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domingo, dezembro 7

5 Lições que aprendi... Em 39 anos, mas gostava de ter aprendido mais cedo!

 



Domingo é dia de encontro no Youtube.

Hoje partilho convosco 5 lições que aprendi em 39 anos, mas que gostava de ter aprendido mais cedo. Quem nunca sentiu que se tivesse aprendido algumas lições mais cedo seria "poupado" de algum sofrimento?

Pois é... Mas vivendo aprendendo. E, mais vale aprender tarde do que nunca, não é mesmo?

Se vocês são como eu, dos que gostam de aprender mais sobre vocês mesmos e os outros, então não podem perder este vídeo.

Vemo-nos por lá?

sexta-feira, dezembro 5

Adeus 38. Obrigada por tudo.

É nostálgico parar para escrever neste dia. E mais ainda parar para o partilhar convosco.

Hoje encerro 38 anos de vida.

Não é apenas o fim de um ano. É o fechar de um capítulo inteiro. Um capítulo que guarda memórias de aprendizagens duras, conquistas silenciosas, força e fraqueza, energia e dor ao mais alto níveis. É o fim de um capítulo durante o qual me permiti ser livre, que permiti explorar o que conheço de mim, que permiti expor-me a promessas que fiz a mim mesma.

O 38 capítulo marca a transição entre alguém que quase foi destruído e alguém que se prometeu reconstruir.

Precisei de 38 anos para aprender a escutar-me.

Aprendi que preciso parar quando o corpo pede calma, a proteger o meu coração mesmo quando ele treme, e a escolher caminhos que me façam sentir segura, inteira e livre.

Aprendi também que precisei chegar ao fundo para ganhar claridade, para poder ganhar impulso e voltar ainda mais forte.

Este ano que termina foi um ano de recomeços, tentativas, correções, acertos, balanços, questões, e o início da tomada de decisões e acções que se alinham cada vez mais com a minha intuição.

Hoje, no último dia com 38 anos eu perdoo-me.

Perdoo-me por tudo o que suportei.

Perdoo-me por todas as vezes que calei.

Perdoo-me por todas as vezes que engoli em seco e sem ninguém saber, chorei.

Perdoo-me por todas as vezes que aceitei o que o meu sistema nervoso contrariava.

Perdoo-me por todas as vezes que acreditei mais nos outros, na lei, do que em mim.

Ao mesmo tempo que me perdoo, também agradeço. Sinto uma gratidão enorme e imensurável.

Sinto-me muito grata por quem permaneceu, por quem entrou, e por quem partiu.

E claro, por não ter desistido.

Hoje tenho mais clareza, mais entendimento, mais carinho por mim mesma e mais compreensão pelos outros.

Adeus 38. Obrigada por tudo.



Estou pronta para recomeçar um novo capítulo...

domingo, novembro 30

Resignificar a dor, a idade, a vida...

A dor... Se não transformarmos a dor em algo mais construtivo, ela destruir-nos-á.

Foi por muito pouco que a dor que vivi nos últimos anos não me destruiu. Em muito agradeço a quem esteve do meu lado e tem estado, porque sejamos sinceros, a dor não desaparece de um dia para o outro. Há situações e experiências que nos marcam para sempre, sobretudo aquelas cujo "outcome" não foi ou é impossível de reverter.

Hoje, a 30 de Novembro, de 2025, retomo ao primeiro local que me permitiu desafiar o meu receio de falar: o youtube.

Partilhei o meu primeiro vídeo aos 29 anos. Volto 10 anos mais velha, mais vivida, mais marcada, mais magoada também, mais experiente.

Espero muito ver-vos por lá!

E, já agora, se não for pedir muito, por aqui também :)






sábado, fevereiro 1

Fevereiro... O eterno mês do amor?

Fevereiro...

Dizem que é o mês do amor. Mas... Não deveriam ser todos, pergunto eu?

Fevereiro, de todos os meses o mais pequenino. Mas, se lhe chamamos de mês do amor e facilmente dizemos que amamos até ao infinito, não deveria ser o maior?

Fevereiro... O único no qual não podemos confiar. Porque os dias nem sempre são certos. Umas vezes tem 27 dias, outras 28. Mas, se lhe chamamos de mês do amor, não deveria ser o mês em que mais deveríamos confiar?

Fevereiro... O segundo do ano. Mas se dizemos que o amor comanda a vida, não deveria Fevereiro então ser o primeiro?

Bem... Talvez haja algum motivo para que isto aconteça... Talvez seja porque o amor como costuma ser falado, partilhado, comercializado em Fevereiro, não é o amor verdadeiro, o que mais importa e deve ser priorizado.

O amor verdadeiro começa em nós mesmos...

Que em Fevereiro possamos amar quem somos um bocadinho mais...



segunda-feira, janeiro 20

Aprendi a não esperar nada de ninguém.

Estava a olhar para as minhas redes sociais a pensar que por vezes, nos últimos tempos, me sinto um bocadinho egoísta. Tantas fotos minhas publicadas, uma após a outra. E depois lembrei-me que as fotos não dizem muito. Cada uma é escolhida pelo conteúdo. E muitas delas são desafios para mim mesma. Ao mesmo tempo, lembrei-me que um dos motivos pelos quais escrevo e me desafio a partilhar mais e mais, é porque desse lado, felizmente, há muita gente como eu. Pessoas sensíveis, mas fortes. Pessoas que valorizam detalhes, mas que apesar dos obstáculos conseguem sonhar grande. Pessoas que dão valor à vida pela essência que ela nos traz. Pessoas que viveram e vivem desafios e não culpam nem julgam os outros. E pessoas que aprenderam que mais valia não contar com ninguém.

Introduções àparte - vocês sabem o quanto gosto delas - vamos ao tema de hoje...

Aprendi a não esperar nada de ninguém. Aprendi a sobreviver no meio de críticas, no meio de um ambiente em que era colocada para baixo, em que me pediam para ser diferente, onde me tentaram convencer de que ser quem sou estava errado.

Foram as pessoas em quem mais confiei que mais me magoaram. É sempre assim, não é mesmo? Não nos magoam aqueles de quem não esperamos nada.

Mas, a dor de ser magoado por aqueles que esperamos que estejam do nosso lado custa. Fica entranhada. E molda-nos por completo.

