisso. E digam - me o que acham sobre isto...


A imagem pode conter: uma ou mais pessoas

quinta-feira, março 7

Não desistas... #textos

Quando alguém disser que não consegues, não desistas. Mostra que és capaz. Quando alguém duvidar de ti, não desistas. Mostra que és mais do que aquilo que julgam. Quando alguém te disser que não vale a pena, não desistas. Prova que nada é em vão. Quando alguém te disser que é impossível, não desistas. Vai e mostra que foi possível. Mas, não o faças nunca para o mostrar ao outro. Acredita, vai e continua a lutar sempre por ti. Para mostrares a ti mesmo que consegues, que és capaz, que valeu a pena, que foi possível lá chegar. Prova a ti mesmo que não há impossíveis quando se acredita, quando se quer de verdade. Nunca desistas. Nunca. Mas nunca desistas apenas por ti. Porque tu mereces sempre dar uma nova oportunidade a ti mesmo, aos teus sonhos, às tuas ambições, aos teus objetivos. Mostra-te sem medos ou preconceitos, revela o que tens guardado só para ti, prova que és ainda mais forte e especial. Sempre. Para sempre. E se um dia duvidares, eu estarei aqui para te provar que não há nada mais incrível do que acreditar.

A imagem pode conter: 1 pessoa, céu e ar livre

quarta-feira, março 6

Tu viraste o meu mundo do avesso... #textos

Tu viraste o meu mundo do avesso. E foi aí que descobri que o avesso é realmente o melhor lado. Contigo aprendi a ver o mundo numa perspetiva diferente. Deixei de ser o centro das atenções para passares a seres tu, o centro do mundo. Dito assim, pode parecer algo difícil. Mas não, não o é de todo. Porque contigo descobri que às vezes precisamos inverter as prioridades para perceber o que é a felicidade de verdade. Tu vieste para me mostrar que nada surge por acaso, que tudo tem o seu tempo certo para acontecer. Ser mãe jovem é algo que desejo a toda a gente. Ser mãe nova é ter a possibilidade de apreciar a vida antes de tudo o resto. Ser mãe nova ensina-nos a apreciar as pequenas coisas, a sentimo-nos crescer mesmo de sapato raso, a acordar mesmo sem dormir, a fazer em vez de estar, a ser em vez de parecer. Ser mãe nova ensina-nos tantas coisas boas que seria incapaz de as descrever todas. Mas acima de tudo, ser mãe nova ensina-nos a amar alguém mesmo antes de termos aprendido a amar-nos direito. Ser mãe nova ensina-nos o que é o amor de verdade e a construir um novo amor, mais simples, mais descomplicado, por nós e pelo mundo.

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e pessoas a dormirem

quinta-feira, fevereiro 21

Hoje quero pedir-te desculpa...


Gabriel, hoje quero pedir-te desculpa. Desculpa pelas vezes que exigi mais de ti do que aquilo que foste capaz de dar.
Gabriel, hoje só quero dizer-te que não precisas fazer tudo bem à primeira. Na verdade, não o precisas de fazer nem à segunda, terceira ou quarta vez.
Hoje senti-me arrependida por todas as vezes que, consciente ou inconscientemente, pedi para “fazeres bem”.
Tenho-me deparado com tantas crianças que não querem sequer tentar algo novo, porque sentem que devem fazer algo perfeito, que parei para repensar sobre isto.
Meu filho, não precisas fazer tudo perfeito. Talvez hajam coisas que nunca farás bem, ou da forma que a idealizei para ti. Não existem pessoas nem coisas perfeitas e, por isso, não deves sentir-te na obrigação de o ser, muito menos à primeira, quando tudo é ainda novidade.
Mas, não posso deixar de dizer que sempre apoiarei e dar-te-ei tudo o que puder para que consigas dar apenas o teu melhor. E o teu melhor hoje não será o teu melhor de amanhã. E, por muito que tentes, existirão dias em que, simplesmente, as coisas não fluirão da mesma forma e poderão parecer um bocadinho mais difíceis. Mas, quero dizer-te, nestes momentos, que não deves desistir. Não precisas ser perfeito. Basta que dês o melhor que conseguires, quiseres ou puderes dar. Faz do teu jeito, à tua maneira, porque o que é personalizado por nós tem sempre muito mais valor.
Gabriel, quando te pedirem algo, não tenhas receio de o fazer. Se o fizeres “mal” ou achares que não ficou como idealizaste, lembra-te que terás outras oportunidades para fazer de novo, se assim o desejares. Gabriel, nesta vida, tão curta e incerta, nada vale mais do que o nosso bem-estar. E, a cada nova experiência, só quero que te sintas bem, tranquilo e feliz.
Meu filho, prometo não exigir mais de ti. Prometo que tentarei repensar nas consequências que este tipo de exigências pode trazer. E, se algum dia, tiveres algo novo para experimentar, vai, sem medo. Sem medo de ser feliz. E, no final, apenas irei pedir que me contes o que sentiste, o que aprendeste, o que viveste. Não quererei saber se foi o melhor trabalho da tua vida, a tua melhor criação, o jogo em que obtiveste mais pontuação. Não. Nada disso importa. Porque se estiveres feliz, nada estará mais perfeito.


