quarta-feira, junho 5

O melhor presente do Gabi


Ainda sobre o Gabriel:
O melhor presente que lhe demos durante estes anos foi, sem dúvida, está irmã. As roupas que recebeu deixaram de servir, os brinquedos deixaram de ter uso, mas esta companheira, de carne e osso, de alma cheia de amor por ele, acompanhará o Gabriel para sempre. Claro que não há histórias perfeitas, e concerteza também terão os seus momentos difíceis, as suas chatices, as suas birras e contradições. Claro que serão diferentes, muito diferentes, e não desejamos que se tornem iguais. Este é o único presente que pretendemos alimentar para sempre, porque não tem prazo. Queremos construir com eles um livro de instruções, que seja recheado de cumplicidade, respeito e amor. Numa das alíneas será escrito que poderão jogar sozinhos ou acompanhados, de acordo com a vontade de ambos. Que o jogo não deve terminar com um vencedor, mas com um empate. Só assim poderá continuar a ter o mesmo valor. E no final, dirá que no dia em que se cansarem um do outro, deverão lançar novamente os dados e recomeçar. Porque isto é AMOR.


segunda-feira, maio 13

Quando tu nasceste, eu estava preparada para tudo. Menos para ficar doente.


Quando tu nasceste, eu estava preparada para as várias dificuldades e desafios que um bebé pequeno pode acarretar. Preparei-me para as cólicas, para os sonos trocados, para amamentar, para mudar a rotina, para gerir um novo bebé e o mano ao mesmo tempo. Estava preparada para o fazer sozinha. Estava preparada para as mudanças na minha imagem, para deixar de tomar banho em condições, para deixar de me pentear, de me olhar ao espelho e até para não dar importância aos comentários alheios.
Preparei-me tanto melhor desta vez! Sentia que estava bem preparada, principalmente para o que senti mais dificuldade quando o Gabi nasceu.
Mas, ao mesmo tempo que me foquei na tua chegada, no mano que iria continuar a precisar da mamã, no papá que iria continuar a precisar de uns bocadinhos a sós com a mamã, esqueci-me de mim. Esqueci-me de preparar-me para a eventualidade de uma doença. Esqueci-me de preparar-me para a eventualidade de surgirem imprevistos que me afetassem a mim. Talvez ninguém esteja preparado para ficar doente. Talvez ninguém esteja preparado para ficar sem força, para viver com dores e sentir-se limitado. Na verdade, talvez não haja preparação possível. Mas, talvez se me tivesse lembrado que isso podia acontecer, tudo tivesse sido mais fácil. Sou uma pessoa de planos, que precisa de se “programar”. Apesar de aceitar as incertezas da vida, sejam elas causadas por nós ou não, gosto de manter o mínimo de organização. E desta vez tinha tudo planeado para dar certo. E começou por dar. Os primeiros tempos foram maravilhosos. Tu eras uma bebé tranquila. Eu acreditava que estava a fazer o que era certo, as coisas pareciam que estavam a ser muito mais fáceis desta vez. Tudo estava perfeito. Mas, aquele dia…. Aquele dia em que a dor nas costas apareceu veio mudar tudo. Eu não queria aceitar. Julguei que ficaria bem novamente, que seria passageiro. Mas não foi. A dor persistiu, persistiu e persistiu tanto que quis testar os meus limites. E os meus planos começaram a fracassar… Tivemos que criar o plano b, c, d, e todos os que foram sendo necessários, porque adoecer não estava de todo nos meus planos. Eu não estava preparada para enfrentar um desafio tão grande, principalmente na altura em que sentia mais feliz…
Mas, de nada nos servem os desafios se nada aprendermos com eles. E eu aprendi tanto, mas tanto que é impossível descrever o turbilhão que foi gerir tudo isso. Aprendi tanto sobre mim, sobre os outros, sobre nós. Cresci um bocadinho mais. Tendo ficado mais fraca, tornei-me mais forte. E hoje sei que posso falar sobre tudo isso sem paralisar.

Sem palavras.


Atividade do Dia: Descobre o berlinde na plasticina

Hoje segue mais uma sugestão de atividade do dia. Cá por casa, a plasticina é daquelas coisas que não pode faltar. Permitem uma infinidade de brincadeiras e é um material tão simples de arrumar (espero nunca não arrepender-me de dizer isto...).