Eu transformei essa dor em independência. Aprendi que esperar algo de alguém seria mais doloroso do que fazer tudo sozinha. Aprendi que esperar algo de alguém só me trazia mágoa, dor e frustação. Afinal de contas, quando esperei, acabei por ter que me desenrascar da mesma forma. E muitas vezes, depois de escutar críticas, de me julgarem por ser como sou.

Aprendi que a única pessoa com a qual poderia contar era eu mesma. Afinal, com qualidades e defeitos, eu sou a única que estou sempre comigo, para resolver o que for necessário. Sou independente. A vida ensinou-me que sou autosuficiente, que sou capaz de tudo sozinha.

As lições que a vida me trouxe fizeram de mim a pessoa desenrascada, que não tem medo de nada.

E há algo nisto que gostava de desmistificar. Não precisamos parecer ou agir de forma rude para sermos autosuficientes. Não precisamos de falar alto, nem dizer palavrões, nem usar cabelo curto, nem de vestir calças para sermos capazes de tudo.

Vivemos numa sociedade que ainda associa a sensibilidade à falta de força, à falta de capacidade. Mas está tão errado.

Podemos continuar a ser femininas. Podemos continuar a usar vestidinho curto, salto alto, maquilhagem. Não são os acessórios que nos retiram a capacidade de darmos conta dos nossos afazeres. O que nos traz essa capacidade não se vê, porque vem de dentro, vem muitas vezes da dor que nos ensinou a sermos independentes, a não esperar ajuda.

Há uma ideia errada qualquer na sociedade de que só os homens são capazes de certas coisas, e de que as mulheres precisam deles para se conseguirem virar. Meus amigos... Felizmente não é bem assim.

Eu sou feminina e continuo a fazer tudo. Se um dia me arrumo para sair, e no outro uso fato de treino manchado é porque eu escolhi assim. Eu tenho essa opção. E não será a sociedade nem nenhuma das vozes que me tentaram diminuir que me irão fazer desistir de continuar a ser como sou.

Talvez a sociedade nos tente convencer de que sozinhas não somos nada, porque talvez a sociedade tenha medo das mulheres independentes.




segunda-feira, janeiro 13

Cuida de ti.

A vida ensina-nos tanto, se quisermos aprender.

A mim ensinou-me, desde cedo, que o mundo nem sempre é perfeito. Que às vezes a perfeição esconde tantas imperfeições, que só quem as vive as conhece de verdade.

A mim ensinou-me que, nem sempre, teremos as pessoas do nosso lado e que, às vezes, precisamos lutar sozinhos.

Sempre me deixei afetar demais pelos outros. Não por culpa deles, mas por minha própria culpa. Afinal de contas somos os únicos responsáveis por nós mesmos.

Olhamos para os outros e para o mundo através dos nossos próprios olhos e, de certa forma, esperamos deles o mesmo que lhes desejamos. Por outras palavras, tratamos os outros de acordo com os nossos valores e esquecemo-nos muitas vezes que os valores deles podem ser diferentes.

O problema de algumas pessoas continua a ser a falta de capacidade para se colocarem no lugar do outro, o egoísmo de acharem que o mundo gira em torno de si mesmos. Há uma falta qualquer de empatia generalizada que transforma as pessoas em pessoas com as quais é difícil lidar.

Acredito que por muitas palavras que usemos para descrever os outros, nada os fará mudar.

Os únicos que podemos mudar somos nós mesmos. E para que sejamos capazes de o fazer teremos que cuidar de nós.

Cuida de ti! é o tema de hoje. Porque tantas vezes precisamos de nos relembrar que se não cuidarmos de nós, ninguém irá cuidar.

Se estás a ler isto, lembra-te que para que te sintas forte o suficiente para lidares com pessoas que de alguma forma mexem contigo, terás que priorizar o teu bem estar. Eles não mudam, mas tu podes mudar! Por ti!

Cuida de ti!





sexta-feira, janeiro 10

Divorciei-me, e agora?

Antes de começar a escrever, quero apenas partilhar que não é meu intuito fazer deste cantinho o meu diário. (Podia, porque tenho assuntos sem fim para partilhar.)
Tenho que confessar que há tantas coisas que mudaram, que sinto que vos preciso de atualizar.
Mas, adianto que para a semana retomaremos temas que, em tempos, foram habituais, diferentes destes em que venho aqui abrir o meu coração.

Divorciei-me, e agora?
É o tema para hoje.
De quase todas as pessoas escutei um "lamento imenso" quando partilhei que me tinha separado, como se com o divórcio eu tivesse perdido algo muito importante.
Claro que um divórcio coloca fim a um casamento. E com isso, a alguns planos. Mas, nem sempre o divórcio tem que ser encarado como uma perda. Às vezes, o divórcio é uma ou a solução.

Ainda vivemos numa sociedade em que terminar um casamento parece ser o fim do mundo, em que as pessoas têm que, obrigatoriamente, ficar tristes com isso.
Perpetuar que o divórcio é uma "trajédia" é perpetuar a ideia de que os casais devem permanecer juntos. E como sociedade não o deveríamos fazer.

Vamos desconstruir esta ideia por favor?
Nem sempre o divórcio é um problema. Às vezes é a solução! E está tudo bem. Está tudo bem que os casamentos terminem, que os casais não queiram ou não fiquem para sempre juntos. Estamos longe dos tempos em que os casais tinham que viver presos à ideia de que "só a morte os separa". Às vezes as pessoas morrem estando vivas. Às vezes, as pessoas estão separadas vivendo juntas. Às vezes as pessoas não sonham mais em conjunto. Às vezes as coisas não fazem mais sentido. Manter um casamento é uma ideia construída pela sociedade. E de nada nos adianta esperarmos que um casal mantenha algo que já está destruído.

Não lamentem quando alguém vos disser que o seu casamento chegou ao fim. Ao invés disso, questionem como essa pessoa se sente. Talvez esteja mais leve, mais feliz.

As pessoas mudam (ou não) e as coisas terminam.
E, felizmente, vivemos numa sociedade livre. Temos a liberdade de podermos terminar um casamento. Já imaginaram se vivéssemos numa sociedade em que não tivessemos escolha?
Numa sociedade que nos obrigasse a permanecer presos a algo que já não faz mais sentido, ou não nos faz bem, ou que deixou de ter significado? Deve ser difícil, parece-me muito mais pesado. Eu lamento por todos aqueles que estando presos a algo não se conseguem libertar. Eu lamento por todos aqueles que vivem acorrentados a uma espécie de sentença perpétua.

