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segunda-feira, maio 30

(mais do que um) PAR DE MEIAS PERSONALIZADAS (Atividade do dia)

Uma nova semana. Um novo começo. Cá vamos nós!
Preparados desse lado?

Hoje venho partilhar convosco algo muito fofinho que acontece durante o fim de semana.
A Estrela quis fazer uma nova roupa para as bonecas, desta vez com um par de meias que ainda uso. Não tenho assim tantos pares de meias, por isso, disse-lhe que era o meu par de meias favorito, mas que se ela quisesse mesmo muito eu podia ceder para ela fazer a roupinha do bebé.
Entretanto, ela pediu para pintar as meias e lá foi pintando as minhas meias. Depois pintou as que trazia calçadas.
Quando percebi o que estava a fazer fiquei sem palavras para a grandiosidade da sua ação. E claro, completamente boquiaberta com a sua capacidade de criação.

A Estrela criou um par de meias para cada uma de nós, a dizer "BFF" que é como quem diz "Best Friend Forever" ou "Amigas para Sempre".

Há algo a dizer sobre isto?
Ainda hoje não consigo falar.

Mas, venho partilhar este acontecimento como uma sugestão de atividade:

MEIAS PERSONALIZADAS

Nós, adultos, por vezes, somos limitados a novas ideias. Estamos presos a bloqueios e regras que fomos aprendendo ao longo dos anos e temos dificuldade em ver para além disso. Depois destas meias, fiquei também a pensar no quão importante é desprender desses pensamentos e ser livre como as crianças.

Nunca tinha pensado em usar um par de meias (a uso) até aqui, mas porque não?
Já pensaram nas memórias que ficarão depois desta pintura?

Esta semana, convido-vos a fazerem o mesmo por aí. Escolham um par de meias para cada um(a), uns marcadores e divirtam-se a criarem algo que vos ligue para sempre (ou pelo menos até à lavagem na máquina da roupa).






quarta-feira, janeiro 5

Falta exatamente uma semana para os seus 5 anos [Diário da Estrela]

Falta exatamente 1 semana para a Estrela completar 5 anos.

Nem vou entrar em grandes esquemas mentais e perguntar-me como se passaram 5 anos porque estes anos foram bem poderosos por cá.

Ela é a minha Estrela Guia. Ela é uma força da natureza. A minha pequena relações públicas, que fala sem problemas mesmo sem saber a língua (e claro, muitas vezes, sem acertar uma).
Toda ela é criatividade e inteligência. Toda ela é especial.

Há 5 anos atrás pedi-a exatamente como é. Simples mas sofisticada. Princesinha, mas guerreira. Bem comportada, mas também brincalhona. Ela é tudo isso. E muito mais. E eu só a queria apertar tanto mas tanto, na tentativa de demonstrar o quanto gosto dela.

É quase o teu aniversário, minha princesinha. Está quase o countdown. 🤩❤



quarta-feira, março 31

Contemplar a liberdade...

A história do Bicho Corona fará parte da tua história de vida.
A quantidade de coisas de que foste privada, a quantidade de abraços que te foram roubados, a quantidade de sorrisos que te foram vendados não se contam...
Tudo fará parte da tua história e sei que recordarás tudo isso mais tarde.

Os limites da nossa liberdade estão muito curtos, o espaço para seres livre como mereces também.

Mas nós tentamos... Tentamos espacinhos como este, bocadinhos de tempo onde possas sentir de verdade o que é ser criança por inteiro.
Tentamos bocadinhos longe do mundo, onde possas sorrir sem esconder, movimentar-te sem barreiras, tocar sem limite,...

Sei que os aproveitas todos esses momentos como ninguém, que te divertes, que sentes de verdade em todas as dimensões.
Sei que estes bocadinhos deixarão marcas ainda maiores, de pura felicidade.

E é nisso que desejo que um dia sejas capaz de focar: nestes momentos de liberdade.






terça-feira, setembro 1

ELES são realmente especiais! [Diário da mudança]

Se nos contassem tudo o que 2020 teria reservado para nós, talvez tivéssemos dado um passo atrás.

Mas, a vida é assim mesmo e, por muito que se façam planos eles nunca serão garantidos de verdade.