quarta-feira, fevereiro 20

Amamentar é incrível, mas não crie ilusões!


Por cá, vamos com 25 meses de amamentação. Não sei até quando durará. Atingi o meu objetivo. Sinto que cumpri a minha missão. Agora está tudo mais tranquilo (aparentemente), mas já passamos por períodos bem delicados. E, por isso, resolvi escrever um textinho para as mães que estão a amamentar ou no início deste processo. Tudo são fases...

Amamentar é lindo. Amamentar é algo estrondosamente incrível. Não tenha receio, nem vergonha de o fazer.
Amamentar é daquelas coisas que ou faz no momento ou nunca mais terá essa oportunidade. Por isso, não desista, já! Mas, não crie ilusões. Não é fácil. Haverá momentos difíceis, de desespero. Haverá dias em que parece não ter feito mais nada para além de…amamentar. Haverá dias em que se sentirá só, fechada num mundo que parece só seu. Haverá dias que lhe irá custar pensar na próxima mamada, e sem ter tempo para concluir qualquer pensamento, ela chegará logo de seguida. Haverá dias em que vai duvidar de si mesma, mais do que alguma vez duvidou: Vai duvidar da sua capacidade para aguentar. Vai duvidar do seu corpo, da sua capacidade para produzir o alimento para o seu próprio filho. Vai duvidar dos outros. Vai parecer que ninguém a compreende e pode sentir-se aparte. Vai duvidar que tudo isso seja benéfico para o seu bebé. E pode até querer experimentar algo diferente. Vai duvidar de tanta coisa, mas nesses momentos duvide apenas do que pensa. Porque essa dúvida não será real. A natureza humana está preparada para isto e, como tal, você será capaz de TUDO! A natureza humana não está preparada para outra realidade. E, é por isso que deve acreditar sempre em si, no seu corpo, na sua capacidade para ir mais além, no seu bebé, que lhe indicará tudo o que precisa, em cada fase de desenvolvimento. Apenas acredite. E, acredite, no final sentir-se-á muito mais realizada, muito mais feliz. Verá no seu bebé uma felicidade por aquele pequeno grande prazer, que o é, poder amamentar da sua própria mãe, sentindo o seu colo e abraço, envolto na sensação de maior segurança do Mundo. Pense nisso, e acredite que a natureza lhe indicará o caminho…



quarta-feira, outubro 24

Quando vir alguém a amamentar apenas sorria


Fico tão triste quando vejo partilhas de mães que são criticadas por amamentar. Quando alguém partilha uma crítica é porque esse comentário foi maldoso o suficiente para lhe fazer mal. E, se faz mal não devia estar ali. Foi despropositado. Foi abusivo. E tudo o que é abusivo deve ser repugnado. Felizmente, tenho tido a sorte de não ter sentido ainda esse tipo de comentários ou a frieza suficiente para lidar com eles e não os levar comigo. Mas, custa-me pensar que ainda somos pequeninos ao ponto de apontar o dedo para algo tão natural como é amamentar.
Ao invés disso, as pessoas deviam apontar o dedo quando falta a informação, o suporte e o carinho que fazem falta a uma mãe para que ela dedique o seu tempo e amor a amamentar o seu filho. As pessoas deviam apontar o dedo a elas próprias, e ao invés de criticar, tentar compreender, apoiar, partilhar bons exemplos. O tempo que perde a julgar por maldade é o mesmo que ganharia se desse uma palavra de apreço ou apenas deixasse um sorriso. Ganharia muito mais, talvez um desabafo, talvez um sorriso de volta, talvez um obrigado porque, talvez naquele momento, aquela mãe apenas precisasse de alguém que a olhasse com carinho.
As pessoas não pensam no impacto das suas palavras, das suas ações. As pessoas andam demasiadamente preocupadas em obedecer a horários que muitas vezes não cumprem, a paradigmas imaginários, a correr atrás de uma felicidade que nem eles sabem muito bem onde encontrar. E, esquecem-se que podemos ser felizes com tão pouco e que, amamentar é sinónimo de felicidade. Quem não gostaria de a sentir?