O divórcio nem sempre é um problema. Ou não deve ser.
Permanecer num relacionamento que não nos faz bem é um problema bem maior.

Faz sentido para vocês? O que acham sobre isto?

quinta-feira, janeiro 9

Fiz o luto dos meus pais. E agora faço o luto por um filho.

Pensei várias vezes se deveria escrever sobre isto.

Mas sim. Eu quero. Eu preciso. Estou cansada de guardar tudo cá dentro.

Falei muitas vezes de mim, da minha história, mas nunca a contei de forma a que a pudessem compreender.

O título diz tudo. Depois de aos 21 anos ter saído de casa, as coisas complicaram-se de tal forma que fiz um luto. O luto da minha família, dos meus pais e irmãos. Manter contacto não era viável.

No meio desse reboliço, nasceu o Gabi e isso foi transformador. Ajudou-me a curar as lacunas e as feridas causadas pela perda anterior. O Gabi tornou-se a minha família. Cresci ao mesmo tempo que ele. Superei medos, traumas, dificuldades. Ele era a minha nova razão de viver.

Desde Dezembro de 2023 que vivo o maior pesadelo, o pesadelo de o ter perdido. Eu sei e acredito que não será para sempre. Mas por enquanto sinto que o perdi. Não faz mais parte da minha vida, nem eu da dele. Não sei mais o que se passa com ele. Qualquer dia não sei mais quem é... Não posso falar sobre os motivos que causam tudo isto. Não tendo sido capaz de o provar na lei, uma vez que a lei é inexistente, não o posso falar aqui também. Será algo com o qual terei de aprender a viver e terei que tentar fazer as pazes com isso (não por opção, por falta dela). Em mais de 1 ano, vi o meu filho pouquíssimas vezes. Estive apenas 1 vez com ele a sós. Passei os dois últimos Natais sem ele, e as passagens de ano também. Sinto-me num processo de luto. Sofro todos os dias por o ter perdido. Choro a maior parte deles. E sofro também pelos motivos que causaram tudo isto. Não há como fazer o luto de um filho. É contra natura. É surreal. É surreal pensar em tudo o que aconteceu e pensar sequer que perdi o meu filho. Como pode? Quem nos conhece sabe o que isto significa. Quem não nos conhece assim tão bem, imaginem uma mãe e um filho que são próximos e que deixam, de um momento para o outro, de fazer parte da vida um do outro. É cruel! É desumano! Eu perdi-o. Mas ele nunca me perderá. Porque a qualquer momento, eu estarei sempre aqui.

Tudo isto tem-me feito pensar nas voltas que a vida dá.

Estive 16 anos sem falar com a minha mãe. Será que isto é castigo do Universo? Será que isto é lição? Seja o que for, uma coisa eu sei, este foi o limite e a chamada de atenção que eu precisava para parar de ser cobarde e para parar de me esconder.

Fiz o luto, em vida, de muita gente. Passei por muitas coisas que nunca contei a ninguém. Não quero fazer o luto por mais ninguém que é importante, nem de mim mesma. Não quero mais calar e silenciar a minha história. Todos temos uma e todos temos o direito de a partilhar, se isso for para nos ajudar ou ajudar alguém. Calar seria entrar num ciclo de luto de mim mesma. E tendo estado perto de desistir, tenho noção de que não é isso que quero para mim.

Quero, como sempre tentei, transformar a dor em algo que me ajude a melhorar quem sou, e que me ajude a ser capaz de ajudar quem precisa.

Este é um post de viragem. Este cantinho nasceu quando me tornei mãe. Não sou mais a mãe que era, nem nunca serei. Não porque deixei de acreditar no que defendia, mas porque a oportunidade para o ser não existe da mesma forma. Apesar do que mudou, não deixo de ter uma mensagem para transmitir ao mundo.

Adiei por muito tempo esta partilha. Mas como sabem, tudo para mim tem que fazer sentido. E nunca poderia continuar sem falar sobre isto.

Este cantinho continuará. Em Agosto do ano passado disse  num vídeo do youtube que nada será mais igual. E não é, não será. E, mesmo com diferenças, há algo que quero manter: a verdade, a genuinidade e a positividade. Nem sempre a vida é fácil. Para todos nós. Todos passamos por desafios. A dificuldade de cada um é perspectivada segundo a nossa própria realidade, que sendo única, não pode ser comparada.

Mas podemos sempre aprender uns com os outros. Podemos sempre desafiarmo-nos a ser pessoas melhores e a viver de forma mais positiva com todas as coisas negativas que nos aconteceram ou acontecem.

Nem sempre é fácil. Às vezes dói. Mas, para a frenteé que é o caminho! Lembrem-se disso.

Escrever mantém-me viva, e por isso, nunca irei parar de o fazer!

Para vocês, quero deixar como mensagem e lembrete: Não parem de fazer aquilo que vos faz bem. Não mudem por completo por causa de nada ou alguém. Só vivemos uma vez. Façam os possíveis e impossíveis para transformarem a vossa dor numa lição. E façam o que for necessário para que consigam conviver com ela. Se não conseguirem sozinhos, por favor, procurem terapia. A vida é bonita lá fora...



(E à velha moda, escrevi, e não reli.)

segunda-feira, janeiro 6

Quem sou eu?

Segunda-feira! A primeira segunda-feira de 2025! Que nostalgia!

Todas as segundas feiras sinto um friozinho na barriga. Um friozinho de saudade...

Em tempos, velhos tempos, costumava vir aqui e exprimir um bocadinho sobre pensamentos e coisas minhas. Costumava fazê-lo às segundas feiras. E sabem porque é tão importante? Porque tomar a decisão de vir aqui falar sobre mim foi um grande passo. Outrora, falar sobre mim seria impensável. Com o passar dos tempos e com a quantidade de coisas que vivi, senti necessidade, talvez errradamente, de dar um passinho atrás. Várias vezes fui "cobarde" comigo mesma, porque não falei quando achei que precisava. Há quem diga que é por medo. Há quem diga que é por falta de coragem. Há quem diga tanta coisa... Mas se querem que vos diga, nem eu sei bem o que me faz dar esse passinho atrás e parar. Afinal, vir aqui e escrever sobre o que quer que seja é tão bom.