Também a nós, o COVID-19 trocou as voltas, como a toda a gente. Acabamos por ter que dar mais voltas do que esperamos necessitar.


Mas hoje é sobre eles que vos quero falar:

Longe das suas coisas, apenas com uma mala de brinquedos (e muito pouco mais que fomos comprando por aí): foi assim que eles passaram todo o período de quarentena.

Estar longe da sua casa, do seu espaço não seria suficientemente marcante. Foi necessário estar longe de tudo o que lhes pertencia para que todos estes meses fossem realmente marcantes.

De uma coisa tenho a certeza: se há pessoas que merecem a maior admiração, eles são umas dessas pessoas. Aguentaram-se muito melhor do que poderíamos esperar. Não lamentaram nem reclamaram como poderíamos imaginar. Apenas desfrutaram, do pouco que tinham e da sua capacidade para imaginar.

Brincaram como nunca um com o outro, brincaram e exploraram como nunca o faz de conta, brincaram às casinhas, à caça aos ovos, às partidas. Multiplicaram brincadeiras sem conta com os poucos brinquedos que tinham à sua disposição.

Claro que houve dias em que a saudade apertou, a vontade de ter isto ou aquilo apareceu, mas poucos foram os momentos em que se sentiram menos felizes por isso. Poucos foram os momentos em que se sentiram menos completos ou menos crianças.

Somos felizes com tão pouco. As crianças precisam realmente de pouco para serem felizes. E, se eu ainda tinha algum tipo de dúvida, foram completamente esclarecidas.

As crianças serão sempre as melhores protagonistas das suas histórias de encantar. E não precisam de nada mais do que a sua capacidade genuína para sonhar, criar e brincar!

Obrigada meus filhos, por serem seres tão mas tão especiais!

Agora, é hora de preparar novos voos. Vamos voar?



 

sexta-feira, julho 12

ESTRELA: UM EPISÓDIO DE SINOVITE TRANSITÓRIA DA ANCA


Um dia, algures cá por casa, achei que a Estrela estava a mancar. Dois ou três dias depois, volto a notar a mesma coisa e partilho com o meu marido a minha opinião. Como sou bastante picuinhas e observadora, ele desvalorizou. Podia ser só “da minha cabeça”. Mas passamos a ficar os dois atentos nos dias seguintes. Começou a dar-nos a sensação de que realmente aquela marcha não andava igual ao habitual. Esperamos uns dias para ver a evolução. Um dia, vou busca-la à creche e ela vem até mim a mancar mais do que até então. Questiono se teria acontecido alguma coisa, alguma queda ou exercício diferente que pudesse causar aquilo. Nada. Não tinha acontecido nada. No dia seguinte, a mesma coisa. Esperamos mais uns dias para perceber se teria sido algum “mau jeito”. Mas não havia forma de passar. Alguns dias apresentava uma marcha mais “normal”, noutros notava-se bastante uma alteração. Decidimos ir ao médico para ver o que se passava. Um dia, já depois do jantar, fomos às urgências do hospital. Refletindo, a verdade é que ela andava a pedir mais colo do que o habitual. Julguei ser algo articular. Apenas. Mas não notava nenhuma alteração ao toque nem durante a mobilização dos membros inferiores (nós, terapeutas ocupacionais, também aprendemos sobre reabilitação física, e normalmente “dou um jeito” cá em casa quando o problema é neste âmbito). Mas não parecia existir alterações.

Na urgência, partimos logo para a ecografia, por suspeita do enfermeiro depois de toda a explicação da história. Podia não ser articular, podia ser alguma inflamação da articulação. E era. A Estrela estava com líquido na anca. As duas articulações estavam inflamadas e, por esse motivo, ela mancava. Pedia colo porque lhe doía. E nós nunca imaginamos uma coisa destas. A médica prescreveu brufen durante 5 dias, 3 vezes ao dia. Caso não passasse, teríamos que recorrer à urgência para nova avaliação uma semana depois. Não completamos todas as tomas de brufen porque a Estrela começou a evidenciar alterações gastrointestinais. Durante esse tempo, tentamos não estimular a marcha e esperamos duas semanas antes de voltar à urgência. Estávamos convencidos que passaria. Mas não passou. Mais duas semanas e nada. Continuava igual.

