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quarta-feira, junho 5

O melhor presente do Gabi


Ainda sobre o Gabriel:
O melhor presente que lhe demos durante estes anos foi, sem dúvida, está irmã. As roupas que recebeu deixaram de servir, os brinquedos deixaram de ter uso, mas esta companheira, de carne e osso, de alma cheia de amor por ele, acompanhará o Gabriel para sempre. Claro que não há histórias perfeitas, e concerteza também terão os seus momentos difíceis, as suas chatices, as suas birras e contradições. Claro que serão diferentes, muito diferentes, e não desejamos que se tornem iguais. Este é o único presente que pretendemos alimentar para sempre, porque não tem prazo. Queremos construir com eles um livro de instruções, que seja recheado de cumplicidade, respeito e amor. Numa das alíneas será escrito que poderão jogar sozinhos ou acompanhados, de acordo com a vontade de ambos. Que o jogo não deve terminar com um vencedor, mas com um empate. Só assim poderá continuar a ter o mesmo valor. E no final, dirá que no dia em que se cansarem um do outro, deverão lançar novamente os dados e recomeçar. Porque isto é AMOR.


quinta-feira, abril 4

Ele e ela


Ele aprendeu a não viver sem ela. Ela nunca aprendeu a viver sem ele. ❤️❤️
Ao ler a maravilhosa frase da Andreia (@no_colo_da_mae) imaginei os meus, mas adaptei para se adequar à nossa realidade. 

A imagem pode conter: 2 pessoas, criança e ar livre

terça-feira, março 26

Bom dia (com uma foto especial)

Bom dia!
Vale começar o dia com um #tbt destes dois?
Poucas são as fotos que me tiram as palavras. Esta é uma delas. Basta o que sinto para descrever o quão são especiais estes dois.




quarta-feira, outubro 10

O mano mais velho


Ver estes dois juntos faz-me querer parar o tempo só para os observar e comtemplar a beleza do que existe entre os dois. A forma como o Gabriel tenta brincar com a irmã deixa-me de coração cheio. Imagino, muitas vezes, o esforço que ele fará. Ninguém o ensinou a ser irmão mais velho, muito menos como seria ter uma irmã mais nova, que faz muito menos do que ele está habituado. Ter um irmão mais novo significa voltar um bocadinho atrás no tempo e criar novas brincadeiras. E o Gabriel faz isso tão bem.



terça-feira, setembro 25

Tenho uma irmã, e agora? “Gabi, olha a mana, por favor”


Durante as férias, dei por mim a pensar de forma muito séria sobre um assunto que gostava de partilhar convosco…
Quando temos um segundo filho, por exemplo, queixamo-nos porque a qualquer lado que vamos, toda a gente olha, sorri e fala para o bebé, muitas vezes, como se o mais velho não estivesse ali. É revoltante quando isso acontece, porque acontece vezes sem conta, tantas que, para nos afetar, nem quero imaginar como se sentirão os nossos mais velhos…
Estes dias dei por mim a reparar que sofremos do mesmo mal. Em casa, na rua, ou em qualquer outro lugar, dou por mim a pedir ao Gabriel para “olhar pela Estrela”. Muitas vezes, utilizo expressões como “olha a mana, por favor…” E, quando falo dele para ela: “Olha o mano, Estrela…” Assim de repente, nem parece muito díspar esta forma de tratamento. Mas, no final das contas, são tantas as vezes que acabo por lhe pedir um “auxílio” sem dar conta, que quando caio na realidade, sinto-me demasiadamente mal por o ter feito.
“Gabi, olha a Estrela. Gabi, brincas com a Estrela, por favor? Gabi, seguras na Estrela, por favor? Gabi, cuidado que ela é bebé.” Gabi, Gabi, Gabi…
E tantas outras expressões, que somadas e multiplicadas não fazem qualquer sentido. Por vezes, começo e não termino as frases, dizendo apenas: “Deixa, não era nada. A mamã vai.” Porque, na realidade ele não é obrigado a responder a tantas solicitações, mas a verdade é que ter um filho que dá um olhinho de vez em quando para poder ir à casa de banho, ajuda.
Mas, repensar sobre tudo isto também nos ajuda a melhorar e a diminuir as “consequências” que o filho mais velho sente com a chegada do mais novo…
Quem tem mais do que um filho, já pensaram nisto assim?

