quarta-feira, junho 29

Não pode um adulto "doente" "esperar" criar um filho "saudável", se não estiver disposto a melhorar.

Acabei de ler um post que me diz muito.

E sempre que isso acontece não consigo ficar indiferente.


Não pode um adulto "doente" esperar criar um filho "saudável", se não estiver disposto a melhorar.

Não pode um adulto que não se conhece criar um filho que se conheça de verdade. A criança terá sempre marcas de que foi criado por alguém desnorteado.

Não pode um adulto desorientado criar um filho orientado. E esperar dele a orientação, como se nascesse com todo esse conhecimento. Como há-de um filho saber o que fazer se não foi o adulto capaz de lhe dizer?

Não pode um adulto desregulado criar um filho que seja capaz de se regular. E exigir que se controle, ao mesmo tempo que perde o seu próprio controlo.

Não pode um adulto que julga os outros pelos seus atos esperar que um filho não se sinta culpado.

Não pode um adulto que se chateia constantemente com o mundo criar um filho que se sinta em paz com esse mesmo mundo.

Não pode um adulto que martiriza um filho, esperar dele o eterno respeito. Como pode se o respeito não era mútuo?

Ninguém ensina ninguém como se educa. Mas até os mais antigos diziam, se não sabes, pergunta!

Ninguém consegue emender os erros do passado, se continuar a viver o presente como se nada se nada tivesse acontecido.

Ninguém consegue acreditar num novo futuro, se continuar a perpetuar os mesmos comportamentos e ao invés de fortalecer relações, construír um muro!


Como pais, adultos, educadores, cuidadores temos uma responsabilidade GIGANTE!

De nada adianta sentar-me e esperar que os meus filhos se orientem sozinhos, se não estiver lá de forma positiva, a mostrar-lhes como se faz.

De nada adianta esperar que me amem porque sou o adulto, se não fui nem sou capaz de ensinar o que é o amor.

De nada adianta dizer "Adoro-te" ao final do dia, se assinalei as horas anteriores com memórias tristes e infelizes.


Ser pai, ser o adulto, ser educador, ou cuidador de um ou mais filhos é exigente. Mas a exigência é nossa, não deles. Nós é que precisamos de suportar as dores e dificuldades, não eles.

E quem não o sabe fazer, vai sempre a tempo de aprender, num momento chamado Hoje. Porque amanhã pode ser tarde demais!



segunda-feira, junho 27

Espera Sentad@!

 

Espera sentad@!

 

Se esperas que alguém te ajude para que a tua vida mude, espera sentad@.

Se esperas que o mundo mude para seres feliz, espera sentad@.

Se esperas que essa fase termine para que tudo possa melhorar, espera sentad@.

Se te escondes porque tens medo de te mostrar, espera sentad@.

Se achas que não tens valor porque não recebes elogios, espera sentad@.

Se choras porque ninguém te cumprimentou, espera sentad@.

Se ficas sensível porque não querem saber se estás feliz, espera sentad@.

Se não sais de casa porque ninguém te convidou, espera sentad@.

Se não mudas de vida porque não te sentes preparad@, espera sentad@.

Se não vestes aquele vestido porque não tens onde ir, espera sentad@.

Se esperas pela ocasião especial para falar, espera sentad@.

Se esperas que a oportunidade certa chegue para festejar, espera sentad@.

Se esperas que o dinheiro apareça para poupar, espera sentad@.

Se esperas que as pessoas se calem para que as suas opiniões não te magoem, espera sentad@.

Se esperas que o tempo pare para o aproveitar, espera sentad@.

Se esperas ter uma vida de sonho, mas nem a consegues imaginar, espera sentad@.

Se… Se… Se….

Espera sentad@ se queres continuar a esperar, a adiar, a aguardar para que o vento mude para o sol não te queimar.

Espera sentad@ se apenas queres, mas não fazes nada para que tudo o que sonhas ou desejas se possa realizar.

Espera sentad@, porque eu estou cansada de esperar!

 

 


 

Atividade do Dia: Sonic

Olá!

Há quanto tempo não vos trago a "Atividade do Dia"...

Esta semana começamos por aí, com uma atividade mega Sonica, como diz a Estrela.

A Estrela anda numa fase que adora o Sonic. E, por isso, numa das pesquisas, encontramos estes bonequinhos.





Vocês encontram diversas personagens do Sonic para imprimir através do seguinte link:


PAPERMAU

Um website inteiramente dedicado a modelos de papel. Aproveitem para navegar nesse site. Não se espantem se em breve regressarmos com atividades daí.


Uma boa semana para todos*

sexta-feira, junho 24

"Eu sei o que fizeste o Verão passado", mas não será apenas isto que os teus filhos saberão!