Adiante... Hoje é a primeira segunda feira do ano 2025. Lembrei-me que poderia ser interessante regressar com um texto onde vos falo um bocadinho mais sobre mim.

Quem sou eu?

Escrever isto assim faz-me pensar em como é interessante pensar sobre isso. Porque talvez nem eu saiba, ainda, descrever-me. Estou numa fase em que me sinto muito mais eu, mas ao mesmo tempo, numa fase em que ainda não tive muito tempo para o ser. Se é que isto faz algum sentido.

Continuo semelhante ao que me conhecem, ou pelo menos os meu principais valores estão cá todos: verdade, justiça, igualdade, empatia, paz, compreensão,... Para mim os valores são uma grande parte de nós.

Continuo a ser mãe de dois, embora agora pareça apenas mãe de apenas uma.

Continuo a trabalhar como terapeuta ocupacional. Trabalho a tempo inteiro e faço um bom par de horas extra para cobrir as contas.

Continuo a ter os melhores amigos do mundo. Os pilares mais fortes que alguma vez podia imaginar. E a quem devo tanto mas tanto que não dá para explicar.

Adoro a praia. Viveria super feliz numa casa com a janela do quarto virada para o mar.

Adoro fazer exercício. Embora tenha parado tudo o que tinha começado a fazer por motivos de saúde.

Sou uma pessoa tranquila. No entanto inquieta, que deseja todos os dias melhorar.

Sou uma pessoa determinada, no entanto tenho por norma a mania de colocar os outros em primeiro lugar e isso retira-me tempo e energia para me dedicar ao que acredito e quero.

Tenho 38 anos, mas sinto-me com 18. Embora os ossos façam barulho por todos os lados.

Estou divorciada. E embora digam que o divórcio termina com muitos sonhos, eu sinto que para mim o divórcio me deu a oportunidade de voltar a sonhar.

Sou apaixonada pela vida e pela oportunidade de viver. E apesar de não acreditar que viemos ao mundo para sofrer, tento aprender o que consigo com cada sofrimento.

Gosto de me desafiar. Mas detesto quando tenho que ultrapassar desafios que são causados pelos outros.

Gosto de conversar. Descobri que falo mais do que conhecia.

Gosto de escutar. E continuo a gostar de conhecer todas as histórias, sobretudo as que falam sobre a vida.

Gosto de escrever. Seria super feliz se pudesse ficar sentada o dia todo a escrever e não precisasse de fazer mais nada para viver.

Gosto de ajudar. Continuo a sonhar em percorrer o mundo e ajudar pessoas, ou adoptar crianças, ou oferecer serviços para quem não os consegue pagar.

Gosto de comer com calma, de olhar para o céu, de ver as estrelas no céu,...

Tanto mais haveria a dizer.

Mas tanto mais que eu gostaria de saber... Quem és tu, neste início de 2025?




sexta-feira, janeiro 3

Sempre tarde, nem sempre a horas...

Sempre tarde, nem sempre a horas...

Estava a terminar de arrumar a cozinha quando, de repente, reparei nas horas. Já passa das 11 da noite, e ainda não tive tempo para parar. Felizmente, nos dias de correm, esta nem sempre é a norma. Agora consigo mais tempo para me sentar do que no último capítulo da minha vida. Mas durante 15 anos esta foi a minha realidade a grande maioria dos dias.

Ter sido mãe pela primeira vez aos 22 anos foi um privilégio, aos 30 uma benção. Tive os meus filhos no momento ideal para mim. No entanto, nunca fui apenas eu. Tenho sido, de vez em quando, agora.

Durante 15 anos vivi todos os dias para os outros. Trabalhei, cuidei de uma casa, dos outros, dei tudo (e um bocadinho mais) de mim. E nem sempre o tempo chegou para cuidar de mim. A inconsistência em tudo o que tentei fazer revela os períodos em que a vida se tornou ainda mais exigente.

Hoje, por diferentes motivos (um deles por ser o início de um novo ano e pela primeira vez em muitos anos sentir que quero recomeçar) perdi-me em tarefas que ficaram por fazer porque preferi priorizar outras coisas: estar com pessoas que são importantes para mim.

Ser mãe jovem é maravilhoso. Nunca me hei-de arrepender. Cresci muito. Cresci como pessoa. Mas profissionalmente, muito ficou por fazer. Os sonhos, planos e objetivos que tinha foram sendo adiados. Os projetos foram sendo guardados... Cresci como mulher. Mas não consegui, nem de perto, chegar onde queria como profissional ou empreendedora. Quem me conhece sabe que tenho um bichinho dentro de mim que não me permite parar. Não sou nem nunca serei a pessoa mais talentosa ou a mais criativa, nem tão pouco a mais inteligente. Mas sou uma apaixonada por diversas oportunidades que a vida nos coloca. E tenho noção de que perdi muitas.

As exigências da vida e outras coisas que para já não quero explorar (mas irei ao longo deste ano falar) foram colocando o meu lado profissional de lado.

Se eu pudesse voltar atrás talvez tivesse que mudar tanta coisa que não seria mais a mesma pessoa. E não seria esse o objetivo, por isso, estou em paz, e aceito que tudo tenha sido como foi.

Aprendi lições que não teria aprendido se tivesse sido diferente.

Ganhei maturidade que não teria ganho se tivesse sido diferente.

Ganhei conhecimento sobre mim mesma e sobre os outros.

Ganhei experiência. Ganhei a oportunidade de ver e acompanhar de perto o nascimento e crescimento de dois seres maravilhosos, os meus filhos.

Ganhei muito, muito mais do que posso relatar.

Mas claro, como tantas outras coisas foram ficando para trás, pelo caminho também me frustei, revoltei, pensei ser o problema por não ser capaz...

Hoje tenho consciência de que ninguém o é, tenho noção de que com tudo o que fiz não seria possível fazer mais. Ninguém o é. Ninguém consegue dar conta de tanto na vida.

Acredito que muitas pessoas desse lado passem pelo mesmo. Acredito que muitos desse lado terminem o dia com o sentimento de que ainda há tanto onde queriam colocar tempo e energia. O dia é longo, mas não suficiente para conseguirmos chegar a todas as áreas.

