terça-feira, outubro 13

Há pessoas realmente especiais: vocês!

Como é mágica a forma de viver de uma criança. Não precisa de muito, não ambiciona muito mais, não se preocupa com o que virá depois nem inveja o que o outro tem. Admira. Ser criança é ter (também) a capacidade para admirar o que tem, o que faz, o que conhece e o desconhecido. Ser criança é ser e agir genuinamente a cada instante, é ser transparente e acreditar que todo o mundo é igual a si.

Serei uma eterna criança. Apesar de algumas experiências provarem exactamente o contrário do que acredito; por aqui tenho encontrado tantos pessoas que acreditam, agem e defendem o mesmo que eu.

O blog é a minha terapia. É aqui que me refugio do mundo, mostrando ao mundo um bocadinho de tudo o que faz parte de mim (e de nós).
E mesmo que, por vezes, a transparência nos possa colocar em "desvantagem" perante um mundo de oportunismo, de maldade, coloca-nos também mais próximos de quem é mais semelhante a nós.

E este ano tem sido tão grande. Nunca me senti tão acarinhada, apoiada e tão amada. Não sei se vos mereço!

As surpresas, os gestos, a disponibilidade de tantos de vocês fazem-me continuar a acreditar num mundo melhor.

Sou muito pequenina neste mundo, mas há pessoas realmente GIGANTES!
Obrigada 




segunda-feira, outubro 12

E, finalmente, o blog mudou.


Ao longo dos tempos, tenho referido várias vezes que estamos em mudança por aqui. Elas vão acontecendo. E hoje chegou o dia de vos apresentar a nossa nova imagem. As mudanças surgem aos poucos, tal como acontece nas mudanças maiores e, aos poucos, com todo o respeito que tenho por mim e pelo tempo que dedico aos meus.

Olho para este cantinho e tenho um carinho enorme por todo o caminho que tem sido escrito. O blog surgiu numa fase de reviravolta completa na minha vida. Tornei-me mãe e a mudança ainda se revelou maior.

 

Sempre fui aquela menina sossegadinha, “na sua”, mas sempre fiz tudo aquilo que estava ao meu alcance para me manter ativa. Estar parada não é propriamente o que mais gosto de fazer, por isso, se houver um desafio eu estarei lá. Adoro pessoas. Adoro estar em contacto com elas, aprender, crescer e ajudar as que mais precisam. E adoro escrever. Ah, como adoro escrever.

Aliei estes dois traços da minha personalidade e resolvi criar, também eu, um cantinho onde pudesse extravasar. Estaríamos em 2010 (?) não me recordo. Passaram 10 anos e este cantinho continua a ter o mesmo objetivo: ser o meu “refúgio”. Aqui sou apenas eu e os dedos, que registam tudo o que o pensamento mandar.

 

Apesar das voltas que a vida deu, tornei-me terapeuta. Não haveria outra formação que me completasse tanto e tão bem. Por mim já passaram centenas de vidas, que confiaram o que de mais importante existe: a sua vida. Sei que ainda terei um caminho para percorrer, uma nova realidade para conhecer, mas é isso que quero fazer.

 

O blog é e continuará a ser este cantinho instável, inconstante, em permanente mudança. Porque assim é a vida. Nunca serei blogger a tempo inteiro. Não que não seja apetecível, mas porque tenho tanto para fazer fora daqui. Quanto à escrita, essa fará sempre parte de mim. Parar, pesquisar, escrever, partilhar. É aquela sequência que mais sentido me faz. E é também por isso que algumas partilhas irão mudar.

 

Alterei a imagem do blog com um único intuito: torna-lo mais a minha cara. E o que mais prezo nesta fase da vida é a paz, a tranquilidade e a simplicidade da vida.

Não sou apenas a mamã Lu, mãe de dois, mas sou também a terapeuta Lu, de tantos outros.

Espero que vocês continuem por aí, e agradeço a cada um de vocês por todo o carinho e presença constante.

 

Já o “disse” inúmeras vezes, mas volto a reforçar: este cantinho existiria sempre, mas vocês desse lado tornam cada partilha, cada momento ainda mais especial. Obrigada!




sexta-feira, outubro 2

Balanço Semanal

 Boa noite ;)

Sexta-feira à noite e fazemos o quê? Um balanço da semana para agradecer as coisas boas, repensar sobre as outras e deitar de consciência leve e tranquila.

Por cá, terminamos a semana em paz. Temos saúde, comida na mesa e um teto para nos abrigar. Não podemos pedir nada mais do que isso.

Quem não for capaz de valorizar o essencial não será capaz de apreciar o que lhe poder acrescentar.

Por aqui, sou de reclamar (muito e muitas vezes), de tudo um pouco (e vocês já me conhecem). Mas sou, em primeiro lugar, de agradecer. E só quando agradecemos somos capazes de acreditar que vale a pena lutar por dias cada vez melhores.

Sobre a semana...

