quarta-feira, junho 13

O dia em que a Estrela partiu o braço... [Diário da Estrela]


Era domingo. 15 de abril de 2018, para ser mais precisa. A Estrela tomou banho, deu-lhe o papá. Depois do banho, sai da casa de banho ao colo, porque tinha caído. Ainda a tentarmos perceber se era choro de dor ou sono, a verdade é que acalmou no meu colo.
Depois de acalmar, continuamos a rotina para dormir. A noite foi igual a todas as outras. Ora chora, ora adormece, ora volta a chorar e depois a adormecer novamente, até ser hora de levantar… A segunda-feira decorreu tranquilamente, e a terça quase igual… Não fora o estranho movimento de “fuga” com o braço esquerdo e nada seria diferente do habitual. Já não tirei o olho daquele braço até chegar a casa e despir a camisola. Parecia inchado. O cotovelo estava quente. Se inicialmente julguei que tivesse deslocado o ombro, agora parecia o cotovelo. Ligo para a ama, mas não tinha reparado em nada de estranho no comportamento dela. Nem eu. Tinha estado com ela na hora de almoço e nada. Parecia bem, tranquila.
Levei-a para o quarto dela, onde reparo que ela evita movimentos com o braço esquerdo. Estava tudo estragado. VAMOS JÁ PARA AS URGÊNCIAS. Nisto, os meus sensores de mãe-galinha-mega-hiper-preocupada-e-super-ansiosa-e-novamente-preocupada entraram em ação e, mal o papá chegou fomos às urgências. Raio x feito e veio a confirmação que até o médico surpreendeu: fratura do cotovelo. Solução: engessar o braço durante 3 semanas! OMG! Caiu-me tudo. Coitadita da Estrelinha, pensava eu. 3 semanas de gesso não será nada fácil. Aquele peso, aquela dificuldade em mexer-se, segurar os brinquedos irá ser uma tormenta.
Chegamos tarde. Ela adormeceu por exaustão. Portou-se lindamente para quem passou por esta situação. Aguentou a dor durante 2 dias inteiros. É uma valente!
Na manhã seguinte, as atenções estavam sobre ela. Na ama, teve todo o colinho e carinho para ajudar a recuperar.
Mas, a Estrelinha é tão especial que, no dia seguinte e no outro e no outro já parecia que nada tinha acontecido. Mexia o braço como se o gesso sempre tivesse feito parte dela. Mexeu de tal forma que tivemos que regressar 2 vezes à urgência por ter quebrado o gesso!! Bem… No final o mais importante é que ficou bem, a fratura consolidou e aposto que, não fosse este relato e algumas fotografias, e ela nunca saberia que em bebé tinha partido o braço.
Tão pequenina e já com dor de cotovelo, hein… Quem diria, menina Estrela… ahahah (isto é para que ela um dia se recorde de como tudo aconteceu). E, para vocês que acompanham o blog, é o relato de mais uma história. Talvez haja por aí alguém que, como eu, não fazia ideia que se podia andar com ossos partidos e não se queixar.
Boa noite.


terça-feira, junho 12

17 meses de ti, Estrela


Dia 12. Todos os dias 12 são especiais.
Cada mês marca uma nova etapa. E, como em qualquer etapa, traçamos sonhos e objetivos. O nosso tem sido sempre o mesmo: fazer de ti uma menina feliz.
Hoje assinalas 17 meses de vida. Quase 1 ano e meio de gente. Tanto haveria para contar sobre esta aventura…
Apesar de, neste momento, ter razões muito fortes para lamentar-me (cof, cof), prefiro olhar para aquilo que realmente importa, que são as coisas boas que tu nos dás a cada dia que passa.
Apesar das noites mal dormidas, do cansaço acumulado, das olheiras, da pele seca e ressequida, do cabelo atado e mal tratado, tenho aprendido tanto contigo que só consigo pensar nisso como o melhor do mundo.
Tu és, de facto, uma Estrela. Não haveria nenhum outro nome que melhor resumisse aquilo que tu és. És fantástica.
Adoro tudo em ti… Aquele teu jeitinho engraçado de sorrir de tudo, para todos, derrete qualquer coração. És uma menina simpática, que adora brincar com os outros meninos, que adora comunicar com as pessoas mais velhas. Apesar dos teus medos, demonstras ser uma menina destemida… Procuras sempre a novidade e isso dá-te tanto gozo… És dócil, tão dócil, que dá vontade de manter-te apertadinha contra o peito todo o tempo do mundo. És simples, mas adoras todas as lamechices de menina crescida. Adoras a natureza. Não podes passear pelo jardim sem um par de folhas ou flores na mão. Adoras cantarolar. Cantas os parabéns como ninguém. Naquela tua linguagem, que só os bebés entendem, mas acompanhas sempre a música do princípio ao fim. Danças como ninguém. Se um dia te tornares bailarina, terás sempre uma história de vida nesta área para contar. Adoras o mano. Ui, se adoras! Ele é o teu ídolo. Estás sempre à procura dele, na esperança que ele brinque contigo. E, ele sabe fazer-te rir como ninguém. E esse riso? Essas tuas gargalhadas, fortes e sinceras, são capazes de nos fazer esquecer todo o cansaço acumulado.
És uma menina tão simpática, tão fofinha, tão linda, que tenho a certeza que irás conquistar o mundo, e fazer dele o que desejares.
Minha Estrelinha, as aventuras mais especiais são sempre difíceis de transcrever. E, por muitos registos que se façam, haverá sempre algo mais a dizer sobre ti em cada nova etapa. Espero que, um dia, possas reler estas lembranças, que descrevem um bocadinho de ti, a cada etapa que assinalamos.
Princesa amo-te muito! Que continues a crescer feliz e a contagiar com esse sorriso maravilhoso e essa forma doce de ser.
PS:Gostaria de poder registar muito mais memórias, mas enquanto não deixares a mamã descansar em condições, farei apenas os registos possíveis. (ahahah)