Dizem, para assustar, algo como "Eu sei o que fizeste o Verão passado". Talvez todos reconheçam de onde vem esta expressão, e foi mesmo do filme que eu a retirei. Mas se querem que vos assuste um bocadinho mais, os vossos (nossos) filhos saberão o que fizeram não apenas no Verão passado, mas em todos os Verões…

Pois é. Agimos (vou falar assim no plural para que não sintam isto como uma crítica, é apenas uma constatação, baseada na minha opinião e experiência sobre a sociedade em geral)… Explicações aparte, recomecemos:

 

Agimos, tantas e tantas vezes, de forma a ostentar felicidade, paz, tranquilidade, amor, equilíbrio, riqueza, conhecimento, experiência, e tudo quanto queiram imaginar (ou desejar)… São tantas as coisas que podemos incluir aqui que até me faltam as palavras para as descrever.

 

Criticamos, tantas e tantas vezes, os nossos pais e avós, no fundo as gerações antes de nós, por se limitarem a fazer e a agir em prol do que o outro ia dizer, do que o vizinho iria pensar, do que o senhor do jardim iria comentar, do que a senhora da mercearia iria partilhar. Mas, tenho a ligeira sensação (digam-me por favor que estou enganada, nem que mintam, ahah), que continuamos no mesmo registo.

 

Talvez por ser Verão e o sol propiciar o aumento da energia, sinto uma busca enorme pela partilha dos momentos mais felizes e saudáveis. Dito assim até parece estar tudo bem. Procuremos sim viver momentos felizes, sobretudo nesta fase de Verão. Mas, quero eu dizer que sinto uma enorme necessidade do gabarito em geral, de se partilharem vidas e momentos como se tudo naquelas vidas fosse perfeito, especial, sem dificuldades, e com a capacidade para se ultrapassar todos os desafios.

Claro que, de vez em quando, lá vem um influencer dizer que a vida não é um mar de rosas e lá partilham todos os espinhos pelos quais têm passado. Está na moda mostrar vulnerabilidade.

 

Mas sabem que mais?

Podem enganar quem quiserem, partilhar uma vida de sonho, mostrar apenas o lado bom, para cativar, para serem aceites, para terem notoriedade, para encherem o ego como se o ego fosse um balão. Podem partilhar o melhor Verão do mundo, como se vivessem só na suavidade das pétalas da rosa. Podem pintar o vosso mundo de cor-de-rosa e até escurecer o mundo ao redor, só para mostrarem uma certa garra, coragem, força de vencer, tal como todos nós desejamos ser (não digam que não queriam ser sempre assim?)

 

Mas, quando o fizerem, lembrem-se: há alguém que nunca seremos capazes de enganar: os nossos filhos!

Eles, que vivem o dia-a-dia connosco, que nos conhecem, que sabem o que é real. Podem não ter capacidade de verbalizar, de compreender, de expressar as dúvidas que têm sobre as incoerências que se passam entre a “vida fictícia e a vida real”. Mas, um dia, mais cedo do que imaginam, eles serão capazes de compreender tudo o que se está a passar, porque eles também o estão a viver.

Por isso, durante este Verão, o próximo Outono e Inverno, e as estações que se seguirão, antes de iludirem o mundo com uma vida que não vivem, mas desejam, foquem-se a criar essa vida antes de mais, dentro da vossa própria casa.

Foquem-se em viver essa vida com quem dela faz parte. Foquem-se nas memórias felizes que criam com os vossos filhos, ao invés dos momentos felizes que tentam mostrar ao mundo. Foquem-se nos momentos perfeitos que vivem em silêncio com os vossos, em vez de mostrarem ao mundo que o fizeram, mesmo que omitam que durante esses momentos não estiveram assim tão presentes.

 

O mundo, amanhã, saberá o que fizeram este verão, mas os vossos filhos nunca esquecerão o que fizeram em todos verões, e no fundo, em todas as estações do ano.

Vivam por eles, não para mostrar ao mundo. Não queiram ser um ídolo, sejam apenas um ser humano!

 

Mas claro, aproveitem muito o Verão.



 

PS: Apenas uma mensagem de alerta, depois de ter assistido a partes de um documentário sobre influencers, e que fez clique com tanto do que vejo por aí, aqui, na internet em geral.

quarta-feira, junho 22

Cuidado com o que vos dizem sobre o pós parto!

 Estava a tentar escrever um texto sobre o pós parto, mas não estou a conseguir prender a minha atenção à ideia que queria passar inicialmente. E, antes que desista, decidi mudar de direção e falar sobre isso de outra forma.

Indo direta ao assunto, porque o pós parto é algo que mexe muito comigo, por diversas razões:

Não olhem para o pós parto apenas como a primeira semana após o nascimento do bebé. Não olhem para a vida após o nascimento do bebé apenas como o primeiro mês de vida de ambos (o bebé e os novos papás). Não olhem para o corpo da mulher como a única propriedade que lhe pertence, e não ignorem os sentimentos, bons e maus, que podem surgir. Tenham interesse como se sente quando o bebé não a deixa dormir.