Não se culpabilizem se assim o for. Não se diminuam. Lembrem-se que talvez já deram demais durante o dia. Lembrem-se que a vida é feita de fases. Que para ganharem muito numa área de vida e poderem estar a 100% nela, outras terão que ficar para trás. Não esquecidas, mas apenas em espera ou a progredirem a um ritmo diferente.

Lembrem-se que talvez estejam a fazer mais do que é suposto. Ou talvez estejam a remar contra a maré. Ou talvez estejam mais sozinhos do que parece. Ou talvez as exigências nesta fase sejam mesmo demais. Não se frustem. Ou melhor, não deixem que a frustração vos faça querer ser diferente, ou desistir. Não desistam. Refaçam objetivos se for mais fácil. Desenhem-nos mais pequenos para que os possam trabalhar de forma mais gradual. No final, o mais importante é o percurso que percorrem do que a data em que irão atingir o objetivo a que se proponhem. Talvez o objetivo mude pelo caminho. Por isso, tentem concentrar-se no aqui e agora. Sabem da história da lebre e da tartaruga? Chega à meta quem não desiste. Mesmo que por vezes precisem de abrandar o ritmo, porque outras exigências se colocam como prioridade, um dia o ritmo há-de acelerar um bocadinho mais...

Desistir nunca é o caminho. Mas cuidar de nós, priorizar o que queremos atingir talvez seja uma parte da solução.

Para este ano, protejam 5 minutos do vosso tempo para cuidarem apenas de vocês e dos vossos objetivos. Nem que durante esses 5 minutos sejam apenas para alimentarem o sonho.

Há um estudo longo que conclui que sonhar é o que nos traz mais felicidade enquanto seres humanos. E, estou em crer que ser feliz é o que todos queremos, não é?


Sou muito grata pelas oportunidades que a vida me tem colocado à disposição. Durante os últimos anos cresci muito enquanto pessoa, mas não tanto enquanto profissional. Hoje sei que tenho muito mais a crescer em ambas as áreas. E aqui, eu sei que combino as duas...

Obrigada por estarem desse lado nesta nova jornada...

Com amor, Lu



quinta-feira, janeiro 2

2025

Talvez devesse escrever um post inspirador. Ou as minhas metas para 2025. Ou os meus fracassos de 2024. Ou os melhores momentos (porque apesar de ter sido um ano sofrido também houve momentos muito especiais). Ou... Talvez devesse falar sobre vulnerabilidades. Ou ainda talvez devesse persuadir-vos a ficar desse lado e a acompanharem-me por mais um ano.... Mas, vamos apenas começar 2025 da forma simples, ao meu jeito. As palavras que partilho são as que sinto no fundo do meu coração. Perdoem-me os experts em marketing digital. Perdoem-me todos os que trabalham para ensinar o que devemos ou não partilhar na internet. Muito aconteceu, mas eu continuo sem jeito nenhum para esquemas, continuo a ser apenas eu... Vamos apenas começar 2025 abrindo o meu coração...


2025, recuperei as palavras...

Prometi a mim mesma que nunca deixaria de vir aqui. Mas deixei. Deixei tantas vezes de cá vir que lhes perdi a conta. No entanto, a teimosia (chamam-lhe os invejosos) tem falado mais alto. Na realidade, a persistência e a resiliência não me deixam desistir. No fim de tudo, tenho prometido voltar. E cá estou eu, novamente, tentada a recomeçar.

Os registos mostram que desde Abril de 2023 que não partilho nada neste cantinho. Curioso. Por essa altura a minha vida estava virada do avesso. E eu, no ponto mais frágil de sempre (achava eu...).

Tanto aconteceu desde então. Tantos momentos marcantes, quase todos desafiantes. Mas... Estou aqui: sobrevivi!

Não podia deixar de voltar para agradecer à vida por esta oportunidade: a oportunidade de continuar a viver, pela oportunidade de viver experiências, pela oportunidade de usar o sofrimento para poder crescer, pela oportunidade de aprender sobre coisas novas e de aperfeiçoar os temas que tanto quero abordar...

Ainda não sei ao certo como o irei fazer, mas tenho uma certeza: irei dar o meu melhor. Hoje sei qual é a minha missão. E tudo farei para a cumprir.

A internet, e mais precisamente, este cantinho, foram tantas vezes o meu refúgio. Grande parte das vezes, foram os 5 minutos que parei para vir aqui que me permitiram encontrar-me comigo mesma. Foram os 5 minutos todos somados que me foram mantendo viva, com fé e esperança por dias melhores. Foram os bocadinhos que "perdi" para vir aqui que me fizeram "ganhar". Hoje tenho a certeza que não me esqueci de mim porque sempre tentei conectar-me comigo. As partilhas, as conversas, a escrita foram parte da minha terapia. Todos precisamos de a ter em dia :) Escrever é terapia. E hoje tenho perfeita noção de que foi este cantinho que me salvou.

Com o passar do tempo, e com a chegada de mais e mais pessoas, que dedicam 5 minutos do seu precioso tempo para ler o que escrevo, a responsabilidade de estar aqui também aumentou. E, por vezes, senti necessidade de me afastar. Porque nem sempre é fácil partilhar o que sentimos, principalmente quando as emoções se tornam demais e se tornam difíceis de processar.

Sei que a vida continuará a presentear-me com desafios, como tem feito até aqui. E talvez volta e meia  precise de me distanciar. Mas, se isso acontecer, eu sei que nunca será por muito tempo. Porque estar aqui, escrever, e escrever para partilhar convosco são das coisas que mais especiais que tenho na vida.


A todos vocês, desejo-vos um Ótimo Ano 2025. Sejam muito felizes!





segunda-feira, abril 24

Gosto de...

 Há quantas segundas feiras não venho aqui com um textinho do meu diário?

Estes tempos sem estas partilhas refletem o quanto a minha vida, volta e meia, está de pernas para o ar.

Se há coisa da qual sinto falta é destes bocadinhos de tempo que dedico a escrever.

Hoje, finalmente, liguei o computador, e não podia perder a oportunidade para escrever.

Fiquei a pensar sobre a quantidade de coisas que gosto, sobre o quanto algumas me fazem bem.