terça-feira, julho 3

O irmão mais velho é o mais privilegiado


Há quanto tempo não escrevo sobre o Gabriel? Hoje, damos continuidade à saga “Tenho uma irmã, e agora?”
Com o nascimento da Estrela, o Gabriel nasceu de novo.
Ele nasceu como irmão mais velho. Aquele que cuida, protege, orienta, ensina. Aquele que está lá como ídolo, como espelho, como orgulho. O filho mais velho não sabe, mas tem, muito mais privilégio do que qualquer outro. Pelo menos, eu acredito que sim.
Desde muito cedo, a Estrela revelou um interesse e fascínio pelo Gabriel como não revela por mais ninguém. O olhar dele sobre ela fazem os seus olhinhos brilhar. A sua presença fazem-na procura-lo até que ele a encontre, também. As piadas e brincadeiras do Gabriel cativam gargalhadas infinitas.
As coisas dele são as melhores do mundo, para ela. As brincadeiras dele são fascinantes, para ela.
A Estrela delira com o mano. E, mesmo que às vezes, seja difícil ter uma irmã mais nova, que nasce sem saber brincar ou interagir, o Gabriel tem muita sorte, mas ainda não sabe. Aos poucos, começa a ter noção de que a sua presença é muito importante para a irmã. Aos poucos, começa a perceber que, tal como a mãe diz, tudo o que ele faz, ela quer copiar, porque ele é o mais velho, o mais importante de todos. Aos poucos, ele vai perceber que não foi só a irmã que criou impacto na sua vida, mas ele também cria impacto na vida dela. Muito impacto. Todos os dias. A toda a hora.
É maravilhoso observar o crescimento deste elo. Os irmãos mais velhos são mesmo um modelo para os mais novos.
Por cá, a Estrela adora o mano. Adora as brincadeiras dele, desde os spiners aos beyblads. Adora o snooker, a bola, os carrinhos e os matrecos. A Estrela adora tudo o que o mano faz ou tem. Por vezes, até dá dó, porque tudo o que ele mexe ou faz, ganha interesse para ela. “Se o mano tem, eu também quero”, pensa ela. Até no que ele come, ela repara. Qualquer dia está a querer vestir as roupas do mano. Não estranhem se isso acontecer. Já faltou mais...
- Gabriel, que sorte tu tens! Imagina um super herói que tu gostavas de ser e pensa como ele é especial para ti. Agora, tenta pensar que tu és esse super herói e a Estrela és tu. Consegues imaginar o quão especial és para ela? Mas, tu tens a sorte de a poder inspirar todos os dias. Tu tens a sorte de a poder ensinar todos os dias. Ela nunca esquecerá o que lhe ensinares, o que fizeres com ela. As vossas brincadeiras e histórias serão apenas vossas, para sempre.
Mesmo que às vezes pareça chato, acredita, ser irmão mais velho é especial. És o MAIOR para ela. Serás sempre. Basta que continues a cultivar a vossa relação. Ela estará lá, à tua espera, como sempre…



sexta-feira, setembro 22

Tenho uma irmã, e agora?! #2

Da saga "Tenho uma irmã, e agora?!"

Agora, olha, aguenta-te firme!

Bem.. firme aguentaria o Gabriel se a mana fosse mais fácil de adormecer. Firme, aguentaria o Gabriel, se a escola não começasse tão cedo, todos os dias...
Firme, aguentaria o Gabriel, se fosse despachado a jantar...