 

Acho que a sociedade em geral se limita a observar e a seguir modas, teorias, metodologias baseadas em… o quê?

 

Hoje, 5 anos após o nascimento da Estrela, posso dizer que ainda estou a atravessar uma fase de adaptação. As noites não são sempre fáceis e o tempo e energia não chegam para tudo. E tudo o resto que foi ficando para trás e que precisa ser reorganizado? Não morreu no pós parto, veio comigo de atrelado e agora dá mais trabalho voltar atrás e recomeçar.

 

Foi muito mais simples viver o pós parto (as 6 semanas que teoricamente descrevem este período) do que o tempo que veio depois.

Foi muito mais fácil ter a casa organizada nos 3 primeiros meses, do que nos restantes, quando tudo tendeu a voltar “à vida normal”. E desde então, têm sido constantes as tentativas de adaptação. Ora à nova fase dela, ora a do mano (que não deixa de existir após o pós parto e em vez de um passam a ser dois a requerer atenção e cuidado), ora à nova fase da mãe, que se redescobre com o tempo.

Ninguém percebe tudo sobre a maternidade e sobre o impacto que terá na sua vida, e sobre o como é fácil ou desafiante ser mãe sem viver toda essa fase. Falamos de quanto tempo, afinal? A vida toda, não é não?

 

Não se deixem enganar quando alguém disser que no dia seguinte ao nascimento “eu percebi quem era eu afinal” ou quando partilharem que “recuperaram o peso na primeira semana”. De que peso estão a falar? Do corpo físico? Onde fica então o peso ou a leveza emocional? E as prioridades? Continua o corpo a ser assim tão prioritário para essa mãe que tinha invertido as prioridades? Mas se continua focada no peso, não terá mudado assim tanto, afinal. (?)

Cada uma terá a sua história sobre o pós parto e cada uma demora um tempo diferente a perceber qual o seu impacto. Cada uma de nós terá um processo diferente para viver, umas demoram mais tempo, outras completam algumas dessas fases mais cedo.

Mas todas nós estaremos no mesmo barco, enquanto assumirmos o papel de mãe e nos dispusermos a compreender o que cada fase traz de novo. Quem para no tempo não muda. Quem não muda não pode falar sobre uma fase que não viveu.

Se és mãe e ainda não te encontraste, se ainda não tens a “tua vida organizada”, não te preocupes. As mudanças requerem tempo, as mudanças não ocorrem da noite para o dia.




segunda-feira, junho 20

Desfocada de mim, mas não da minha estrada.

 Veem esta foto? Desfocada? Pois bem… É assim que eu me sinto.

Não desfocada da vida, dos meus objetivos, mas desfocada de mim.

Durante muitos anos não fui capaz de ver para além disto. Tinha uma espécie de nuvem a cobrir quem sou. E ainda tenho, na realidade. Talvez só com terapia isto passe.

Esta nuvem desfocou por completo quem eu sou. Quero dizer, quem eu consigo ver.

Pela lente dos outros, (felizmente), sempre ouvi coisas positivas a meu respeito. Mais do que aquilo que eu era e ainda sou capaz de ver.

Acreditava que eu devia viver a minha vida assim, sendo apenas uma sombra, uma imagem, que estando presente, não se dava a notar. Porquê? Por mil e um motivos. Um deles talvez tenha sido por medo de me ver. Por medo de me ver? Sim. Porque sempre disseram que eu não valia nada. Que a minha opinião não contava para nada. Outro motivo talvez tenha sido porque eu julgava não precisar de existir, apenas cumprir papéis e estar disponível para os outros, não para mim. Estando lá, capaz de observar os outros, não restava sequer tempo para me observar, verdadeiramente, a mim, tal como era, tal como sou.

Mas sabem que mais? A idade traz muitas rugas e cabelos brancos e até problemas de visão (para lá caminho), mas traz também a maturidade que nos falta para começarmos a repensar o que somos afinal. Quem eu sou? Ainda não sou quem quero ser. Mas prometi a mim mesma que nada nem ninguém vai contribuir para que esta nuvem permaneça ali. Eu quero ser capaz de olhar-me ao espelho e ter a visão de quem se consegue ver.

Não serei muito mais do que sou, só quero ter a capacidade de ver o que muitos conseguiram ver mas que eu tento esconder.

Vida, só te peço oportunidade para continuar a caminhada. O resto, deixa comigo, que eu dou um jeito de continuar na estrada!

 

E vocês?

Conseguem ver a vossa imagem tal como é? Ou há aí algo que vocês desfocam por medo ou receio de serem ou mostrarem ao mundo quem ele, há muito, já vê?

 

PS: E aqui fica um textinho tipicamente de segunda-feira. Amanhã voltaremos com um novo tema.

Desejo-vos uma ótima semana! 





domingo, junho 19

Hoje é o Dia! Parabéns a ti!

 

Hoje é o teu dia.

(Ou foi, porque o dia para ti já terminou.)