Eu gosto de...

Gosto de paz. Gosto de escutar e de ser ouvida. Gosto de compreender e de ser compreendida. Gosto de debater opiniões diferentes da minha. Gosto de acolher e ser acolhida.

Gosto de conversas longas e profundas, sinceras e genuínas.

Gosto de sair da minha caixa e aprender novos pontos de vista.

Gosto que me seja dado espaço para me poder expressar.

Gosto de dar e ajudar.

Gosto de aprender e de ensinar.

Gosto de ler, escrever e conversar.

Gosto de ter este cantinho, onde me posso expressar. Gosto de vos ter desse lado, que nos acompanhem e de vos acompanhar.


E tu, de que gostas?




terça-feira, fevereiro 28

Um resumo do meu mês de Fevereiro...

Fevereiro é o mês mais curto do ano. Mas posso dizer que este mês foi longo. Foi incrível o tanto de coisas que couberam neste mês.

Este mês trabalhei muito. E foi muito nostálgico para mim registei-me, finalmente, no Royal College of Occupational Therapists. Estou registada como Terapeuta Ocupacional no Reino Unido desde final de 2020, o que significa poder exercer como Terapeuta Ocupacional (e pertencer a uma Ordem). Mas ainda não fazia parte da nossa "Associação". E, curiosamente (ou não, porque a vida sabe o que faz), increvi-me no mesmo mês que deixei o meu primeiro trabalho.

Faz precisamente um ano que deixei de fazer parte da primeira equipa que integrei. Em breve explicarei como tem sido a minha jornada de trabalho por aqui. É curioso olhar para trás e ver tudo o que tenho vivido e como tem sido o meu percurso por aqui.

Claro que cada inscrição implica custos, essa é a parte chata da coisa e foi por isso que demorei a registar-me no Royal College, mas pronto... A próxima inscrição será a World Federation of Occupational Therapists, cof cof, ou não, porque há tantas coisas que quero fazer... :)


O meu trabalho ocupou realmente grande parte do meu tempo durante este mês. Mas foi também um mês durante o qual gozei de 2 dias e meio de férias, para estar com os meninos. Foi ainda o mês em que a Estrela voltou a questionar-me, entusiasmada, pelas suas atividades. E o Gabi começou um puzzle que está à espera de ser montado há vários anos.

Fomos ainda ao cinema pela primeira vez este ano. Foi uma experiência peculiar, talvez precise de tempo para partilhar. (oops) Tivemos momentos muito bons :)


Por casa, tentei manter as coisas organizadas e já ando com alguns planos de novas mudanças, uma das quais já comecei entretanto. Passo os dias a pensar na funcionalidade, mas nem sempre é fácil porque não nascendo espaço, apenas troco coisas de lugar. Mas, vale ir sonhando não vale?


Este mês tentei ainda comunicar um bocadinho mais com as minhas pessoas. Consegui falar com uma das minhas melhores amigas, o que foi muito muito bom. Vou confessar que, estupidamente, bem sei, por vezes tento nem comunicar para não doer de saudade. Mas é algo que preciso melhorar. Sinto que falhei redondamente no plano, mas volto a tentar este objetivo no próximo mês.


Quanto a mim, foi a parte mais difícil de gerir. Porque com tanta coisa a acontecer, a maior parte das vezes não me priorizei, e outras não tive tempo, energia ou cabeça para cuidar de mim e das minhas coisas. Os vídeos no youtube não sairam com uma periodicidade constante, mas mesmo assim, continuamos por lá e o vosso feedback tem sido muito bom.

Por aqui, no blog, não escrevi tanto quanto gostaria, mas já estou a trabalhar sobre mim para conseguir estar mais presente para mim mesma e para aquilo que me faz bem nos próximos meses.


Basicamente foi assim o meu mês de Fevereiro. Os meninos estão bem. Ao Gabi caiu um dente, a Estrela apanhou um fungos. Vamos lá ver se o dente cresce ao Gabi (óbvio que sim) e se o fungos da Estrela melhora de vez (não tem porque não).


Continuo no foco, sobretudo no foco por aceitar que a vida nunca será perfeita, mas muito no foco por tentar olhar para ela e fazer dela a vida perfeita para mim. E isso sabe tão bem...


Posto isto, vou ali terminar o meu mês da mesma forma que o comecei, ou seja, a trabalhar. Porque há tantas coisas a acontecer e eu tenho mesmo que as aproveitar. :)


Como correu o vosso mês de Fevereiro?

Que recordações levam para o próximo?




sábado, fevereiro 4

Sábado, fim de dia…

É hora de refletir sobre a tua semana.

Como correu? O que fizeste? O que viveste? Com quem conviveste? Quanto tempo paraste para conviver contigo mesmo(a)?

Quais foram os pontos positivos da tua semana? Quais os que queres melhorar? Quais os que frustraram as tuas expetativas? E quais os que te ajudaram a caminhar?

Pensa bem sobre eles, tenta não esquecer nenhum…

E respira. Agradece por teres tido essa oportunidade, a oportunidade de viver cada um. Todos os momentos fazem agora parte da tua história, parte de quem és.

Para os momentos bons, sorri. E para os outros, traça um plano: o que podes fazer para melhorar da próxima vez, de que forma podes contribuir para cada um? Lembra-te que nem tudo depende de ti. Por isso, aceita o que não te pertence como algo que não tens que carregar dentro de ti. Respira fundo! As vezes que forem necessárias. E promete a ti mesmo(a) não te deixares afetar tanto da próxima vez.

Agora… Agora é hora de seguir em frente. Deixar que a noite traga um bom descanso. E seguir sem levar nada do que não precisas de carregar contigo. E, seguir, levando o melhor que a vida te deu, dentro da tua bagagem da vida.

Aproveita para descansar. Amanhã será um novo dia.

Boa noite. Sê muito feliz!




quarta-feira, fevereiro 1

Welcome, February.


🇵🇹 Dizem que Fevereiro é o mês do amor. Se assim for, que seja cheio de amor próprio, amor pelos outros e amor pelo nosso dia-a-dia.
Que possamos tornar este mês num mês especial.
Aproveitem-no bem, porque este sim, é um mês que passa rápido 😜


🇬🇧 I wish we could find love in February. Find the love for yourself, for the others, and the love for your days. I hope you could live this month as a very special one.
Enjoy this month, because this month is very quick 😜



terça-feira, janeiro 31

Obrigada, Janeiro!

