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segunda-feira, janeiro 30

Novo vídeo no Youtube: O que é a Terapia Ocupacional?

 Bom dia!


Partilho convosco o novo vídeo do canal do youtube. Desta vez, falamos sobre Terapia Ocupacional.


Tentei explicar a Terapia Ocupacional com base em definições.

Tentei trazer onde pudesse explicar a Terapia Ocupacional de forma o mais rigorosa possível, mas claro está, a ansiedade atrapalha sempre e acelerei um bocadinho a explicação de uma parte. Para não apagar e refazer o vídeo aqui fica a correção:

CORREÇÃO: Ao min 8:57 quando explico o significado de "mudar a ocupação" adiantei-me um bocadinho e expliquei uma parte seguinte da nossa atuação. "Mudar a ocupação" significa que primeiramente iremos olhar para a ocupação e considerar tudo o que a envolve, desde o contexto onde é realizada, aos materiais utilizados e a até a forma como é desenvolvida. A partir daí, faremos adapatções a essa ocupação, de forma a que, alterando materiais, procedimento ou outros envolventes da ocupação, a possamos "tornar" possível de realizar para o nosso cliente. Depois sim, entra a parte que explico no vídeo, onde iremos compreender se é necessário substitutir a ocupação por outra que seja significativa. Esta parte pode ser desafiante, uma vez que o cliente mudará de rumo e iniciará um processo de redescoberta ocupacional. E também para nós é importante perceber e antecipar o processo de reabilitação para ajustarmos expetativas junto do cliente.


(No meu lado pessoal, é por estas e por outras que digo que falar para mim não é assim tão simples como escrever. Quando escrevo as ideias fluem naturalmente, quando falo há ali uma barreira qualquer a atrapalhar. Há sempre algo que falha, e é também por isso que o canal do youtube foi criado. Permite-me desafiar estas minhas limitações.)


Espero que consigam compreender um bocadinho o que é o meu trabalho enquanto Terapeuta Ocupacional.

Falaremos mais sobre este assunto :)


E já agora, aqui ficam os votos de uma Ótima Semana para todos vocês!




quinta-feira, outubro 27

Dia Mundial da Terapia Ocupacional

 

E quando todos julgam que não há mais solução, lá vem o Terapeuta Ocupacional e tenta dar um jeito. Começa por trabalhar a fé, a esperança, a motivação; afinal ainda há tanta coisa por experimentar. Somos crentes por natureza, teimosos por defeito e persistentes como ninguém. Se a pessoa à nossa frente não está feliz, nós reinventaremos o mundo se for necessário, para que volte a sorrir novamente.

Depois de aceitarem o desafio, partimos à descoberta: o que quer fazer? Como faz? Como fez? O que usa? De que forma? Quem está por perto? Quem o ajuda? Se estiver sozinho também não terá mal, porque agora está nas mãos do Terapeuta Ocupacional!

Fazemos aquilo que melhor sabemos, o que ninguém mais sabe fazer: analisamos a atividade e é a partir daí que todo o trabalho se irá desenvolver. Olhamos atentamente, como quem sabe o que faz, mas com a curiosidade de quem o vê pela primeira vez. Colocamos a nossa cabeça a girar para que possamos compreender o que está a impactar aquele desempenho, envolvimento ou funcionalidade afinal. Damos voltas e mais voltas, criamos as nossas próprias hipóteses, percorremos catálogos, estudos, conversamos com colegas, e saltamos até todas as lojas. Afinal, se todos somos diferentes, não podemos olhar para duas pessoas de forma igual.

Suspiramos de felicidade, assim que “encontramos” a peça que faltava. Agora sim, sabemos o que limita o nosso cliente. Só precisamos de adaptar isto ou aquilo, criar o que fica ali ao lado, e trabalhar algumas competências para que tudo junto possa ser bem assimilado.

E quando, por algum motivo, esta solução tiver que ser diferente? Aí, começamos de novo, e tentamos tudo novamente. Por vezes, partimos à descoberta de novos interesses. E a análise da atividade, com jogos pelo meio, torna-se mais aliciante. E no meio desse processo, é o cliente que nos diz: sem si nunca teria conseguido fazer isto de novo, ou sentir-me tão realizado a desenvolver algo que nunca fiz.

Este poderia ser um resumo bem resumido de uma intervenção da Terapia Ocupacional. Mas, novamente, como cada pessoa é um ser único, há muitas partes que não foram aqui descritas.