 

Finalmente, chegou o tão aguardado dia, o dia de aniversário do Gabi.

Hoje o dia é dele! Hoje é um dia muito especial!

 

Gabriel,

Tenho a honra e o privilégio de ser tua mãe. E tenho a dizer que és o menino mais incrível que conheço! És um menino doce, carinhoso e ternurento, e mesmo que por vezes, estas qualidades estejam disfarçadas por emoções que flutuam à flor da pele, assim é a tua personalidade. És um menino inteligente, muito inteligente, perspicaz, curioso, engraçado. És um menino tímido, mas extrovertido quando confortável. És um menino de poucas palavras, mas ao mesmo tempo, capaz de permanecer em longos discursos.

Adoro como consegues reclamar, mas ao mesmo tempo, como consegues parar e refletir sobre várias questões e dilemas da vida. Adoro como tentas compreender os outros, a forma como os queres ajudar.

O teu valor é incalculável e o meu amor por ti é infinito.

Gabriel, que possas continuar a sonhar. Estarei sempre deste lado para te tentar orientar, alertando para os desafios da vida, mas ao mesmo tempo, sendo alavanca para que conquistes o mundo!

Que este ano que hoje começa possa ser tranquilo e muito feliz!

Happy Birthday!

 

Que este dia seja para sempre o TEU dia! O dia que te permita parar e refazer novos sonhos. Que este dia seja para sempre um dia que te permita sonhar.




sábado, junho 18

A minha última foto grávida.

 

Esta semana tenho focado todas as partilhas em torno do mesmo assunto: o nascimento do Gabi.

Pela primeira vez, em toda a história do blog, tenho partilhado convosco vários aspetos relativos a esta fase da minha vida.

Hoje continuamos mais um bocadinho.

Quem acompanha este cantinho há mais tempo, deve lembrar-se de vários momentos em que prometi falar sobre um ou outro assunto, mas nunca o fiz.

A verdade é que nunca fui capaz de o fazer de forma consistente. Não só porque manter uma rotina tem sido difícil, mas também porque este ano, pela primeira, vez sinto-me mais capaz do que nunca de recuar no tempo e recontar partes desta história.

 

Não sei se já estão fartos desse lado, mas desta vez decidi que iríamos continuar só mais um bocadinho.

Há exatamente 13 anos atrás dava entrada na maternidade. O Gabi só nasceu a dia 19, mas eu entrei no dia anterior.

 

Era manhã de dia 18, uma quinta-feira. Lembro-me desse dia como se fosse hoje. Levantei-me e comecei a preparar-me para ir para a faculdade. Sim, eu nunca parei de estudar (nem de fazer o que quer que fosse). Estava nos últimos dias de aulas. Não tenho a certeza se terminaria no dia seguinte e tinha um exame marcada para a terça-feira seguinte (uma data antecipada em relação aos meus colegas de faculdade, porque na semana seguinte completaria as 40 semanas).

Mas, o Gabi decidiu pregar-me uma partida pelo meio.

Mas continuando…

 

Estava a preparar-me quando, para meu susto e espanto, vejo sangue a cair na sanita. Meia aflita e nervosa liguei de imediato à enfermeira da preparação para o parto para pedir indicações. Disseram durante todas as aulas de preparação para o parto para não sairmos a correr para a maternidade, para telefonar primeiro. Assim o fiz. Segui as suas indicações e terminei de me preparar, preparar a mala do bebé e saí de casa. Tentei manter-me tranquila, completando o eyeliner (bem tosco, mas na altura habitual).

 

Na maternidade, fui avaliada. Primeiro as contrações. E depois de alguma hesitação entre se iria para casa ou se permaneceria na maternidade, lá permaneci em observação.

Para não vos maçar, deixo os detalhes sobre o parto para uma próxima publicação (diferente e especial).

Mas resumidamente, dei entrada no bloco de partos ainda no dia 18, onde administraram a epidural e onde permaneci à espera pelo nascimento do Gabi, que só aconteceu no dia seguinte…

Esta é a última foto que tenho grávida do Gabi.

Aqui, pareço tranquila e feliz. E de facto, era assim que me sentia. A minha pré-ideia sobre as contrações havia falhado. Afinal a dor aumentava de intensidade, não apenas de frequência. A epidural não libertou-me da dor, apenas anestesiou parte dela, o que obrigou a uma segunda dose e à experiência de continuar a sentir as dores das contrações em metade do corpo. Mas, mesmo assim, e apesar do pânico que sentia em relação ao parto, este dia foi muito mas mesmo muito especial. O que ajudou? Um companheiro tranquilo e relaxado (falarei sobre o seu papel num futuro post) e a respiração. 

Amanhã é o dia!

O dia em que o Gabi completa 13 anos de vida. O dia em que chorou pela primeira vez, o dia em que conheceu o mundo pela primeira vez. Mas amanhã falo sobre ele.




sexta-feira, junho 17

O enxoval do Gabi


O nascimento do primeiro filho vem sempre carregado de expetativas. Criamos as mais altas expetativas em tudo o que envolve a preparação para o seu nascimento.