quinta-feira, outubro 18

ABDICAR DE TUDO PARA CUIDAR DOS FILHOS É COISA DE HERÓI


Há quem diga que ficar em casa e cuidar dos filhos é coisa fácil. Há quem considere que optar por ficar em casa com os filhos, 24 horas por dia, 7 dias por semana é uma tarefa que não requer trabalho, nem mestria, nem jogo de cintura. “Fazes os teus horários”, “fazes as coisas quando queres”, “tens o dia por tua conta” são apenas algumas das expressões que vulgarmente se escutam por aí.
Abdicar de tudo para cuidar dos filhos é algo completamente diferente disto. Ainda há muita gente que o julga, critica, diminui.
Depois de viver na pele o que isso é, sei exatamente o valor que isso tem. Abdicar de tudo para cuidar dos filhos é algo apenas para os mais fortes.
Senão, respondamos a algumas questões: Quanto tempo te sujeitarias a abdicar da tua profissão?
Por quanto tempo aguentarias cingir os teus horários aos dos teus filhos? E, quando digo horários, digo horários para tudo, até para as necessidades mais básicas como comer, tomar banho ou até ir ao wc descansado.
Por quanto tempo aguentarias passar os dias a viver para um ser que não tem crítica sobre o que está a acontecer, que quer desafiar-te, que quer testar os seus e os teus limites?
Por quanto tempo aguentarias deixar os teus desejos de lado para satisfazeres os desejos do teu filho, 24 horas por dia, 7 dias por semana, sem interrupção?
E, para além disto (e muito mais haveria a acrescentar), por quanto tempo aguentarias assegurar a sua segurança no meio de tudo isto, e ainda assim, ser capaz de cumprir uma rotina de cuidados da casa, que incluem as refeições de um bebé (ou mais) e as dos restantes elementos da tua família? E, ao mesmo tempo, assegurar a casa limpa, roupa engomada? E, ainda assim, seres capaz de estar sempre fresco e fofo que nem um jovem, sem este tipo de responsabilidades?
Pois bem… Abdicar de tudo para cuidar dos filhos não é algo que se faça assim, de forma tão simples e leviana.
Para além das necessidades, existem as vontades e imprevistos que qualquer rotina com um bebé (ou mais) pode implicar.
Poderia escrever muito mais, mas acho que são mais que muitos os motivos que descrevi. Espero que sirvam para ajudar alguém a alterar o seu discurso da próxima vez que tentar diminuir o trabalho das mães que se dedicam de corpo e alma, com toda a força, conhecimento e energia, a cuidar dos seus filhos, da casa e de todos os que nela vivem.
Abdicar de tudo o resto para cuidar dos filhos é mais do que um gesto de coragem. É um ato de super herói.
A todas as mães (ou pais) que decidem ficar em casa a cuidar dos próprios filhos, PARABÉNS! Não existe nada maior do que o investimento que fazemos pelos nossos próprios filhos.



quarta-feira, outubro 17

Tu já foste pequenino e já coubeste no meu colo...