Este ano, termino o mês de Janeiro de forma diferente. Por norma, termino o mês de Janeiro com a sensação de que tanta coisa ficou a meio. Este ano, apesar de não ter atingido todos os "objetivos" que desejaria (idealmente), olho para Janeiro com imensa gratidão. Foi um bom mês.

Fui aprendendo a não criar expetativas e a aceitar cada processo. E foi exatamente isso que tentei fazer durante o mês de Janeiro. Tentei não desistir de nada, mas tentei ser flexível e deixar a vida fluir. Aproveitei a jornada, respeitando o meu tempo e aceitando algumas condicionantes da vida.

Pelas internet, 17 posts no instagram, 7 posts no blog e 3 vídeos no youtube e um número reduzido de stories demonstram que o tempo não chegou para a escrita diária que eu tanto gostaria. O tempo para as minhas coisas é algo que ainda preciso de trabalhar.

Mas, muitas outras coisas foram feitas por aqui, e também por mim. Algumas das quais nunca cheguei a partilhar.

A única coisa que tenho pena é de não ter mais fotos sobre o mês. Ficam as memórias e as páginas da agenda que relatam um bocadinho dessa história.

No entanto, irei levar isso como sinal de aviso para melhorar no mês seguinte.

Assim como outras coisas que ficaram pelo caminho. Mas, com calma, que a pressa é inimiga e o mês de Fevereiro é o mais curto :)


terça-feira, janeiro 3

Welcome, 2023

 Dia terceiro de janeiro. Post primeiro do blog.

Bem... Queria ter assinalado o começo do ano novo no dia um de janeiro, como tantas vezes fiz, partilhando convosco os meus pensamentos para o novo ano. No entanto, não foi possível. Estou aqui hoje, sentada em frente ao computador, a colocar em palavras o que vai na minha alma.

Fui rever o histórico, e este cantinho guarda uma mensagem/pensamento de ano novo desde 2016. Esta será a sétima vez que o faço. Incrível como o tempo passa. Incrível como este cantinho guarda tantas memórias, pensamentos e histórias. Sou tão grata por continuar aqui.

Este ano, ao contrário dos anteriores, sinto-me eu novamente. Sinto que começo este novo ano com a visão mais clara, com grande parte da determinação que sempre me foi caraterística. Por alguns anos perdi esta vontade de me superar. Permiti, de alguma forma, que o mundo controlasse tudo à minha volta e deixei-me ir. Deixei de criar planos, de criar objectivos, e até de sonhar. Deixei-me ficar ali naquele cantinho de quem ainda não desistiu de tudo mas não tem mais forças para lutar ou mudar. Não que esteja errado. Há fases da nossa vida em que precisamos baixar as expetativas, ir na corrente... Mas essa não sou eu. Tentei mudar-me, como foi solicitado e como me aconselharam. Mas não me adaptei a essa versão. Mas foi bom passar por esse processo. Aprendi a abrandar as expetativas e as exigências que coloco em mim mesma. Hoje sei que sou apenas uma comum "mortal" com limitações, e que não tenho a responsabilidade de abarcar e dar conta de tudo e mais alguma coisa. Sou e quero ser responsável por mim. E é também por mim que este ano tentarei lutar um bocadinho mais. Pora ser eu. Para me sentir eu de verdade, sem medos ou receios do que os outros irão pensar, sem penalizar-me ou aceitar que está sempre tudo bem se eu me anular.

Para este ano, volto a não desenhar planos. Mas ao contrário dos anos anteriores, tenciono, a pouco e pouco, criar objectivos. É meu objetivo voltar a ter objetivos, por assim dizer.

O primeiro que criei é o de voltar a estar mais presente por aqui. Este espaço permite-me conectar comigo mesma, refletir, sentar e esquecer o que me preocupa, aprender, crescer, evoluir,... Ao mesmo tempo, se isso acontecer, quero partilhar convosco um bocadinho mais de conteúdo, daquele que foi ficando parado, perdido e esquecido... Quero muito partilhar um bocadinho mais sobre os mais variados temas: abrir as páginas do meu diário, da minha vida, da nossa forma de viver, da nossa mudança para o Reino Unido sobre a qual ainda pouco partilhei. Quero muito trazer-vos assuntos mais complexos como são o do desenvolvimento infantil, e a terapia ocupacional, e um pouco de maternidade.

Quero muito trazer assuntos práticos, ideias, questões, porque vocês têm sempre algo novo para acrescentar e isso é tão enriquecedor!

Para este ano, sem grandes objectivos, mas com uma nova convicção, aqui estou eu, a começar uma nova jornada. Quero muito continuar a lutar por mim, por desafiar as minhas limitações. E é aqui que o consigo fazer.

Para este ano, se tudo correr bem, se tiver saúde, tenciono estar mais presente.

Quero aproveitar para agradecer a quem continua desse lado, ano após ano, apesar de todas as oscilações. E quero aproveitar para vos convidar a continuar desse lado. Este ano, a vossa companhia será ainda mais importante do que nunca. Vocês não sabem, mas são vocês que me dão tantas vezes força para continuar aqui. Porque do jeito que o "mundo" está, são inúmeras as vezes que questiono o que ando aqui a fazer. Continuarei a fazê-lo, eu espero, mas desta vez, tenciono fazê-lo em andamento...


Apesar desta poder ser uma mensagem estranha para início de ano, queria mesmo registar a mudança em mim. Afinal, se este cantinho não servir para mais nada, um dia servirá para eu recordar cada fase. Como digo sempre, as palavras têm poder. E, eu espero, um dia rever tudo o que senti. E isto é, para hoje, a realidade.


A todos vocês, um Ano Muito Feliz! Que possam viver o ano sendo vocês mesmos. Para os que ainda estão na busca do seu eu, uma boa caminhada. Espero que não desistam de procurarem quem querem ser de verdade!

Vemo-nos por aí (ou aqui). Amanhã, às 22h. ;)




terça-feira, outubro 4

"Aproveita, que passa rápido!"

"Aproveita, que passa rápido!"