Desejamos um quarto XPTO, bem decorado, com todos os utensílios possíveis e mais alguns e com uma quantidade enorme de roupas para os primeiros tempos.

Idealizamos as roupinhas, muitas vezes, que sonhamos num dos muitos sonhos que nos invadem durante a noite. Tudo é belo e perfeito (ok, ok, salvo exceções. Mas estamos aqui a partilhar a minha realidade, e a minha realidade toda esta fase foi assim, repleta de sonhos).

A maior questão é adaptar esses sonhos à nossa realidade. Adequar os gastos à realidade financeira, adequar a quantidade de utensílios ao espaço real.

Acreditamos que precisamos de tudo e de facto, muitas vezes, tentamos dar-lhe uso até percebermos que afinal, não era assim tão essencial.

Com o Gabi não foi muito diferente. Há 13 anos atrás não havia a quantidade de vendas online que existe hoje em dia, nem a diversidade que temos hoje em dia, nem a facilidade de acesso a tanta informação. Por isso, demos o nosso melhor. Pesquisamos tudo o que pudemos, percorrendo lojas infantis de uma ponta à outra e percebendo as diferentes realidades. Algumas ajustavam-se ao nosso bolso (vazio), outras nem tanto.

A verdade é que não fizemos nada sozinhos. Tivemos a ajuda de duas pessoas muito importantes, dois pilares. Se o Gabi teve tantas coisas, escolhidas a gosto, foi porque esta ajuda esteve lá para nós.

Um dia, o Gabi vai saber o quanto foi especial e o quanto as pessoas à sua volta se mobilizaram para o ajudar.

O Gabi é um menino muito especial e mesmo antes de o conhecermos ele já era, por todos, muito amado.

A caminha do Gabi, na foto, foi uma caminha recuperada. Emprestada, pintada por nós e ornamentada com a colcha mais bonita que conheci.

Tudo o que lhe compramos foi com muito amor.

 

Tenho revisitado todas as fotos deste tempo. Um dia destes junto todas num post para partilhar convosco.

Mas há algo que vocês podem espreitar: ISTO AQUI. (cliquem para assistir).

 




quinta-feira, junho 16

Estás preparada para o parto? Claro que não!

 

“Estás preparada para o parto?” – Esta foi uma das perguntas que mais me fizeram durante a gravidez do Gabi. Uma jovem mamã, com carinha de bebé. Era óbvio que iriam perguntar. Mas… Eu nunca respondi de forma objetiva. Tentei sempre fugir, mas dentro de mim havia aquela vozinha que gritava "Parto? Como assim? Claro que não!"

 

A gravidez do Gabi foi maravilhosa. Apesar de não ser imune à toxoplasmose e ter feito um esforço redobrado para não adquirir nenhum problema (e passar para o bebé), tudo foi feito com muito cuidado. Conversei imenso com o Gabi, cantei imenso, partilhei todos os momentos do meu dia-a-dia com ele.

Ele acompanhou-me em todas as fases e em todos os momentos em que tive medo. Ele foi o meu foco e o motivo para eu focar-me nas coisas boas da vida.

Se, por um lado, ele foi um elemento protetor para tudo o que vivi, também era o único elemento que não podia “proteger-me” do medo do parto. Afinal de contas, ele teria que sair. Teria que sair por algum lado, fosse de que forma fosse.

 

Sei que hoje em dia as grávidas fazem planos de parto, descritos com rigor e precisão, sem deixarem escapar nenhum pormenor. Há 13 anos atrás nem se ouvia falar sobre isso.

Mas tenho a dizer, eu fui a grávida que não fez plano de parto algum (e talvez voltasse a ser, oops).

Era tanto o medo do parto que evitei falar sobre esse momento durante toda a gravidez. Eu sabia que esse momento iria chegar. Mas, ao contrário da maioria não queria pensar sobre isso. Tinha medo, pavor, horror! Acho que tremia só de pensar. Ficava aflita quando alguém abordava o assunto e era quase obrigada a pensar. Por isso, para mim, a solução foi “ignorar”.

Sei que pode parecer ridículo, sobretudo hoje em dia, em que a informação circula com facilidade e parece quase impensável ir para um bloco de partos sem pensar sobre o parto.

Mas, sabem uma coisa? Dizem que a ignorância nos permite ser felizes. E eu preferi viver assim.

 

No entanto fiz o que me competia, o que tinha à disposição. Completei a preparação para o parto que a maternidade oferecia, preparei-me com a informação necessária. Mas não pesquisei nada mais do que isso. As minhas preocupações estavam focadas em coisas que eu podia controlar, como a alimentação que podia ingerir, os perigos que devia evitar. O parto não. Não podia controlar e se me debruçasse sobre o assunto não iria controlar o meu nervosismo também.