É verdade, tu já foste pequenino e já segurei em ti ao colo. E, mesmo abraçadinhos, ainda conseguia olhar por cima da tua cabeça, ver o que se passava.
Tu já foste pequenino, e eu conseguia segurar-te no meu colo, tanto tempo quanto o desejássemos. O calor daquele abraço, o olhar e umas simples brincadeiras com a voz eram o suficiente para que ali ficássemos, agarradinhos, sem contar o tempo.
Tu já foste assim, tão pequenino, que o meu colo chegava para te agarrar, e tu encolhias ainda mais e eu abraçava-te da cabeça aos pés, como se abraçam os peluches, aqueles que mais gostamos.
Tu já foste assim, pequenino. E já consegui segurar em ti ao colo. Agora não consigo mais, pelo menos daquele jeito. Estás crescido. Muito crescido! Claro que ainda cabes no meu colo. Caberás sempre. E nele, haverá sempre lugar para ti. Nunca duvides disso. Mas agora segurar-te ao colo implica perder a visão do que está à tua frente.
Como estás crescido, Gabriel. O meu colo será eternamente teu (e da mana). Tu foste o primeiro a ocupar o espaço que nos transmite a maior segurança do mundo. Podes regressar em qualquer fase de incerteza, podes trazer todos os medo do mundo, que eu ficarei sempre disponível para te aconchegar. Acredito que este colo, um dia, seja substituído por um abraço, por um ombro amigo... Mas não deixará de estar ali um colo disponível.
Lembraste quando eras pequenino e encostavas a tua mão ao meu peito e dizias: “Já chego por aqui!”, todo orgulhoso de estares quase da minha altura, quando no fundo, a tua mão é que fazia batota porque levantas o braço o mais alto que podias? Lembraste? Afinal… Esse dia chegou! Sem batota. Sem bicos de pés. Tu estás tão grande Gabriel! E não tardará a chegares à minha altura. E, talvez aí, seja eu a dizer “olha, agora sou eu que já só chego por aqui…”



terça-feira, outubro 16

UAU! A Estrela dormiu a noite toda!!?!


NAHHH! Isso queria eu! Mas, não foi isso que aconteceu... Mas, há dias em que o cansaço é tanto, que bastam 3 horas para parecer que descansei uma eternidade.
Este é o relato de uma mãe que não dorme uma noite completa à 21 meses. Não é um relato inspirador, mas a nossa natureza é tão maravilhosa, que são momentos como este que nos recarregam as baterias...

São 5h30 da madrugada. Estou a pé à cerca de uma hora. Acordei e pensei: UAU! Hoje, a Estrela dormiu a noite toda. E nem sei ao certo o que senti, porque fiquei tão incrédula que todas as minhas emoções paralisaram. Levantei-me, fui preparar um copo de leite morno e sentei-me ao computador para escrever, para aproveitar o pouco que faltava para a Estrela acordar. Olho para o relógio e são apenas 4h30 da manhã. Pensei: UAU! Ainda não foi desta. Mas, as noites são tão agitadas que, se hoje dormi 4 horas seguidas, sinto isso como se tivesse sido a noite toda. E, são estas as noites que me dão força para aguentar as seguintes. Podia ter regressado à cama, mas perdi o sono. Aproveitei para escrever, para registar alguns pensamentos que passam por mim. Muitos já se perderam. Tantas coisas que já senti que não tive oportunidade de escrever. Faz-me bem isto. Parar, refletir. Acho que todos o deveríamos fazer. Mas não, aproveitem bem para dormir. Isso sim, faz realmente bem. Com isto, acho que também me vou deitar, porque afinal a noite que eu julgava ter acontecido, ainda só vai a meio… (queria eu, já falta pouco para terminar).



terça-feira, outubro 2

Bom dia!

Que seja especial.


Estive para não partilhar esta foto. Mas, o que mais precisamos na vida é de coragem. E só para mostrar que sou destemida, cá está uma foto minha sem edição. Aliás, a única edição que tem é uma edição ilimitada de olheiras, próprias de quem não dorme uma noite completa à mais de 20 meses. ahah
Todos os dias repito: é hoje! Dizem que atraímos o que desejamos. Mas, até hoje, não atraí nada, a não ser a Estrela até à mama. ahah
E, por isso, esse "é hoje" tão desejado ainda não chegou.
Boa Terça-feira!