Uma das formas de brincar ou trabalhar com ela é através do jogo do "procura o objeto". Por aqui, utilizamos os berlindes como peça para esconder. A Estrela adorou este jogo. Queria mais e mais e mais. E claro, fomos fazendo vezes sem conta. Até que me lembrei de registar esta atividade para partilhar convosco. Já a repetimos várias vezes e ela ainda não cansou.

Fica a sugestão ;)



Nova semana, novas oportunidades?!

Segunda-feira é sempre um bom dia para acreditar.
Depois de uma semana em casa, é hora de regressar à rotina (a foto é só para enganar, porque os motivos que nos fizeram parar não foram estes :p).
Desta vez, a semana será mais agitada do que nunca. Mas, por cá apenas queremos acreditar que vai dar tudo certo.
Detesto pensar que as coisas darão errado a uma segunda-feira. Gosto de ter fé. Dizem que sou "crente demais", e talvez até seja. Mas, se não acreditar que dará certo no início de cada etapa, acreditarei quando?
Vocês também são assim? Acreditam na motivação de uma nova fase? Seja ela uma nova semana ou simplesmente uma nova alteração na vossa vida?
Ou são daquelas pessoas que detestam os inícios e que só sentem que fazem parte da nova etapa quando já estão "dentro dela"?

Beijinhos e Boa Semana!



quinta-feira, maio 9

Às vezes, tenho a sensação de que não sabem o que fazemos aqui...


Isto de ter um blog e partilhar algumas coisas na net tem muito que se lhe diga. Eu, que alimento este cantinho ao meu ritmo sinto, cada vez mais, que às vezes não sabem quem eu sou. Quando este blog surgiu, bem como tantos outros, o objetivo era apenas descrever o dia-a-dia e tudo o que ele implica. Partilhar opiniões, trocar experiências. Mas, com o passar do tempo observam-se blogs que se dedicam maioritariamente a algo específico. Todos nós sabemos que isso é o que atrai alguém e o que desperta o interesse a quem navega por aí.
Ora, eu não consigo pensar num só tema para partilhar, porque eu sou tanta coisa ao mesmo tempo. Não faria sentido se quisesse convergir toda a minha realidade em algo específico. Não posso deixar nada de lado para me dedicar exclusivamente a uma coisa só. Não posso, nem quero, para dizer a verdade.
Talvez por isso, sinto que às vezes não me conhecem, porque partilho tão pouco e coisas tão vagas, que talvez seja realmente difícil perceber para que serve isto afinal.
Estes dias estive sem partilhar praticamente nada. E repensei sobre esta coisa das partilhas. Nós somos assim: um bocadinho de tudo. Este cantinho é assim, um reflexo da minha vida. E no meu dia-a-dia eu dedico-me de corpo e alma, a uma coisa de cada vez, segundo a minha ordem de prioridades: os meus filhos – o tempo, a brincadeira e as experiências; a minha casa – a organização e a cozinha; os meus interesses: a pesquisa, a leitura e os DIY; o meu bem-estar: a reflexão e a meditação; a terapia ocupacional – a minha profissão de coração. Não gosto muito de falar sobre as minhas pessoas especiais: o meu marido e os meus amigos (sinto sempre que podem não gostar). Daí o nome ser blog da mamã Lu. Porque é o meu espaço de lazer, onde a maternidade é o papel que melhor me representa.
Por isso, por cá, só posso partilhar sobre diferentes temas, porque eu vivo de todos eles… Espero que continuem desse lado, mesmo que este não seja um cantinho que contenha temas que sejam do vosso interesse e outros que não vos desperte interesse algum. Obrigada a quem nos acompanha com tanto carinho <3  

quarta-feira, maio 8

Maio, um mês de fé





Maio é também um mês de fé. ❤️
Fé em nós mesmos, nas pessoas, no que faz parte dos nossos planos, mas também fé na sorte e no acaso. Fé de que as coisas melhorem, ou pelo menos nunca piorem. Fé na mudança, seja ela qual for, porque as mudanças são necessárias. Fé na certeza porque ela nos tranquiliza. Mas fé nas dúvidas porque é com elas que buscamos novas respostas. Fé no que precisa correr bem e no que precisa dar certo. Fé no amor. Na amizade. Fé na esperança. Fé na fé. Vai dar tudo certo. 🙏

segunda-feira, abril 22

Quem sou eu, 9 anos depois?