 

Muitas foram as vezes que me questionaram sobre o parto, se me sentia preparada, e eu sempre rejeitei explorar esse assunto.

(E ainda dizem que sou corajosa, ahah).

 

A verdade é que o Gabi nasceu. :) 

Mas sobre como correu conto depois.

 

Contem-me vocês, tiveram medo do vosso primeiro parto? O que fizeram para superar esse medo?

Ignoraram como eu ou tentaram saber tudo e mais alguma coisa para se sentirem preparadas?




quarta-feira, junho 15

Quando não há família, há AMIGOS!

 

Continuamos a explorar pedacinhos da minha jornada. Sim, esta semana ando a dedicar-me a refazer toda a história. Sabem aquela sensação de liberdade quando, finalmente, conseguem falar sobre algo? É isso que eu sinto. Foram 13 anos a batalhar para abrir as portas do meu coração. E sempre, por medo, parei.

Para mim, faz todo o sentido partilhar sobre este processo aqui. Afinal de contas, este blog surgiu quando me tornei mãe pela primeira vez. Talvez tivesse criado outro, se não tivesse engravidado. Talvez... Mas não seria o mesmo. Nem eu seria igual.

Por isso, fiquem desse lado se quiserem ler mais um pedacinho.

 

Hoje quero falar-vos sobre amizades. Em tantos anos, esta é a primeira foto que partilho publicamente com amigos próximos (partilhei uma ou outra pelos stories do instagram, nada mais. O facebook não conta porque só tem acesso quem eu aceito para fazer parte). Não gosto de expor os meus. Não sinto que o deva fazer. Afinal de contas, dou a cara por tantos temas diferentes que não lhes quero trazer nenhum tipo de associação ou dificuldade. Não critiquem, chama-se privacidade. Porque eu escolhi estar aqui e expor-me, mas eles não.

 

Mas, introduções aparte, vamos continuar…

Se, por um lado, às vezes a família nos falha, por outro temos os amigos que podem ser o nosso porto de abrigo. Comigo foi (é) assim.

 

Aqui, gravidíssima do Gabi e com uma das minhas melhores amigas da vida!

Quando nos falta a família, quando nos falta aquele porto de abrigo que todos nós precisamos, aquele lugar para onde vamos quando nos sentimos perdidos, é nos amigos que encontramos esse amparo.

Os meus amigos foram e são o meu porto de abrigo, o meu refúgio, o meu lado mais seguro. É a eles que confio a minha própria vida.

Foram muitas as vezes que chorei no seu abraço, foram muitas as vezes que desesperei à sua frente. Mas foram tantas as vezes que eles tentaram trazer o melhor de mim. Se nunca caí, se ainda hoje me mantenho de pé é também, e muito, graças a eles.

Quando me senti perdida, sem norte, sem noção do que era a minha nova realidade (e na verdade, eles também não), foram eles que me recordaram quem eu era afinal. Foram eles (e ainda são) os que mais acreditam em mim, na minha força, no meu potencial. São eles que, conhecendo os meus defeitos, me impulsionam a focar nas minhas qualidades. Tantas e tantas vezes senti-me fraca. E tantas e tantas vezes, com eles, me fortaleci.

Fui a primeira dos meus amigos a ser mãe e mesmo assim eles nunca me abandonaram. Eles sempre puxaram por mim, para que eu continuasse a viver coisas “normais” para a minha idade e, muitas vezes, eu fugi. Fugi porque eram muitas as mudanças, as adaptações, as dúvidas e a culpa que carregava enquanto mãe. Mas mesmo assim, eles nunca me abandonaram. Sempre aceitaram a pessoa em quem eu estava a tornar-me. E sempre que lhes foi possível tentaram adaptar-se da melhor forma possível à nossa nova realidade.

 

Não posso negar que senti várias vezes falta de ter uma família, não uma em particular, mas alguém que me conhecesse desde sempre, alguém em quem eu pudesse confiar. Por muito que os meus amigos estejam sempre ali para mim, há momentos em que distancio-me para me equilibrar. Já suportaram tantas e tantas vezes as minhas dúvidas, incertezas, medos, interrogações, que eu fui tentando poupá-los de vários dilemas. Mas eu sei que, no dia em que me faltar o chão, é a eles que irei recorrer para me reencontrar.

 

Ter uma família é importante. Mas olhem que ter amigos é muito mais especial!

E eu sou realmente uma pessoa muito afortunada. (E estou cheia de saudades deles. Estou tão ansiosa para os voltar a abraçar! Um por um. E todos juntos! Gosto tanto de vocês.)

 

 


terça-feira, junho 14

Porque nunca existi sendo "apenas eu".

Vocês não existem. É, hoje começamos assim. Obrigada por todo o vosso carinho, pelo tempo que dedicam a ler cada partilha minha, nossa. Obrigada!