segunda-feira, outubro 1

A melhor herança que podemos deixar a um filho é uma bela infância


Estes dias dei por mim a pensar em várias coisas. (Como se nunca o tivesse feito antes…ahah) Entre elas, e sobre a qual reflito muitas vezes é sobre a infância, sobre o poder e influência que ela tem nas nossas vidas.
A infância é assim, aquela fase mais importante da nossa vida. É durante a infância que adquirimos conhecimento sobre as coisas básicas do mundo, que começamos a adquirir uma postura face ao mesmo. A infância é tão genuína e ingénua, que durante esse período todas as experiências se traduzirão em pensamentos e comportamentos que nos acompanharão para sempre!!
E, quem contribui para que a nossa infância seja mais ou menos enriquecedora? Nós mesmos, pais, responsáveis pelas nossas crianças. Penso tantas vezes nisto. Somos nós, com o que fazemos, com o exemplo que damos, com aquilo que mostramos, com aquilo que os levamos a fazer. É a nossa postura, influenciada pela nossa infância, que nos faz ser tal como somos.
Às vezes (muitas vezes) dizem-me que sou uma mãe galinha, e eu sei que o sou. Não tenho qualquer problema em assumir, mesmo que isso seja apontado, algumas vezes, como algo negativo. Mas, não me importo. Se ninguém é de ninguém, e nem mesmo os filhos o são. Eu quero aproveitar todo o tempo que ainda posso para agir como se eles fossem meus por direito, para sempre. Mesmo sabendo que vai chegar o dia em que eles irão virar as costas sem olhar para trás. Mas, é também sobre essa segurança que os devemos ensinar. Demos-lhe a vida, não temos nunca o direito de a querer tirar. A vida é deles, nós apenas somos os seus condutores na primeira fase dela. E, por isso, um dia posso não ter nada para lhes deixar. Apenas quero, quando esse dia chegar, saber que lhes deixei o melhor de mim: o meu tempo, dedicação, compreensão e amor durante a fase em que eles estavam lá para mim, à espera de mim, à espera que eu lhes ensinasse o que isso é para que um dia eles também o possam fazer com os seus filhos…
Posso, um dia, não ter dinheiro para deixar aos meus filhos, mas quero deixar-lhes ferramentas para que eles tenham o que é necessário para o ganhar.
Posso, um dia, não deixar um carro ou uma casa para os meus filhos, mas quero deixar-lhes na memória os carros que passaram por nós enquanto corríamos no parque, ou as casas diferentes que conheceram durante as nossas viagens (mais ou menos longas, isso não importa). Quero ensinar-lhes a apreciar as coisas, pequenas e grandes, para que um dia, eles saibam que a nossa realidade não é a única.
Posso, um dia, não deixar ouro ou joias para os meus filhos, mas quero ensinar-lhes que crescerem felizes torna-os mais inquebráveis do que um diamante.
Posso, um dia, não deixar loiças banhadas a ouro, mas quero que eles saibam que não é necessário uma mesa para fazer a refeição. Basta uma manta no chão e um bocado de pão para ficar saciado, porque o que sacia de verdade é a companhia e dois dedos de conversa.
Posso, um dia, não ser capaz de recordar tantas viagens, como as que gostaria de fazer. Mas, quero que um dia eles saibam que podemos ser felizes em qualquer sítio, independentemente da distância ou história, a única história que importa é a nossa, e a de cada um deles.
Posso, um dia, não ser capaz de deixar nada. Apenas quero ter a certeza de que dei tudo. Tudo o que sou, o que tenho e sei. E, se esse dia chegar, eu vou ficar tão agradecida e nesse dia, eu saberei, que contribuí para a melhor herança de todas: a sua infância.



terça-feira, setembro 25

Tenho uma irmã, e agora? “Gabi, olha a mana, por favor”


Durante as férias, dei por mim a pensar de forma muito séria sobre um assunto que gostava de partilhar convosco…
Quando temos um segundo filho, por exemplo, queixamo-nos porque a qualquer lado que vamos, toda a gente olha, sorri e fala para o bebé, muitas vezes, como se o mais velho não estivesse ali. É revoltante quando isso acontece, porque acontece vezes sem conta, tantas que, para nos afetar, nem quero imaginar como se sentirão os nossos mais velhos…
Estes dias dei por mim a reparar que sofremos do mesmo mal. Em casa, na rua, ou em qualquer outro lugar, dou por mim a pedir ao Gabriel para “olhar pela Estrela”. Muitas vezes, utilizo expressões como “olha a mana, por favor…” E, quando falo dele para ela: “Olha o mano, Estrela…” Assim de repente, nem parece muito díspar esta forma de tratamento. Mas, no final das contas, são tantas as vezes que acabo por lhe pedir um “auxílio” sem dar conta, que quando caio na realidade, sinto-me demasiadamente mal por o ter feito.
“Gabi, olha a Estrela. Gabi, brincas com a Estrela, por favor? Gabi, seguras na Estrela, por favor? Gabi, cuidado que ela é bebé.” Gabi, Gabi, Gabi…
E tantas outras expressões, que somadas e multiplicadas não fazem qualquer sentido. Por vezes, começo e não termino as frases, dizendo apenas: “Deixa, não era nada. A mamã vai.” Porque, na realidade ele não é obrigado a responder a tantas solicitações, mas a verdade é que ter um filho que dá um olhinho de vez em quando para poder ir à casa de banho, ajuda.
Mas, repensar sobre tudo isto também nos ajuda a melhorar e a diminuir as “consequências” que o filho mais velho sente com a chegada do mais novo…
Quem tem mais do que um filho, já pensaram nisto assim?