Estes dias, instalou-se o caos: choro de uma, falta de apetite de outro. Uma mãe, a ficar com os cabelos em pé. Um pai em trabalho. A mãe, na sua eterna boa vontade pensou "vou só ali adormecer a mais nova e já volto para fazer companhia ao mais velho". Pensar a gente pensa bem, porque pensar não custa. Às vezes dói, mas não custa nada pensar em duas ou três coisas. Um dia a gente acerta. Mas, não foi desta que a coisa correu como pensado.
A mais nova é pior que a mãe para adormecer. Aliás, qualquer pessoa é, neste momento, pior que a mãe para adormecer. Porque, coitada da mãe, adormece em qualquer cantinho, a qualquer hora. zzzzzzzz Ooops, desculpem, mas aproveitei e já fiz um cochilo mesmo aqui :)
Continuando... O cenário manteve-se por uma boa meia hora (ou mais, porque no meio de um cochilo e outro perdi a conta ao tempo). A mais nova adormece, finalmente! Vou ter com o mais velho, na esperança de ainda o acompanhar à cama. Chego à sala de jantar e nada de Gabriel.
Vou ao quarto e nada de Gabriel. Vou ao wc e nada de Gabriel.
Aí lembro-me que, por azar, nesse dia não tranquei a porta de entrada! Entro em desespero, começo a chamar (não gritar, para não acordar a mais nova) "Gabi, Gabi, onde estás? Onde estás?..." E, continuo à procura pelo resto das divisões. Neste momento, o meu coração já estava meio cá fora com a adrenalina, meio parado, lá está, para manter a calma e acreditar que nada passaria de uma brincadeira parva!!
Entretanto, no meio da procura, tento descobrir qualquer parte do corpo escondido e qual não é a minha felicidade quando o descubro escondido na mesa de jantar. Uffa! Pensei eu, ele escondeu-se. Mas, ele continuava ali, sem se mexer. Aproximo-me, e descubro uma sopa mal comida e um rapaz deitado todo torto, sobre duas cadeiras.
Bonito serviço, menino Gabriel.
Lá o ajudei a chegar à cama, naquele estado embriagado de sono.
E, claro, ficou avisado que mais vale não comer a sopa (porque na verdade já não a come) e deitar-se, se este cenário voltar a repetir-se.
É claro que nos dias seguintes nunca fui deitar a mais nova sem assegurar que o mais velho já estaria confortavelmente deitado na cama. A sorte é que em tempo de escola, ele adormece mais rápido e por isso, ainda estou a começar a dar a mama e já o oiço a ressonar...

Vida de mãe não é fácil, mas sejamos sinceros, vida de irmão também tem que se lhe diga...


quarta-feira, julho 26

"Tenho uma irmã, e agora?!" #1

Este post foi escrito há sensivelmente 3 meses. Não lhe mexi. Decidi partilhar convosco da mesma forma que o escrevi. Dividirei este assunto em mais posts, porque a evolução desta relação entre irmãos já tem muita história para contar. Fiquem desse lado, a acompanhar todas as aventuras e histórias... ;)

Já nos contavas como reagiu o Gabriel ao nascimento da Estrela!!

Sim, já não era sem tempo. Várias pessoas já me questionaram sobre a reação do Gabriel ao nascimento da irmã. E, a caminho dos 3 meses, acho que deverei dividir a sua reação em duas partes. Hoje, venho contar-vos a reação mais imediata e, posteriormente, explicarei melhor o porquê de dividir a reação dele em duas fases.
Bem… A Estrelinha nasceu no dia que ela própria escolheu. Já com a indução marcada, ela resolveu fintar-nos e quis aparecer uns dias antes, para acalmar de vez a ansiedade da mãe. J
Foi um dia de semana, por isso, o Gabriel foi para a escola normalmente. Como de outras vezes, explicamos que iríamos à maternidade e que, a mana poderia querer nascer nesse dia, ou não. Deixamos sempre as duas opções em aberto. Pela maternidade, as coisas acabaram por demorar mais do que imaginávamos e, por isso, não conseguimos ir buscar o Gabriel à escola.
Contado por quem o foi buscar, a sua reação foi de “espanto”, de “pânico”. Algo do género: “Mas o que raio está a acontecer aqui? Onde estão os meus pais, afinal? Não era suposto virem buscar-me?”
Ao telefone connosco, disse-lhe que a mana já tinha nascido e ele praticamente não teve resposta.
Acredito que ele tenha ficado, por um lado, em choque, por outro, sem reação mesmo. Era uma experiência nova, completamente diferente de tudo o que já viveu. Esteve alguns meses a habituar-se à ideia de ver a mãe grávida e de um momento para outro ouviu que a irmã nasceu. Mas, como assim? Uma irmã? Mas o que é uma irmã afinal? Aquilo na cabeça dele deve ter dado voltas e voltas…
No fim do dia, o pai trouxe-o à maternidade. Ele, ainda a explorar e a tentar compreender o que tinha acontecido olha para mim, olha para ela, olha para mim e pergunta “É esta a mana?” E eu “Sim, é a mana. Já não está mais na minha barriga.” Ele continuou sem expressão, e ao aproximar-se dela esboçou o seu primeiro sorriso pelo acontecimento. Era real. Ele tinha uma mana. Ele viu um bebé na sua frente. Não se tornou irmã naquele momento, mas ele deve ter compreendido que estaria com ele para sempre. Fazia parte da nossa família. Afinal, esperamos por ela tanto tempo.
Foi tão giro este momento.


Tenho