Vocês fazem parte de um processo enorme de redescoberta sobre mim mesma, de superação, e vocês nem têm ideia do valor que isso significa para mim. Ontem, depois da minha partilha, fiquei sem reação. Foram tantas, mas tantas as pessoas que perderam tempo do seu tempo a ler o que escrevi. Isso enche o meu coração de carinho, de amor e de esperança. Hei-de continuar a lutar por evoluir nesta jornada da vida,…

 

Nunca partilhei a minha história desta forma, tão específica, tão delicada. Nunca fui capaz. De todas as vezes que tentei, senti os dedos tremer, os olhos brilhar e perdi a coragem de apertar no botão e partilhar.

O que tem a minha vida de interessante para partilhar? Porque perdem vocês tempo do vosso tempo a vir aqui? Não sei bem. Eu não sou ninguém. Nunca me achei especial ou superior. Não precisam de contar, se não quiserem, mas sintam-se recebidos com carinho e amor.

 

Mas, focando na partilha e mensagem de hoje;

Esta é uma das fotos que melhor me representa. Eu, segurando ao colo o primeiro presente que a vida me deu: o Gabi.

Já disse várias vezes que nasci quando o Gabi nasceu (Por isso, fazendo bem as contas, teremos mais ou menos a mesma idade. Sim, às vezes também faço birra, às vezes também não quero lavar os dentes ou dormir. Brincadeira.)

 

Falando a sério: Nasci para o mundo quando me tornei mãe. Porque foi na mesma altura em que larguei tudo e comecei do zero. Mas, ao invés de ter tempo para aprender sobre mim, longe de uma responsabilidade maior, a de cuidar de um filho, eu fi-lo através dele. Nunca gostei de dizer isto porque não podemos comparar vidas, nem experiências, nem situações, mas não tenho dúvida que o grau de exigência foi grande por ter sido assim.

Eu nunca me conheci sozinha, sendo “apenas eu”. Durante 21 anos “cumpri o papel de filha, de irmã (ou pelo menos, tentei)”. Depois disso, comecei uma nova jornada, assumindo o papel de mãe. Não existi de forma singular no entretanto. Nunca fui “apenas eu". Nunca fiz apenas o que queria, nunca segui os meus sonhos quando e como queria, nunca decidi nada sozinha, nunca geri a minha vida apenas por mim. Eram tantas as limitações.

Bem... Não será de todo verdade, apesar de não ser de todo mentira. Porque nunca deixei de tentar alimentar o que me fazia bem, apesar de condicionada de diversas formas (um dia falaremos sobre isto também).

Enquanto “apenas eu”, Luisa, fiz várias coisas, participei em imensas experiências diferentes. Algumas perdi, porque mudei de vida, de direção. Algumas recuperei depois. Sempre escrevi, sempre me desafiei, sempre fiz amigos, sempre sorri, sempre chorei, sempre procurei uma solução,… Apesar das limitações que vivia, sempre tentei ser “livre” e “ser eu”, encontrando um bocadinho de mim em cada projeto do qual fazia parte. Tive tanta sorte e o privilégio de ter feito e participado em tantas coisas diferentes. E é isto que eu encontro como sendo “meu”.

 

Com um filho nos braços, tive que aprender a lidar com os meus fantasmas e desafios. Com um filho nos braços tive que conhecer a minha nova versão, não tendo tido oportunidade de colocar em prática a versão antiga.

 

E depois do Gabi, veio a profissão, a casa para gerir, a vida adulta para segurar. Não foi fácil encontrar-me, não foi. Ainda hoje continuo a procurar-me. Mas hoje consigo assumir que não foi tão simples assim, apesar de encarar cada experiência como algo natural. O que me fez continuar? O amor, pelos meus e pela vida, a vontade de vencer desafios, colocados por mim mesma ou pela vida, e a vontade de me conhecer, de saber quem sou por completo. A vontade de compreender cada pedacinho da minha história. De perceber do que esta menina, tímida e ingénua é capaz. O que ela tinha dentro de si para dar ao mundo? Talvez um bocadinho de… (?)

 

Digam-me vocês, se souberem porque eu ainda não sei.

E contem-me, o que têm vocês para dar ao mundo?


 

Mensagem: Todos temos uma vida, repleta de coisas lindas e maravilhosas e/ou desafios. Por vezes, a paz que as pessoas transmitem não traduz metade dos desafios que enfrentam. Não julguem, não ignorem as dores e dificuldades de ninguém. Estejam abertos para conhecer o outro e abram horizontes para se conhecerem melhor, também. J




segunda-feira, junho 13

Toda a verdade sobre a minha Primeira Gravidez.


Há 13 anos atrás… Estaria a viver o fim da minha primeira gravidez. O fim de uma gravidez mágica, perfeita. O fim de uma gravidez que acrescentou vida, magia, um futuro e uma família à minha vida.