Voltamos à urgência. Nova ecografia. Os resultados anteriores mantinham-se iguais. Fez análises e verificaram-se alterações morfológicas em algumas células. Aqui o alerta disparou! Como assim alterações nas células? Mas que tipo de alteração? Em que células? O que isso implica? Bem… Não tive resposta. Parecia algo transitório mas nem tudo estava de acordo com um diagnóstico “mais leve”, digamos assim. A médica que nos atendeu descartou infeções para poder dar alta à Estrela nesse dia.
Por opinião da médica, caso não houvesse conclusão sobre o diagnóstico teria que ficar internada para realizar uma ressonância de urgência. Nesse dia, esperamos horas e horas pelos resultados das análises e regressamos a casa com indicação para voltar na semana seguinte, para que pudesse ser vista por uma especialista de ortopedia.

Assim fizemos. Preparei a mochila com brinquedos, comidas e mudas de roupa. Queria estar preparada para qualquer eventualidade. Em casa, as coisas ficaram organizadas para os dias seguintes, porque havia a hipótese de internamento. Mas não aconteceu. Mas, ainda bem que fui de malas e bagagens, porque estivemos 10 horas no hospital. Felizmente, foi muito pacífico. Ir preparada e com a expetativa de que poderia ser demorado ajudou. Estávamos lá para tentar descobrir o que se passava. A Estrela fartou-se de brincar, de fazer atividades diferentes (desde pintura, leitura, jogos,…), dormiu a sesta, comeu,… Fez tudo o que faria num dia “normal”, mas num local diferente.
Repetiu os exames: nova ecografia e novas análises. Novamente os mesmos resultados. A médica contactou o laboratório de análises para perceber em que consistiam as alterações manifestadas nas análises. Mas nada de anormal, segundo ela. Despistou diagnósticos de osteomielite, artrite reumatoide e sem uma conclusão 100% baseada na evidência, recomendou que a Estrela ficasse em casa durante 5 dias, sendo encaminhada para consulta externa após esse tempo. Assim foi. O objetivo seria perceber se a alteração da marcha se mantinha ou desaparecia, estando longe de possíveis fontes víricas. 5 dias depois estávamos em consulta para reavaliação. A marcha continuava alterada. Aparentemente, melhor. Mas ainda assim continuava com alteração. Na dúvida, a médica prescreveu uma ressonância magnética para o mês seguinte.
E durante o tempo de espera a Estrela foi melhorando aos poucos. Tentamos manter o descanso, sempre que possível. E aos poucos começou a andar “normal”. Mas, a dúvida resistia: será que a inflamação desapareceu? Será que ainda tem vestígios de líquido na articulação? Será que a inflamação provocou alguma alteração? Eu não estava preparada para a ressonância. Ela não sabia o que a aguardava. Sendo tão pequena, teria que levar anestesia geral. Que MEDO! Mas, para confirmar este episódio era recomendado que a fizesse.
Chegou o dia da ressonância. Um dia daqueles. Oh meu DEUS! Tenho que escrever sobre ele aparte. Fez a ressonância e dois dias depois regressamos à consulta externa para saber o resultado. Análise ao resultado: sem alterações! UFA! Nem imaginam o alívio. Que bom! Que bom! Está tudo bem. Agora sim, temos a certeza de que foi algo passageiro. Algo que demorou mais tempo do que o habitual para este tipo de situação, mas mesmo assim, passageiro.
Não há dúvidas. A Estrela teve uma sinovite transitória da anca. Uma alteração bastante frequente em crianças pequenas, sobretudo após um quadro vírico. Resolvi escrever sobre isto para alertar outros pais que, tal como nós, desconheciam este quadro. Li uma partilha sobre uma criança que passou pelo mesmo, mas não durou tanto tempo como no caso da Estrela. Se virem os vossos filhos a mancar, lembrem-se, nem tudo é articular.
No caso da Estrela (ou de outra criança que já o teve) não significa que não possa voltar a ter. Ter uma vez não altera a probabilidade de um novo episódio. Mas, uma coisa é certa. Se houver próxima vez, já saberemos como agir. Dar brufen 3 ou 4 dias e se não passar, correr para as urgências! E pronto. Muito miminho para ela e para nós, que estes sustos tiram-nos o fôlego.