terça-feira, setembro 11

É desgastante ser mãe?!


Muitas são as vezes que dou por mim a reclamar. Reclamo da vida, dos afazeres constantes e inacabáveis. Reclamo por aqueles 5 minutos de pausa que não tenho, e que tantas vezes fazem falta. Reclamo por terminar o dia, tantas vezes, sem todas as tarefas concluídas com sucesso. Reclamo por não conseguir manter uma rotina de exercício, de cuidados, por nem sempre ter legumes frescos em casa. E, muitas vezes, aquele pensamento de “como é difícil ter filhos” tenta apoderar-se de mim. Mas, depois de respirar, dou um abanão e calo-me. Afinal, porque é “tão difícil ter filhos” se o desgaste não é ser mãe? Desgastante, na realidade, é não ter empregada. Fico cansada, não por brincar com eles, por lanchar com eles, por dar banho, por alimentar, e todas as outras tarefas do dia-a-dia, mais ou menos obrigatórias. Fico cansada, isso sim, por ter que “dar resposta à casa”. Não importa se com filhos o tempo para a casa diminui. Na verdade, se tivesse quem fizesse todas as tarefas relacionadas com esta área, certamente não ficaria tão desgastada e, muito provavelmente mais feliz.
Não fico triste quando me deito com a cozinha desarrumada. Fico triste quando sinto que não aproveitei ao máximo o tempo com os meus filhos porque fui arrumar a cozinha.
Não fico triste quando os brinquedos ficam espalhados pelo chão da sala. Fico triste quando eles os espalham sozinhos, porque eu precisei estender a roupa.
Não fico triste quando eles veem televisão. Fico triste quando os coloco a ver televisão sozinhos, para cozinhar.
São tantas as situações do dia que nos deixam tristes, frustradas, mas que no fundo, não é pelo facto de sermos mães que nos sentimos assim, mais cansadas. É por sermos, para além disso, donas de casa. É por sermos as responsáveis pela gestão de uma casa, que tanto ou mais trabalho dá que os nossos próprios filhos.
Pudesse eu ser “apenas” mãe e não teria reclamações a fazer. Assim sendo, reclamo com a vida, por ainda não ser capaz deste feito…
E, pronto… Fico por aqui porque ainda não tenho quem vá dormir por mim…ahahahah

sexta-feira, junho 1

FELIZ DIA DAS CRIANÇAS

Hoje, tal como ontem, o dia é delas. Das crianças. Das nossas, das dos outros.
O dia é das crianças, e de todos aqueles que contribuem para a sua felicidade.
Hoje, o dia é das crianças, das que vivem felizes, das que nunca ultrapassaram dificuldades, mas também das que vivem com obstáculos, sejam eles quais forem.
Hoje, o dia é das crianças. Mas, o dever é nosso. É nosso o dever de colaborar para a sua felicidade, para o seu bem-estar. É nosso o dever de contribuir para a sua aprendizagem, para a aquisição das competências que necessitarão durante todo o seu percurso de vida.
Hoje, o dia é das crianças. De todas elas. O dia é delas, mas elas dependem de nós. Dependem do que fazemos para e por elas. Dependem do que lhes colocamos à disposição, independentemente da forma como isso acontece.
Hoje, o dia é delas. Tal como ontem e amanhã. O dia é delas e de todos nós. Que somos os principais responsáveis por elas.
Por isso, hoje, aproveitei este 5 minutinhos para vos desejar um DIA MUITO FELIZ. Que as vossas criança se sintam as mais felizes do mundo, e que vocês sejam os principais responsáveis por isso.
No futuro, elas só terão a agradecer...


As minhas crianças são as minhas maravilhas. Duas maravilhas que são parte de mim. E, pelas quais dou tudo, só para que sejam felizes.