Esta foto tem qualquer coisa como 9 anos (quase!!). Estes dias, o facebook recordou-me dela. E eu fiquei a pensar… Pensei e repensei sobre quem era eu naquela altura. Como estava a minha vida, como a imaginaria todos estes anos depois.
Eu era uma jovem que há pouco tempo começara a viver a sua própria vida, segundo as suas próprias regras. Era uma jovem apaixonada pelo marido, que via nele o maior amor da sua vida. Era uma jovem mamã, que via no seu filho o maior objetivo de vida. Era uma jovem mamã, com um filho de pouco mais de 1 ano, saudável e feliz. Era uma jovem a entrar para o último ano de curso, de um curso que demorou para encontrar, mas que via nele o seu maior compromisso como ser social: o de ajudar outras pessoas. Eu era uma jovem, cheia de sonhos, com todo o entusiasmo e mais algum, que acreditava piamente que todo o mundo tinha um coração do tamanho do seu. Eu era uma jovem que imaginava um mundo cor-de-rosa, cheio de oportunidades e pessoas maravilhosas com as quais poderia vir a cruzar-me. Eu era uma jovem em paz, feliz, decidida, delicada, apaixonada e sonhadora.
Eu era assim. Mas ao longo destes anos algumas coisas não correram de acordo com a minha visão, talvez cheia de ilusão, mas repleta de amor. A vida mostrou-me que nem tudo seriam rosas, que não há um mundo cor-de-rosa lá fora, à nossa espera. Os desafios provaram-me que as rosas também têm espinhos. E que, por vezes, as mais belas são as que mais nos tramam. A vida mostrou-me que a vida é feita de fases, que nem todas dependem só de nós, que somos obrigados a lidar com pessoas e coisas que por vezes não queremos nem com as quais compactuamos. A vida ensinou-me que a paz não existe no mundo inteiro, nem todo o mundo tem um coração bom. A vida ensinou-me que às vezes precisamos desligar dos outros para encontrarmos a paz. Que nem toda a gente quer ajuda. Que nem toda a gente age sem interesse. Que nem toda a gente é feliz com a felicidade dos outros. A vida ensinou-me que há mais egoísmo do que imaginava. Que a serenidade e a paz existe em nós, se colocarmos barreiras que nos protejam. Que não se pode contar com todos, nem contar tudo a todos. A vida provou-me que a idade nos faz MESMO crescer. Que a maturidade nos ajuda a dissociar o que queremos aceitar e o que não estamos dispostos a ceder. E que não é por isso que nos tornamos pessoas piores. Mas a responsabilidade de ter uma vida para cuidar torna-nos seres que defendem com mais força os seus direitos e que impõe as suas barreiras mais afincadamente. A vida tornou-me uma pessoa mais seletiva. Dececionou-me mais vezes do que imaginei, por não estar preparada para a realidade que enfrentei. A vida ensinou-me que no mundo do trabalho (e não só!) parecer é, por vezes, mais apetecível do que ser. Que os amigos verdadeiros não querem saber onde estás, mas como estás. Que o amor não é verdadeiro por nos dizer “amo-te”, mas também por dizer “quero continuar a amar-te”. Que às vezes precisamos não precisamos dar-nos demais, que podemos jogar na defensiva. A vida ensinou-me que, às vezes, não precisas dar tudo o que tens para seres valorizado. A vida ensinou-me tudo isto e muito mais.
Anos depois, esta continuo a ser eu. Diferente na forma, mas igual no conteúdo. Sei mais sobre mim do que sabia, mas sobretudo sobre o mundo ao meu redor. Sinto-me diferente, mas mas tenho tanto de igual. Dá para compreender? Confesso que ainda sinto saudades deste tempo, de me sentir no paraíso, de acreditar que todo o mundo é igual a mim. Tenho saudades do tempo em que não precisava “defender-me”, porque acreditava que ninguém me queria mal. Tenho saudades de acreditar num mundo perfeito. Confesso que tenho saudades, porque não, não é fácil crescer. Mas, posso dizer também que nada poderia ser diferente. Nunca estaria preparada para que tivesse sido diferente. E, ainda bem. Porque nestes anos todos, sei que não só renasci, mas também cresci mais do que estava à espera. E, mesmo que algumas ilusões tenham virado deceções, eu continuo cá, sendo eu mesma, sem julgar ou menosprezar. Continuo sendo eu mesma, querendo ser melhor a cada dia que passa. Querendo continuar a sonhar, mesmo quando querem roubar-me os sonhos. Continuo a ser eu mesma, e a entregar-me por inteiro aos meus, e a quem foi capaz de percorrer este trajeto ao meu lado, e mesmo com todos os altos e baixos, se manteve fiel a si mesmo e a mim. É curioso pensar em nós assim, olhando para um ponto da nossa vida em que não imaginaríamos o tanto de coisas que teríamos pela frente para viver. Mas é bom pensar sobre isso e refletir em tudo o que contribuiu para que tudo tivesse sido desse jeito e não de outro. É tão bom saborear as mudanças e pensar no que contribuíram para que tivessem sido assim. Porque, mesmo quando nem tudo depende de nós, a nossa reação dependerá sempre de quem nós somos. E eu, apesar de tudo o que não esperei, continuarei a ser assim: simples, sincera e fiel. A mim e aos meus.  