Espero que este relato possa elucidar ou ajudar outras famílias.

sexta-feira, julho 5

Hoje voltei a respirar...

Hoje voltei a respirar. De alívio. De sorte. De alegria. Quem conhece estas riscas sabe que pertencem a um hospital. Hoje voltamos lá. Para saber o resultado final. E sim, foi mesmo o resultado final. Podia não ser. Mas felizmente este filme terminou. Esta aventura durou cerca de 3 meses. Por muito que a esperança existisse, havia um bocadinho de medo, posso confessar. Mas hoje, tivemos a certeza de que está tudo bem. E agora já posso falar sobre isso abertamente, sem aquele peso que nos perturba baixinho. Ufffa! Obrigada vida! Está tudo bem.🙏🍀❤️❤️❤️❤️



quinta-feira, abril 4

Brincadeiras cá de casa: cozinha [Diário da Estrela]


Hoje, a Estrela fez uma jantarada. Amanhã logo se vê. 😅😍

A Estrela tem adorado brincar às cozinhas. Prepara as refeições, coloca a mesa, distribui a comida, a água e a sobremesa não pode faltar. Ela gosta de colocar tudo em ordem e até já usa faca e garfo. É adorável ver e participar nestas brincadeiras. É fantástico experimenciar o seu desenvolvimento e perceber que os seus interesses já se manifestam tão bem.

A imagem pode conter: 1 pessoa, interiores e comida

sexta-feira, março 29

Nem sempre... [desabafos de mãe]

Nem sempre as minhas costas aguentam o teu peso, cada vez maior. Nem sempre a minha energia aguenta a tua euforia. Nem sempre as tarefas podem ficar para depois para olhar para ti. Mas, sempre farei um esforço por aguentar, por ser capaz e por parar. Enquanto conseguir pegar-te ao colo, não haverá mais nada que o possa ocupar. Tu estarás sempre em primeiro lugar. 


A imagem pode conter: 1 pessoa, ar livre

terça-feira, março 26

Bom dia (com uma foto especial)

Bom dia!
Vale começar o dia com um #tbt destes dois?
Poucas são as fotos que me tiram as palavras. Esta é uma delas. Basta o que sinto para descrever o quão são especiais estes dois.




sexta-feira, outubro 12

21 meses de caminhada

Há 21 meses recomeçamos uma nova vida, a 4. Tu vieste preencher a peça do puzzle que nos faltava e tornaste a nossa vida mais preenchida e feliz.


quarta-feira, outubro 10

O mano mais velho


Ver estes dois juntos faz-me querer parar o tempo só para os observar e comtemplar a beleza do que existe entre os dois. A forma como o Gabriel tenta brincar com a irmã deixa-me de coração cheio. Imagino, muitas vezes, o esforço que ele fará. Ninguém o ensinou a ser irmão mais velho, muito menos como seria ter uma irmã mais nova, que faz muito menos do que ele está habituado. Ter um irmão mais novo significa voltar um bocadinho atrás no tempo e criar novas brincadeiras. E o Gabriel faz isso tão bem.