Esta deve ser uma das frases que mais ouvimos desde que nos descobrimos grávidas. Dito desta forma, bem lá no começo da gravidez, em que tudo ainda parece meio surreal, não queremos acreditar. Achamos que é conversa de gente velha, que já não tem forma de fazer o tempo voltar (desculpem os mais velhos, lá chegaremos, pelo menos, eu quero chegar).

À medida que o tempo passa, percebemos que realmente é bem verdade. Tão verdade que no dia em que piscamos os olhos por um segundo a mais do que o normal, já passaram anos e nem reparamos.

Por aqui, contamos 13 anos de gente.

Para mim, são (quase) 14 anos a ser mãe, uma vez que descobri a gravidez há quase 14 anos atrás.

O tanto de tempo que passou. O tanto que ele cresceu. O tanto que mudou. O tanto que mudamos. O tanto que envelheci, também. Oops! Nem vale a pena entrar por aqui.

 

Bem… Um filho acelera o tempo, é verdade. Um filho traz adrenalina. Um filho transporta-nos para uma corrida, onde nos sentimos na obrigação de estar sempre na linha da frente, sem perder o controlo daquela nova missão.

E, à medida que o tempo passa, e nos envolvemos no dia-a-dia, a cuidar deles, a levar a nossa vida em torno da deles, a aprender mais sobre a vida em geral, nós esquecemos que o tempo está mesmo a passar, por eles e por nós.

O tempo não para e nós lá continuamos a viver como se ele nem existisse sequer. Até que um dia, ao batermos de frente com novas dificuldades, olhamos para eles, muitas vezes, (às vezes, já em bicos de pés para lhes chegarmos ao queixo, porque estão maiores do que nós), e percebemos que o tempo passou mesmo depressa. E é aí que, ao revivermos a história, percebemos que para além do tempo ter passado, nunca mais será recuperado.

O que fazer então?

Temos várias opções, como para tudo. Cada um escolhe a que mais lhe convier.

Podemos escolher voltar a fechar os olhos e imaginar tudo como se de um sonho se tratasse. Ou podemos tentar parar o tempo para os conseguirmos aproveitar, por um bocadinho mais.

Por muito que muitos pais digam que os filhos são “deles”, não são. Pelo menos a partir do momento que eles decidirem não o serem.

Por isso, a segunda opção é essa, a de os “aproveitar” enquanto temos a limitante capacidade de fazer o tempo “parar”.

Parar para criar histórias, para partilhar momentos, para criar memórias.

Porque um dia, será isso que ficará, as memórias que criamos, que deixamos, que nos marcam…

 

Aqui, o Gabi, há uns anos atrás, quando ainda alinhava comigo para tudo. Hoje em dia, já não é bem assim… E está tudo bem.

 

(Hoje partilho este texto, para vos fazer repensar sobre a importância do tempo, para que possam refletir sobre a efemeridade e a velocidade com que a vida corre. Às vezes, precisamos de relembrar que tudo é passageiro, e que a viagem, que às vezes parece longa demais, é mais curta do que parece. Encontrem a vossa força e paz nestes momentos, que valem ouro, e que uma vez perdidos, não podem ser recuperados!)

 

E eis que escrevo, passado tanto tempo, mais um texto sem revisão. Por isso, para quem está habituado, ignorem qualquer erro ou gralha. Não irei rever, para não correr o risco de alterar a mensagem.



domingo, outubro 2

Planear, sem detalhar.

 Fazer planos, sem detalhar.

 

Tremem-me os dedos ao escrever sobre isto.

Não sei se deveria pronunciar-me sobre isto, nem tampouco se o deveria partilhar.

Este mês é para recomeçar:

Voltar a colocar em prática o que ficou por praticar.

Trazer do passado o que lá ficou pendurado.

Sair da zona de conforto, trazendo um bocadinho daquela que foi durante muito tempo a minha zona de conforto.

Falamos sobre planear.

Mas, desta vez, de um modo diferente. Falamos de fazer planos, sem os detalhar.

A vida é tão bonita, mas tão efémera. Não sabemos nunca o dia de amanhã, por isso, por muito que o planeemos sabemos que podemos nem lá chegar.

Não defendo que devamos viver a pensar sobre isto, mas se todos nós nos lembrássemos da nossa efemeridade, pelo menos de vez em quando, talvez fossemos todos um bocadinho melhores.

Este mês tenho planos. Tenho planos, caramba!

É o trazer para o presente um bocadinho de mim, que ficou perdido algures no tempo.

Mas, para cada um não crio expetativas, não os detalho ao pormenor. Não tenho pressas, não tenho horas nem dias marcados. Mas tenho, novamente, planos.

E isso é tão bom.

Claro que, não há plano maior do que estar disponível para estes dois, física e emocionalmente. Todos os dias um bocadinho mais.

(E para mim escrevo, bem vinda de volta, Lu <3)

E para vocês, para que serve o mês de Outubro?




segunda-feira, julho 4

Rainha da minha própria vida.

 

Gostava de ser rainha da minha própria vida. Mas, a verdade, é que (ainda) não sou.

Gostava de sentir-me princesa, de sentir que a coroa é minha. Mas a realidade não é bem assim.

 

Nunca fui princesa, nunca serei rainha.

Mas, eu tento. Eu tento colocar a coroa e sentir-me uma.

 

Se, tomar a decisão de nos tornarmos rainhas contar, então eu sou uma autêntica rainha:

A rainha das tentativas. A rainha da persistência. A rainha da resiliência. A rainha da fé.

Afinal, talvez seja um bocadinho rainha da minha própria vida.

Afinal, estou cheia de valores que fazem do meu reinado o único que eu quero viver.

 

A vida não é feita apenas de fases boas. É nas fases difíceis que devemos ter a ousadia de nos sentirmos rainha e tomarmos as rédeas do nosso próprio reinado. Afinal, só temos uma oportunidade para reinar. Afinal, ninguém sabe quando vai terminar.

Se tens algo para mudar, mas se te faltam as forças, recupera primeiro e depois veste a coroa.

Se tens energia mas não sabes por onde começar, imagina-te uma rainha, por onde as mudanças deveriam começar?

 

Estamos a meio do ano. É altura de fazer os balanços necessários e acreditar que seremos rainhas do nosso próprio reinado.

Se não te sentes rainha, faz-te uma!

Eu ficarei aqui para ver-te triunfar!