terça-feira, abril 9

Férias Escolares: 3 Jogos Online

Apesar de não estar em casa durante estas férias escolares, é das raras vezes que isso acontece. Por isso, lembrei-me de partilhar convosco uma dica que costumava utilizar nestes dias de interrupção letiva.
Para além das atividades que realizamos em casa, dos trabalhos de casa e de todos os jogos que temos para brincar, sempre recorri a sites com jogos online gratuitos, que nos permitem diversificar o que fazemos quando estamos em casa, com os nossos pequenotes.
Selecionei 3 sites que considero bastante bons, fáceis de aceder e em português:

Deixo o link para cada um deles.

Explorem e divirtam-se! 

Contém jogos que intercalam com questões sobre segurança na internet. Uma boa forma de ensinar sobre segurança internáutica às nossas crianças, de forma lúdica e atrativa. (com a facilidade de acesso à internet, nada como informar sobre o que podem esperar dela).


Quem nunca teve preguiça de praticar as tabuadas? Não é apenas necessário escrever as tabuadas para as aprender. Neste site existem vários jogos diferentes onde podem praticar as tabuadas, aprendendo-as com mais facilidade e motivação.

Jogos que podem ser realizados desde a idade pré-escolar. Contém jogos, organizados por idades, desde os 4 aos 11 anos de idade. Contém diferentes jogos que exploram diferentes áreas. Nada como explorar o que melhor se enquadra com a vossa realidade ;)

segunda-feira, abril 8

Às vezes, só queria um bocadinho de tempo a sós, para chorar.

Já partilhei aqui que andei a tirar sonhos da gaveta. Da mesma forma que acumulei sonhos, acumulei também pensamentos e reflexões. Hoje partilho convosco um texto escrito no Verão passado, mas sobre um sentimento que de vez em quando passa por mim. Quantas vezes não precisamos chorar e não o "podemos" fazer? E, de que forma isso nos faz bem ou mal?
Um texto sentido, sobre algo que faz parte da vida de todos nós: SENTIR!


Chorar, aquele verbo com o qual toda a gente se preocupa. Quando alguém chora, há outro alguém que se mostra disponível para ajudar. Eu penso de uma forma muito particular em relação ao choro: chorar faz bem. Tal como em tudo, gosto de apreciar cada momento e cada fase e desfrutar de todos os sentimentos que fazem parte dela. A vida é feita de fases, e é muito importante passar por todas elas, para podermos avançar. Não importa se a vontade é rir ou chorar, não devemos reprimir o que sentimos.
Contudo, quantas vezes não demos por nós com uma angústia por não sermos capazes de chorar? Tal como outras emoções, elas precisam ser exteriorizadas na hora. E, quando estamos 24 horas sobre 24 horas com os nossos filhos, nem sempre temos aquele tempo certo para as exteriorizar.
Há dias em que me apetece chorar. Não o faço por não querer sobrepor pensamentos ou sentimentos aos momentos que posso viver e partilhar com os meus filhos. Há dias em que tudo acontece sem que tenhamos o mesmo controlo, é certo. Mas, sempre que posso, gosto de reservar este direito só para mim. A vida dá tantas voltas que, parar é obrigatório para sermos capazes de assimilar cada mudança, cada decisão, cada etapa da melhor forma possível. Eu sou assim, do género introspetivo. Gosto de apreciar o dia-a-dia, os momentos e as pessoas na sua totalidade. Fico triste quando não o consigo fazer. E, por vezes, o timing certo passa e os sentimentos e as emoções desvanecem de tal forma que não as conseguimos exteriorizar mais, pelo menos da mesma forma, com a mesma intensidade. E, nestes dias em que sinto que precisava de uns minutos a sós, talvez junto ao mar, ao sabor da brisa, apetece-me chorar ainda mais por não ter sido capaz de os desfrutar quando fizeram falta…
Isto é viver. Viver não é apenas tentar ser feliz e sorrir. Viver é também apreciar as mudanças, saborear as voltas que a vida dá. E, é talvez por isso, que gosto tanto de viver. Viver é uma montanha russa, com voltas maiores e menores, com acelerações e abrandamentos, com subidas e descidas. E, cada percurso tem o seu sabor. Cada mudança de direção tem a sua magia, o seu encanto.
E, que tenha tempo para uma montanha russa bem comprida. Não importa a trajetória, continuarei aqui, firme e forte, a vibrar, a rir, a chorar, a sonhar, a desesperar, com cada etapa.
Hoje o texto é um bocadinho mais profundo… estou num daqueles dias em que o mar me sabia bem. Ao invés disso, estou a aproveitar os 10 minutos de sono da mais nova, para me situar. Porque o gps às vezes precisa de atualização… J