terça-feira, outubro 9

Amamentar é uma prova de amor


Amamentar é das maiores provas de amor. Amamentar significa muito mais do que alimentar. Amamentar implica uma dedicação, disponibilidade e entrega completas, que só mesmo uma grande prova de amor é capaz de superar.
Amamentar é das melhores coisas do Mundo. E, tal como todos os paraísos, para lá estar é necessário, muitas vezes, percorrer o deserto. E, percorrer o deserto implica atravessar períodos de sacrifício, de dor, de solidão. Percorrer o deserto implica ficar descalça, muitas vezes, no meio do nada, e mesmo quando a esperança parece terminar, acreditar que podemos ir mais além e procurar o oásis. Amamentar não é um momento. É um processo. É um percurso, repleto de momentos. Dos bons, e dos menos bons. E é preciso ter noção disso. Ouço, muitas vezes, as pessoas queixarem-se de comentários maldosos. As pessoas precisam ter noção de que qualquer comentário pode ferir uma mãe que está numa fase difícil e isso pode condicionar este processo de amor. O que é de um amor sem correspondência? Não sobrevive. E, nós precisamos relembrar o mundo que, se amamentamos em público é porque aquele amor é grande demais para ser apenas nosso. Nós temos orgulho nele. E, como qualquer amor, quando se tem orgulho dele não há medo de o mostrar. Há alegria em partilhá-lo. Há fraqueza, também. Somos mães que amamentam. Somos mães apaixonadas e que acreditam que esta prova de amor um dia nos vai tornar pessoas mais realizadas, porque iremos ter a certeza de que demos tudo o que havia para dar, no momento em que o podíamos fazer. Mesmo quando nos faltarem as forças. E, será nesse momento, que mais precisaremos de mostrar ao Mundo que ainda somos capazes. Que temos orgulho do que fazemos, não só por nós, mas sobretudo por eles.
A semana passada celebrou-se a semana da amamentação, mas queria também deixar a minha lembrança sobre este percurso. Não é o mais simples, mas é o melhor que poderia escolher para a minha filha.



terça-feira, outubro 2

A Estrela e os autocolantes

Desde que o Gabi nasceu que vibro com cada descoberta. Com a Estrela, a coisa não é muito diferente. Cada coisa nova é tão, mas tão especial, que sou capaz de cantar o hino ou dar uma voltinha de tanta felicidade. Mesmo que a descoberta seja uma autêntica asneira, acabo sempre por achar piada de tão curioso que é ver meia leca de gente conseguir algo novo. É DEMAIS!

Uma das coisas que a Estrela tem revelado cada vez mais, e em proporção muito diferente do Gabriel é um especial interesse por tudo o que é ornamento. Adora uma roupa bonita, com bonequinhos, desenhos, cores.
E, quando a roupa é demasiado simples para o gosto dela, o que faz? Autocolanta-se toda! ahahah
Andou uma fase em que todos os autocolantes serviam para adornar o seu vestuário, e o corpo. Digamos que estas foram as suas primeiras tatuagens e primeiras recriações por própria conta.
Demasiado lindo para tão pouca descrição.
Aqui fica uma foto de um desses momentos:


sexta-feira, setembro 7

Cara de um.... [Mãe de dois]

Os meus dois amores. São ou não iguais?
Cara de um, foci*** da outra, ahahah

Uma das coisas que estou sempre a listar, mas acabo por nunca fazer é revelar fotos. E, por isso, de vez em quando, perco-me no computador a ver e rever fotos antigas.
E, como qualquer mãe, dou por mim a comparar os filhos. Quem nunca?
São tão parecidos... A Estrela faz-me lembrar imenso o Gabriel. E, não é só a minha visão de mãe galinha que o diz. As fotos não me deixam mentir.

Quem nunca comparou fotos dos filhos que atire o primeiro comentário! :p




terça-feira, setembro 4

Tenho uma irmã, e agora? => Oportunismo ou pura diversão?!

Da saga, Tenho uma irmã, e agora?

Uiii, nem vos conto tudo o que tem acontecido por cá. As aventuras entre o nosso casalinho de irmãos tem sido uma coisa maravilhosa, super interessante e, outras vezes, um tanto quanto desgastante (verdade seja dita…).
Mas, na maioria das vezes, é soberbo presenciar a relação dos dois, a forma como cada um deles interage com o outro… OMG! É lindo demais! Pena não conseguir registar mais momentos para um dia mais tarde partilhar com eles…
Apesar de ainda notar que o Gabriel não consegue “brincar autonomamente” com a Estrela, há alturas em que lhe peço para brincar um pouco com ela. E, entretanto, numa dessas vezes, ele descobriu a brincadeira mais maravilhosa do mundo… para ele (claro está!): fazer tendas!
Aproveitando-se da ingenuidade da irmã, utiliza todo o seu quarto e acessórios disponíveis em redor para montar a tenda. Literalmente, montar a tenda.
Esta podia ser uma brincadeira super interessante para os dois, não fosse a Estrela procurar-me passados 5 minutos, porque não está a fazer parte da brincadeira como seria suposto, e como tal, aquilo não tem piada nenhuma para ela. Mas, para ele… Ui! Ele delira!
Eu também deliro… Ai se não deliro! Sobretudo quando está na hora de deitar a Estrela, e ainda tenho o quarto num 8 e nem um corredorzinho de acesso à cama dela está livre!
E com esta e com outras, lá vai o Gabriel dizendo que brinca com a irmã.
- “Brincaste com a Estrela?”
- “Brinquei.”
- “A que estavam a brincar?”
- “Às cabanas…”
Se o ouvirem dizer isto por aí, não o levem tão a sério, está bem? Pelo menos, para já… J

