segunda-feira, junho 27

Espera Sentad@!

 

Espera sentad@!

 

Se esperas que alguém te ajude para que a tua vida mude, espera sentad@.

Se esperas que o mundo mude para seres feliz, espera sentad@.

Se esperas que essa fase termine para que tudo possa melhorar, espera sentad@.

Se te escondes porque tens medo de te mostrar, espera sentad@.

Se achas que não tens valor porque não recebes elogios, espera sentad@.

Se choras porque ninguém te cumprimentou, espera sentad@.

Se ficas sensível porque não querem saber se estás feliz, espera sentad@.

Se não sais de casa porque ninguém te convidou, espera sentad@.

Se não mudas de vida porque não te sentes preparad@, espera sentad@.

Se não vestes aquele vestido porque não tens onde ir, espera sentad@.

Se esperas pela ocasião especial para falar, espera sentad@.

Se esperas que a oportunidade certa chegue para festejar, espera sentad@.

Se esperas que o dinheiro apareça para poupar, espera sentad@.

Se esperas que as pessoas se calem para que as suas opiniões não te magoem, espera sentad@.

Se esperas que o tempo pare para o aproveitar, espera sentad@.

Se esperas ter uma vida de sonho, mas nem a consegues imaginar, espera sentad@.

Se… Se… Se….

Espera sentad@ se queres continuar a esperar, a adiar, a aguardar para que o vento mude para o sol não te queimar.

Espera sentad@ se apenas queres, mas não fazes nada para que tudo o que sonhas ou desejas se possa realizar.

Espera sentad@, porque eu estou cansada de esperar!

 

 


 

Atividade do Dia: Sonic

Olá!

Há quanto tempo não vos trago a "Atividade do Dia"...

Esta semana começamos por aí, com uma atividade mega Sonica, como diz a Estrela.

A Estrela anda numa fase que adora o Sonic. E, por isso, numa das pesquisas, encontramos estes bonequinhos.





Vocês encontram diversas personagens do Sonic para imprimir através do seguinte link:


PAPERMAU

Um website inteiramente dedicado a modelos de papel. Aproveitem para navegar nesse site. Não se espantem se em breve regressarmos com atividades daí.


Uma boa semana para todos*

sexta-feira, junho 24

"Eu sei o que fizeste o Verão passado", mas não será apenas isto que os teus filhos saberão!

Dizem, para assustar, algo como "Eu sei o que fizeste o Verão passado". Talvez todos reconheçam de onde vem esta expressão, e foi mesmo do filme que eu a retirei. Mas se querem que vos assuste um bocadinho mais, os vossos (nossos) filhos saberão o que fizeram não apenas no Verão passado, mas em todos os Verões…

Pois é. Agimos (vou falar assim no plural para que não sintam isto como uma crítica, é apenas uma constatação, baseada na minha opinião e experiência sobre a sociedade em geral)… Explicações aparte, recomecemos:

 

Agimos, tantas e tantas vezes, de forma a ostentar felicidade, paz, tranquilidade, amor, equilíbrio, riqueza, conhecimento, experiência, e tudo quanto queiram imaginar (ou desejar)… São tantas as coisas que podemos incluir aqui que até me faltam as palavras para as descrever.

 

Criticamos, tantas e tantas vezes, os nossos pais e avós, no fundo as gerações antes de nós, por se limitarem a fazer e a agir em prol do que o outro ia dizer, do que o vizinho iria pensar, do que o senhor do jardim iria comentar, do que a senhora da mercearia iria partilhar. Mas, tenho a ligeira sensação (digam-me por favor que estou enganada, nem que mintam, ahah), que continuamos no mesmo registo.

 

Talvez por ser Verão e o sol propiciar o aumento da energia, sinto uma busca enorme pela partilha dos momentos mais felizes e saudáveis. Dito assim até parece estar tudo bem. Procuremos sim viver momentos felizes, sobretudo nesta fase de Verão. Mas, quero eu dizer que sinto uma enorme necessidade do gabarito em geral, de se partilharem vidas e momentos como se tudo naquelas vidas fosse perfeito, especial, sem dificuldades, e com a capacidade para se ultrapassar todos os desafios.

Claro que, de vez em quando, lá vem um influencer dizer que a vida não é um mar de rosas e lá partilham todos os espinhos pelos quais têm passado. Está na moda mostrar vulnerabilidade.

 

Mas sabem que mais?

Podem enganar quem quiserem, partilhar uma vida de sonho, mostrar apenas o lado bom, para cativar, para serem aceites, para terem notoriedade, para encherem o ego como se o ego fosse um balão. Podem partilhar o melhor Verão do mundo, como se vivessem só na suavidade das pétalas da rosa. Podem pintar o vosso mundo de cor-de-rosa e até escurecer o mundo ao redor, só para mostrarem uma certa garra, coragem, força de vencer, tal como todos nós desejamos ser (não digam que não queriam ser sempre assim?)