Quando tiver dúvidas sobre o nosso papel, lembre-se: promovemos a autonomia, independência e a funcionalidade, contribuindo assim para a sua qualidade de vida (que é como quem diz de forma simples, para a sua felicidade).




terça-feira, outubro 18

A Visão da Mãe vs A Visão da Terapeuta

 Eu costumo dizer que os Terapeutas são chatos. Chatos e picuinhas. (Desculpem coleguinhas. Somos chatos connosco próprios, porque para os nossos clientes somos os mais fixes. J)

Enquanto uma mãe, por exemplo, prepara atividades porque gosta, ou porque são fáceis ou estão na moda; porque são bonitas ou porque a faz lembrar as atividades da sua infância; um Terapeuta Ocupacional olha para algo mais: a durabilidade do material, a sua consistência, o seu tamanho, a sua textura, a quantidade de atividades que poderá adaptar a partir dali, e por aí fora…

Enquanto uma mãe compra ou prepara uma atividade para explorar e às vezes só tem em consideração o preço ou a dimensão, um Terapeuta Ocupacional pensa um bocadinho mais além e analisa, ao pormenor, de que forma a poderão desenvolver e quais as competências que serão possíveis promover. Pensa ainda a que tipo de clientes será contraindicado.

Um Terapeuta Ocupacional tem sim uma visão diferente.

E é essa mesma visão que trará muitas das respostas que precisará encontrar de cada vez que tiver, na sua frente, uma nova pessoa para ajudar.

 

Nesta publicação, encontram um post antigo. Lembram-se disto? Vamos voltar? Simmm! (a resposta está dada, já não vale dizer que não, ahah).






segunda-feira, outubro 17

Da Terapia Ocupacional para o blog...

 

Há muito tempo atrás, prometi partilhar um bocadinho mais sobre a minha profissão.

Hoje é o dia!

Apesar de neste momento trabalhar em saúde mental com adultos, já trabalhei em pediatria. As áreas da saúde mental e pediatria são as minhas áreas de eleição. E apesar de poderem parecer distantes, têm muitos pontos em comum.

Para quem não conhece o meu percurso profissional, e focando apenas na área da pediatria, comecei por trabalhar em contexto clínico. Aqui, acompanhei crianças em intervenção precoce e primeira infância. Trabalhei ainda em contexto domiciliar e escolar, acompanhando crianças de várias idades, com as mais variadas condições.

São poucas as áreas da pediatria que não me fascinam. Mas tenho especial interesse pelas áreas da neura diversidade, incluindo o autismo e a hiperatividade, pelas áreas da dificuldade de aprendizagem, e algumas mais.

 

Sempre gostei da infância. Gosto dos desafios que as crianças nos colocam, das perguntas sem resposta que nos fazem. Gosto da forma como são transparentes connosco e da forma como se motivam com apenas um sorriso. Gosto da garra delas. Gosto da forma como se empenham para cumprir uma tarefa, mesmo que tenham, por vezes, tantas e tantas dificuldades. Gosto da forma como se apresentam felizes, mesmo que carreguem o peso de um avida às costas, e mesmo com umas costas tão pequeninas, ainda carreguem, tantas vezes, o peso da sociedade. Gosto da sua humildade e da forma como tentam comunicar das mais diversas formas, mesmo que por vezes, não tenham sequer uma única forma para o fazer.

 

Trabalhar em pediatria abriu-me os olhos para o Mundo. Fez-me perceber o quão pequeninos nós somos quando comparados com estes pequeninos grandes seres. Fez-me perceber que na infância reside quase tudo o que trazemos para a vida adulta. E fez-me aprender a olhar a vida como uma sorte.

 

Da Terapia Ocupacional para a minha vida trago praticamente tudo. Trago o conhecimento, que preciso seriamente de continuar a expandir; a capacidade de análise, que trago sempre comigo de cada vez que observo os meus filhos; a capacidade de adaptação, que desenvolvo todos os dias, e muitas vezes são a solução para algumas exigências,…

 

Deste lado, fico muito feliz quando me abordam para colocar dúvidas, quando contactam-me para questionar sobre algo. Chegou a altura de dar-vos mais. Quero dar um bocadinho do pouco que sei. Quero fazer-vos chegar mais ferramentas, simples e acessíveis, para que possam usar, vocês também, com os vossos filhos.

 

 

E vocês, querem saber um bocadinho mais sobre este meu mundo?

Por onde acham que devo começar?




terça-feira, abril 2

Dia Mundial da consciencialização do autismo

Hoje é o dia mundial da consciencialização do autismo. Confesso que esta é uma das condições com as quais mais gosto de trabalhar. Infelizmente, em Portugal ainda estamos muito aquém do que seria necessário fazer. Existem ainda tantos mitos que precisam ser desconstruídos e tanta informação que ainda precisa "chegar a tempo" às famílias que lidam com ele. Só para terem uma ideia, em Portugal costumam diagnosticar o autismo por volta dos 3 anos ou mais. Em outros países já se verificam diagnósticos por volta dos 18 meses. Claro que tudo isto é debatido, mas um diagnóstico precoce pode fazer toda a diferença no bem estar e autonomia destas pessoas. O autismo não é uma doença. As crianças com autismo não precisam (sempre e apenas) de medicação, mas em primeiro lugar de compreensão. É necessário olhar para elas com um olhar de quem compreende que as suas necessidades são ligeiramente diferentes das nossas, que a forma como interpretam os estímulos e reagem com o mundo à sua volta é diferente. Não é uma forma errada, mas apenas a forma como o sabem fazer.

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