12.06.2018

sexta-feira, junho 1

FELIZ DIA DAS CRIANÇAS

Hoje, tal como ontem, o dia é delas. Das crianças. Das nossas, das dos outros.
O dia é das crianças, e de todos aqueles que contribuem para a sua felicidade.
Hoje, o dia é das crianças, das que vivem felizes, das que nunca ultrapassaram dificuldades, mas também das que vivem com obstáculos, sejam eles quais forem.
Hoje, o dia é das crianças. Mas, o dever é nosso. É nosso o dever de colaborar para a sua felicidade, para o seu bem-estar. É nosso o dever de contribuir para a sua aprendizagem, para a aquisição das competências que necessitarão durante todo o seu percurso de vida.
Hoje, o dia é das crianças. De todas elas. O dia é delas, mas elas dependem de nós. Dependem do que fazemos para e por elas. Dependem do que lhes colocamos à disposição, independentemente da forma como isso acontece.
Hoje, o dia é delas. Tal como ontem e amanhã. O dia é delas e de todos nós. Que somos os principais responsáveis por elas.
Por isso, hoje, aproveitei este 5 minutinhos para vos desejar um DIA MUITO FELIZ. Que as vossas criança se sintam as mais felizes do mundo, e que vocês sejam os principais responsáveis por isso.
No futuro, elas só terão a agradecer...


As minhas crianças são as minhas maravilhas. Duas maravilhas que são parte de mim. E, pelas quais dou tudo, só para que sejam felizes.

quarta-feira, maio 16

A saga das vacinas nos bebés

Esta coisa de vacinar os bebés desde a nascença pode ser muito interessante, mas não é só um martírio para os bebés. Nós, pais, também sofremos horrores com as vacinas. Até parece que nos dói mais a nós do que a eles. Pelo menos, eles choram e depois acalmam, enquanto nós, continuamos a encolher todas as partes do corpo e a arrepiar cada pelinho cada vez que a enfermeira lembra que a próxima vacina está para breve. Até me dá arrepios só de pensar. 
A última vacina da Estrela foi a semana passada.
Lá nos posicionamos na cadeira, à maminha, para ver se a coisa corria melhor. Mas, mal a bata branca da enfermeira faz sombra, a Estrela já fica naquele impasse entre a vontade de mamar, de chorar e de fugir...
Escusado será dizer o filme que se seguiu: a mãe agarra com força, está pronta?
E, a mãe, no caso, eu, mesmo não estando pronta nem preparada, lá teve que ranger os dentes para segurar o braço da pequena com aquela força estranha que as mães fazem nestas alturas. Não sei se vos acontece, mas fico meio paralisada entre a vontade de fazer muita força para que a pequena não se mexa e o medo de a magoar com força demais. Felizmente, as enfermeiras já estão preparadas para as mães mais medricas e fazem a parte que lhes compete, e a coisa fica resolvida.
Esta é daquelas partes que dispensava fazer, e na maioria das vezes, o pai assegurou este trabalho ingrato. No entanto, desde que li que dar mama durante a vacina ajudava a atenuar a dor. E, verdade seja dita, maravilhosa partilha que entrou na nossa vida. A mamita fica lá disponível para acalmar a dor e o sufoco da filha e da mãe.
E, entre mimos, a Estrelinha lá se acalmou. Não será para muito tempo, uma vez que em menos de 3 meses repetimos a dose. Mas, até lá, vamos esquecer o episódio e pensar que já passou...

(E, um dia, quando a Estrelinha crescer, poderá saber algumas coisas que aconteciam quando era bebé. Registo após a toma da vacina Bexsero, 1ª dose. Estrela. 16 meses. #DiáriodaEstrelinha).