 

Mas, quando o fizerem, lembrem-se: há alguém que nunca seremos capazes de enganar: os nossos filhos!

Eles, que vivem o dia-a-dia connosco, que nos conhecem, que sabem o que é real. Podem não ter capacidade de verbalizar, de compreender, de expressar as dúvidas que têm sobre as incoerências que se passam entre a “vida fictícia e a vida real”. Mas, um dia, mais cedo do que imaginam, eles serão capazes de compreender tudo o que se está a passar, porque eles também o estão a viver.

Por isso, durante este Verão, o próximo Outono e Inverno, e as estações que se seguirão, antes de iludirem o mundo com uma vida que não vivem, mas desejam, foquem-se a criar essa vida antes de mais, dentro da vossa própria casa.

Foquem-se em viver essa vida com quem dela faz parte. Foquem-se nas memórias felizes que criam com os vossos filhos, ao invés dos momentos felizes que tentam mostrar ao mundo. Foquem-se nos momentos perfeitos que vivem em silêncio com os vossos, em vez de mostrarem ao mundo que o fizeram, mesmo que omitam que durante esses momentos não estiveram assim tão presentes.

 

O mundo, amanhã, saberá o que fizeram este verão, mas os vossos filhos nunca esquecerão o que fizeram em todos verões, e no fundo, em todas as estações do ano.

Vivam por eles, não para mostrar ao mundo. Não queiram ser um ídolo, sejam apenas um ser humano!

 

Mas claro, aproveitem muito o Verão.



 

PS: Apenas uma mensagem de alerta, depois de ter assistido a partes de um documentário sobre influencers, e que fez clique com tanto do que vejo por aí, aqui, na internet em geral.

quarta-feira, junho 22

Cuidado com o que vos dizem sobre o pós parto!

 Estava a tentar escrever um texto sobre o pós parto, mas não estou a conseguir prender a minha atenção à ideia que queria passar inicialmente. E, antes que desista, decidi mudar de direção e falar sobre isso de outra forma.

Indo direta ao assunto, porque o pós parto é algo que mexe muito comigo, por diversas razões:

Não olhem para o pós parto apenas como a primeira semana após o nascimento do bebé. Não olhem para a vida após o nascimento do bebé apenas como o primeiro mês de vida de ambos (o bebé e os novos papás). Não olhem para o corpo da mulher como a única propriedade que lhe pertence, e não ignorem os sentimentos, bons e maus, que podem surgir. Tenham interesse como se sente quando o bebé não a deixa dormir.

 

Acho que a sociedade em geral se limita a observar e a seguir modas, teorias, metodologias baseadas em… o quê?

 

Hoje, 5 anos após o nascimento da Estrela, posso dizer que ainda estou a atravessar uma fase de adaptação. As noites não são sempre fáceis e o tempo e energia não chegam para tudo. E tudo o resto que foi ficando para trás e que precisa ser reorganizado? Não morreu no pós parto, veio comigo de atrelado e agora dá mais trabalho voltar atrás e recomeçar.

 

Foi muito mais simples viver o pós parto (as 6 semanas que teoricamente descrevem este período) do que o tempo que veio depois.

Foi muito mais fácil ter a casa organizada nos 3 primeiros meses, do que nos restantes, quando tudo tendeu a voltar “à vida normal”. E desde então, têm sido constantes as tentativas de adaptação. Ora à nova fase dela, ora a do mano (que não deixa de existir após o pós parto e em vez de um passam a ser dois a requerer atenção e cuidado), ora à nova fase da mãe, que se redescobre com o tempo.

Ninguém percebe tudo sobre a maternidade e sobre o impacto que terá na sua vida, e sobre o como é fácil ou desafiante ser mãe sem viver toda essa fase. Falamos de quanto tempo, afinal? A vida toda, não é não?

 

Não se deixem enganar quando alguém disser que no dia seguinte ao nascimento “eu percebi quem era eu afinal” ou quando partilharem que “recuperaram o peso na primeira semana”. De que peso estão a falar? Do corpo físico? Onde fica então o peso ou a leveza emocional? E as prioridades? Continua o corpo a ser assim tão prioritário para essa mãe que tinha invertido as prioridades? Mas se continua focada no peso, não terá mudado assim tanto, afinal. (?)

Cada uma terá a sua história sobre o pós parto e cada uma demora um tempo diferente a perceber qual o seu impacto. Cada uma de nós terá um processo diferente para viver, umas demoram mais tempo, outras completam algumas dessas fases mais cedo.

Mas todas nós estaremos no mesmo barco, enquanto assumirmos o papel de mãe e nos dispusermos a compreender o que cada fase traz de novo. Quem para no tempo não muda. Quem não muda não pode falar sobre uma fase que não viveu.

Se és mãe e ainda não te encontraste, se ainda não tens a “tua vida organizada”, não te preocupes. As mudanças requerem tempo, as mudanças não ocorrem da noite para o dia.