Tentei aproveitar ao máximo para me dedicar ao habitual. Tentei regressar a um programa de atividades com a Estrela. Fizemos várias atividades sobre o Outono e ainda brincamos um bocadinho a tantas outras coisas.

O Gabi regressou aos famosos TPC e confesso que já sentia saudades disso. Talvez ele não, mas aos poucos há-de habituar-se novamente (pelo menos espero).

Terminamos a semana com uma caixinha recheada de coisas boas. Todos adoramos (MUITO MUITO OBRIGADA ;)), mas o Gabi e a Estrela ficaram realmente radiantes. Ver aqueles sorrisos de felicidade não tem preço. Muito OBRIGADA do fundo do coração!

Mas... Nem tudo correu bem. Fui às compras e fui recebida por uma funcionária cheia de tosse (contem aí 15 dias por favor para confirmar se não era nada do que anda por aí) e fiquei 2 dias sem tomar banho (não ia escrever isto, mas sabem que mais? É a realidade. Fiquei mesmo. Já viram que incrível? Uma pessoa passa o dia em casa e não tira 5 minutos para um banho? Pois bem... O problema é mesmo esse. É que são sempre 5 minutos e às vezes custa andar sempre a correr.)

São coisas simples e banais, mas são estas as coisas que fazem parte dos nossos dias. Talvez, um dia, quando for muitooooo muitoooo rica possa vir até cá dizer que mandei a empregada ir às compras de camarão. Para já, andamos a atum e já é bom. (ahah)

E vocês? Já fizeram o ponto de situação da vossa semana? E que tal? ;)




quinta-feira, outubro 1

Essa fase já passou.

O tempo escasseia por cá. Os dias passam a correr e eu a correr com eles. Mas eu preciso de parar. E sei que isto é o melhor que tenho para me alinhar. Estes minutos de pausa, em que me abstraio do dia a dia, de todas as tarefas e preocupações são tão reconfortantes. Eu preciso disto. Desculpem-me se, às vezes, esperavam mais, se às vezes gostariam de saber mais sobre isto ou aquilo, se queriam ideias ou respostas. Mas, às vezes não dá. Por muito planeamento que tente fazer (vá, grande parte das vezes mentalmente), nem sempre consigo parar 5 minutos que sejam. E quando digo parar não é aquele parar em que já desligamos, é o parar ainda com o cérebro a funcionar.
Por uns tempos, por uns longos tempos, tinha vergonha de cá vir. É ridículo sentir vergonha de algo assim. Mas, vocês que já me conhecem um bocadinho, sabem o quanto pesa a minha consciência. E, durante muito tempo, deixei de cá vir, de tirar uns minutos para mim, porque sentia que falhava em tantas coisas, que não deveria dar-me "ao luxo" de ter um tempinho só meu. Ao mesmo tempo, sentia que, se deixava algo pendente com alguém, e lhe dizia que não tive tempo, também não podia vir até cá, porque quem sabe essa pessoa não visse e achasse que eu estava a mentir? Sei lá...
Mas, aos poucos, sobretudo ao longo dos últimos anos, fui "deixando para lá" e pensando de forma diferente sobre a forma como utilizamos o nosso tempo. E eu não posso utilizar o meu apenas para cuidar dos outros, da casa e do trabalho. Eu preciso de utilizar o meu tempo para cuidar de mim. Os últimos anos foram realmente exigentes e precisei redefinir tantas e tantas formas de pensar.
Sei que há pessoas que me julgam, que "acham que passo a vida na internet", "que vivo das redes sociais". E não haveria mal algum se o fizesse. Mas não. A minha vida é tão corrida que o hobbie que decidi manter é este. E, se o meu passatempo é algo que pode ser visto por alguém, faz parte do que escolhi. Quem vai para o ginásio e toma um banho conjunto também é visto pelos outros não é? Todos somos vistos de alguma forma. Não posso esconder-me só porque isto pode ser visto a qualquer momento, em qualquer lugar.
Ao longo do tempo percebi que ninguém poderá culpar-me pelos meus minutos (poucos e inconstantes) de lazer. Há muitas formas de nos "abstrairmos" do mundo. Eu encontrei a minha aqui. Não cobro a ninguém, mesmo a quem me falha, o seu tempo em frente à televisão, no sofá, a ler um livro, ou o que quer que seja que a pessoa faça no seu tempo livre.
Eu decidi que o meu (pouco, repito) tempo é aqui que deve ser aplicado.

Por isso, nem venham dizer-me que estive na internet e não disse nada, ou que estive na interenet mas não enviei um email... Essa fase de culpa já passou. :)

Este mês, tentarei de verdade vir até cá mais vezes. Este mês começamos mais uma fase nova por cá e espero conseguir uns bocadinhos de silêncio para repensar e reorganizar tudo o que anda meio bagunçado cá dentro. Não farei ainda um plano, como gostaria, mas vamos andando ao sabor da maré.

Espero-vos desse lado?