Nunca escrevi sobre isto antes. Sempre senti arriscado demais. Mas, sabem que mais? Passados 13 anos estou cansada de esconder-me, de colocar o medo e os receios em primeiro lugar. Se voltarmos atrás no tempo, recordaremos como tudo começou…

 

Era Outubro de 2008. A minha vida estava virada do avesso, estava completamente “de pernas para o ar”. Tinha mudado de curso no ano anterior, começado uma nova relação,… Estava numa fase nova e tinha tudo para encontrar o meu ponto de equilíbrio e para ser feliz. Menos a felicidade. Ah, e a liberdade para a sentir. Depois de uma longa jornada, de tentativas de formas diferentes, tinha chegado à conclusão de que onde eu vivia isso não era possível. Precisava de fazer esse luto. (Não vou entrar em pormenores. É delicado demais para partilhar. Prometo que, um dia, haverei de lá chegar. Mas talvez não por aqui.)

De forma romântica, “para procurar ser livre e feliz”, deixei a casa dos meus pais nesse ano e mês. No mesmo dia, percebi que perdera aquela família para sempre. Imaginava dificuldades para ultrapassar quando tomei a decisão de ir “passar uns dias fora de casa”. Precisávamos de distância uns dos outros para repensar na vida, na nossa relação. Sempre analisei muito todas as situações e a verdade é que também o medo me fez agir com precaução. E ainda bem. Por segurança, por prevenção.

Apesar de não entrar em pormenores, vocês podem imaginar o quão desafiador o terá sido. Estaria a viver o momento mais turbulento da minha vida e não imaginaria sequer viver uma gravidez ao mesmo tempo. Nunca a tinha planeado, nem sequer imaginado. A verdade é que a vida não obedece a planos, porque ela sabe mesmo o que faz.

Semanas depois de sair de casa descobri que estava grávida. Estava grávida! Eu! Uma menina, frágil, meio perdida, a tentar encontrar o rumo certo para a sua vida. Mas era real! Eu estava grávida do Gabi. Iria ser mãe! Era mãe! Não houve decisão a tomar porque não houve sequer questão a ponderar. Estava grávida do meu anjo! Sabia que era uma dádiva! Só podia ser. Sem família, sem nada que me pertencesse mais, decidi encarar o futuro com o apoio que me fora ofertado (o melhor apoio do mundo no momento mais crucial).

No meio do reboliço daquela fase, vivi a gravidez entre dois extremos: a felicidade de quem tem um bebé a gerar-se dentro de si e de quem vive uma quantidade infinita de problemas, que não pode controlar e com os quais precisa de lidar e enfrentar.

Fui acusada de tudo e mais alguma coisa. Fui insultada, perseguida. Senti-me ameaçada. Mas eu tinha que o proteger. Eu tinha que ser forte, de ter paz para dar o melhor de mim ao meu primeiro bebé. Nem acredito que eu, ainda menina, me tornei mãe. Se, por um lado, não tinha mais ninguém para chamar de família, por outro tinha TUDO o que precisava para começar a construir a minha própria família: o meu primeiro bebé.

Durante a gravidez não fiz mais do que acreditava ser necessário. Cuidei de mim tanto quanto pude, da alimentação, estudei muito, bebi toda a informação. Esta parte não foi difícil porque estava a estudar o módulo de pediatria no meu segundo ano de terapia ocupacional. Como foi importante aprender sobre tudo aquilo. Como foi importante viver esta experiência durante aquele momento.

Por outro lado, chorei muito. Chorei pelo luto, pelo medo, pelas dúvidas e pelo pesadelo que assombrava do outro lado. Chorei por tudo o que tinha perdido: lugares, pessoas, memórias da minha infância e do meu eu passado, que nunca mais recuperei.

Mas eu era mãe. Não era apenas uma menina acabada de sair de casa. Era uma nova mulher, chamada pela vida para amadurecer à força. Mas tinha que ser. Teve que ser para que eu encontrasse um novo propósito de vida.

 

Tentei mudar de vida e procurar uma liberdade que nunca tive, para viver a minha vida. Mas nada disso aconteceu. Tive que aprender que ser livre não é só sobre fazer o que queremos, quando queremos. É muito mais subtil. Ser livre é ter a possibilidade de escolha, mesmo que condicionada por aquilo que te faz feliz. E fez todo o sentido aprender aquela lição. Era isso que eu, sem saber, procurava. E a vida deu-me, mais depressa do que alguma vez imaginara, essa lição.

 

A minha primeira gravidez será sempre um marco gigante na minha história. Se todos bebés têm um propósito, não tenho dúvidas que o propósito do Gabi foi o de dar um propósito à minha vida.

Aproveitei a gravidez ao máximo. Fui muito feliz. E ainda sou, de cada vez que paro para a recordar.

 

Se há mães que passam por sustos durante a gravidez, os sustos que passei foram por ruídos externos, por tantas outras coisas, que por muito que me tivessem feito chorar, fortaleceram-me. Porque eu ganhei dois motivos para viver.

 

Obrigada, Vida, por esta oportunidade de viver!