Por cá, continuamos com o guia de visitas ao Recém Nascido.
Porque nunca é demais relembrar ;)
quinta-feira, janeiro 5
quarta-feira, janeiro 4
terça-feira, janeiro 3
O bebé tem um irmão!! => Cuidados a ter nas visitas
Este é
um assunto muito delicado. Do qual tenho consciência que já errei, também. No
entanto, como sou das primeiras pessoas no meu grupo a passar pelo nascimento
do 2º filho, os erros não foram assim tantos quanto isso.
Mas,
fica de alerta: por mais que queiram saber como correu o nascimento, como está
a bebé, por favor, lembrem-se, em primeiro lugar, do menino que me tornou mãe:
o Gabriel.
Ele
estará sensível, tal como eu. Aliás, ele já anda sensível. Ele sente todas as mudanças.
Ele sente que a atenção já não é só dele. Há mais alguém, aqui dentro, a quem
os papás dão atenção. Há mais alguém, aqui dentro, a quem as outras pessoas dão
atenção. Há mais alguém, aqui dentro, que chama a atenção em locais públicos.
Mais do que ele.
Por
isso, é normal que ele ande sensível. Ele teve toda a atenção só para ele,
durante 7 anos. Ele não sabia, nunca pediu ou imaginou que teria um outro ser
para dividir atenção. Pontualmente, pediu um companheiro, mas para brincar com
ele. Nunca pediria se imaginasse que a atenção seria para dividir, ou então, na
pior das hipóteses, nunca pediria se imaginasse ficar sem a atenção das pessoas
à sua volta…
Por
isso, é muito importante repensarmos sobre a nossa atitude em visitas a bebés
com irmãos.
O mano
mais velho lembrar-se-á de todas as visitas e telefonemas, ao contrário da mana.
Ele conhece-vos há tantos anos. E, possivelmente, foram poucas as vezes que vos
ouviu ligar ou visitá-lo apenas a ele… Não é justo que o façam por alguém que
não conhecem, que nunca viram. Não é justo.
O mano
mais velho lembrar-se-á de todos os presentes, miminhos, carinhos ou cartas que
lhe possam oferecer. A bebé não. Não terá o mesmo valor para ela.
O mano mais
velho continua a ter vida própria: continua a ter escola, amigos, atividades
extra. Continua a gostar de jogos e desenhos animados.
Cingir
as questões a perguntas como “Então, como está a mana?”, “Então, já mudaste a
fralda à mana?”, “Então, gostas da mana?” é cingir toda a vida dele a um novo
ser. Não o façam, por favor. Interessem-se por ele, pelas coisas dele. Ele
continuará a ser ele, com um papel extra, é certo. Mas, para ele, nesta fase da
sua vida, é muito mais empolgante conversar sobre o que ele fez na escola, nas
atividades ou no seu tempo de lazer.
Outra das
questões que gostaria que evitassem são as do tipo: “Tens ajudado a mãe e o
pai?”, “Tens cuidado da mana?”. Estas são questões que não são da
responsabilidade dele. Com o tempo, ele irá definir o seu papel de irmão mais
velho, de cuidador, de ajudante nisto ou naquilo. Mas, ele está contente por
ter uma mana, alguém para partilhar momentos. Não está preparado para ser
ajudante ou cuidador, antes de tudo o resto. Ele continua a ser criança. Apesar
de mais velho do que ela. Ele continua a querer brincar, a querer descansar, a
precisar do seu tempo e do seu ritmo.
Uma
última questão que é sensível é a “Precisam de ajuda com o Gabriel?”.
Raramente, foram as vezes que precisamos de ajuda. Já precisamos, sim.
Infelizmente, já houve momentos em que foi praticamente impossível conciliar
horários entre nós os dois e precisamos de ajuda. Mas, lá está, foi
pontualmente, muito raramente (felizmente!) e quando aconteceu, soubemos pedir
ajuda.
Por
isso, desta vez, não será diferente. Claro está, saberemos a quem pedir, quando
precisarmos. Não forcem ajuda na frente do Gabriel. Ele não o entenderá da
mesma forma que nós, e pode sentir que agora que tem uma mana, precisa de
cuidados de outras pessoas…
Não queremos isso, pois não?
mamã Lu
Não queremos isso, pois não?
mamã Lu
Bom dia, Sono
Esta noite foi longa. As insónias voltaram em força e tinham tanto, mas tanto para conversar, que só consegui adormecer à hora do padeiro passar.
Mas, antes sono que outra coisa qualquer. Apesar de sono ser, para mim, sinónimo de doença, vamos lá ver como me aguentarei de pé.
Enquanto não dormia, aproveitei para escrever algumas coisas que queria. Assim, mesmo que este dia não renda muito, não há problema, porque a noite foi uma boa companheira...
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