Boa Semana!


Alguém acordou com vontade de ser a Minnie. Já tinha ouvido imensas histórias sobre meninas, que querem vestir-se disto ou daquilo. Mas nunca tinha experienciado nada disso. Achei o máximo a Estrela pedir para vestir a roupa da minnie e desenhar o nariz, como fizemos no Carnaval. Esta será mais uma história de primeira vez da Estrela ❤️
Boa Semana!


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quinta-feira, abril 4

Brincadeiras cá de casa: cozinha [Diário da Estrela]


Hoje, a Estrela fez uma jantarada. Amanhã logo se vê. 😅😍

A Estrela tem adorado brincar às cozinhas. Prepara as refeições, coloca a mesa, distribui a comida, a água e a sobremesa não pode faltar. Ela gosta de colocar tudo em ordem e até já usa faca e garfo. É adorável ver e participar nestas brincadeiras. É fantástico experimenciar o seu desenvolvimento e perceber que os seus interesses já se manifestam tão bem.

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Atividades de Páscoa: pintar ovos com rolhas de cortiça


Ultimamente, temos conseguido retomar a "rotina de atividades" e temos feito quase sempre uma atividade ao fim do dia. Raramente partilho convosco porque é um momento em que me concentro no que estamos a fazer. Mas ontem fotografei. 😅 Por cá, já entramos nos preparativos para a Páscoa. 😂

O Gabi adorou a atividade. A Estrela já estava mais para lá do que para cá, mas mesmo assim deixou a sua marquinha. 


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Ele e ela


Ele aprendeu a não viver sem ela. Ela nunca aprendeu a viver sem ele. ❤️❤️
Ao ler a maravilhosa frase da Andreia (@no_colo_da_mae) imaginei os meus, mas adaptei para se adequar à nossa realidade. 

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quarta-feira, abril 3

Se as crianças são o meu espelho, o que gostaria de ver refletido?

E se durante todo o dia estivéssemos a ser observados? Como seria a nossa atitude? De que forma entoariam as nossas palavras? Se pararmos para pensar, quando temos filhos estamos a ser constantemente observados. Tudo o que fazemos, dizemos ou a forma como gerimos as situações são alvo da sua observação. Eles observam-nos mais do que imaginamos. E por isso, as crianças são o nosso reflexo. Elas refletem tudo aquilo que lhes mostramos. Elas refletem as nossas atitudes, as nossas palavras, a forma de falar, a forma de interagir com os outros, com as coisas e com o mundo. Elas são pequenas mas absorvem tudo aquilo que vêm. Elas aprendem a nossa forma de lidar com as situações, sejam boas ou más e até adquirem os nossos gostos por isto ou aquilo. É extremamente importante que não o esqueçamos e todos os dias possamos responder da melhor forma a esta questão: "Se as crianças são o meu espelho, o que gostaria de ver refletido?" pensem nisso. E digam - me o que acham sobre isto...


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terça-feira, abril 2

Dia Mundial da consciencialização do autismo

Hoje é o dia mundial da consciencialização do autismo. Confesso que esta é uma das condições com as quais mais gosto de trabalhar. Infelizmente, em Portugal ainda estamos muito aquém do que seria necessário fazer. Existem ainda tantos mitos que precisam ser desconstruídos e tanta informação que ainda precisa "chegar a tempo" às famílias que lidam com ele. Só para terem uma ideia, em Portugal costumam diagnosticar o autismo por volta dos 3 anos ou mais. Em outros países já se verificam diagnósticos por volta dos 18 meses. Claro que tudo isto é debatido, mas um diagnóstico precoce pode fazer toda a diferença no bem estar e autonomia destas pessoas. O autismo não é uma doença. As crianças com autismo não precisam (sempre e apenas) de medicação, mas em primeiro lugar de compreensão. É necessário olhar para elas com um olhar de quem compreende que as suas necessidades são ligeiramente diferentes das nossas, que a forma como interpretam os estímulos e reagem com o mundo à sua volta é diferente. Não é uma forma errada, mas apenas a forma como o sabem fazer.