(Será só o meu mais velho um “oportunista” de primeira?! Ou há por aí outros irmãos mais velhos que aproveitam o espaço dos mais novos para se divertirem à grande?!)



(PS: Desculpa Gabriel, mas se um dia leres isto, e espero bem que sim, significa que consegui registar muito bem uma das tuas traquinices com a mana)

quarta-feira, junho 13

O dia em que a Estrela partiu o braço... [Diário da Estrela]


Era domingo. 15 de abril de 2018, para ser mais precisa. A Estrela tomou banho, deu-lhe o papá. Depois do banho, sai da casa de banho ao colo, porque tinha caído. Ainda a tentarmos perceber se era choro de dor ou sono, a verdade é que acalmou no meu colo.
Depois de acalmar, continuamos a rotina para dormir. A noite foi igual a todas as outras. Ora chora, ora adormece, ora volta a chorar e depois a adormecer novamente, até ser hora de levantar… A segunda-feira decorreu tranquilamente, e a terça quase igual… Não fora o estranho movimento de “fuga” com o braço esquerdo e nada seria diferente do habitual. Já não tirei o olho daquele braço até chegar a casa e despir a camisola. Parecia inchado. O cotovelo estava quente. Se inicialmente julguei que tivesse deslocado o ombro, agora parecia o cotovelo. Ligo para a ama, mas não tinha reparado em nada de estranho no comportamento dela. Nem eu. Tinha estado com ela na hora de almoço e nada. Parecia bem, tranquila.
Levei-a para o quarto dela, onde reparo que ela evita movimentos com o braço esquerdo. Estava tudo estragado. VAMOS JÁ PARA AS URGÊNCIAS. Nisto, os meus sensores de mãe-galinha-mega-hiper-preocupada-e-super-ansiosa-e-novamente-preocupada entraram em ação e, mal o papá chegou fomos às urgências. Raio x feito e veio a confirmação que até o médico surpreendeu: fratura do cotovelo. Solução: engessar o braço durante 3 semanas! OMG! Caiu-me tudo. Coitadita da Estrelinha, pensava eu. 3 semanas de gesso não será nada fácil. Aquele peso, aquela dificuldade em mexer-se, segurar os brinquedos irá ser uma tormenta.
Chegamos tarde. Ela adormeceu por exaustão. Portou-se lindamente para quem passou por esta situação. Aguentou a dor durante 2 dias inteiros. É uma valente!
Na manhã seguinte, as atenções estavam sobre ela. Na ama, teve todo o colinho e carinho para ajudar a recuperar.
Mas, a Estrelinha é tão especial que, no dia seguinte e no outro e no outro já parecia que nada tinha acontecido. Mexia o braço como se o gesso sempre tivesse feito parte dela. Mexeu de tal forma que tivemos que regressar 2 vezes à urgência por ter quebrado o gesso!! Bem… No final o mais importante é que ficou bem, a fratura consolidou e aposto que, não fosse este relato e algumas fotografias, e ela nunca saberia que em bebé tinha partido o braço.
Tão pequenina e já com dor de cotovelo, hein… Quem diria, menina Estrela… ahahah (isto é para que ela um dia se recorde de como tudo aconteceu). E, para vocês que acompanham o blog, é o relato de mais uma história. Talvez haja por aí alguém que, como eu, não fazia ideia que se podia andar com ossos partidos e não se queixar.
Boa noite.