segunda-feira, outubro 26

Nem todas as mudanças são tão simples como uma mudança de visual.

 Há mudanças e mudanças...

É necessário pensar sobre elas com a seriedade que merecem. Mas é importante deixar que a mudança aconteça. Independentemente de tudo o que possa acontecer, neste momento, esta foi a melhor decisão.

Escrevi este texto em Agosto de 2018. Na altura tinha mudado radicalmente de visual (cortado e pintado). Algumas pessoas questionaram-me sobre como tinha tido coragem para o fazer. E fiquei a pensar sobre o que era a coragem, afinal.


Muitas vezes, sentimos que é necessário ter coragem para mudar o visual. Pensamos e repensamos na cor e forma que queremos dar ao cabelo, por exemplo. Pedimos sugestões a amigas mais próximas e a familiares. Ponderamos dias, semanas, por vezes, até meses, antes de “arriscar” nessa mudança. Parece uma mudança tão complicada, mas no fundo é uma mudança bastante frequente. Quem nunca foi muito de mudar o aspeto visual, tal como eu, deve sentir-se um bocadinho assim. O medo que não fique como esperado se é que havia algum desejo específico… Apesar do medo, a única resistência a essa mudança somos nós.

Da última vez que fui ao cabeleireiro, arrisquei, sem medo, sem vergonha. Sou daquelas que chorava horrores quando via uma tesoura à sua frente e, mesmo com a garantia de que só cortaria 1 cm de cabelo, chorava baba e ranho como se não houvesse amanhã. Desta vez, dei por mim numa de libertadora. As mudanças têm sido necessárias por cá.

 

Cortar o cabelo ou até mudar a sua cor é uma mudança tão simples, quando comparada com outras mudanças pelas quais somos chamados a fazer.

Mudar de cidade ou até de país, faz-nos repensar mil vezes mais do que qualquer mudança de visual. É uma decisão pesada, que deve ser considerada e ponderada em toda a sua plenitude. O que nos motiva para a mudança? O que procuramos? Quais são os nossos planos para esta mudança? Quais são os nossos objetivos a curto, médio e longo prazo? Mesmo que não tenhamos prazo de validade descrito em nenhum membro, devemos ponderar todas as situações. Mudar implica alterar hábitos, rotinas, horários. Mudar implica alterar os locais que habitualmente conhecemos. Implica começar do zero, num novo sítio. Conhecer pessoas novas, integrar um mercado de trabalho diferente. Mudar implica voltar a conhecer toda uma realidade que conhecemos à distância, seja ela grande ou pequena.

Quando pensamos em mudar, repensamos os nossos objetivos enquanto pessoa, casal e ponderamos sobre os nossos deveres enquanto cuidadores. E é aqui que a responsabilidade aumenta. Não estamos apenas a decidir por nós, mas por todos os que são dependentes de nós. Estamos a decidir por quem não tem capacidade para aprender sozinho. Estamos a decidir por alguém que precisa de mais estabilidade do que aquela que procuramos.

 

Não tenho medo da mudança. Já fiz grandes mudanças na minha vida e, felizmente, nunca me arrependi de nenhuma. Sou uma pessoa ponderada, que aceita desafios e que facilmente se adapta a novas coisas.

A mudança vai acontecer. Isso é certo. O caminho ainda não está definido. Só peço a Deus que ilumine cada escolha.




Um comentário:

  1. Ter uma atitude participativa e espirito de iniciativa é fundamental para encarar a mudança de uma forma descontraída. O carisma da pessoa faz a mudança.
    Boa semana :)

    https://sosweetgirlythings.blogspot.com/

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