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"Tu deste-me uma irmã para brincar" [Diário do Gabi]

Ele diz "Estrela, vamos..." e ela já lá está. Ele sugere e ela aceita. Ele pede e ela dá. Ele é o herói dela, o irmão que sabe tudo, a faz rir, a ensina a brincar com tantas coisas. Estes dias, o Gabi queria brincar mais à hora de deitar. E eu disse-lhe "não é para brincar agora, agora é hora de dormir". Ele responde prontamente "Mas tu deste-me uma irmã para brincar" Eu derreti e disse-lhe "é verdade mas brincam mais amanhã"

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segunda-feira, abril 1

Hoje tirei sonhos da gaveta. E custou-me tanto…


Durante todos estes anos (os 10 que já partilhei convosco, ou resumidamente, desde que fui mãe), tenho guardado todos os meus sonhos e alguns projetos, na gaveta… Por entre várias tentativas de arranque, a verdade é que pouco saíram do papel. Literalmente, estavam mesmo guardados na gaveta (e em algumas caixas, vá). De há uns tempos para cá, - talvez desde que percebi que o sonho de um trabalho estável, que me satisfaça profissionalmente, não existe em Portugal - esses sonhos foram adquirido forma, lentamente.
Hoje foi um dia especial. Estive a remexer em todas as coisas que tenho guardadas, e só posso dizer que dói demais. É como mexer numa ferida aberta, que nunca cicatrizou, mas que também nunca levou pontos. Custa pensar que são tantos os sonhos que continuam guardados… Quem me conhece de verdade sabe como sou. Exigente, delicada, dedicada e apaixonada por tudo aquilo que faço. Gosto de fazer as coisas de forma correta e consciente. Não gosto do show off que se cria por algo que não existe. Gosto de construir os alicerces bem assentes no chão, nos meus princípios e valores. Não consigo concretizar sem antes planear.
Mas, mesmo com tantos projetos, tenho vivido em segundo plano. A maternidade levou-me para um patamar que não é só meu.

Tenho trabalhado em trabalhos temporários que, mais tarde ou mais cedo, acabam por terminar. E, sempre que terminam, a minha deceção para com o mundo do trabalho aumenta. Ao mesmo tempo, a minha vontade de lutar pelos meus sonhos, também. Nunca imaginei estar numa situação profissional tão instável aos 32 anos. Nunca defini planos no tempo, mas acho que tinha em mente até aos 30 ter estabilidade profissional, num emprego que talvez pudesse ser para a vida. Inconscientemente, talvez sonhasse realizar novos sonhos, a partir daí, em família. A verdade é que as coisas não têm sido tão simples nem favoráveis.
Sei que existem tantas outras pessoas na mesma situação. E, talvez por isso, apenas por isso, partilhe convosco este texto tão pessoal. Não gosto muito de falar sobre as minhas coisas de forma tão pormenorizada. Ainda existem pessoas más e sem empatia a circular por aí. Mas, se neste momento tenho que me decidir quanto ao futuro destes sonhos, a verdade é que há algum tempo decidi não mais calar, e por isso, cá estou a deitar cá para fora, esta realidade que de nada me orgulha.
Neste momento, tenho uma decisão a tomar. Para além de todas as outras que implicam diretamente a minha família, sei que eu preciso dar uma resposta a estas dúvidas, a estes sonhos. Avançar ou abandonar?
Estes dias, alguém muito especial, com muita experiência de vida, disse-me: “não desista dos seus sonhos. Eu estive 15 anos para iniciar os meus.”
Tenho abdicado de tanta coisa pelos filhos, tal como essa pessoa. Eles só são crianças uma vez. E, um dia, não irão depender mais de mim. Sei que construir algo que me satisfaça faz falta e sentido. Mas, ao mesmo tempo, quero ser uma mãe sempre presente. Queria lutar por algo, sem deixar para segundo plano aquilo que é a minha prioridade. Por isso, neste momento, estou numa fase de repensar. Repensar sobre o que faço com tudo isto. Se tenho coragem para desistir ou se ganho coragem para avançar. Nunca desisti de nada, nem nunca avancei sem coragem…
E vocês? Já desistiram de algum sonho? Ou arriscaram em algum? Como correu?